Prepare-se. Vamos fritar nesse verão

Fonte: Coluna Aziz Ahmed – O POVO/RJ

hothotAquecimento mais o El Niño

O próximo verão promete ser dos mais insuportáveis
de todos os tempos no Brasil, com as temperaturas ultrapassando
facilmente os 40ºC por dias seguidos nos locais
tradicionalmente mais quentes, como Rio de Janeiro,
Piauí e Tocantins. Segundo meteorologistas, o calor pode
ficar até 4ºC acima da média. É que, pela primeira vez, se
registra uma combinação inédita: a elevação da temperatura
média do planeta, por conta do aquecimento global,
e um fenômeno El Niño muito intenso.hothot

 

Saiu o IGNOBEL, o prêmio mais divertido do mundo. Olha a lista!

Pra rir e pensar! IgNobel premia xixi, ovos descozidos e beijos antialergia

  • Gretchen Ertl/Reuters

     Alex Frieden (c) e colegas jogam aviões de papel durante a cerimônia do 25º IgNobel, na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos
    Alex Frieden (c) e colegas jogam aviões de papel durante a cerimônia do 25º IgNobel, na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos

Mamíferos levam 21 segundos para urinar, é quase possível “descozinhar” um ovo e beijar intensamente pode afastar alergias. Essas foram algumas das descobertas improváveis premiadas neste ano por “fazerem rir e pensar”.

Equipes de pesquisadores de todo o mundo reuniram-se na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, na noite de quinta (17) para celebrar o lado engraçado, curioso e inusitado da ciência na entrega do prêmio IgNobel deste ano.

Na presença de mais de mil convidados, os organizadores da revista científica Annals of Improbable Research (Anais de Pesquisa Improvável) premiaram “descobertas que fazem as pessoas rirem e depois pensarem”.

Os prêmios da 25ª edição foram entregues por ganhadores de verdadeiros prêmios Nobel, e os vencedores também receberam uma quantia em dinheiro: 10 trilhões de dólares do Zimbábue, o que equivale a alguns poucos dólares americanos.

Urina, ovos e beijosgraphics-eggs-823386

Cientistas dos Estados Unidos e de Taiwan receberam o prêmio de Física por descobrirem uma “lei da urinação”, segundo a qual todos os mamíferos demoram cerca de 21 segundos para esvaziarem suas bexigas.

Na categoria Química, os vencedores inventaram uma receita capaz de “descozinhar” parcialmente um ovo.

Mark Dingemanse e dois colegas do Instituto Max Planck de Psicolinguística em Nijmegen, na Holanda, levaram o prêmio na área de Literatura, ao descobrirem que a interjeição “hum?” (ou “huh?”) parece existir em todas as línguas do mundo.

“Um sistema para consertar mal-entendidos é, claramente, uma parte crucial da linguagem”, disse Dingemanse. “‘Hum?’ é um elemento desse sistema, é o sinal de erro básico a que as pessoas recorrem se todos os outros falharem.”

Cientistas do Japão e da Eslováquia receberam o prêmio de Medicina depois de estudarem os efeitos biológicos de um beijo intenso e descobrirem que beijar por um longo período pode diminuir alergias de pele. Já o prêmio de Medicina diagnóstica foi para pesquisadores que mostraram que a apendicite aguda pode ser diagnosticada pelo tanto de dor que o paciente sente ao passar de carro sobre uma lombada.

Abelhas e galinhas

O prêmio de Fisiologia e Entomologia (estudo dos insetos) foi dividido entre Justin Schmidt – que cuidadosamente criou o Índice de Dor do Ferrão Schmidt, para classificar a dor que as pessoas sentem ao serem picadas por diversos insetos – e Michael L. Smith, que permitiu ser repetidamente picado por abelhas em 25 lugares diferentes do seu corpo para identificar as áreas mais sensíveis.

A conclusão de Smith: picadas no crânio, na ponta do dedo médio do pé e na parte superior dos braços doem menos, enquanto as piores partes para receber uma picada são na narina, no lábio superior e no pênis. “Levar uma picada na narina é tão doloroso que o corpo todo sente”, disse ele.

