Mulheres!!! Olha que evento bom, no SESC. Todos os temas principais de nossas questões

 

Na quarta-feira, 28/11, o Sesc abre o evento Nós Tantas Outras, que abrange temas importantes sobre os problemas femininos, violência, etc, reunindo mulheres de 11 países para debates, em 5 unidades do Sesc, tudo gratuito e transmitido ao vivo.

 

infos e fotos aqui: https://www.dropbox.com/sh/7yxr67ziims0j8v/AABnCHrMrz2uua99lsecSjZsa?dl=0

 

turma de mulheresturma de mulheres

SESC SÃO PAULO PROMOVE O ENCONTRO INTERNACIONAL

“NÓS TANTAS OUTRAS”

“Mulheres e feminismos, suas vozes e perspectivas, transformações e principais desafios na atualidade”

O evento, gratuito e com transmissão online, realizará encontros entre pesquisadoras, estudiosas e ativistas do Afeganistão, Argentina, Brasil, China, Equador, Estados Unidos, Guiné-Bissau, Moçambique, Suíça, Uruguai e Venezuela a cinco unidades da capital. Programação inclui ainda espetáculos, intervenção e oficina

De 28 de novembro a 2 de dezembro

Inscrições online gratuitas disponíveis em. sescsp.org.br/nostantasoutras

Press kit em: bit.ly/nostantasoutras

De 28 de novembro a 2 de dezembro de 2018, o Sesc São Paulo realiza nas unidades Itaquera, Avenida Paulista, Santana, Campo Limpo e Pompeia o Encontro Internacional “Nós tantas outras”, que promoverá a troca de conhecimentos e experiências entre mulheres de diferentes localidades, realidades e culturas, abordando a condição social, os feminismos e os desafios que se apresentam a todos na contemporaneidade.

Considerando o atual cenário, com dados como o da Organização das Nações Unidas, que atesta que 70% de todas as mulheres no mundo já sofreram ou irão sofrer algum tipo de violência em algum momento de suas vidas – e o dia 25 de novembro, declarado pela ONU como Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra a Mulher –, o encontro reunirá especialistas brasileiras e estrangeiras que, com suas experiências, ajudam a melhor compreender esta complexa realidade. Além das atividades formativas, a programação contará com atividades artísticas, concebidas por mulheres, que dialogam com as questões apresentadas.

Para Danilo Santos de Miranda, diretor do Sesc São Paulo, “Nossas existências são múltiplas, como infinitos são os feminismos e os movimentos de mulheres: negro, indígena, branco, amarelo, campesino, ribeirinho, islâmico, católico, judaico. A presença da mulher tingiu os séculos XX e XXI com inegáveis e significativos avanços, moldando as nossas sensibilidades e direcionando o nosso olhar para o verdadeiro sentido do bem comum, do viver em uma grande comunidade global”. Miranda complementa: “Ao discutir os atuais desafios em torno da mulher e dos feminismos – e das interfaces entre gênero, raça, classe e geração –, pretende-se contribuir para o incentivo à convivência, ao respeito, ao protagonismo e ao acolhimento das diferentes subjetividades”.

Nas dez mesas propostas, serão abordados temas como: a genealogia dos movimentos de mulheres; as concepções e práticas feministas na América Latina e em outros contextos globais; as intersecções com outros marcadores sociais, como sexualidade, raça e classe; as questões vinculadas à saúde reprodutiva e sexual; a representatividade política; as reações e ameaças aos movimentos feministas no mundo e aos direitos adquiridos.

Com o intuito de mobilizar e sensibilizar diferentes públicos, o evento será gratuito e acontecerá de forma descentralizada, em cinco unidades da capital, contemplando regiões distintas da cidade. O momento de discussão torna-se ainda mais oportuno, se considerarmos os dados abaixo:

· O Brasil é o pior país da América do Sul para se nascer mulher, segundo relatório divulgado esse ano no estudo Every Last Girl da ONG internacional Save The Children. O país aparece na 102ª posição dos 144 países pesquisados, ficando atrás de todos seus vizinhos da América do Sul e de países em desenvolvimento, como Índia, Costa Rica, Timor Leste, Colômbia e Gana.

