ARTIGO – Manifestações temáticas. Por Marli Gonçalves

Aí o Lé vai com Cré. A solução para os conflitos, para essa divisão horrorosa que mergulha o país nesse baixo astral, pode estar bem diante de nossos olhos. Se Lé não pensa a geral como o Cré, Lé com Cré podem e devem se unir em temas específicos, como fizeram essa semana na gigantesca manifestação pela Educação

Estou otimista com a proposta. Podemos ir aos poucos, não precisa ser de uma só vez.  Junta um montinho aqui, outro ali, e quando a gente menos esperar, quem sabe o país não volte a ser um lugar legal, amistoso, democrático, e que cada um possa ter suas próprias opiniões sobre alguns fatos sem ser atacado, sem tanta virulência?

Para tanto, claro, inicia-se, primeiro, com boa vontade, e com o esquecimento de quem está presidente, qual ex-presidente – ou ex-presidentes, porque ainda tem essa – está preso, ou estão presos. Lembrar que se estão em apuros é porque alguma fizeram, e não adianta se descabelar na defesa deles – os advogados cuidam disso.

Vamos só pelo que une, de um lado e de outro. Ninguém concorda com tudo o que esses lados, pontas esquerda e direita, propõem. Escolheremos temas gerais, podem ser importantes, ou mesmo bobos, mas que mobilizem algumas pontas desfiadas dessa nossa insana política. O exemplo dado pelas gigantescas manifestações em mais de uma centena de cidades ocorrida essa semana em protesto pelos cortes, contingenciamentos, agruras, ou seja lá quais raios estão torrando nossa Educação pode ser seguido. Fui pessoalmente ver como foi lá na Avenida Paulista, e foi muito emocionante ver aqueles milhares de jovenzinhos misturados a professores, pais, cientistas, universitários. Tudo bem que acabou sendo contra este governo em geral, mas juntou muitas posições políticas e, inclusive, certamente, gente que votou no homem, mas discorda de algumas de suas ideias e de seus atos, ou mesmo agora já demonstra seu arrependimento, o que é compreensível. Lembrem que as opções na reta final foram dramáticas, duas, diametralmente opostas; e lembrem também do enorme número de abstenções, votos nulos e brancos.

Há salvação. Recordam daquela propaganda antiga “o que seria do amarelo se todos gostassem só do azul”? Então…Aos pouquinhos podemos juntar os dois e criar o verde.

Como tudo ultimamente tem dado bafafá, peguemos alguns temas. Mês que vem terá a grande parada LGBT em São Paulo. Vocês pensam que não existem gays bolsonaristas? Existem, eu mesma conheço alguns, e com os quais não adianta argumentar nas bases reais. E não são enrustidos, como muitos outros devem ser; são apenas confusos. Vamos falar do que interessa a todos.

Mulheres, mais da metade da população. Não é possível que existam mulheres que não se incomodem com o visível crescimento da violência, da ocorrência diária de feminicídios, e da pouca efetividade das ações públicas para a efetiva e real proteção das vítimas. Até quando o silêncio das ruas?

A questão das drogas, logo logo logo chegam as Marchas do Legalize Já. Outro assunto que pode unir umas pontas, sem trocadilhos. A mudança aprovada pelo Senado essa semana permitindo o internamento compulsório de dependentes químicos é de uma crueldade e não-entendimento do assunto que será mais um ponto que vale reflexão e união.

Outro tema grande é a Previdência. Que precisa de uma reforma, nos parece ponto acordado. Mas qual reforma? Como podemos ficar quietos quando nesse exato momento existem mais de dois milhões de solicitações de aposentadorias, justas, direitos adquiridos, paralisadas? Dizem que o atraso é porque – ironia – os funcionários do próprio INSS estão se aposentando sem serem substituídos.

Pensei em mais alguns temas para juntar gregos e troianos, e lés com crés. Veja se você tem mais ideias e ajuda aí porque pelo andar da carruagem precisaremos agir juntos, e rápido.

Que tal passeatas de felizes proprietários de Golden Retrievers (impressionante, cada vez mais abundantes, pelo menos aqui em São Paulo)? De veganos, preocupados com o escancarado aumento dos preços das frutas, verduras e legumes nas feiras e mercados? Dos que gostam de café sem açúcar? De não usar calcinhas, cuecas o sutiãs? Ou logo mesmo uma manifestação de naturistas, apenas defendendo a beleza e naturalidade da nudez que vem sendo vista como pecado mortal?

