40 anos de Comissão Justiça e Paz. 40 anos de luta. Segunda, dia 12, um dia inteiro para saber de tudo o que aconteceu nesses anos e encontrar gente bacana e batalhadora,que dedica a vida a essas duas palavras: JUSTIÇA e PAZ

 40 anos da Comissão Justiça e Paz de São Paulo (CJPSP)

 

A Comissão Justiça e Paz de São Paulo (CJPSP) completa 40 anos. A comemoração será no dia 12 de novembro, segunda – feira, com o encontro “Memória e Compromisso”, com depoimentos, debates e perspectivas. O evento será no Tucarena (Tuquinha) – entrada pela Rua Bartira, esquina com a Rua Monte Alegre, 1024 – e será aberto à participação de colaboradores, militantes e interessados na luta pelos direitos humanos. As mesas redondas acontecerão de manhã, das 9:00h às 12:30h, e a noite, das 19h às 22:30h.

 O encontro foi proposto por Margarida Genevois, em reunião com o cardeal Dom Odilo Scherer. Contará com a presença dos fundadores, presidentes, conselheiros e membros como Dalmo Dallari, Fabio Konder Comparato, Helio Bicudo, Mario Simas, Luiz Antonio Alves de Souza, Waldemar Rossi, Margarida Genevois, Antonio Candido de Mello e Souza, José Gregori, Maria Victoria Benevides, Plínio de Arruda Sampaio, Marco Antonio Rodrigues Barbosa, Antonio Carlos Malheiros, Belisário dos Santos Junior, Antonio Funari Filho, Josefina Bacariça e Juliana Santoro, entre outros.

 Serão debatidos importantes temas da cidade de São Paulo como a questão da escalada do terror homicida na capital paulista, vitimando principalmente moradores da periferia e policiais; a criminalização dos movimentos sociais; a campanha do “Cumpra – se”; e as formas de apoio à Comissão da Verdade.

UMA COMISSÃO QUE SALVA VIDAS E IDEAIS

 

A comissão foi criada há 40 anos por iniciativa do Cardeal Dom Paulo Evaristo Arns. É um marco na resistência e luta contra as violações dos direitos humanos durante a ditadura militar e civil de 1964. Amparou e protegeu centenas de presos, torturados, perseguidos políticos e seus familiares da repressão policial do regime ditatorial brasileiro. O primeiro convidado por Dom Paulo foi Dalmo Dallari que se tornou o primeiro presidente da comissão.

 

Inicialmente, as reuniões aconteciam na casa de Dom Paulo onde se colhia informações e depoimentos das vítimas da ditadura. Montava – se um acervo de dados e, não raro, Dom Paulo viajava para Brasília para falar com autoridades militares e civis, visitava presídios para apurar denúncias de tortura, mobilizava bispos e outros religiosos, exigia medidas do governo da época para acabar com as prisões arbitrárias e as torturas e a localizar os desaparecidos políticos. Quando era impedido de visitar os presos, fazia chegar a eles uma Bíblia sinalizando que não estavam abandonados.

 

A CJPSP lutou pela revogação da Lei de Segurança Nacional, pela Anistia, pela redemocratização do país através do voto direto, pela criação do CONDEPE e da Ouvidoria de Polícia no Estado de São Paulo e pela criação da Defensoria Pública do Estado de São Paulo e sua Ouvidoria.

 

A CJPSP participou da Coordenação Nacional do Movimento pela Ética na Política em 1992, da Coordenação Estadual da Marcha Global contra o Trabalho Infantil em 1998, que teve início na Catedral, com missa oficiada por de Dom Paulo e terminou 118 dias depois em ato ecumênico presidido por Dom Claudio Humes. Membros da CJPSP ocuparam três vezes a presidência do CONDEPE e, durante dois mandatos, a Ouvidoria da Polícia e a Ouvidoria Geral da Defensoria Pública.

 

Hoje, conselheiros e membros da comissão integram a linha de frente da luta institucional pelos Direitos Humanos como Paulo Sergio Pinheiro e José Carlos Dias, que estão entre os sete integrantes da Comissão da Verdade; Marco Antonio Barbosa e Belisário Santos Júnior integram a Comissão Especial (Mortos e Desaparecidos Políticos); José Gregori preside a Comissão Municipal de Direitos Humanos; Vincent Roig é secretário geral do Conselho Estadual de Direitos Humanos; e Maurício Brusadin no Comitê de Defesa das Florestas.

A Comissão entre seus membros natos Dom Paulo Evaristo Arns, Dom Claudio Hummes e Dom Odilo Pedro Scherer.

Maiores informações, contatar Antonio Funari Filho, Presidente da CJPSP, pelo celular 9 8108-7882 ou através do e-mail funarifilho@bol.com.br

 

FONTE: IMPRENSA – COMISSÃO JUSTIÇA E PAZ

 

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