· A cada dois minutos, cinco mulheres são agredidas violentamente no Brasil, segundo a pesquisa “Mulheres brasileiras e gênero nos espaços público e privado”, divulgada pela Fundação Perseu Abramo em parceria com o Sesc.

HomemMulherPauMacarao_gif· A cada dia, 13 mulheres são assassinadas no Brasil. O Brasil tem a quinta maior taxa de feminicídios no mundo. Um terço dos homicídios de mulheres no mundo – 35% – são cometidos por seus companheiros, enquanto 5% dos assassinatos de homens são cometidos por suas parceiras, de acordo com a Organização Mundial da Saúde.

· Em dez anos, de 2003 a 2013, o número de homicídio de mulheres brancas caiu 9,8% e o de mulheres negras cresceu 54,2% (Mapa da Violência, 2015). Dentre as mulheres que declararam ter sofrido algum tipo de violência, enquanto o percentual de brasileiras brancas que sofreram violência física foi de 57%, o percentual de negras (pretas e pardas) foi de 74%. (Data Senado, 2017).

· As mulheres têm, em média, mais anos de estudo e continuam ganhando menos – em média 20% a menos que os homens, mas quanto maior a escolaridade e a posição, maior a desigualdade, chegando a 40%. É o que comprova o estudo Estatísticas de Gênero: Indicadores Sociais das Mulheres no Brasil, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

· O índice de mulheres que declaram realizar atividades domésticas se manteve quase inalterado em mais de uma década e meia: 94,1% das mulheres maiores de 16 anos realizavam tarefas domésticas em 1995, e 89,9% em 2015; 7,5 é o número de horas semanais que, em média, as mulheres trabalham (trabalho remunerado + não remunerado) a mais que os homens; Em 1995, 23% dos domicílios tinham mulheres como pessoas de referência, pergunta feita na pesquisa domiciliar com o objetivo de identificar o/a chefe de família. Em 2015, o número chegou a 40%.)

“Nós tantas outras” é uma iniciativa do programa de Diversidade Cultural do Sesc São Paulo, promotor de ações que contemplam pessoas, populações e culturas cujos direitos civis, sociais, humanos e de manifestação encontram-se de alguma forma ameaçados e/ou minorizados: mulheres, populações LGBTQIA+, negra, indígena e povos/comunidades tradicionais. As inciativas objetivam dar visibilidade à diversidade cultural, criando espaços para convivência, trocas e discussões sobre preconceito e respeito, sempre reconhecendo a diferença como componente legítimo para o viver junto.

A análise dos quadros políticos e sociais, bem como as pesquisas relacionadas às questões populacionais e culturais, integram os princípios de desenvolvimento das ações da área, levando em conta uma série de relatórios e estudos que apontam a persistência de profundas desigualdades de gênero em escala global. Os dados ainda indicam que essa desigualdade perpassa toda a estrutura social, evidenciando-se em altas taxas de feminicídio e violência sexual, baixa representatividade política, diferenças brutais no acesso ao mercado laboral, bem como no desequilíbrio nos salários e na distribuição de horas de trabalho não remuneradas. Diante disso, é urgente pensar nas questões de gênero não só como um tema específico para o desenvolvimento de uma programação cultural e educativa, mas sim como um questionamento das posições éticas que perpassam os vários campos de atuação humana.

Confira a programação!

 

28/11 – SESC ITAQUERA

10h30– Abertura

11h às 13h – Feminismo negro: ações antirracistas no mundo contemporâneo

Em mais de quatro décadas de existência, o feminismo negro ofereceu contribuições significativas tanto ao movimento feminista quanto ao antirracista, a partir de formulações críticas e práticas que permitiram ampliar a compreensão sobre as múltiplas realidades das mulheres, tendo como base as intersecções com diferentes marcadores sociais. Essa mesa aborda a rica trajetória e os desafios que se apresentam para o fazer e para o pensar de feministas negras contemporâneas.

