Homenagem muito especial ao meu melhor amigo, que Deus levou há 17 anos: Edison Dezen

Hoje, 25 de agosto, faz 17 anos que Deus levou daqui lá para o céu meu amigo Edison Dezen. O anjo que nos protege.

Ano após ano nessa data e em todos os dias do ano ele está presente na minha vida, e na de todos que o conheceram.

Não dá para falar dele, exatamente, dizer tudo o que fez. Dá para lembrar nomes para vocês irem perguntar: Milton Nascimento, Toquinho, tudo o que disse respeito à DIRETAS-JÁ, João Dória Jr, Celso Grellet. Milton Longobardi, José Roberto Maluf, Magda Marçal… A família de Ayrton Senna, Vivianne, Seu Milton, a família MPM, do Petroninho Correa, FHC, João Rodarte, Roberto Tripoli, Rosana Beni, Luciana Cardoso, Thais Gasparian, Rose Di Primo,  Caique , Carlucho, Ernesto, e todos os que ele tocou com sua bondade imensa. Elis Regina, Cesar Camargo Mariano, Jane Duboc, Adoniran, pessoal da boa Tevê Bandeirantes…

Essa lista iria muito longe!

Achei aqui uma foto antiga, de uma revista PROPAGANDA de 1985, quando ele era o vice-presidente de operações da Paulistur, hoje SP TURIS. E uma lembrança de uma época mágica que parece que não vai voltar mais, nunca!

Essa imagem ajuda um pouco a  lembrarmos nossos melhores momentos.

Como já disse, é da Revista Propaganda, edição de 1985, que eu mantenho comigo, por amor total. Veja todo mundo aí: João Dória, Celso Grellet, José Roberto Maluf, Milton Longobardi, A DIREÇÃO DO TURISMO , em São Paulo. Eles fizeram a Diretas-Já e muita coisa boa…Edison foi, inclusive, presidente da Abraccef (Associação Brasileira dos Centros de Convenções e Feiras)

(Edison é o de barba)

Edison nos deixou um grande legado. Deixou poemas e amores que guardo com carinho e talvez um dia…

Faço esse post, emocionada. Ele sempre me emocionou, antes de tudo. E sei que esse mesmo post seria assinado não só pelos “personas” citados. Mas, por mim, pela Carmen Perroni, pela Maria do Carmo, pela Maria Odila, pelo Bidu, pelo Ricardinho – por toda uma turma que ele reunia e alguns que ainda reúne, em sua volta. Em torno de seus ideais.

É como se ele tivesse saido de windsurf pelo mar de Ilhabela e ido para longe…Eu ficava esperando sentada na pedra da praia. Eu, Banzai, Capitão, nossos viralatas…

  Essa imagem ajuda um pouco a  lembrarmos nossos melhores momentos.

É da Revista Propaganda, edição de 1985, que eu mantenho comigo, por amor total. Veja todo mundo aí: João Dória, Celso Grellet, José Roberto Maluf, Milton Longobardi, Ópice. A DIREÇÃO DO TURISMO , em São Paulo. Eles fizeram a Diretas-Já e muita coisa boa…Edison foi, inclusive, presidente da Abraccef (Associação Brasileira dos Centros de Convenções e Feiras)

Há 17 anos esse é um dia muito triste para mim. E para muita gente!

Há um ano escrevi um texto em sua homenagem, que reproduzo aqui:.

AOS QUE JÁ SE FORAM DAQUI – ARTIGO, por Marli Gonçalves

 

 É tudo uma questão de tempo. Uma certeza. A gente vai também. Mas quando? Como? Teremos tempo de fazer tudo? Nossos amigos foram antes. Quem será que está melhor: nós ou eles? Quem se adiantou? Quem se atrasou? Que teria acontecido se eles ainda estivessem por aqui?

É um tema difícil esse, de sair daqui para só-Deus-sabe-onde. Ninguém gosta muito de pensar nisso. Nem eu. Mas não tem jeito: num mês assim de agosto, há 16 anos, perdi meu melhor amigo (*) . Aliás, neste ano aí perdi vários, mas um em especial. Acho que nunca me recuperei. Não exatamente de uma tristeza de ele ir, mas da sua simples ausência aqui, pessoa incrível, criativa, elegante, justa e generosa; um homem bom, que faz falta para muita gente. (Alguns entre meus leitores vão saber e lembrar quem falo – raridade absoluta no planeta Terra).

