Salve Ogum!

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ARTIGO – Não tem nem mas, nem meio mas. Por Marli Gonçalves

Porém, no entanto, todavia, contudo, não obstante. Horas que as letrinhas adversativas chegam apenas para mascarar. Essa mania nacional de pensar claudicante e de pouca firmeza em opiniões pode nos levar a um buraco muito mais fundo do que aquele em que já estamos. Eu não sou isso, aquilo, mas… não cabe nesse momento. Ou é ou não é. Ao menos assumam. Respeitem nossa inteligência. Nada de votos envergonhados

Já começou a temporada do “Eu não sou…, mas” – e lá vem defesa do indefensável. Tenho reparado que essa praga volta com força máxima e logo agora que tanto precisamos de opiniões e atitudes certeiras, decididas. É igual a usar excessivos gerúndios, que estou convencida que é um vício que “pegou” porque é apenas uma forma, um jeitinho, de ir levando, ir fazendo, ir ganhando tempo, de não fazer é nada, como combina com o caráter nacional. Acabemos com isso, enquanto é tempo. Não é hora para covardes vindos de nenhumas das várias pontas da questão Brasil.

Direto ao ponto, para ser mais clara. Um candidato à eleição presidencial vem se fazendo apenas (até porque não tem outras qualidades) em cima de polêmicas absurdas, despreparo, atraso, manipulação de informações e do desespero de brasileiros em várias áreas, em especial a violência. Ele não é novo, não é exótico; é apenas uma besta. Estou falando, claro, de Jair Bolsonaro, que, pior ainda, tem filhotinhos bolsonarinhos. Pronto, já deixo claro aqui o que eu acho desse nome: traz as trevas, não tem a menor condição, é mais uma palhaçada que se criou nesse ambiente doente e árido em que vivemos. Eu acho isso. Respeito, embora não há argumentos que possam justificá-lo,  quem admite de forma desenvolta que ficará com ele.

Mas já irrita profundamente, e as tenho encontrado com alguma insistência, especialmente nas redes sociais, pessoas que escancaram um “Eu não sou Bolsonaro, mas…” seguido de uma série de argumentos favoráveis a essa angustiante opção. Esse tipo de sentimento gerou Malufs, Cabrais entre outros insolentes que acabaram no poder. E acabaram com o país e com o nosso crédito na política.

Do outro lado: “eu não sou petista, mas…” tem impressionado muito, porque precisa ter capacidade, ou um bom pagamento de soldos, para vir a público defender, não só o Lula, mas toda a corja que se formou dentro do partido que era a esperança, e virou um verdadeiro e escancarado lixo, para dizer o mínimo. Gosta dele, Lula, quer vê-lo fora da cadeia? Ok. Bárbaro. Hashtag para você também. Mas por favor, pare aí. Não venha com lamúrias, ousar dizer que não houve julgamento, sendo que passou por todas as camadas, esferas e estratosferas. Fora que esse processo que corre mais lépido é apenas um entre outros muito mais cabeludos. Muito mais.

Entendo e admito que no meio de mais de uma dezena de opções absolutamente atemorizantes se definindo como candidatos, nossa cabeça esteja mais para biruta de aeroporto. Mas há de haver detalhes inegociáveis. O respeito aos direitos individuais, à liberdade de expressão, aos mecanismos democráticos de controle, ao Estado Laico.

Dentro disso tudo, repito, não tem nem mas, nem meio mas…Não pode ter.

Não sou racista, mas… Respeito as mulheres, mas… Não tenho nada contra gays, mas… É muito covarde e gera atos tão covardes quanto. Não acredito em bruxas, mas…

Podemos usar o tal mas em outras formas, nas quais denota defeito. Por exemplo: Lula é um líder, mas deixou rastros e provas de ter se beneficiado pessoalmente; Bolsonaro surgiu, mas sua incapacidade intelectual e gênio o tornam inábil e perigoso.  Eles, entre outros nomes que se apresentam nas esferas estaduais e federais, são a personificação do mas, em sua terceira opção, a da dificuldade, porque são a própria negação, o embaraço, o obstáculo, o inconveniente, a objeção. Mas é adversidade, e não aguentamos mais tantas delas.