Nubia Regina Moreira (Brasil)

Cientista social, doutora em sociologia (UNB), professora da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) e autora do livro A Organização das Feministas Negras no Brasil. Realiza pós-doutorado em Educação na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Proped-UERJ), onde desenvolve pesquisa sobre Democracia Radical e Política Curricular.

Patricia Hill Collins (Estados Unidos)

Socióloga, professora emérita de Sociologia da Universidade de Maryland e do Departamento de Estudos Afro-americanos da Universidade de Cincinnati, primeira mulher afro-americana a ser eleita presidente da Associação Americana de Sociologia. Autora de diversos livros, entre eles, os premiados Black feminist thought e Black sexual politics: african americans, gender and the new racism.

Mediação: Kelly Adriano de Oliveira

Cientista Social e Gerente Adjunta da Gerência de Ação Cultural do Sesc São Paulo. Pesquisadora nas áreas de Antropologia e Sociologia, especialmente dos seguintes temas: gênero, raça, cor, religiosidade, saúde, sexualidade, movimentos sociais, cultura popular, produção cultural, economia da cultura, terceiro setor, educação, artes e urbanidades

15h às 17h30 – Origens dos movimentos e teorias feministas

Discussão sobre a genealogia e o percurso dos movimentos feministas, com o intuito de melhor compreender os seus espaços de organização, trajetórias, estratégias, epistemologia e articulação com outros movimentos sociais e com o poder público.

Adriana Piscitelli (Brasil)

Antropóloga, professora do Departamento de Antropologia Social e no Doutorado em Ciências Sociais da Universidade Estadual de Campinas, integrou o grupo fundador do Núcleo de Estudos de Gênero – PAGU, do qual é pesquisadora. Tem atuado principalmente nos seguintes temas: gênero, memória, parentesco, sexualidade, turismo sexual, prostituição, migrações, tráfico internacional de pessoas, teoria feminista e teoria antropológica.

Amelinha Teles (Brasil)

Ativista política, fundadora da União de Mulheres de São Paulo e integrante da coordenação do Projeto Promotoras Legais Populares. Compõe a Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos. Escritora dos livros Breve História do Feminismo no Brasil e O que são os Direitos Humanos das Mulheres, e co-organizadora do livro Por que a creche é uma luta das mulheres.

Mediação: Regiany Silva de Freitas

Designer digital, pós-graduada em Mídia, Informação e Cultura pela Universidade de São Paulo, moradora de Itaquera, zona leste de São Paulo, é designer no portal Porvir e co-fundadora do Nós, mulheres da periferia, coletivo jornalístico independente que dissemina conteúdos autorais produzidos por mulheres e a partir da perspectiva de mulheres.

SERVIÇO NÓS TANTAS OUTRAS SESC ITAQUERA

Mulheres e feminismos, suas vozes e perspectivas, transformações e principais desafios na atualidade. Livre. Grátis. Abertura Encontro Internacional Nós Tantas Outras. 28/11. Quarta,10h30. Feminismo Negro: Ações Antirracistas no Mundo Contemporâneo. Com Nubia Regina Moreira (BRA) e Patricia Hill Collins (EUA). 28/11. Quarta,11h. Origens dos Movimentos e Teorias Feministas. Com Adriana Piscitelli (BRA) e Amelinha Teles (BRA). Mediação: Regiany Silva de Freitas. 28/11. Quarta,15h.

 

29/11 – SESC AVENIDA PAULISTA

11h às 13h30 – Concepções e práticas feministas na América Latina

Pensando na diversidade de atores, de conhecimentos e de práticas inerentes aos feminismos da América Latina e do Caribe, como ultrapassar as singularidades regionais de maneira a fortalecer as ações transfronteiras e solidificar um pensamento feminista do sul global? Quais os caminhos possíveis para a criação de instâncias de diálogo que envolvam distintas realidades históricas, sociais e culturais – preservando suas conjunturas de diásporas e de encontro de identidades – no fortalecimento de uma agenda comum?

