“Guerra nos Jardins”: Ampliação de uso de corredores comerciais vai à luta nos Jardins e toma vulto

– 30 mil assinaturas favoráveis à ampliação da gama de serviços e usos estarão representadas na reunião amanhã, sobre a região da Avenida Europa, Cidade Jardim, Rua Colômbia e Jardins, já entregues na Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano em apoio à minuta inicial de Plano Diretor

Discussão é pela ampliação das categorias e subcategorias de uso comercial dos grandes corredores. Movimento Zoneamento REAL representa comerciantes, empresários, proprietários, funcionários e usuários do Eixo Augusta – Morumbi, onde no momento proliferam e aumentam problemas como a violência e imóveis desocupados, à mercê de marginais, justamente por existirem absurdas restrições de uso, em área há muito já ocupada, mas onde não há, por exemplo, opções de alimentação

SÃO PAULO – URGENTE – Com a força de 30 mil assinaturas de apoio, já entregues oficialmente, foi criado o Movimento Zoneamento REAL, que começa a enfrentar incisivamente o lobby que pretende restringir ainda mais o uso dos grandes corredores comerciais de São Paulo. Amanhã, sábado, 18, reuniões abertas em vários lugares da cidade, junto com as Administrações Regionais, continuam o debate participativo nas mudanças do Plano Diretor que serão votadas em breve na Câmara Municipal. O Movimento Zoneamento REAL estará presente, representando os comerciantes, proprietários, funcionários e usuários das áreas já comerciais do Jardim Europa, em defesa do uso mais diversificado de corredores como os das Avenidas Europa, Cidade Jardim, Rua Colômbia, Alameda Gabriel Monteiro da Silva. O movimento conta com o apoio da Associação Comercial de São Paulo, entre outros grupos de comerciantes da região nobre da cidade, preocupados com a degradação dos imóveis, subocupação e contra argumentos de restritas e elitistas associações de moradores de sobrenomes poderosos.

“Não podemos permitir que associações que, se somadas em toda a cidade, não passam de 300 pessoas, em nome de seus interesses exclusivos de segregação, se sobreponham à vontade e necessidade de milhares de pessoas que dependem da região e contra o desenvolvimento da cidade”, afirma Geraldine Maia da Silva, advogada do Movimento Zoneamento REAL e especialista em Direito Imobiliário e Direito Urbanístico. “O que pedimos é absolutamente razoável e concreto, que o interesse público seja posto acima de questões particulares. A instalação de outros tipos de comércio e serviços beneficiará a região como um todo, mas é claro que também estará garantida a preservação das regiões internas, exclusiva de moradias. A cidade é um elemento vivo”, explica Geraldine. “Todos vão sair ganhando: os moradores querem morar e continuarão tranquilos em suas casas, e os comerciantes podem fazer o que precisam, trabalhar”.

A especialista é objetiva, e esclarece: não serão instalados supermercados, shoppings ou grandes estabelecimentos, como estão querendo fazer parecer. O que se pede apenas é que possam ser instalados mais outros serviços, como lojas, restaurantes e boas lanchonetes. “Atualmente quem trabalha não encontra lugar nem para se alimentar, tomar um café! Apenas existem dois restaurantes tradicionais, Bolinha e Girarrosto, ex-Pandoro, que têm autorização anterior à lei, e um outro mais recente, que se aproveita de estar nas dependências do Museu da Imagem e Som, MIS. Mas todos são voltados à gastronomia de luxo, com preços altos, em clara discriminação social”.

Deterioração visível e abandono

O resultado das restrições numa das áreas mais bonitas da cidade, aliado à crise econômica, é visível: quadras e quadras com casas abandonadas, vazias, pichadas, atividades irregulares, problemas sérios de segurança dos moradores da região, desvalorização imobiliária, riscos de invasão e degradação de imóveis, com desequilíbrio ambiental. Vários comerciantes e importadores de marcas famosas de veículos que se instalaram ali começam a deixar o local por falta de estrutura de apoio. Fora, ainda, o constante assédio e as ameaças de fiscais. Voltado para atividades comerciais, a restrição de uso impede que proprietários possam dispor do imóvel para locação ou venda, e eles ainda arcam com impostos, como IPTU, extremamente elevados.

O arquiteto Rodrigo Ohtake, um dos apoiadores do Movimento Zoneamento REAL, lembra o quanto a cidade necessita desses eixos importantes e em movimento. “São importantes espaços de convivência. Não usá-los e à sua estrutura já construída é quase um crime, verdadeiro desperdício urbanístico. Está na hora de nos espelharmos nas grandes cidades do mundo, onde grandes eixos e corredores formam pontos de atração, como o Champs Elysées ou a Quinta Avenida, apenas para citar alguns exemplos reconhecidos”.

Leis e a participação popular – A Lei de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo da Cidade de São Paulo é a 13885/2004. Novas mudanças previstas pelo Plano Diretor para os próximos 16 anos estão contempladas na Lei 16050/2014, sancionada em 31 de julho do ano passado. Essas mudanças vêm sendo analisadas em audiências públicas, que discutem as regras que deverão ainda ser votadas e aprovadas na Câmara Municipal de São Paulo. Os corredores são as chamadas Zonas de Centralidade Linear, e se dividem em ZCL-Z1, comércio e serviços de baixa densidade, e ZCL-Z2, serviços de baixa densidade.

