Pulhas ameaçam jornalistas e suas famílias. Nota Oficial ABRAJI

 

choque eletricoAmeaças contra Terça Livre são graves e devem ser investigadas

[Íntegra]

Allan dos Santos, responsável pelo site Terça Livre, denunciou hoje (22.abr.2019) ter recebido ameaças de morte por e-mail. Na mensagem, o contato refere-se aos filhos de Santos e ameaça a esposa do comunicador de estupro e morte, caso as atividades do portal não sejam encerradas. Fernanda Salles, que trabalha no Terça Livre, também foi alvo de ameaça de estupro.

Por meio do Twitter, Santos afirmou que as informações já foram encaminhadas à Polícia Federal. Ele marcou o ministro da Justiça, Sérgio Moro, em publicação, pedindo para que os responsáveis pela ameaça sejam punidos. Na mesma postagem, Santos colocou em descrédito o trabalho jornalístico: “Sei que a imprensa não divulgará essas ameaças”. “IMPRESA CRIMINOSA” (sic), escreveu, mais tarde. Fernanda Salles também usou seu perfil na rede social para denunciar o caso.

Jornalistas do site The Intercept Brasil receberam ameaças e ofensas por e-mail do mesmo remetente que atacou o Terça Livre.

A Abraji considera que ninguém deve ser alvo de ameaça ou intimidação em razão do que publica. O uso de ameaças de violência para intimidar comunicadores é um atentado à liberdade de expressão e à democracia. Tal prática  não pode ser tolerada ou ficar impune. Conclamamos as autoridades a investigar a autoria dos emails, a aplicar as sanções cabíveis e a garantir a segurança dos atingidos.

Ocorrências de ameaças e assédio por meios digitais contra comunicadores se multiplicaram desde o ano passado, fomentadas por campanhas de difamação que têm como alvo profissionais e veículos de comunicação. O próprio Terça Livre de Allan dos Santos difundiu, recentemente, falsa acusação envolvendo a repórter Constança Rezende, do Estadão.

Para a Abraji, o importante é a ameaça, e não apenas quem é alvo dela. Não nos cabe dar tratamento diferenciado aos ameaçados com base no que publicam, seja no interior do país ou nas grandes capitais. Se determinada pessoa cumpre um papel relevante enquanto comunicador para determinada comunidade, não pode ser ameaçado ou agredido pelo que diz ou publica. Se esse comunicador cometer eventual abuso no exercício de sua atividade, é na Justiça que a questão deve ser resolvida.

Diretoria da Abraji, 22 de abril de 2019.

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