50 anos do golpe. Saiba mais, por quem viveu de frente o momento. Almino Affonso lança “1964”, nesta segunda, 31, em São Paulo

Foto: Meu querido amigo Almino Affonso, lança na proxima segunda (31), sua grande obra literária, "1964".
Será na Cultura do Conjunto Nacional, Av. Paulista,  às 18 hs.  Prefácio é do Fernando Morais.  
Noite de feras!

 

Quem me conhece melhor, a mim e à minha trajetória, sabe que trabalhei – com muito orgulho – durante quase quatro anos, como assessora de imprensa do então vice-governador do Estado de São Paulo, Almino Affonso (Governo Quércia). Fui, vejam só, porque ele assumiu o governo no período  algumas vezes , a primeira mulher no cargo de imprensa no Palácio dos Bandeirantes, nas priscas eras do período de 1986 – 1990. Poucas vezes, mas fui. Se eu achar umas fotos depois publico.

Devo a ele, Almino Affonso,  o muito o que sei a respeito desses dias horríveis vividos há 50 anos por gente como ele, João Goulart, Leonel Brizola e outros, os primeiros exilados do regime. Adorava ouvi-lo contar – e ele conta tudo com memória extraordinária e brilho incomum, o que me fazia se pudesse ficar horas a ouvi-lo, esse que é ainda para mim tido como um dos maiores oradores do país.

Imbatível.

Assim, esse livro se transformará em peça fundamental para quem quer entender o que ocorreu no período. Mas para quem quiser entender mesmo, sem linguajar chulo, nem pedido de volta de militares, que isso não tem cabimento. Apenas ignorância.

O que eu penso a respeito desses 50 anos, escrevi semana passada. Em primeira pessoa, e com  a memória de uma criança de 6 anos. Leia AQUI.

Ouvi tudo quanto é impropério, e inclusive até de leitores queridos, mas que estão tão putos com o que estão vendo agora – com razão, está um horror –  que ficaram cegos e pedem a volta de militares, de um tipo de golpe de Estado.

Mas eles estão errados, pensando com o fígado. Por isso não respondi a ninguém. E olha que fui chamada de petralha, vendida, comuna, jornalistazinha…só para citar alguns adjetivos que me deram esses últimos dias, principalmente quando e enquanto  acreditaram que iam conseguir fazer aquela marcha ridícula com sucesso. Mas o bom senso ainda prevalece, gracias!

Também recebi – a maior parte – elogios e menções que muito me honram, de pessoas que admiro sobremaneira, de todas as áreas do conhecimento.

Essa semana escreverei sobre esse horrível sentimento nacional que está embotando as mentes, a fúria.

Enfim, aguardo vocês e todos os amigos lá no Almino.

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