Enfim, motivos não faltam. Mas tem de combinar antes, em qualquer uma dessas, não citar duas palavras: nem Bolsonaro, nem Lula. Pode ser?

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Marli Gonçalves, jornalista – Aliás, os jornalistas já deviam faz tempo estar nas ruas protestando por conta dos desacatos que vêm sofrendo. Como é que é?

marligo@uol.com.br / marli@brickmann.com.br

Brasil, 2019

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#ADEHOJE – NOSSAS VIRADAS. E AS DESELEGÂNCIAS DELES.

 

#ADEHOJE – NOSSAS VIRADAS. E AS DESELEGÂNCIAS DELES.

SÓ UM MINUTO – Está tudo tão esquisito no mundo que até a gatinha mal-humorada, a Grumpy Cat não resistiu, morreu essa semana, nos EUA. O frio chegou por aqui. Em São Paulo, a Virada Cultural promete, com Lua cheia azul e tudo.

Zé Dirceu volta para a cadeia. Bolsonaro faz mais uma deselegância, desta vez com um estrangeiro oriental que encontrou no aeroporto.

Flávio Bolsonaro continua pulando miudinho para explicar o que fez nos verões passados quando era deputado estadual no Rio de Janeiro.

Saíram as convocações das seleções para a Copa América , mas especialmente para a Copa do Mundo feminina, que vai ser o grande barato para a gente torcer em junho. Viva Marta, a rainha do futebol!

 

 

 

Bolsonaro ataca jornalista. Abraji reage. Veja nota oficial. #respeiteaimprensa

 

Ao atacar jornalista, Bolsonaro se afasta de compromisso com a democracia

(fonte: ABRAJI)

JORNALISTA 1O papel de um jornalista é perguntar. O papel de um detentor de mandato, que deve prestar contas do que faz ao público, é responder  –  de preferência, com civilidade e compostura. O presidente Jair Bolsonaro ignorou mais uma vez essas regras básicas ao atacar uma profissional e um veículo de imprensa durante uma entrevista em Dallas (EUA), nesta quinta-feira (16.mai.2019). Ao exibir o vídeo do episódio para seus milhões de seguidores nas redes sociais, o presidente amplificou o ataque e deu a ele caráter público, expondo a repórter a ofensas e ameaças de militantes virtuais governistas.

Durante entrevista coletiva, a jornalista Marina Dias perguntou a Bolsonaro se o corte de recursos para a Educação resolveria o problema, mencionado pelo presidente momentos antes, de não haver universidades brasileiras entre as 250 melhores do mundo. Bolsonaro chegou a iniciar uma resposta diferenciando corte de contingenciamento, mas irritou-se quando a repórter reafirmou que se tratava de um corte:

“Você é da Folha? (…) Primeiro, vocês da Folha de S.Paulo têm que entrar de novo em uma faculdade que presta e fazer um bom jornalismo. É isso que a Folha tem que fazer, e não contratar qualquer uma ou qualquer um para ser jornalista, para ficar semeando a discórdia e perguntando besteira por aí e publicando coisas nojentas”, disse o presidente.

 

JORNALISTA 4Bolsonaro publicou o vídeo do ocorrido em sua conta no Twitter e em sua página no Facebook com uma legenda depreciativa: “(…) Aqui nos Estados Unidos uma repórter da Folha desconhecia a diferença entre corte e contingenciamento. Nós explicamos.”

É, no mínimo, a segunda vez neste ano que o presidente da República compromete o trabalho de uma jornalista ao atacá-la em público. Em março, ele publicou em suas redes sociais uma peça de desinformação contra uma repórter do jornal O Estado de S.Paulo.

Ao estimular um ambiente de confronto e intimidação contra jornalistas e veículos de mídia, Bolsonaro se afasta do compromisso democrático que assumiu ao tomar posse, e fica mais próximo dos governantes autoritários, de diversos matizes ideológicos, que buscam demonizar a imprensa por ver nela um obstáculo a seus projetos de poder. JORNALISTA 2

Sempre que há restrições à liberdade de imprensa e de expressão, quem perde é a sociedade. A Abraji pede respeito ao Jornalismo.

 

Diretoria da Abraji, 16 de maio de 2019.