Apelo: “mas” enquanto conjunção sempre ligará duas orações. Aproveito: que assim seja, Deus nos livre deles! – mas se eles insistirem será preciso combatê-los. Com firmeza.

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Marli Gonçalves, jornalista. Um detalhe importante para aprender. Mas não é mais, que sempre aparece como outro erro de linguagem. Uma é uma coisa; mas a outra, outra coisa.

Brasil, mas pode chamar de ameaçado, 2018

marligo@uol.com.br/ marli@brickmann.com.br

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Mais essa: jornalista( infiltrado, para obter informações justamente sobre esse tema)acusado de ajudar grupos terroristas

FONTE: ABRAJI/ MANIFESTAÇÃO

Jornalista é réu por terrorismo após se infiltrar em grupos simpatizantes do ISIS para fazer reportagem

O jornalista Felipe Oliveira se tornou réu por crime de promoção do terrorismo, após se infiltrar em grupos acusados de serem ligados à organização extremista ISIS, também conhecida como Estado Islâmico. Em fevereiro de 2018, o juiz Marcos Josegrei da Silva, da 14ª Vara Federal de Curitiba, aceitou denúncia do Ministério Público Federal (MPF) no Paraná, segundo a qual Oliveira “ultrapassou o limite do tolerável e promoveu a organização terrorista Estado Islâmico” em mensagens ao grupo.

Em 2016, Oliveira entrou em um fórum virtual usando um codinome para apurar os métodos de recrutamento de jovens pelo ISIS na Europa. Depois, passou a se comunicar com integrantes de grupos brasileiros simpatizantes da organização terrorista, como um interessado em se juntar a eles. A apuração rendeu reportagens para a Folha de S.Paulo e para o Fantástico, veiculadas em março e julho de 2016, respectivamente.

Os participantes dos grupos brasileiros foram identificados e detidos pela Polícia Federal na Operação Hashtag, iniciada na mesma época.

O procurador da República Rafael Brum Miron, que assina a denúncia contra o jornalista, considera que Oliveira encorajou o crime por meio de suas mensagens. “O objetivo dele talvez não fosse promover o terrorismo, mas por diversos momentos ele incentivou o ilícito”, afirmou. “O limite em uma investigação desse tipo é não incidir no crime que se está apurando”, disse Miron.

De acordo com a denúncia do MPF, Oliveira “deveria levar os fatos em apreço [a existência de grupos terroristas] ao conhecimento da Polícia Federal assim que soubesse do cometimento de crimes”.

O jornalista afirma que, desde o início da apuração, manteve contato com a Polícia Federal e repassou informações e conteúdos que recebia por meio dos grupos. “Entrei no grupo em uma quinta-feira e, no sábado, informei à PF o que estava fazendo”, disse Oliveira. “Cumpri meu dever de repórter investigativo. Não houve nenhuma outra intenção que não fosse a de divulgar às autoridades e ao público a existência dessas organizações”, declarou.

A defesa do jornalista reitera que “antes mesmo de a matéria ir ao ar, todo o material coletado junto aos usuários extremistas foi repassado aos agentes da Polícia Federal”. A própria PF menciona o fato no inquérito: “(…) o jornalista Felipe de Oliveira (…) se apresentou na Superintendência Regional da Polícia Federal no Estado do Rio de Janeiro (SR/PF/RJ) e, espontaneamente, prestou declarações e apresentou seu smartphone à Polícia Judiciária”.

Os advogados do jornalista, Beno Brandão e Gabriela Campos, lembram ainda que, antes mesmo de ser deflagrada a Operação Hashtag, Oliveira já havia publicado reportagens com base em informações coletadas a partir de sua infiltração em grupos de seguidores do Estado Islâmico.

Na conclusão do inquérito, o delegado da PF Guilherme Torres afirma que Oliveira “não teve a postura esperada de um jornalista, a qual deveria ser somente a apuração dos fatos e, em havendo crime, informar à autoridade competente”.

Torres afirma que o indiciamento de Oliveira “não significa tolher a liberdade de imprensa”, e que “a investigação jornalística não pode servir de salvo-conduto para a prática de delitos”.

