Essas explicações são do jornalista Marcelo Duarte, autor do Guia dos Curiosos

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Entrou em vigor hoje ( ontem) na França uma lei que proíbe o uso de duas versões de véu islâmico em locais públicos, como  ruas, transportes coletivos, bancos, escolas, agências de correio e hospitais. O não cumprimento pode ter como punição uma multa de 150 euros ou um curso de instrução cívica. Os dois modelos proibidos na França são a burca e o niqab. Como existem diversos  véus islâmicos, aqui vai uma pequena lista (ilustrada) dos principais modelos:

HIJAB

Hijab

O nome é usado para se referir ao costume de se vestir modestamente no Islã em geral. Quer dizer “cobertura”. É a maneira genérica de falar de todos os modelos de véu. Costuma também ser usado para designar o tipo mais popular, que cobre a cabeça e o pescoço, deixando o rosto livre.

NIQAB

Niqab

Seu uso é mais comum em países como Iêmen, Arábia Saudita, Bahrein e Kuwait. Costuma ser confundido com a burca, mas o niqab cobre apenas o rosto, deixando os olhos livres, enquanto a burca cobre a mulher inteira. Alguns muçulmanos salafistas acreditam que o rosto da mulher é uma parte íntima do corpo que precisa permanecer coberta.

BURCA

Burca

Um tecido retangular com uma rede fina, que não permite que os olhos sejam vistos, cai sobre o rosto, ocultando-o todo. Esta parte do véu pode ser levantada se a mulher quiser revelar sua face. Essa descrição define a burca afegã, também chamada de chadri. Na Síria, a vestimenta ainda é usada, mas foi banida de ambientes como universidades pelo governo.

CHADOR

Chador

É o modelo mais comum entre as mulheres iranianas. É uma capa que cobre o corpo inteiro e é jogada sobre a cabeça. O rosto fica de fora, mas o resto do corpo permanece escondido. Para mantê-lo preso, a mulher deve segurá-lo com as mãos ou enrolar uma parte do pano na cintura.

SHAYLA

Shayla

É uma echarpe, geralmente de tecido leve, longa e retangular. Não é presa com muita força à cabeça e garante um efeito esvoaçante. É mais popular na região do Golfo Pérsico.

KHIMAR

Khimar

Como uma capa, pode ir até bem abaixo da cintura, cobrindo completamente cabelos, pescoço, ombros e costas. O rosto fica livre.

AL-AMIRA

Al-Amira

É composto por uma touca justa, que esconde os cabelos,  e um véu mais fino, que fica enrolado perto do queixo, escondendo pescoço e orelhas.

TUDONG

Tudong

É usado na Malásia em ocasiões formais ou ambientes públicos. Cobre os cabelos e deixa rosto e pescoço à mostra.

PARANJA

O paranja era uma grande cobertura usada por mulheres da Ásia Central até o começo do século XX, principalmente entre os uzbeques e os tadjiques. A Revolução Russa acabou banindo esse tipo de vestimenta da região.

5 comentários sobre “Essas explicações são do jornalista Marcelo Duarte, autor do Guia dos Curiosos

  1. alex branco 12 de abril de 2011 / 16:15

    Fashion! Todos os modelos são modernos, acompanhando a tendência desta estação outono/inverno e valorizando os materiais naturais. A escolha é difícil, mas minha escolha recai sobre o paranja. Simplidade mesclada com originalidade! O azul-cobre realça o design do tecido. Definitivamente, uma jóia da alta-costura.
    Brincadeiras à parte, o fato é que essa proibição francesa fere, a meu ver, o princípio básico da livre expressão. Cada qual vista-se como quiser!
    Confesso que essa onda religiosa (padres cantores, profusão de seitas evangélicas, esoterismo desenfreado) não me agradam nem um pouco. Fico incomodado. Também defendo a proibição de exposição de símbolos religiosos em locais públicos. O Brasil, afinal, é um estado laico. Daí a impingir o que pode ou não pode vestir vai uma longa diferença.

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    • marligo 12 de abril de 2011 / 16:20

      Grande Alex! Concordo. Dizer o que vestir é demais. BEIJÃO

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  2. Elvio 13 de abril de 2011 / 10:54

    Cara Marlí,

    A Sra detida posou (ou pousou by Emir Sader) na frente da Catedral de Notre Dame.

    Que aconteceria se uma mulher de biquini , dançasse o rebolation em frente a uma mesquita, a trinta quadras da Kaaba. Mais uma Sakineh provavelmente.

    Claro que é um teaser meu, liberdade é uma rua estreita mas com duas mãos. Outros olhares.

    Alguma mulher fica +/- feliz sendo tratada como uma ovelha a ser tosquiada, da qual só o Pastor conhece a lã ou uma picanha pendurada no gancho do açougue da esquina?? Existem opções???

    Continuo, ninguem, niguem mesmo em nome de seja lá o que for, pode impingir o que entendo humilhante e degradante, vido de uma cultura altamente erótica.

    Extremistas, por definição são inseguros, “sentam o reio” por falta de. se garantir

    abs

    Elvio

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  3. JOÃO CARLOS MACLUF 20 de agosto de 2013 / 7:44

    Primeiro: Elas são lindas e o véu realça os olhar penetrante.
    Segundo: Ridículo e grotesco proibir alguém de usar um véu. Já imaginaram proibir-se as Freiras católicas de usarem seus trajes? Será que houve esta proibição? Esta psicose anti-islam não é nada compreensível nisto que chamamos de mundo civilizado.

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