Informações sobre o ato de desagravo da ABI e outras entidades contra o desembargador Sartori

DESAGRAVO DA ABI

Manifesto da ABI foi lido durante encontro na Câmara Municipal de São Paulo

gifjornaleiroA Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo organizou na noite de ontem (18), no auditório “Prestes Maia”, da Câmara Municipal paulistana, um ato de desagravo à imprensa e às entidades de defesa dos direitos humanos atingidas de forma intempestiva e injusta pelo presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, desembargador Ivan Sartori.

Recentemente, Ivan Sartori votou pela anulação dos cinco júris do massacre do Carandiru e ainda pediu a absolvição de 74 policiais militares condenados pelo assassinato de 77 dos 111 detentos encontrados mortos.

Criticado por diversos setores, ele afirmou que “diante da cobertura tendenciosa da imprensa sobre o caso Carandiru, fico me perguntando se não há dinheiro do crime organizado financiando parte dela, assim como boa parte das autodenominadas organizações de direitos humanos.”JORNALISTA 1

O ato de desagravo, presidido pelo vereador Toninho Vespoli, teve início com a apresentação do documentário “Carandiru – Ontem e Hoje”, seguido das falas do presidente da OAB de São Paulo, Marcos da Costa; do jurista e professor emérito da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco da Universidade de São Paulo, USP, Fábio Konder Comparato; do diplomata, ex-assessor da Organização das Nações Unidas, ONU, e professor aposentado do Departamento de Ciência Política da Universidade de São Paulo, USP, Paulo Sérgio Pinheiro; do presidente da Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo, Antônio Funari Filho; do representante da Comissão Superior de Direitos Humanos da Seção São Paulo da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP), Airton Soares; do ouvidor das Polícias do Estado de São Paulo, Júlio César Fernandes Neves; do presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo, Paulo Zocchi; da representante do Grupo Tortura Nunca Mais, jornalista Rose Nogueira; do diretor da Federação Nacional dos Jornalistas, José Augusto de Camargo; do representante do Instituto Vladimir Herzog, Ivo Herzog; do vereador Jamil Murad; da presidente do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, Condepe, Maria Nazareth; da representante do Centro Santo Dias de Direitos Humanos, Ceci  Amaral; e do Conselheiro da Associação Brasileira de Imprensa, ABI, Luthero Maynard, representando a entidade.

JORNALSITA 3Em nome da ABI, o conselheiro Luthero Maynard leu a nota oficial da entidade, assinada pelo presidente Domingos Meirelles:

A Associação Brasileira de Imprensa, ABI, considera insultuosa a insinuação do desembargador Ivan Sartori, do Tribunal de Justiça de São Paulo, de que os veículos de comunicação teriam recebido dinheiro do crime organizado para produzir noticiário tendencioso sobre a anulação dos julgamentos dos acusados da chamada “Chacina do Carandiru”.

‘Ao noticiar a decisão do Tribunal em procrastinar o desfecho do episódio que provocou a morte de 111 presos da antiga Casa de Detenção, a imprensa limitou-se a comunicar o fato à opinião pública sem se imiscuir nas particularidades dos autos do processo.

‘Não se explica nos dias de hoje tamanha leniência em julgar os acusados. Não se admite também que a justiça paulista tenha levado 24 anos para examinar e julgar as peças do processo do Carandiru e ainda anular as quatro condenações já promulgadas.

JORNALISTA 4‘Em 1924, durante o levante da antiga Força Pública, foram ouvidas 2.217 pessoas de diferentes nacionalidades e instaurados 1.693 inquéritos no curto espaço de seis meses. O Ministério Público Militar acolheu o relatório policial e ofereceu denúncia contra os acusados em pouco mais de quarenta dias.

‘A ABI espera que o Tribunal de Justiça de São Paulo não eternize esse julgamento diante do sofrimento que a demora tem causado a todas as famílias que também foram vítimas nesse penoso processo”.

A Associação Brasileira de Imprensa, ABI, subscreve, ao lado de outras entidades, a representação dirigida à ministra Carmen Lúcia Antunes Rocha, presidente do Conselho Nacional de Justiça, requerendo ao CNJ a instauração de processo legal administrativo disciplinar para apurar a parcialidade e destemperança pública do desembargador Ivan Sartori e aplicar as medidas disciplinares cabíveis.  JORNAIST A6

 

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