O jornalista diz confiar que o Judiciário compreenderá que ele apenas cumpriu seu papel profissional e o inocentará.

A Abraji considera que a atividade jornalística de Oliveira não deve ser confundida com crime. Apelamos ao juiz federal Marcos Josegrei da Silva para que use a compreensão e o respeito que certamente tem pelo trabalho da imprensa para declarar Felipe de Oliveira inocente.

Diretoria da Abraji, 19 de abril de 2018.

http://abraji.org.br/noticias/jornalista-e-reu-por-terrorismo-apos-se-infiltrar-em-grupos-simpatizantes-do-isis-para-fazer-reportagem

ATENÇÃO, JORNALISTAS! Workshop Imersão Digital – o melhor! Corre! É agora, dia 21. Saiba tudo

Marketing Digital

– Você tem de conhecer o assunto – e fazer e saber. Corre, que as vagas são limitadas! E a organização é de gente boa, muito boa. Não deixe de se informar.

II Workshop Imersão Digital

para Assessores de

Imprensa reúne profissionais veteranos no próximo dia 21 de Abril, em São Paulo

Evento vai desmitificar o Marketing Digital para quem quer utilizar todo o seu potencial para gerar resultados efetivos

 

O Marketing Digital é a moeda mais valiosa do milênio, cabe aos comunicadores encarar seus inexplorados desafios. Dominar as principais estratégias e ferramentas digitais pode ajudar muitas Assessorias de Imprensa, Agências de Comunicação e Agência de Publicidade a ampliar o leque de ofertas de serviços. O evento aponta caminhos mais rápidos para quem quer ser protagonista, essencialmente, na produção de conteúdos em blogs e redes sociais.

Atualmente o desafio do mercado tem sido atender as demandas de clientes que buscam agregar às estratégias de comunicação tradicionais aliada ao Marketing Digital. Mas, pelo fato de ser muito amplo e novo, a maioria dos profissionais precisa ainda aprimorar seus conhecimentos para gerar resultados efetivos. Por sua vez, é urgente e necessário desmistificar o Marketing Digital e aprender sua essência e aplicabilidade, que exigem estratégias e talentos convergentes à formação em comunicação.

Para tratar especialmente desse novo universo e preparar os profissionais para atuar com eficiência nesse setor, o “Workshop Imersão Digital para Assessoria de Imprensa”, acontecerá em São Paulo, dia 21 de Abril, das 9h às 18hs, na Oficina Coworking, na Alameda Santos, 1827 Cj 112, Cerqueira César, São Paulo

Mapa:

<https://maps.google.com/?q=Alameda+Santos,+1827+Cj+112,+Cerqueira+C%C3%A9sar,+S%C3%A3o+Paulo&entry=gmail&source=g>  – entre o Metrô Trianon e Consolação.

É a segunda vez, em menos de um mês, que vou compartilhar um conteúdo intenso com ênfase na rotina do Assessor de Imprensa. O workshop é totalmente focado em ajudar os Jornalistas a darem um salto qualitativo no atendimento e gerar resultados efetivos. Quem participar vai aprender muitos atalhos para oferecer Marketing de Conteúdo, Inbound Marketing, SEO, entre outras estratégias digitais e deixar os clientes satisfeitos”, garante Luciana Duarte, consultora e especialista em Marketing Estratégico, Gestão de Conteúdo e Negócios online.


Serviço:

Workshop “Imersão Digital para Assessores de Imprensa

Data: Sábado, 21 de Abril de 2018

Horário: 9h às 18h

Endereço:

Alameda Santos, 1827 Cj 112, Cerqueira César, São Paulo <https://maps.google.com/?q=Alameda+Santos,+1827+Cj+112,+Cerqueira+C%C3%A9sar,+S%C3%A3o+Paulo&entry=gmail&source=g>  – próximo ao Metrô Trianon

Estacionamento conveniado com a Oficina Coworking: Alameda Ministro Rocha Azevedo, 523 <https://maps.google.com/?q=Alameda+Ministro+Rocha+Azevedo,+523&entry=gmail&source=g>

VAGAS LIMITADAS!

Inscrições pelo link: http://bit.ly/workshopimersaodigital <http://bit.ly/workshopimersaodigital>