DIA 24 chegando…e…Sponholz viu essa cena

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ARTIGO – Pelo em ovo: procura-se. Para fugir do tema principal. Por Marli Gonçalves

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São diálogos surdos, discussões estéreis. Beiram o ridículo porque não há argumentos, só contrapontos de ataques. Entendi. O que se quer é brigar. Não é resolver nada, nem conversar civilizadamente. Cada um puxa a sardinha para o que melhor lhe convém. Antigamente chamávamos isso de tirar uma sardinha…

Mais especificamente “tirar a sardinha com a mão do gato” – tentar obter vantagem com o esforço de outra pessoa. Juro, nunca vi tanta gente entendida em feminismo, assédio, violência contra a mulher, etc. etc. Quem dera fosse verdade e houvesse mesmo tantos homens e mulheres preocupados com o assunto, tão claramente exposto para quem quiser enxergar. Chega de abusos, chega de assédio. Exigimos respeito. #timesup. Acabou esse tempo. Faz tempo, embora pareça que isso aconteceu só por esses dias. A luta é antiga.

E assédio é assédio – “insistência impertinente, perseguição, sugestão ou pretensão constantes em relação a alguém”. Assédio não é paquera. Assédio não é sedução. Há uma enorme distância entre as coisas. Aqui, na França, nos EUA, na Cochinchina. Todo mundo sabe disso, sempre soube. Então porque essa chatice, esse desvio de debate? Sobrou até para o fiu-fiu dos operários nas construções, como se eles fossem grandes produtores e diretores de cinema, grandes empresários fazendo contratações; sobrou para todo mundo foi uma enorme confusão.

Que loucura. Com lances de guerra diplomática entre mulheres americanas e francesas, quando ambos os lados obviamente expõem o problema de forma absolutamente clara, complementar, mulheres importantes, vestidas de negro ou não, negras ou não, belas ou feias, estrelas ou não. Estão fazendo o que melhor podem e sabem fazer: dando publicidade a um assunto muito doloroso, do qual pouco se falava publicamente, e que muito mais do que a metade da população já sofreu. Ou vocês pensam que são só as mulheres que enfrentam assédio? Homens, não? Não sabem o que ocorre, por exemplo, no meio gay? Sabem sim, só não querem é tratar com seriedade.

Querem brigar. Opinar nas redes sociais, que ficam cada dia mais chatas por causa dessas coisas. Acham bonitinho ser do contra. Chamar de feminazi as mulheres que denunciam, que vêm a público, que abrem as cortinas sobre o que antes era apenas velado, apoiado como “normal”, “acontece no meio artístico”: o teste do sofá, as promessas, os convites, o aproveitamento de momentos frágeis, a imposição do silêncio. A concorrência entre as pessoas usando o sexo como arma.

Estou vendo mulheres que até considerava interessantes caindo nessa esparrela. Passei a vida até agora aguentando aquela frase bobagem – sou feminina, não feminista – dita com a boca cheia de um orgulho ignorante de ambas as coisas.

Agora chega. Quero ver o assunto ser, sim, discutido, mas seriamente.

E seriamente quer dizer com providências. Em cima da terrível realidade. Contra o absurdo e crescente assassinato de mulheres, violência dentro de casa, falta de proteção do Estado que cria leis, mas não as cumpre. Pela proteção e assistência real às vítimas de estupro, contra a prostituição infantil, por informação e conscientização que chegue às mulheres de todas as classes sociais, para que possam, inclusive, proteger as suas crianças.

Cartas na mesa. O mundo real está aí diante de nossos olhos. Não venham com absurdos como o daquele grupo teatral de Florença, na Itália, que teve a audácia de vangloriar mudar o final da consagrada ópera Carmen, de Georges Bizet. Na versão deles, para “não aplaudir a violência contra a mulher”, a cigana Carmen que nos fascina há mais de 140 anos não é morta pelo seu ciumento José. Mas será ela que irá matá-lo. Resolveram a questão?

Não pode ser séria essa gente. Isso é tirar sardinha. Teatral, hein? Mudar no papel, no roteiro, parece fácil. Queremos ver é mudar a realidade.

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Marli Gonçalves, jornalista – Feminista desde que se entende por gente. Feminina. Viva, para poder contar a história de quantas vezes conseguiu enfrentar essa realidade. Com a consciência cada vez maior de quantas vezes e o quanto isso tudo atrasou sua vida.