Um dos vencedores na categoria Biologia até demonstrou, entusiasmado, seu experimento. Ele e seu grupo perceberam que, fixando uma vara sobre o traseiro de uma galinha, ela passa a andar de modo semelhante a um dinossauro.

A Polícia Metropolitana de Bancoc ganhou o prêmio de Economia, por se oferecer para pagar um dinheiro extra aos policiais que recusassem aceitar subornos.

ARTIGO – Nós, os novos inconfidentes? Por Marli Gonçalves

forc_ani_grTenho arrepios severos cada vez que ouço falar em impostos, taxas, qualquer coisa parecida com “tungarem mais dinheiro ainda de nossa sofrida carteira”. E nesses últimos dias essa forma de solução das bobagens que eles andaram fazendo arrancando do meu, do seu, do nosso, tem sido dita insistentemente. Tiveram a cara de pau até de chamar de investimentos, e dizendo que adoraremos contribuirrevoltas

Acabei lembrando a derrama, a forçada e violenta forma de cobrança de tributos com que os colonizadores portugueses coletavam parte do que se obtinha na exploração dos minérios, aliada à “quinta”, que ainda tirava o naco de 20% dos ganhos. Daí foi um passo para lembrar a revolta popular, de Tiradentes e dos Inconfidentes, de tudo o que a História do Brasil já registrou e que terminou de forma tão cruel e sangrenta. Você também deve ter ouvido muita gente aí do seu lado falar que, caso resolvam impor mais impostos, deveríamos nos unir, todos deixarem de pagar, que não está certo pagarmos ainda mais pelos erros que vêm cometendo, trapalhada após trapalhada.

Ouviu também, né? Não se fala outra coisa.

Pois eu ouvi de gente respeitada, de pessoas maduras, honestas e trabalhadoras, homens e mulheres sérios que vocês não imaginam nem engrossando passeatas em verde e amarelo, muito menos empinando balões de bonecos. Mas eles estão dispostos a reagir e mostram, como no passado, ter de fazer isso para não sucumbir à ganância dos governantes. Uma questão de sobrevivência, explicam. Já enxugaram o que podiam, dispensaram seus “escravos”, temem não ter o que dar aos seus filhos. Não veem o que já pagaram até aqui revertido em benefícios – sem saúde, sem educação, sem infraestrutura. Estão insatisfeitos, indignados, sentem-se roubados, espoliados e enganados.

tumblr_n9apgtX0jk1rwq84jo4_400Achei nessa parte de nossa História – a Inconfidência Mineira – muita coisa parecida com a que estamos vivendo agora em pleno século XXI, incluindo até os delatores que, em troca de se livrarem, a si, aos seus bens, atiram mais gente ainda no fogo da caldeira, dando combustível para que essa fogueira esteja cada dia mais furiosa. Só não encontrei ainda os heróis.

Obviamente faço esse paralelo muito mais pensando no que aprendemos de melhor ali, na honra, na coragem dos insurretos, nos mitos que se criaram, do que na desgraça de uma solução militar, como a que fechou o tempo por longos 25 anos.

Não é de hoje que a ideia de conspiração ocorre nas horas mais tumultuadas da política nacional como a que vivemos nos últimos meses, e que alguns analistas já associaram até ao Titanic. O navio afundando e a ordem para que a orquestra continuasse. O problema é: com quem? Não há grupo coeso, mas miríades deles e fica difícil se encaixar em alguma conjuração. Pelo menos eu ainda não senti liga, e sigo apenas com alguns amigos aqui e ali com os quais tenho afinidade de pensamento. Não posso me juntar a quem defende liberdade pelo poder, quem perdeu por incompetência e vê na crise chance de emplacar, quem ainda acha que o mundo se divide em bons e maus, esquerda e direita, com quem usa a religião para constranger e proibir.

Procura-se um modelo de República, de ideias arejadas; uma nova e simples Constituição; ideias e filosofias que se coadunem com o tempo, com o chão que pisamos, com o futuro que acreditamos em poder erguer, com justiça social verdadeira. Algo integrado ao desenvolvimento global, progresso, sem esquecer o ar que respiramos, o chão que pisamos, os oceanos que se aproximam crescendo sobre a terra.