Carosio (Venezuela)

Filósofa, professora titular da Universidade Central da Venezuela, pesquisadora de Estudos Feministas e de Gênero, com ênfase no Pensamento Latino-Americano. Dirige a Revista Venezolana de Estudios de la Mujer, publicada pelo Centro de Estudios de la Mujer (CEM), instituição da qual foi diretora e coordenadora de pesquisa.

Irene Léon (Equador)

Socióloga, está envolvida com diversas iniciativas acadêmicas, sociais e de políticas internacionais orientadas ao desenvolvimento de alternativas ao capitalismo e ao patriarcado. Diretora da Fundación de Estudios, Acción y Participación Social (FEDAEPS) no Equador. Autora de diversas publicações em ciências sociais referentes a análises sociopolíticas, feminismo, diversidade e comunicação.

Rita Laura Segato (Brasil)

Antropóloga, dirige o grupo de pesquisa em Antropologia e Direitos Humanos do CNPq e foi Pesquisadora Principal do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para a Inclusão na Pesquisa e na Educação Superior (INCTI). Pesquisadora das seguintes temáticas: violência de gênero; gênero entre os povos indígenas e comunidades latino-americanas; relações entre gênero, racismo e colonialidade.

Mediação: Ana Lúcia Silva Souza

Linguista, professora do Departamento de Letras Vernáculas da Universidade Federal da Bahia e integrante do quadro permanente do Programa de Mestrado Profissional em Letras (ProfLetras). Atua principalmente na formação inicial e continuada de professores com os seguintes temas: letramentos de reexistência, culturas, identidades, juventudes, juventude negra, hip-hop e educação diaspórica.

15h às 17h30 – Sexualidade, identidade de gênero e feminismos

O reconhecimento das diferenças no interior dos movimentos feministas constitui um avanço em relação à lógica da universalidade da categoria mulher, mas também apresenta desafios inéditos aos projetos políticos feministas. O presente encontro reúne reflexões sobre a multiplicidade de sujeitos do feminismo, construída a partir de diferentes contextos históricos, culturais e sociais, bem como de intersecções com categorias relativas à sexualidade e à identidade de gênero.

Helena Vieira (Brasil)

Escritora e ativista transfeminista. Graduada em Gestão de Políticas Públicas pela USP.

Marisa Fernandes (Brasil)

Historiadora, especialista em gênero e família e, ativista lésbica desde 1979, época em que ingressou no Grupo SOMOS/SP. Cofundadora dos seguintes grupos: Grupo Lésbico Feminista (LF), Grupo Ação Lésbica Feminista (GALF) e Coletivo Feministas Lésbicas (CFL).

Monique Prada (Brasil)

Trabalhadora sexual, feminista, ativista pelos direitos das prostitutas e autora do livro PutaFeminista. Coeditora do projeto MundoInvisível.ORG e uma das fundadoras da Central Única de Trabalhadoras e Trabalhadores Sexuais (CUTS). Atualmente, faz parte do Grupo Assessor da Sociedade Civil da ONU Mulheres no Brasil.

Mediação: Adriana Ferreira Silva

Jornalista, editora-executiva da revista Marie Claire, responsável por estratégias digitais e de integração de plataformas impressa e digital, além de atuar na concepção de eventos como o Marie Claire Power Trip Summit (encontro anual de CEO’s e executivas). Assina a coluna quinzenal #DeRepentePerennial, no site de Marie Claire.

SERVIÇO NÓS TANTAS OUTRAS SESC PAULISTA

Mulheres e feminismos, suas vozes e perspectivas, transformações e principais desafios na atualidade. Livre. Grátis. Concepções e Práticas Feministas na América Latina. Com Alba Carosio (VEN), Irene León (ECU) e Rita Laura Segato (BRA). Mediação: Ana Lúcia Silva Souza. 29/11. Quinta,11h. Sexualidade, Identidade de Gênero e Feminismos. Com Helena Vieira (BRA), Marisa Fernandes (BRA) e Monique Prada (BRA). Mediação Adriana Ferreira Silva (BRA). 29/11. Quinta,15h.