#ADEHOJE – OS APUROS DE FLAVIO E DOS ETCETERAS

#ADEHOJE – OS APUROS DE FLAVIO E DOS ETCETERAS

Só um minuto – O senador Flávio Bolsonaro, um dos Filhos do Capitão, está pulando miudinho com a gigantesca quebra de sigilos em suas contas e de seus arredores. Vultuosas quantias, transações imobiliárias questionáveis, o levam a ser acusado de lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, entre outras. Enquanto isso, Bolsonaro pai, em Dallas, EUA, se cerca de apoiadores que ficam gritando enquanto a imprensa o entrevista, e se empolga, saindo a falar besteiras por metro, como chamar os manifestantes de idiotas, e que o semblante de George Bush, ex-presidente com quem se encontro, demonstrar que está preocupado coma Argentina.

E pulam na fogueira sob os pés o Ministro da Educação, que a gente ainda não sabe a que veio, e Moro, que tenta justificar o injustificável, o Decreto de Armas, entre outros sapos que mastiga, comendo letras.

#ADEHOJE – A SITUAÇÃO ESTÁ FICANDO MUITO SÉRIA

#ADEHOJE – A SITUAÇÃO ESTÁ FICANDO MUITO SÉRIA

 

SÓ UM MINUTO – A sucessão de ocorrências é avassaladora. Nem eu que pensei esse programinha porque sabia que todo dia teríamos acontecimentos, poderia prever que a coisa ficaria tão séria. E, sinceramente, muito pouco divertida para quem já viveu para ver que isso não vai dar certo. Como um presidente chama os estudantes – e professores , e todos que estiveram e estarão nas ruas hoje – de idiotas, massa de manobra, que não sabem multiplicar, e tudo o mais que ele falou? As pessoas estão nas ruas protestando contra cortes severos na Educação. Ele está pedindo para que 2013 se repita, e eu não duvido que o primeiro passo já está sendo dado hoje.

E alguém pode nos dizer o que foi aquilo, aquela fala de Eduardo Bolsonaro, um dos filhos do Capitão, em evento do corpo diplomático, clamando por bombas? Por nuclear? O que foram aquelas falas? “ O Maduro teria medo de nós…”, “Ei, você aí do Paquistão…”

O que fazemos com esses senhores dessa família B?

 

#ADEHOJE – A ONDA DO TSUNAMI CHEGANDO

 

#ADEHOJE – A ONDA DO TSUNAMI CHEGANDO

SÓ UM MINUTO – Não tinha ficado claro ao que o presidente Jair Bolsonaro se referia quando na semana passada disse que enfrentaria um tsunami essa semana. Agora, com a decretação da devassa dos sigilos de seu filho Flávio Bolsonaro, o assessor Fabricio Queiroz, e de todas as pessoas de alguma forma ligadas a eles, nos últimos dez anos, começamos a entender. Inclusive porque o caso vai pegar até aquele chefe da milícia – foragido! – suspeito de envolvimento grave na morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Esse povo trabalhou e esteve sempre muito ligado ao filho do Capitão que agora é senador.

Os números da nossa economia mostram o que sentimos, andam de mal a pior.

Fora isso, agora à noite o homem vai viajar para Dallas, onde receberá finalmente amanhã o tal engastalhado prêmio de “Homem do Ano”, da Câmara de Comércio Brasil/ EUA, execrada e recusada com gosto pelo povo de Nova Iorque. Bolsonaro deverá se encontrar com o ex-presidente George Bush.

Ah, coisa boa, poderemos ter uma Santa baiana na Igreja Católica, Irmã Dulce.

Resultado de imagem para TSUNAMI

 

 

#ADEHOJE – CONTRADIÇÕES POR QUILO. ELES NÃO SABEM O QUE FALAM

#ADEHOJE – CONTRADIÇÕES POR QUILO. ELES NÃO SABEM O QUE FALAM

 

Só um minuto – mais perdidos que… Ao pensar no atual Governo Bolsonaro, completar essa frase tem uma miríade de respostas. Sergio Moro, Ministro da Justiça, garante que não fez nenhum compromisso com Bolsonaro para largar a Lava Jato e virar ministro, agora com a possibilidade de ser coroado, envelopado, enviado para o STF na primeira vaguinha que abrir lá. Com isso, sairia da lista de presidenciáveis, onde incomodaria e muito os atuais, fica pendurado e continua a comer sapos, que é o que mais estamos vendo em suas refeições. Bolsonaro diz que prometeu isso. Moro diz que não. O famoso diz que sim, diz que não.

Enquanto isso, o Onyx Lorenzoni, esse gênio da cabeça oca, diz que as mulheres prefeririam estar armadas a ter a Lei Maria da Penha a protegê-las.