Quem sabe encontraremos juntos?img_pd_143329_9msqit

São Paulo, em um conturbado setembro de 2015

Marli Gonçalves, jornalista – Onde andarão nossos novos heróis, os poetas de nosso tempo, os idealistas que ainda não foram cooptados pelo sistema?

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Retratos da crise. Cesar Maia destaca: 15 % da frota de caminhões parada.

Caminhão louco , parece a estrada

100 MIL CAMINHÕES PARADOS, OU 14% DA FROTA!

(Folha de SP, 07) 1. O país tem mais de 100 mil caminhões parados em garagens de empresas transportadoras. É o que aponta pesquisa da NTC&Logística, associação que reúne companhias de frete de todo o país. No levantamento, as empresas apontaram que estão com 13,5% de seus caminhões parados, em média. A frota estimada pelo setor é de 800 mil caminhões, o que aponta para perto de 100 mil veículos parados.

2. “Caminhão parado é prejuízo. O normal é que 5% da frota, no máximo, fique parada para manutenção ou de reserva”, disse Lauro Valdívia, diretor técnico da associação. Segundo ele, o motivo da paralisação é a drástica redução no volume de fretes no últimos meses. Para 84% dos pesquisados, houve queda nos negócios em relação ao ano passado, devido, principalmente, à menor demanda... e o coração tranquilo...tudo é uma questão de manter...

(FONTE: EX-BLOG CESAR MAIA)

…e do outro lado, pauta de protestos começa agora dia 8. “Vem pra rua” faz ato simbólico em SP, REcife e Curitiba. Veja programação

 passeataAVISO DE PAUTA – SÁBADO, 08/08 – ATO DE APOIO ÀS INSTITUIÇÕES EM SP, RECIFE E CURITIBAbandeira BR

 O Movimento Vem Pra Rua Brasil fará um ato em apoio às instituições que investigam a operação Lava Jato neste sábado, dia 8 de agosto, em São Paulo, Recife e Curitiba.

Os manifestantes irão amarrar laços de fita verde e amarelo ao redor das sedes da Polícia Federal em São Paulo e Curitiba, e em Recife, na Praça do Entroncamento.

endereços e horários:

  •  São Paulo, das 9h às 11h –  Rua Hugo D’Antola, 95 – Lapa de Baixo, São Paulo – SP
  • Recife, às 9h – Praça do Entroncameto, Graças, Recife – PE
  • Curitiba, às 9h – Rua Profa. Sandália Monzon, 210 – Santa Cândida, Curitiba – PR
  • ( FONTE: MOVIMENTO VEM PARA RUA BRASIL)passeata

89,1 % de desaprovação da pessoa: São São Paulo, meu amor. Demonstre isso nas ruas, nas panelas, nas ações efetivas.

Pesquisa do Instituto Paraná revelou que os paulistanos não querem Dilma nem em forma de água: nada menos que 89,1% dos eleitores da maior cidade do País desaprovam o governo da presidente petista.
fonte: DIÁRIO DO PODER – COLUNA CLÁUDIO HUMBERTO

ARTIGO – Obrigada por nada. Por Marli Gonçalves

estou observando...Repara como está aumentando a oferta de dicas. Elas batem em nossas portas, todo mundo querendo convencer você a fazer alguma coisa que se possa tirar uma casquinha. As dez dicas disso, sete dicas daquilo. Aí você, que está em busca de alguma orientação que preste, qualquer lampejo de luz no fim do túnel, corre para ir ver e o que lê são coisas tão óbvias que chegam a ser irritantes

Com a situação periclitante que estamos passando tem coisa que irrite mais do que ouvir alguém aconselhando você a poupar, separar parte do salário para uma emergência, dar dicas de investimentos “melhores” do que a poupança? Tirar o que de onde, se você já está até ficando craque em drible de contas atrasadas, já espatifou o porquinho, e acompanha o aumento dos juros como se fosse um cronômetro de mergulho em águas profundas? Para calcular quanto tempo vai conseguir ficar lá embaixo sem respirar, para não fazer bolha.