 

30/11 – SESC SANTANA

11h às 13h- Movimentos de mulheres em culturas diversas

Diante da complexidade do quadro social e cultural no mundo contemporâneo – como também das ricas contribuições de mulheres ativistas provenientes de contextos históricos singulares –, torna-se urgente a compreensão da sua dimensão plural. Esta mesa discorre sobre as expressões de gênero em diferentes culturas, e como o entrelaçamento de um conjunto de ações pode contribuir para a edificação de alianças e para a superação dos dilemas atuais.

Isabel Casimiro (Moçambique)

Socióloga, doutora, pesquisadora do Centro de Estudos Africano (CEA) da Universidade Eduardo Mondlane (UEM) e coordenadora do Departamento de Estudos de Desenvolvimento e Gênero. Cofundadora da organização Women and Law in Southern Africa Research and Education Trust (WLSA) e do Fórum Mulher.

Muna Omran (Brasil) Pós-Doutora em Estudos Literários e professora colaboradora na Pós-Graduação em Estudos da Linguagem da Universidade Federal Fluminense. Líder do Núcleo de Pesquisa de História Contemporânea da Universidade Estadual do Maranhão. Tem desenvolvido pesquisas sobre islã, o feminismo no Mundo Árabe, em especial do Líbano. Autora do livro A História que Sherazade não contou e outras historinhas – minicontos.

Mediação: Edneia Gonçalves

Cientista Social, pesquisadora na área de educação de jovens e adultos, e coordenadora executiva da Ação Educativa. Tem experiência em avaliação de projetos socioeducacionais, formação de professores, educação antirracista e gênero. Atua em projetos de cooperação técnica internacional em países africanos.

15h às 17h30 – Corpo e saúde: direitos, reinvindicações e padrões sociais

O direito ao próprio corpo, livre dos padrões normativos impostos pela sociedade, constitui-se como um dos campos de maior disputa no âmbito dos feminismos contemporâneos. Questões relacionadas à livre expressão da sexualidade, às decisões acerca da própria saúde sexual e reprodutiva, aliadas às possibilidades de acesso aos sistemas de saúde pública, caracterizam-se como desafios urgentes. Esta mesa discute os avanços e os retrocessos verificados nesses campos – corpo, saúde e direitos -, bem como a incorporação de novas matérias, como a inclusão de pessoas transexuais nos programas de saúde da mulher.

Letícia Lanz (Brasil)

Psicanalista, mestra em Sociologia, escritora, economista e especialista em gênero e sexualidade, autora do livro O corpo da roupa – introdução aos estudos transgêneros. Participou da fundação da Associação Brasileira de Transgêneros (ABRAT) e do Movimento Transgente, voltado à defesa dos direitos das pessoas transgêneras no Brasil.

Lúcia Xavier (Brasil)

Assistente social, fundadora da CRIOLA, organização que tem como missão instrumentalizar mulheres negras contra o racismo, sexismo, lesbofobia e transfobia. Coordenadora de projetos voltados para formação, mobilização e advocacy em Direitos Humanos das mulheres negras. Integra o Comitê “Mulheres Negras Rumo a um Planeta 50-50 em 2030” da ONU Mulheres.

Rina Nissim (Suiça)

Médica, nascida em 1952 em Jerusalém, vive em Genebra. Crítica às práticas de ginecologistas convencionais, ingressou no início dos anos 1970 no Movimento de Libertação das Mulheres de Genebra e, em 1978, fundou o grupo Dispensaire des femmes (ambulatório de mulheres), formado por mulheres feministas que querem discutir sobre a saúde sexual e reprodutiva das mulheres.