Brasil, 2018

marligo@uol.com.br
marli@brickmann.com.br

COMPARTILHE, POR FAVOR. O grande poeta Cláudio Willer pede ajuda. Urgente. E ajuda pode ser trabalho. Veja se pode ser uma mão estendida

Meus queridos leitores, em 1978 trabalhei com Claudio Willer. foi meu editor de cultura na revista singular & plural

poeta de primeira, gente de bem.

SUA OBRA É EXTENSA. SUA COLABORAÇÃO PARA O PAÍS SEMPRE FOI DE GRANDE IMPORTÂNCIA.

NOSSO AMIGO COMUM, OSWALDO PEPE, TEM FEITO O QUE PODE E O QUE NÃO PODE.  MAS SOZINHO NÃO AGUENTA.

Claudio Willer  está precisando de nossa ajuda. Sua esposa está muito doente, ele tem enfrentado problemas inclusive de moradia.

Ele pede trabalho. Estamos pedindo ajuda a todos os amigos do poeta, e ele os tem. Onde estão??? APAREÇAM, POR FAVOR.

ENTRE EM CONTATO , ajude no que der:

https://www.facebook.com/claudio.willer

CLAUDIO WILLER, O GRANDE POETA, PEDE SOCORRO

—————————————————— veja pedido contundente dele e a correspondência de Oswaldo Pepe:

Meu amigo Oswaldo Pepe publicou veemente apelo em meu favor, que reproduzo. Houve resposta solidária. Agradeço. Peço que prossigam. Amigos e organizações observaram que sou bibliografia, autor lido e estudado, e que deveria estar dando aulas. Sim. Além da ajuda imediata, preciso de TRABALHO, condições para produzir.

 

A mensagem de Oswaldo:
A todos que me leem aqui no Face do Claudio ! Por favor, por caridade, por respeito, por consideração, por reconhecimento, pelo amor de Deus, ajudem o Claudio e a Maninha que estão passando as maiores dificuldades – as maiores, no limite, muito ruim, péssimo !!! Peçam a conta dele no banco e depositem o que for, dez reais, cem reais, peçam o endereço dele e mandem mantimentos, o que for possível, MAS NÃO O ABANDONEM AGORA ! ELE PRECISA MUITO, MUITO MESMO. Tem quase cinco mil pessoas aqui neste FACEBOOK, de cada um mandar dez reais, cinco reais, cem reais, uma cesta com mantimentos passaremos este momento terrível e nos orgulharemos de ter estendido nossa mão a um dos maiores poetas vivos, um homem generoso, capaz, genial, a quem tanto devemos, nós, que sabemos o valor da Cultura – pois muitos de nós não temos nada só ela para nos apoiar nesta passagem pela Vida. Conto com cada um de vocês, um trocado, um aceno, alguma coisa gente !!!

 

AJUDE, POR FAVOR: ANOTE O NÚMERO DA CONTA CORRENTE!

 Favorecido:

Claudio Willer, CPF: 516.745.138-87,

BANCO DO BRASIL, AGÊNCIA 0712-9, C/C1890-2.

Vejam! 24 de março: Dia Internacional do Direito à Verdade: sancionado ontem pelo Governo Temer. O que significa? Sei lá. Aguardo comentários…

Presidência da República
Casa Civil
Subchefia para Assuntos Jurídicos

LEI Nº 13.605, DE 9 DE JANEIRO DE 2018.

Inclui o Dia Internacional do Direito à Verdade no calendário nacional de datas comemorativas.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1o  Fica incluído no calendário nacional de datas comemorativas o Dia Internacional do Direito à Verdade, sobre graves violações aos direitos humanos e da dignidade das vítimas, a ser celebrado, anualmente, em todo o País, em 24 de março.

Art. 2o  O dia 24 de março é dedicado à reflexão coletiva a respeito da importância do conhecimento circunstanciado das situações em que tiverem ocorrido graves violações aos direitos humanos, seja para a reafirmação da dignidade humana das vítimas, seja para a superação dos estigmas sociais criados por tais violações.

Art. 3o  Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 9 de janeiro de 2018; 197o da Independência e 130o da República.

MICHEL TEMER
Torquato Jardim

 Este texto não substitui o publicado no DOU de 10.1.2018