Parte 2 – Mais sete maravilhas da fauna do Planalto, por Augusto Nunes

http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/

Mais sete maravilhas da fauna do Planalto

Antonio Palocci perdeu a chance de candidatar-se à Presidência da República ou ao governo de São Paulo por ter-se enfiado até o pescoço em histórias muito mal contadas, começando pela encomenda do estupro do sigilo da conta bancária do caseiro Francenildo Costa. Pelo mesmo motivo, virou ministro-chefe da Casa Civil. A escolha de quem vai instalar-se no gabinete já ocupado por José Dirceu, Dilma Rousseff e Erenice Guerra é determinada não pelo peso do currículo, mas pelo colorido do prontuário.

Ana de Hollanda acha que Romero Britto é o Velázquez que o Brasil merece. Baseada em pareceres de mil comissões de especialistas, concluiu que é muito justo Maria Bethânia ganhar R$ 50 mil por mês para declamar um poema por dia. Virou ministra da Cultura porque é irmã do Chico.

Guido Mantega tem tanta coragem que, se vislumbrar um tsunami econômico avançando para as praias do Brasil, é capaz de escapar a nado e chegar à África em algumas horas. Continua ministro da Fazenda porque nem precisa de palavras para mentir. Bastam números.

Carlos Lupi não escaparia do camburão se a lei da vadiagem valesse para todos. Longe do batente há muitos anos, tornou-se ministro do Trabalho porque Leonel Brizola era freguês da banca de jornais que explorava no Rio, os dois ficaram amigos, Lupi herdou o PDT do Rio e, graças a um bom contrato de aluguel, acabou escalado para piorar a vida de quem trabalha.

José Eduardo Cardozo sempre usou seus conhecimentos de Direito para livrar da cadeia companheiros delinquentes. Foi instalado no Ministério da Justiça para ampliar o serviço sem suar tanto a camisa: como o ministro também chefia a Polícia Federal, é só impedir que o camburão estacione no lugar certo.

Nelson Jobim só subjugou sucuris de quartel, comandou carnavais fora de época fantasiado de general, almirante ou brigadeiro, foi ignorado por aviões e urubus quando decretou o fim dos atrasos nos pousos e decolagens de tudo que voasse. Continua no Ministério da Defesa por ter virado especialista em compra e venda de caças franceses.

Gilberto Carvalho carregou as malas de Lula durante oito anos. Escalado para cuidar da bagagem de Dilma, pediu que fosse promovido a secretário-geral da Presidência da República para transformar-se no primeiro carregador de malas do Brasil com status de ministro. Vai continuar acumulando a chefia do Departamento Nacional de Acobertamento de Crimes Hediondos, Obstrução da Justiça, Ocultação de Provas e Proteção aos  Companheiros Delinquentes.

O desfile do primeiro escalão ainda está na metade. Mas os 17 espantos já apresentados confirmam que a criatura superou o criador em mais um quesito: o ministério de Dilma é um pouco pior que o de Lula.

2 comentários sobre “Parte 2 – Mais sete maravilhas da fauna do Planalto, por Augusto Nunes

  1. Helena de Almeida Roesele 5 de abril de 2011 / 1:47

    Nossa que quadro mais macabro este, aliás amplamente conhecido há muito tempo.Agora lhe pergunto Marli, de que adianta isto tudo escancarado?Aliás, quanto mais compromissado, mais sucesso na vida pública.quando daremos um basta?País amis libertino este nosso.

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.