Mediação: Marisol Marini

Antropóloga, pesquisadora vinculada ao NUMAS (Núcleo de Estudos sobre Marcadores Sociais da Diferença) e ao LAPOD (Laboratório Pós-Disciplinar de Estudos). Integrou o grupo de pesquisa Mind the Body, sediado na Holanda. Tem atuado principalmente nos seguintes temas: corpo, biomedicina, transtornos alimentares, gênero e marcadores sociais da diferença, órgãos artificiais, ciência e tecnologia experimental.

SERVIÇO NÓS TANTAS OUTRAS SESC SANTANA

Diálogos sobre mulheres e feminismos, suas vozes e perspectivas, transformações e principais desafios na atualidade. Livre. Grátis. Movimentos de Mulheres em Culturas Diversas. Com Isabel Casimiro (MOZ) e Maria Beatriz Bonna Nogueira (BRA). Mediação: Edneia Gonçalves. 30/11. Sexta, 11h. Corpo e Saúde: Direitos, Reinvindicações e Padrões Sociais. Com Letícia Lanz (BRA), Lucia Xavier (BRA) e Rina Nissim (SUI). Mediação: Marisol Marini. 30/11. Sexta, 15h.

 

1/12 – SESC CAMPO LIMPO

11h às 13h – Movimentos de mulheres em culturas diversas

Diante da complexidade do quadro social e cultural no mundo contemporâneo – como também das ricas contribuições de mulheres ativistas provenientes de contextos históricos singulares –, torna-se urgente a compreensão da sua dimensão plural. Esta mesa discorre sobre as expressões de gênero em diferentes culturas, e como o entrelaçamento de um conjunto de ações pode contribuir para a edificação de alianças e para a superação dos dilemas atuais.

Yuan Feng (China)

Diretora da Rede de Combate à Violência Doméstica em Pequim. Desde meados dos anos 1980, é ativista pelos direitos das mulheres e pela igualdade de gênero. Autora e coautora de publicações concernentes às seguintes temáticas: violência de gênero, gênero e desenvolvimento e, gênero e mídia de massa – incluindo o primeiro Relatório de Desenvolvimento Humano da China (1997).

Godinho Gomes (Guiné-Bissau)

Pós-doutora em História da África pela Universidade de Cagliari (Itália) e pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), professora no Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Estudos Étnicos e Africanos da UFBA. Pesquisadora da história social das mulheres nas resistências anticoloniais e dos estudos de gênero e feminismos nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa.

Mediação: Edneia Gonçalves

Cientista Social, pesquisadora na área de educação de jovens e adultos, e coordenadora executiva da Ação Educativa. Tem experiência em avaliação de projetos socioeducacionais, formação de professores, educação antirracista e gênero. Atua em projetos de cooperação técnica internacional em países africanos.

15h às 17h30 – Mulheres e representatividade política

Apesar dos inúmeros obstáculos e contradições inerentes às estruturas de poder, é inegável o aumento da presença das mulheres na vida política institucional e em funções de representação e liderança social nos últimos anos.

No entanto, a participação nas mais diversas esferas decisórias e deliberativas, segue bastante desigual quando comparada com a masculina, em quase todos os países. Esta mesa discute as diferentes perspectivas acerca da representação e da representatividade política feminina, os dispositivos discriminatórios que se colocam como verdadeiras cláusulas de barreira, dentre outras reflexões.

Hailey Kaas

Tradutora, escritora e socialista, tem se dedicado principalmente à pesquisa sobre Linguística, Transfeminismo(s), Teoria Queer e Estudos de Gênero. É fundadora e coordenadora do site e Coletivo Transfeminismo, que busca, entre outras coisas, expandir e incentivar o Transfeminismo no Brasil.

Joênia Wapichana

Primeira mulher indígena formada pela Faculdade de Direito da Universidade Federal de Roraima, em 1997 e a ser eleita como Deputada Federal no Brasil, em 2018. Mestre em Direito pela University of Arizona, teve atuação destacada na luta pela demarcação da Terra Indígena Raposa Serra do Sol no Conselho Indígena de Roraima (CIR).

