como assim ainda não tinha banheiros químicos no acampamento do Largo Paissandu? Veja decisão que obriga Prefeitura

Prefeitura de São Paulo deverá instalar banheiros químicos a vítimas de desabamento de prédio

A Justiça Federal determinou que a prefeitura de São Paulo instale, em 48 horas, banheiros químicos no Largo Paissandu (capital), local onde houve o incêndio e desabamento do  Edifício Wilton Paes de Almeida, no dia 1º de maio, deixando quase 200 famílias desalojadas. Além disso, foi designada audiência de conciliação para o dia 13 de junho, às 15 horas, no Fórum Ministro Pedro Lessa. A decisão é do juiz federal Djalma Moreira Gomes, da 25ª Vara Federal Cível de São Paulo/SP.

A ação civil pública, proposta em conjunto pelas defensorias públicas do Estado de São Paulo e da União, pede ainda que seja fornecido imóvel adequado para abrigar as famílias ou, alternativamente, efetuado o pagamento de auxílio moradia até a entrega de atendimento habitacional definitivo.

Os autores da ação também pedem que seja fornecida estrutura digna de abrigamento, com tenda para proteção contra as intempéries, armazenamento de doações recebidas e segurança dos ocupantes. Por fim, requerem que o Poder Público não promova quaisquer atos ou ameaças de remoções forçadas das famílias, assegurando a unidade familiar.

Djalma Gomes esclarece que tais pedidos serão apreciados após a realização da audiência de conciliação. “Não se trata de incentivar a permanência de pessoas em condições insalubres, mas sim de assegurar provisoriamente um mínimo existencial a vítimas de uma tragédia (e, quiçá, para a população do entorno, que passou a ser afetada pela falta de saneamento àquelas pessoas)”.

O juiz acrescenta que na audiência “as partes envolvidas apresentarão a solução construída de hoje até aquela data, a qual, mesmo que ainda não seja a ideal ou a definitiva, possa ser capaz de atenuar o sofrimento daquelas pessoas, até aqui invisíveis, enquanto se encaminha uma solução definitiva pelo Poder Público competente”.

Para determinar o prazo de 48 horas para as instalações dos banheiros químicos, o magistrado tomou como parâmetro o tempo utilizado pela Prefeitura nos eventos que ocorrem na cidade, tais como Virada Cultura, Carnaval, etc.

Se for necessário, a União Federal e o Estado de São Paulo deverão auxiliar a Prefeitura no cumprimento da decisão. (FRC)

Processo nº 5011970-90.2018.403.6100 – íntegra da decisão

 

fonte: justiça federal

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Como é a sua? Vulva, sim, vulva, é como a impressão digital. Única. Quem afirma é o médico Maatz

FONTE DESTE MATERIAL:

ASSESSORIA DE IMPRENSA DO DR. LUIS FELIPE MAATZ


CONHEÇA SUA VULVA, E DESCUBRA EM QUAL TIPO ELA SE ENCAIXA

Por Dr. Luís Felipe Maatz, Cirurgião Plástico, Especialista em Cirurgia Geral e Cirurgia Plástica pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP; Especialista em Reconstrução Mamária pelo Hospital Sírio-Libanês; Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP)

A vulva envolve o conjunto de órgãos genitais femininos externos, que engloba: púbis (região entre o abdômen e o clitóris), grandes lábios (dobras cobertas por pele e pelos que vão do púbis até o períneo), pequenos lábios (duas extremidades finas, enervadas e vascularizadas, localizadas no interior dos grandes lábios), vestíbulo vulvar (local circundado pelos pequenos lábios), clitóris (fica na parte superior da vulva, perto da uretra e da junção dos pequenos lábios), meato uretral (orifício por onde sai a urina, e fica entre a entrada da vagina e o clitóris), introito vaginal (localiza-se na parte inferior do vestíbulo e é parcialmente coberto pelo hímen) e períneo (vai da região inferior da vulva até o ânus).

O tipo de cada vulva é muito particular, pois é resultado da combinação de formato, volume e firmeza de vários tecidos e regiões, principalmente do púbis e as sub-regiões externas da vulva (clitóris, grandes lábios e pequenos lábios), que variam em tamanho e proporção de uma mulher para outra. Toda classificação para formatos de vulva busca associar características anatômicas com símbolos conhecidos e de fácil assimilação. Assim, encontramos diversas classificações diferentes e com alto grau de subjetividade. Saiba quais são:

Tipo beijo ou coração: marcado por grandes lábios rechonchudos, que cobrem os pequenos lábios e a região clitoriana. O possível incômodo estético destas características é o volume da vulva, que pode ficar mais aparente com o uso de roupas de banho ou calças apertadas.