Mas isso é o de menos – pelo menos tentam ajudar suas economias: e aquelas dos delegados e policiais quando resolvem dar dicas de segurança? Não saia; se sair, não use nada de valor, feche os vidros, que sejam de preferência blindados, olhe para todos os lados, não relaxe! Atenção! Enfim, se vira sozinho porque a coisa está complicada – não conte com segurança oficial.

Eles fazem a cara mais séria, usam as palavras mais técnicas e dão voltas em si mesmos. Parece que andamos em terras minadas, nadamos em lagoas de patos. Um descuido e você acaba entrando na conversa de algum “diqueiro” mais profissional e convincente. Eles estão em todos os lugares e principalmente na internet. A dica é como uma isca presa em um anzol pronto a fisgar. É dica para turbinar a relação, as nádegas, a atração sexual – turbina tudo! Outro dia recebi um material que ofertava dicas matadoras; matadoras, sim, usaram essa palavra para descrever coisas como “o cliente quer ser bem tratado”. Não me diga.

Recebi também sobre um coach, um palestrante, de um país aqui do Mercosul, que quer vir para cá ensinar aos homens dicas de sedução. Fui ver o vídeo e, como assinalou um comentarista irônico na rede social, se aquele cara ali, meio seboso, se ele seduz alguém, esse curso realmente deve ser espetacular. Custa uma grana, que outro detalhe caprichado dos diqueiros é cobrar muito bem; para valorizar bastante as preciosas gotas de conhecimento que repartirão conosco em sua bondade infinita. Afinal, em geral, essas pessoas que falam nesses cursos caça-trouxas já alcançaram o Nirvana para o qual você também quer e poderá ir. Conseguiram fortunas. Ultrapassaram seus limites. Nesse caso que recebi, são peremptórios. Homens não são completos sem saber seduzir as mulheres, uma coisa assim bem heterossexual. Entre as obviedades que desfiam, indicam que as mulheres procuram homens com humor. Deve ter vindo daí essa onda de stand up que assoCOM LOBÃO E TUDO!la os palcos – você ri e tem orgasmos. Estrangeiros adoram vir aqui contar dessas suas ideias fabulosas.

Antes eram só aquelas dezenas de livros de auto-ajuda que invadiram as livrarias e suas capas chamativas, de como ser campeão, o maioral, superar obstáculos, ir da liderança ao controle absoluto. Depois, vieram outros, mais espiritualizados, indicando que cada um deveria procurar seu interior, dominar a mente, contemplar. Aí surgiram os de colorir, contra o stress.

Agora as apresentações são ao vivo. Já tem curso até para ensinar a colorir os tais livrinhos. Estão levando ao pé da letra a máxima que “se conselho fosse bom ninguém dava; cobrava”. Cobram, e caro, para ensinar qualquer coisa, inclusive a fritar bolinhos, equilibrar o ovo no bife a cavalo. O ambiente está fértil para a proliferação de profetas, e isso é assustador. Cria regras, quadradinhos de limite, dizem que você só é certo e bom se fizer isso ou aquilo; caso contrário será pária.

Todo mundo se perguntando o que fazer. Os olhares andam mesmo ansiosos, e os gestos mais nervosos. O clima é de insegurança e de grande dificuldade de planejamento e perspectiva. Se continuar, se perdurar muito tempo ainda, vai é nos deixar malucos e doentes. É uma situação nunca vivida por aqui, sem precedentes, e, portanto, ainda sem manual de dicas de sobrevivência.

Seria um best-seller. Ia ter fila para a inscrição nessas aulas. Pensando bem, vou ver aí se providencio isso.

São Paulo, 2015, pré mês do encosto.

as obras de arte de Dilma

Marli Gonçalves é jornalista Nós já demos a dica boa, aquela do cai fora enquanto é tempo, mas eles ainda estão querendo saber com quantas panelas se faz um protesto. Aumentam a cada dia as vazias, de grande sonoridade. #ficaadica

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