A MANCHA CHEGOU NA MACUMBA. ÓLEO. E O MINC, DISFARÇANDO…Leia o Gabeira.

Manchas de óleo e outras manchas

POR FERNANDO GABEIRA

fonte: http://blogs.estadao.com.br/fernando-gabeira/

De volta ao Rio, vejo nos jornais o que soube pelo telefone, ainda na conexão  em Manaus: manchas de óleo chegaram à praia da Macumba, no Recreio dos Bandeirantes .

O secretário Carlos Minc afirma que as manchas foram produzidas por Jet-sky. Os surfistas afirmam que não viram Jet-sky na Macumba.

Como saber a verdade? Isto nos remete à notícia mais espantosa relativa ao petróleo: a ANP gastou com fiscalização o equivalente dos gastos da Petrobrás com cafezinho. Os gastos foram de apenas de R$5,03 milhões.

Na sexta feira, publiquei um artigo no Estadão questionando a relação do Brasil com o oceano. Discutimos mais os royalties do que a maneira adequada de tratar o Atlântico, cujas riquezas não se se resumem ao óleo.

Mostrei que mesmo com dinheiro, a fiscalização costuma não ter a mesma base técnica das empresas e, constantemente, é enganada por elas.

Em termos de proteção ao oceano, sobretudo no que diz respeito à exploração de petróleo, estamos à deriva.

As manchas de óleo eram apenas de jet-sky? Como se a vida marinha preferisse manchas de jet-sky ou do vazamento da Chrevon, a verdade é uma só: não há fiscalização adequada.

Vamos devastando o oceano Atlântico com a mesma ferocidade que devastamos a mata atlântico, processo amplamente descrito no livro de Warren Dean.

Minc tem um papel nisso. Foi ministro, é secretário, vive no Rio onde se dá a intensa exploração de petróleo. Vamos contar com ele para pressionar .

Embora aconteça no litoral do Rio, esse processo de descaso é um problema para todo o Brasil. Como os oceanos não se limitam aos limites abstratos das águas territoriais, breve a exploração de petróleo brasileira pode ser estigmatizada no mundo.

Hoje, ninguém se pergunta de onde vem o óleo, se de ditaduras sangrentas ou países que desprezam a proteção ambiental. Mas isso pode mudar, na medida em que carros a álcool, elétricos, movidos solar ou a hidrogêneo, começarem a se impor no mercado. O petróleo não será mais a única opção

 

 

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