Tipo borboleta: caracterizado pelos pequenos lábios que se sobressaem perante os grandes e o clitóris. As pacientes classificadas neste grupo possuem hipertrofia dos pequenos lábios, o que pode causar maior atrito durante a relação sexual. Além desse incômodo, a paciente pode se queixar da estética vulvar, uma vez que os pequenos lábios, muito aparentes, costumam ser associados ao aspecto desproporcional ou ao envelhecimento.

Tocha olímpica: o clitóris é mais avantajado, sobressaindo para fora dos grandes e pequenos lábios. As pacientes classificadas neste grupo apresentam hipertrofia clitoriana. Pode haver transtornos físicos, caso haja atrito do clitóris nas roupas íntimas, e constrangimento, uma vez que clitóris avantajado pode ser associado a masculinidade.

Capô de fusca: é semelhante ao tipo coração, com o púbis bastante volumoso.

É possível que algumas mulheres não se identifiquem com as características citadas. Não há motivo para preocupação. Cada vulva é única, assim como a impressão digital. Toda mulher que tenha alterações físicas ou estéticas de sua região vulvar, e que estejam prejudicando seus relacionamentos íntimos, deve buscar ajuda de um cirurgião plástico que tenha experiência em cirurgia íntima. Na consulta, o cirurgião irá realizar avaliação física adequada, ouvirá os desejos da paciente e mostrará os possíveis procedimentos para ajudar a paciente a retomar sua autoestima.

ARTIGO – Bang Bang geral. Por Marli Gonçalves

Mãos ao alto! A bolsa ou a vida!– ah, agora nem tem mais isso. É a frio mesmo, ou com aquele linguajar de “mano”: perdeu. O mundo está virado. As pessoas estão loucas. Loucas e inseguras, em todos os lugares. Nos centros urbanos. Nas cidades do interior as explosões viraram rotina. O medo impera em todas as classes sociais, e a morte pode vir por nada. Ou por tudo isso.

 Mas não se preocupem. Os seus problemas acabaram. O governo acaba de anunciar a criação de mais um órgão, instituição, elefante branco, ralo, nome, título pomposo – você escolhe como quer chamar o tal SUSP – Sistema Único de Segurança Pública, seja lá o que isso queira dizer. Se acompanhar seu irmão da Saúde, o SUS, já viram em que brejo estaremos.

Vai fechando a garganta e agora piora porque a gente assiste ao crime, várias vezes, com vários ângulos, gravados por câmeras – às vezes até da própria vítima – espalhadas pelas cidades que ainda são burras. Câmeras, quem sabe um dia se por ventura nos transformarmos em cidades inteligentes poderão servir para garantir sobrevivência, não só registrar o que já está virando até certo sadismo. Algumas tevês ainda editam ou cortam partes mais violentas, outras aumentam a audiência mostrando tudo, ad nauseam, repetidamente, com apresentadores babando em cima.

Teve bate-boca severo por aí esses dias, com o caso da PM que, certeira, detonou o peito do ladrão na porta da escola onde estava com a sua filha. Houve  outros casos de reação, mas esse foi emblemático, porque era uma mãe, policial, loura, véspera de Dia das Mães, e ainda homenageada com flores pelo governador em ano de eleição; tudo bem enganchado, como se fala na linguagem jornalística.

Quem em sã consciência pode criticar? Há muito não via uma legítima defesa tão bem executada, exímia. O problema é que isso está dando margem para a volta dos dinossauros, dos trogloditas que ficam atirando insanidades de seus computadores, e acabam apoiando e piorando essa terrível escalada da violência – o bang bang – em que vivemos, ressalte-se que não é só no nosso país. Mas aqui temos mais ignorantes de plantão ou, pior, nas ruas, como candidatos, se aproveitando da aflição alheia.

Não há seriedade em torno de soluções. A intervenção no Rio de Janeiro – e as alarmantes ocorrências diárias contínuas com aumento de 86% de tiroteios, por exemplo – demonstrou ainda que não há também respeito a qualquer farda, nem verde. Virou um pega para capar. Uma caçada cruel. Bandidos X policiais X cidadãos, em todas as ordens dos fatores.

O buraco, que não é só o da bala, é mais embaixo. Não há políticas públicas ou sociais que analisem os fatos, a expansão das organizações criminosas, as regras penais, socialização, corrupção de autoridades. Pensam em criar verbas para segurança expandindo nada mais nada menos do que os jogos de azar, loterias. Deve vir algum também dos senhores das armas e suas empresas de calibres mortais.