Chega até a ser engraçado porque eu tenho certeza de que, onde quer que esteja, ele está bem. Assim como acho que minha mãe está bem. O critério, de qualquer forma, é achar que estão melhores lá não-sei-onde do que estavam aqui, debilitados. Mas, pergunto, como seria se eles tivessem podido colaborar mais, fazer mais, ter mais tempo, deixar mais de suas obras?

É usual dizer que quem é bom vai antes. Quem é ruim fica pra semente. Mas isso não é verdade. Claro que chegam notícias de pessoas que a gente pensa – Já vai tarde! Ou, “pensei que já tinha ido!” . E essas, as pessoas más, por que as deixaram ficar fazendo maldades tanto tempo antes de levá-las? Para que ficassem marcadas, não fossem esquecidas? E os grandes poetas de outrora, todos na história? Mortos, jovens, passagens fugazes.

Você já perdeu amigos? Já chegou perto de uma fase onde você só encontra alguns conhecidos em enterros, velórios? Ei, não vem que não tem: não precisa ser velho para isso, principalmente com o nível atual de violência atingindo de chofre exatamente os mais jovens. Potencialmente mais explosivos, mais acidentáveis, mais matáveis, mais morríveis, mais enfartáveis.
Já perdi gente da família, a minha própria reduzida a meu pai, meu irmão, eu e minha gata. Mas família é outro assunto. Aqui estou tentando focar nos amigos, nos parceiros, nos conhecidos e admirados que caíram nas margens das estradas da vida, sucumbiram e poderiam tão bem, sei lá, ainda estar ao nosso lado. Estar por aqui aprontado para a gente ver, aprender mais, admirar.

Lembro que logo cedo, adolescente, tive amigos que se mataram. Com tiro de revólver, com mangueira de chuveiro. Nunca entendi alguns deles, por que quiseram se retirar tão cedo, com 14, 15 anos, futuros brilhantes. Outros morreram em acidentes evitáveis, se eles quisessem, ou, melhor, tivessem querido, sendo eles próprios queridos de alguém. Toda hora tinha um escorado num poste. Ninguém conversou comigo naquela época, nem depois, e eu tive que deglutir sozinha essas dúvidas. A morte parece ser uma jogadora invisível a se apresentar quando somos jovens. Fica ali, à espreita.

Hoje é nos esportes radicais que muitos tentam sem querer chegar antes no sei-lá-onde. Adrenalina, espírito de aventura, coragem. Vida nos limites, do matar e do morrer. Veja no que está dando todo esse impasse e o pouco valor de muitos pela vida.

E se buscar resposta na Religião? Não. Mesmo com toda uma formação espiritualista, mediunidade desenvolvida e várias crenças pessoais, do bem e do mal, não consigo responder se eles, os que foram, se adiantaram, ou se nós é que estamos atrasados. Qual é a hora certa? O que deixar para quem fica, o que, qual testamento, qual exemplo de vida?

E, chegando lá onde a gente-não-sabe-onde, será que poderemos continuar a nossa obrinha, influenciando outros, ou poderemos voltar transparentes e puxar o pé de alguém aqui? Quem influi em quem? A gente volta?

Via das dúvidas, nunca deixo de ter flores em casa. Esse amigo que perdi certa vez me disse que os anjos só visitavam a Terra por causa delas, o único lugar onde poderiam ser encontradas. E eu acredito nisso fielmente, tal a certeza que tenho e lembro-me de sua afirmação. Como acho que ele virou anjo… Gosto de imaginar que viraram anjos as pessoas legais que me deixaram.

Com asas, também procuro respostas na fábula da Ave do Paraíso, no mito da Fênix que ressurge das cinzas, das suas próprias, e sai em pleno voo. Interpreto como uma obrigação de quem fica a de fazer renascer diariamente as idéias e os ideais que nos transmitiram. A lógica? Que lógica há na morte? Que lógica há na vida?

Como poderia ter sido cada coisa que foi, e o foi, desta forma e com aquela pessoa, porque outras tinham partido. Senna seria Pelé? Luis Eduardo Magalhães, LEM, do DEM, presidente da República? Cazuza ainda iria arrumar muitas brigas? Renato Russo relaxaria um pouco daquela tensão? Se Raul vivesse, Paulo Coelho existiria? O Dener, da Portuguesa e do Vasco, até onde teria chegado com seu belo futebol? Marcelo Frommer estaria nos Titãs? Rubinho, se não tivesse tido aquele grave acidente dias antes da morte do Senna, teria sido um novo Nelson Piquet? E Tancredo, se tivesse assumido?