Soledad González Baica (Uruguai)

Cientista Política, feminista, responsável pela área de articulação do Coletivo Feminista uruguaio, Cotidiano Mujer, criado em 1985, dedicado à comunicação e aos direitos humanos, acompanha o desenvolvimento da agenda política e cultural das mulheres uruguaias e latino-americanas.

Organizadora do livro de Las Laurencias. Violencia Sexual y de Género en el Terrorismo de Estado.

Mediação: Ana Lúcia Silva Souza

Linguista, professora do Departamento de Letras Vernáculas da Universidade Federal da Bahia e integrante do quadro permanente do Programa de Mestrado Profissional em Letras. Atua principalmente na formação inicial e continuada de professores com os seguintes temas: letramentos de reexistência, culturas, identidades, juventudes, juventude negra, hip-hop e educação diaspórica.

SERVIÇO NÓS TANTAS OUTRAS SESC CAMPO LIMPO

Mulheres e feminismos, suas vozes e perspectivas, transformações e principais desafios na atualidade. Livre. Grátis. Movimentos de Mulheres em Culturas Diversas. Com Yuan Feng (CHN) e Patrícia Godinho Gomes (GBS). Mediação: Edneia Gonçalves. 1/12. Sábado, 11h. Mulheres e Representatividade Política. Com Hailey Kaas (BRA), Joênia Wapichana (BRA) e Soledad González Baica (URU). Mediação: Ana Lúcia Silva Souza. 1/12. Sábado,15h.

 

2/12 – SESC POMPEIA

11h às 13h – As reações e ameaças aos movimentos feministas e às mulheres na atualidade

No início da década de 1990, a jornalista e feminista norte-americana Susan Faludi publicou o livro Backlash: o contra-ataque na guerra não declarada contra as mulheres, numa busca por compreender a reação conservadora que tentava frear as conquistas das mulheres nos EUA. Vivemos situação semelhante no Brasil, e em vários outros países, nos quais forças políticas conservadoras se opõem às feministas e suas pautas, reagindo a elas.

A mesa discute as razões que permeiam essas reações, como também a ameaça que representam à manutenção de direitos já adquiridos e à obtenção dos que ainda estão em disputa.

Cecilia Palmeiro (Argentina)

Professora em Birkbeck College (Universidade de Londres), pesquisadora da área de Letras, com ênfase em teoria literária e literatura latino-americana contemporânea, atuando principalmente nos seguintes temas: gênero, identidade, movimentos sociais e políticas culturais. Faz parte do coletivo ni una menos e participa do projeto Mareadas en la marea.

Rosana Pinheiro-Machado (Brasil)

Antropóloga, cientista social e colunista, pesquisa precarização no Brasil e na China. Atualmente, é professora na Universidade Federal de Santa Maria e colunista do The Interception. Atuou também na Universidade de Oxford, Universidade de São Paulo e Harvard University. É autora de dezenas de livros e/ou artigos internacionais.

Mediação: Carla Cristina Garcia

Cientista Social, professora da PUC/SP no Programa de Estudos Pós-Graduados em Psicologia Social e autora de diversos livros, entre eles: Ovelhas na Névoa: um estudo sobre as mulheres e a loucura; Breve História do Feminismo; O Rosa, o Azul e as Mil Cores do Arco-Íris. Gêneros, corpos e sexualidades na formação docente; Mulheres, Tempos e Trabalhos.

 

15h às 17h30 – Direitos das mulheres: pautas e conquistas

Discussão sobre as conquistas relativas aos direitos das mulheres, bem como as dificuldades e os desafios existentes em torno da garantia e da implementação de políticas voltadas à redução das desigualdades de gênero e das múltiplas formas de violência contra a mulher.

Nadine Gasman

Médica, PH.D, representante do Escritório da ONU Mulheres no Brasil. Ingressou nas Nações Unidas como representante do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) na Guatemala em 2005, onde apoiou o avanço dos direitos sexuais e reprodutivos. Foi diretora da Campanha UNA-SE pelo Fim da Violência Contra as Mulheres para a América Latine e o Caribe.