Enquanto isso, as pessoas por aí pensam em se armar para enfrentar o clima de Velho Oeste, os arrastões nos saloons, defesa de seus bens e propriedades. Daqui a pouco algum gênio da raça vai propor a distribuição de vistosas e brilhantes estrelas de xerife.

Para se armar, tem de saber o que é uma arma, como se usa, onde guardar, e ter a cabeça no lugar. Há muitos anos, ainda no Jornal da Tarde, fiz um curso de tiro (e modestamente creio que ainda atiro bem) para uma reportagem sobre o assunto. À época estava frequente a morte de adolescentes que esqueciam a chave para entrar pé ante pé em casa de madrugada, e de crianças, mortas pelos próprios pais e suas pistolas guardadas debaixo do travesseiro. O coitadinho sentia medo no meio da noite, ia pedir achego na caminha e tomava um tiro, ali na porta do quarto, confundido com invasores. Vi muitos casos.

Temo uma nova onda de armamento. Nunca tive problemas com armas, que meu pai usava e sempre me ensinou o perigo delas. Mas gosto mesmo é de lembrar de minha mãe se defendendo com boas panelas na mão, ou com tamancos de madeira que tirava rápido dos pés quando alguém mexia com a gente.

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Marli Gonçalves, jornalista – Apenas para lembrar: há profissões que obrigam a jamais recuar diante do perigo ou de algum fato, mesmo não estando em serviço. Médicos devem se apresentar. Jornalista é outra delas – o dever de denunciar malfeitos é juramento (espero que os novos profissionais saibam disso). Os policiais também o são 24 horas, fardados ou não. Não tem nem conversa.

marli@brickmann.com.br/ marligo@uol.com.br

 Brasil, segurança seria progresso, 2018

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CHEGA DE ANDAR PARA TRÁS. Crise no Hospital Pérola Byington, em SP. Setor de serviço legal de aborto está sem orientação.

Crise atinge serviço de aborto legal do Hospital Pérola Byington

 

Sofrendo em silêncio há quase um mês, o hospital Pérola Byington, que pertence à rede estadual de saúde, atravessa um período de grande dificuldade. Fundado em 1994, o Serviço de Violência Sexual e Aborto Legal do Pérola Byington, principal serviço de aborto legal do país, não é mais coordenado pelo Dr. Jefferson Drezett.

Desde o dia 24 de abril, por decisão unilateral da diretoria, o Dr. Jefferson, que estava no serviço desde a sua instalação, foi afastado de suas funções.

Depois de 24 anos sob seu comando, o Serviço está à deriva. Não se sabe ao certo qual será o rumo deste departamento que recebe, hoje, pacientes de fora de São Paulo, de outros estados e até mesmo encaminhadas por centros de saúde da própria capital. É o recordista nacional de interrupções de gravidez previstas em lei, somando mais de dez procedimentos ao mês.

Em diversas reportagens sobre o atendimento à vítimas de violência e a realização de abortos legais, o local sempre se destacou pela eficiência e qualidade do atendimento. É um dos poucos centros do Brasil a respeitar integralmente a legislação, realizando abortos em todas as circunstâncias previstas em lei, sem criar obstáculos ou dificultar ainda mais a vida de quem já está em sofrimento.

Entidades ligadas à saúde e defesa da violência contra a mulher já estão se mobilizando em torno da notícia, buscando explicações para tal ocorrido.

Uma delas é o GEA, Grupo de Estudos sobre o Aborto, que já divulgou entre seus associados um comunicado lamentando o afastamento do Dr. Jefferson Drezett e solicitando às entidades que compõem o grupo posicionamento firme.

“Tão importante quanto o atendimento oferecido pelo Serviço de Violência Sexual e Aborto Legal do Pérola Byington é ter à sua frente pessoas comprometidas e trabalhadoras, como o Dr. Jefferson Drezett. Sem ele, não sabemos qual será o rumo do serviço, muito menos a quem deverão recorrer as pacientes caso seja extinto”, afirma Dr. Thomaz Gollop, coordenador do GEA e membro da Comissão de Violência Sexual e Interrupção da Gestação Prevista por Lei da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO).

O receio dos profissionais que trabalham na área, e principalmente dos funcionários do Pérola, é justificado. Há alguns anos, o serviço de aborto legal do Hospital Municipal Arthur Ribeiro Saboya, conhecido como Hospital Jabaquara, na zona sul de São Paulo, foi desativado. O serviço era o pioneiro no país, inaugurado em 1989.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, na época, o encerramento das atividades no local foi decorrente da aposentadoria dos profissionais que atuavam na equipe responsável.

( fonte: assessoria de imprensa GRUPO DE ESTUDOS SOBRE O ABORTO)