Balas, acidentes, doenças, desgraças, tragédias, tristezas, drogas, máquinas e motores, guerras e vilanias vão continuar mudando o rumo da história. Pelo menos a que podemos ver por enquanto – a História da Terra.

São Paulo, e antes de 27 de Agosto, quando se anuncia que à meia-noite e meia duas luas estarão no céu. O planeta Marte será a estrela mais brilhante, e vista tão grande quanto a Lua cheia. História que a Terra só viverá novamente em 2287, quando eu e você já fomos daquí e podemos até já estar de volta, e puxando o pé dos descendentes dos que ousarem destruir nosso país agora.

Marli Gonçalves, jornalista. Acredita, já disse, em tudo e em mais um pouco, desde que vendo, de forma direta, da fonte. Então só pode afirmar que o sobrenatural existe, porque emana. Mas não sabe como é. Pena, senão te contava!

(*) Dedicado ao Edison Dezen, que já tinha paraíso até no nome.

(Acabo de saber neste exato momento que mais um foi, meu amigo querido de tantos anos, companheiro de escola e de vida, o ator Miguel Magno. Tá vendo? Quem agora vai falar daquele jeitinho? Quem vai te divertir daquela forma? Agora ele estava fazendo sucesso no Toma Lá. Dá Cá…Que a estrela de Aldebaran o acompanhe!)

 
 

 

 

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24 Respostas to “Homenagem muito especial ao meu melhor amigo, que Deus levou há 17 anos: Edison Dezen”

  1. Luiz Nusbaum Says:

    Only the good die young … parabéns pela emoção sentida e transmitida. Obrigado

  2. somente uma pessoa com sua sensibilidade Marli para resgatar a memória do Dezen e parar a loucura do nosso dia-a-dia para que perguntemos: para que tudo isso???
    parabens pela iniciativa e carinho com o Dezen e com todos nós.
    bjs do teu fã

    • Ele é que teve sorte de ter amigos como você. E eu, de poder conhecer ambos! Beijão e muito obrigada pelas palavras, não só de conforto, como de carinho e reflexão. Marli

  3. Loreta Conte Says:

    Tive a chance de ter o Edson como Diretor na Paulistur e amigo também de fins de semana em Ilha Bela, inesquecíveis com Julinho Anguita, Antonio Pagano- Botana …muitos mais. O que mais gosto de lembrar é dele me sorrindo com carinho e cumplicidade quando me tiravam do sério no trabalho.
    Lnda iniciativa beijo grande a si.

  4. Maria Fernanda Dezem Says:

    Oi Marli, nao me lembro muito de você, mas queria agradercer por lembrar de meu tio com tanto carinho! Eu era muito pequena, tinha o que? Uns 6, 7 anos quando meu querido e amado tio se foi.
    Como você disse: ele sempre será lembrado, podexser num momento de paz ou mesmo nos nossos dias corridos…. A lembranca da Ilhabela, windsurf, caiaque estarao para sempre na minha memoria…. Saudades tio!
    Bjos a tdos

  5. Marli, muito legal essa sua homenagem ao Edson Dezen. Ele realmente foi um anjo e aprendi muito com ele. Foi ele o responsável por eu conhecer o Celso Grellet, com quem tive o prazer de trabalhar na Paulistur; o Milton Longobardi, que está na SP Turis atualmente; o José Roberto Maluf (perdi contato, mas é uma pessoa maravilhosa). Lembro que eu havia sido demitida da Paulistur, por uma pessoa que nem vale a pena citar o nome, e o Edson me via trabalhar muito e desenvolver as minhas funções com todo empenho. Ele mandou me buscar no ponto do ônibus e me apresentou o Celso Grellet, dizendo que eu ia fazer um teste para trabalhar com ele…época boa. Pessoas como Dezen merecem o céu, verdadeiramente.

    • Puxa, Shirley, que legal! Muito obrigada por manter em sua memória essas cenas lindas do nosso querido Edson.
      Posso te garantir uma coisa: ele morreu igualzinho, fazendo das tripas coração pelos outros, pelos amigos, pelas pessoas que encontrava.