Noorjahan Akbar (Afeganistão)

Escritora, ativista pelos direitos das mulheres, trabalhou em diversas organizações globais e afegãs, focando no empoderamento feminino e na luta pelo fim da violência de gênero. Liderou campanhas nacionais e protestos em defesa dos Direitos Humanos. Atualmente, dirige o coletivo Free Women Writers, formado por ativistas e escritoras no Afeganistão.

Mediação: Maria Sylvia Aparecida de Oliveira

Advogada, sócia efetiva do Geledés, organização onde atualmente ocupa o cargo de presidenta e, coordenadora regional do curso Promotoras Legais Populares. Atua na área de Direitos Humanos, principalmente em relação às questões de gênero, raça e etnia e, no enfrentamento à violência contra a mulher e violência doméstica e familiar.

SEFVIÇO NÓS TANTAS OUTRAS SESC POMPEIA

Mulheres e feminismos, suas vozes e perspectivas, transformações e principais desafios na atualidade. •Encontro. Livre. Grátis. As Reações e Ameaças aos Movimentos Feministas e às Mulheres na Atualidade. Com Cecilia Palmeiro (ARG) e Rosana Pinheiro-Machado (BRA) Mediação: Carla Cristina Garcia. 2/12. Domingo, 11h. Direitos das Mulheres: Pautas e Conquistas. Com Nadine Gasman (BRA) e Noorjahan Akbar (AFG). Mediação: Maria Sylvia Aparecida de Oliveira. 2/12. Domingo, 15h. •Espetáculos. Com Núcleo Bartolomeu de Depoimentos. 12 anos. R$ 20. R$ 10 (SSS). R$ 6 (TTT). Antígona Recortada – Contos que Cantam sobre Pousopássaros. A montagem atualiza o mito grego de Antígona para uma favela e utiliza da técnica de poesia falada, spokenword, como recurso para contar a história. Direção: Claudia Schapira. 15 a 18/11. Quinta e domingo,18h30. Sexta e sábado, 21h30. Efeito Cassandra – Na Calada da Voz. O mito de Cassandra é recuperado no espetáculo como um detonador da violência infringida ao longo do tempo no discurso feminino. 22 a 25/11. Quinta a sábado, 21h30. Domingo, 18h30. Memórias Impressas. O espetáculo navega entre o teatro e a performance e tem como foco a discussão sobre a violência infringida à mulher. 29/11 a 2/12. Quinta a sábado, 21h30. Domingo, 18h30. • Show: Livre. Gratuito no deck. Ellen Oléria e Luedji Luna. As artistas juntam-se para um encontro especial de representatividade racial e de gênero. 2/12 – 17h30. •Intervenção. Livre. Grátis. Saia da Frente – Cortejo Insurgente! Cortejo evoca a relação complexa e preconceituosa que a sociedade mantém com o erotismo feminino. Direção: Claudia Schapira. 2/12. Domingo, 13h. •Oficina. Inscrições até 20/11 por meio de carta de interesse para oficinascenicas@pompeia.sescsp.org.br. 18 anos. Grátis. Oficina de Narratividade: Memórias Pessoais. Criação de textos que poderão incorporar a dramaturgia do espetáculo “Memórias Impressas”. Com Claudia Schapira. 27 e 28/11. Terça e quarta, 18h30 às 20h30.

 

SERVIÇO: Sesc São Paulo realiza o encontro internacional “NÓS TANTAS OUTRAS” em cinco unidades da Capital

De 28 de novembro a 2 de dezembro de 2018 (nas unidades Itaquera, Avenida Paulista, Santana, Campo Limpo e Pompeia)

Gratuito. Inscrições online gratuitas

Vagas limitadas. Livre.

Mais informações: sescsp.org.br/nostantasoutras

As mesas contarão com tradução simultânea e transmissão ao vivo pelo Portal Sesc SP.

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