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Posted in Uncategorized on 7 de dezembro de 2016 by Marli Gonçalves

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O reunan Renan

Posted in Uncategorized on 7 de dezembro de 2016 by Marli Gonçalves

ARTIGO – Sobre a fragilidade humana. Por Marli Gonçalves

Posted in Uncategorized with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 3 de dezembro de 2016 by Marli Gonçalves

Sobre a fragilidade humana

Por Marli Gonçalves

Angústias, medos, tristezas. A insensatez e descontrole dos caminhos e voos de todos nós na estrada da existência

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Escrevo para você daqui, sentada em cadeira dura de plástico azul, ao lado de uma cama hospitalar, na enfermaria do maior hospital da América Latina. Vigilante, aqui estou há quase 14 dias desde que o meu pai foi internado. Com seus 98 anos alterna as melhoras, o que me dá esperança, e períodos inconstantes, que me angustiam e apavoram.

O movimento para todos os lados que olho é intenso, estressante. Aqui se vê de tudo, se percebe o quanto somos nada, frágeis, fracos, dependentes. Mortais.

As luzes nunca se apagam. Os sons são intermitentes. Vindos das pessoas são os ais, os gemidos; das máquinas, apitos sonoros, alarmes, bips. Os cheiros inúmeros se misturam no ar, sangue, remédios, flatulências e todas as outras emissões de nossos corpos. Correria: baleados, quebrados, atropelados, situações limite entre a vida, a cura, a esperança. O tempo.

Nesses últimos dias o mundo aí fora me parece completamente mais distante. Aqui não há tevês (só na lanchonete, e sem som), e os celulares pegam apenas em alguns pontos e em algumas posições e de vez em quando.

Fidel morreu. Gente, Fidel morreu! Quando ouvi isso parecia apenas que ouvia mais uma vez o velho boato do homem que há anos e toda hora se dizia que tinha morrido. Desta vez era verdade, era real. Incrível.

Um avião caiu, matando todo um time de futebol. Os primeiros comentários ouvidos nos corredores eram ainda piores do que a realidade que corri para ver detalhes. De boca em boca inicialmente seriam mais de 170 mortos e a queda teria ocorrido na Bolívia. Na triste confirmação, uma centena a menos e um avião caído mais para lá, na Colômbia.

O time, no entanto, que disputaria o campeonato mais importante de sua história, sumiu mesmo. Mais: duas dezenas de jornalistas mortos em pleno exercício da profissão. Para contarmos as coisas, nós, jornalistas, muitas vezes vivemos tão colados nos fatos que acabamos sendo os próprios fatos.

Dias difíceis, a tristeza que entrou em campo ficou ainda mais completa com o ataque na surdina de um bando de políticos tentando livrar-se das lavas do vulcão da maior e mais temida delação premiada da empreiteira que mandava e desmandava no país, usando-os como suas marionetes amestradas. E buscando fugir da água da Lava Jato limpando e escovando a cara de pau deles.

Volto agora a olhar para os lados, onde em cima de cada cama, de cada maca – muitas, dispostas nos corredores à espera de vagas para ser estacionadas – há uma história, uma tragédia. Um nome.

Aliás, os nomes mais variados que conheci em muito tempo estampados nos prontuários pendurados nas macas mostrando o quanto é grande a criatividade de nosso povo. Muitos Silvas, outros tantos Santos, Oliveiras, Almeidas. Passei pelo João Pedro Mário, uma pessoa só reunindo três.

Nesse cenário todo movimentam-se ainda as cores, muitas. O laranja da enfermagem; o rosa escuro das enfermeiras chefes; o verde dos fisioterapeutas e residentes, o cinza dos cirurgiões. O preto da roupa dos seguranças que ficam impiedosamente caçando as visitas atrasadas para que se retirem. Mestres, reconhecidos pelos cabelos mais grisalhos passam em grupos compactos, pupilos atentos a cada caso apresentado e discutido diante das camas que mostram a mais precisa forma da fragilidade humana, a que luta contra a morte. Como se isso fosse possível.

Esse é o sistema. Tudo tem regra, tudo tem horário, tudo tem controles, alguns até muito burros, e filas, longas filas que aumentam ainda mais a imensa crueldade das situações, protagonizada por um número de servidores abaixo das nossas necessidades, ganhando menos para as necessidades deles.

Tantos ângulos que aumentam muito a nossa fragilidade diante da vida. Como dizia no início, as nossas angústias, medos e tristezas.

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Marli Gonçalves, jornalistaPapai e a sua idade chamam muito a atenção por aqui. Que ele consiga sair dessa e chegar aos 100.

SP, nesse terrível, horroroso, perverso, esculhambado e esquisito ano de 2016

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MARLIGO@UOL.COM.BR

Abraji condena quebra de sigilo de Andreza Matais. Um absurdo essa decisão

Posted in Uncategorized on 30 de novembro de 2016 by Marli Gonçalves

judge6Quebra de sigilo de jornalista é inaceitável

A Justiça de São Paulo, numa medida inaceitável, determinou a quebra do sigilo de dados telefônicos da jornalista Andreza Matais.

Em decisão tomada sob sigilo em 8.nov.2016, o juiz Rubens Pedreiro Lopes autorizou a Polícia Civil de São Paulo a acessar os registros de ligações de três celulares usados por Andreza na apuração de série de reportagens publicadas pela Folha de S.Paulo em 2012, sobre investigações na cúpula do Banco do Brasil.

O delegado Rui Ferraz Fontes solicitou a quebra do sigilo telefônico para determinar quem foi a fonte da jornalista. Ele agiu no âmbito de uma investigação aberta a pedido do ex-vice-presidente do Banco Allan Simões Toledo, citado na reportagem. A promotora Mônica Magarinos Torralbo Gimenez, contrariando três colegas que já haviam se manifestado contrários à medida, respaldou Fontes.

É com indignação que a Abraji vem, mais uma vez, lembrar a membros da Polícia, do Ministério Público e do Judiciário que o sigilo da fonte é uma garantia constitucional (Art. 5º, inciso XIV) e não pode ser violado.

A Abraji repudia a decisão de Lopes e roga à Justiça que a reverta, cumprindo a Constituição Federal e observando o Estado democrático de direito em que o país ainda vive.

Diretoria da Abraji, 30 de novembro de 2016

Bye bye, Geddel!

Posted in Uncategorized on 25 de novembro de 2016 by Marli Gonçalves

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Papai Noel, livrai-nos dos corruptos!

Posted in Uncategorized on 24 de novembro de 2016 by Marli Gonçalves

Fora, primeiramente, Geddel! E a charge de Sponholz sobre o saco de farinha

Posted in Uncategorized on 21 de novembro de 2016 by Marli Gonçalves

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