      Beijo grande em você e, se ver o Celsinho Grellet, dê um nele também, naquela belezinha.
      p.s.: AH! E VOLTA SEMPRE! AQUI HÁ MUITAS NOVIDADES…
      BEIJO DA MARLI

  6. Alexandre Dezen Arena Says:

    Olá Marli

    Suponho que você seja a Marli da Ilhabela e de tantos encontros que tivemos quando eu ainda era criança. Achei esta mensagem sobre meu tio e sempre que lembro dele me vem um enorme vazio de não ter tido o privilégio que vcs tiveram de conviver com ele.
    Que falta ele nos faz e quanto lembro dele.
    Ainda este final de semana fui acampar com meus filhos e Puruba (praia entre Ubatuba e Paraty) e relembrei com eles meus tempos de criança em Ilhabela. Que saudades!!!!
    Se puder e desejar vamos fazer contato. Vc tem o meu e-mail: alearena@esporteeducacao.org.br. Meu cel é 11 9440 55345.
    Beijos

    Alexandre

  7. Olá, gente que conheceu o Edison como eu. Convivi com ele por anos, quando veio do interior para fazer cursinho – Objetivo- em 1972. Depois nos tornamos mais amigos, cheguei a ir à casa em que morava com a mãe e irmã(s) na Alfonso Bovero. Ele ia muito ao meu apartamento na V. Mariana. Depois, quando entrei na USP e ele na FAAP, ainda nos encontrávamos, ele estava começando a se interessar pela área da cultura. Sua passagem pela Paulistur na década de 80 e todos aqueles shows maravilhosos no estacionamento do Eldorado, as orquestras nas escadarias da Gazeta, a Rua do Choro…
    Meu Deus, estive fora de SP e perdi o contato com ele. Fui ao 22 e nada dele. Fui ao bar da Consolação e ninguém sabia dele.
    Hoje, mais uma vez tentando no google, fico sabendo que faleceu há tantos anos.
    Que saudade do seu sorriso.
    Abraços a todos os seus familiares e amigos.
    Odonir

    • Odonir, então vc sabe que nenhuma palavra destas é suficiente para descrever a beleza, o caráter e a garra do nosso campeão, não?

      Eu é que agradeço. Fico feliz de poder perpetuá-lo na nossa memória.
      beijão e, por favor, volte sempre!
      Marli Gonçalves

  8. Adolfo Junior Says:

    ha…trabalhei com o Edson na PPA e depois qdo mudei de São Paulo perdi o contacto dele , hoje moro em Lisboa e procurando pelas pessoas amigas me deparo com essa noticias triste, muito triste mesmo, ele me ajudou muito.

    • Nem me fale, Adolfo!

      Tentamos sempre manter viva suas ações de generosidade que distribuía para quem cruzasse seu caminho.
      beijão e VOLTE SEMPRE! aqui, tem Brasil…

      Beijão , Marli

  9. Sou uma velha amiga do edson, eu moraona españa, em Figueres, Girona. E um dia, há 18 anos, recebi uma chamada da semas em nenhum momento falamos sobre isso. cretaria do edson, dizendo que ele viria para aqui e que se eu podia estar com ele. Me deu uma enorme alegria e me preparei para espera-lo na estaçao de trem.
    edson estava muito debilitado mas en nenhum momento falamos sobre isso. Ele queria ir a Cadaqués, porque uma vidente tinha lhe dito que ele t deveria ir lá. Passamos um dia muito especial vendo aquela paisagem maravilhosa e contado nossas experiencias passadas. Foi muito especial para mim. Depois nao soube nunca mais nada dele, mas me imaginei. Hoje eu vi este artigo na internet com uma foto. Nao tinha nehuma foto dele. Fico feliz de que ele tenha tido tantos amigos. Pra mim também foi uma pessoa muito especial.

  10. Maria Fernanda Dezem Says:

    oi marli, sou a filha mais nova do Ricieri.

  11. Maria Fernanda Dezem Says:

    Oi marli, minha mãe, Maria Ines, gostaria de saber se vc tem noticias da Carmem. Podemos nos corresponder por email? dezemmf@hotmail.com

    Obrigada
    Bjo.

  12. […] ***Homenagem a meu querido amigo que me deixou há tantos anos. Sinto quando está por perto, Edison!♥♥♥♥♥!♥♥ […]

  13. […] ano passado, post que fiz nesse dia, atraiu gente do mundo inteiro, amigos que não sabiam de seu paradeiro, e seus […]

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