As propostas desenvolvidas pelo Movimento Zoneamento REAL podem ser melhor conhecidas através de um vídeo já postado no YouTube, https://youtu.be/dmtYDFGbBNU.

A reunião no próximo sábado, que tratará dessa região, será realizada na Uninove Barra Funda, Avenida Francisco Matarazzo, 363, das 13h30 às 17h30.

Para acompanhar os encontros da revisão participativa da Lei de Zoneamento da Cidade, o endereço oficial é: http://gestaourbana.prefeitura.sp.gov.br/

– Pelo Movimento Zoneamento REAL, contato com a Dra. Geraldine Maia, (11) 9 9271-5151/ (11) 9 9138-0184.

fonte: B&A – Brickmann&Associados Comunicação

Dia da Mulher, 8 de Março: que tal começar por um bom livro? Esse aqui foi escrito por um procurador federal, depois de anos de pesquisa

Como vocês já estão cansados de saber, esse blog é feminista desde criancinha.
 O que faz com a que defesa da mulher e tudo o que diz respeito a liberdade, história, defesa, etc. e tal, tenha destaque aqui.
 
Veja que legal esse lançamento:
 
O procurador federal da Advogacia Geral da União (AGU), Dr. Judivan J. Vieira, pesquisou, pesquisou e concluiu o trabalho do livro A mulher e sua luta épica contra o Machismo (Editora Thesaurus, 196 páginas, R$ 30,00).
 
Iniciando as comemorações do Dia da Mulher, 8 de março, nada melhor do que um livro que será lançado justamente no dia designado para que a gente pense tudo que diz respeito às mulheres e sua luta, sua história.
 
E o Dr. Judivan é bastante animado – tem até banda de rock. Saiba tudo no press-release que recebi de um grande jornalista de Brasília, o Marcos Linhares.
 

A mulher e sua luta épica contra o machismo
 
Escrito por Judivan J. Vieira, o livro é fruto de 5 anos de pesquisa e da constatação de que o machismo não tem fronteiras: desde o império egípcio até o ainda vigente império norte americano, sem desprezar a visão do “Dragão“ que se avizinha.

mulherA editora Thesaurus lançará no dia internacional da mulher (8 de março), em Brasília (Carpe Diem restaurante Brasília Shopping), a partir das 19h, um livro que também investiga a visão espanhola, portuguesa e africana como introito da formação da mulher brasileira e latino americana, demonstrando a nociva influência do machismo na música e literatura brasileira, para culminar com as perspectivas futuras de uma relação simétrica entre homens e mulheres. Impossível não perceber que o autor é feminista, amante da liberdade da mulher e crente que o mundo será melhor na medida exata em que ela alcança proeminência social. 

Segundo o autor, “a ideia surgiu da leitura do livro ‘Matrimônio Incaico’, de Ricardo D. Rabinovich-Berkman, no primeiro semestre do doutorado em Ciências Jurídicas e Sociais em 2007. Pensei: Por que não investigar o papel da mulher nos impérios mundiais, de modo que o leitor possa acompanhar de forma linear sua luta épica contra o machismo? Mas, pensando bem, além disso, a primeira motivação que tive para escrever este livro foi minha mãe. Cresci me perguntando como uma mulher pobre, nascida no Nordeste brasileiro onde o machismo era tão evidente, tinha forças para lutar e vencer tanto preconceito. Essa observação prática, auxiliada pelo gosto pelo estudo da História, Filosofia e Direito, me trouxeram até aquí, certo de há muito, muito chão para percorrer. Eu só não queria esperar mais porque como diz David Schwartz, em seu livro A mágica de pensar grande, ‘esperar que as coisas sejam perfeitas é esperar para sempre’. Espero que este livro seja um despertamento para outros autores que façam o tema luzir ainda mais…”

A linha do livro é histórico-jurídica e a obra está dividida em capítulos que representam indagações, relatos e constatações históricas. Ao final, o autor traça uma perspectiva confiante para o futuro porque crê “que esse caminho de luta épica da mulher não é mais uma semente lançada na terra. Já estamos na fase da colheita”. 

Surpresas

O autor surpreendeu-se ao constatar que a teoria criacionista tenha dado tanto valor à mulher no Jardim do Éden e depois os homens religiosos a tenham diminuído tanto. “Surpreendi-me que na teoria evolucionista, lá pelos idos do século 18 a.C., Hamurábi tenha se compadecido das viúvas, mas em 68 das 282 leis de seu Código tenha feito referências preconceituosas condenando a mulher à morte por um estúpido adultério, determinando que, mesmo inocente, a mulher deveria saltar no rio, pela honra de seu marido. Mas, também surpreende ver como Cristo honrou as mulheres, como tratou bem as putas e desprezou alguns sacerdotes que entendiam a letra fría da lei, sem entender que o amor é a maior de todas as políticas de inclusão. Eu não tenho medo de dizer que Cristo foi um amante das mulheres”, assinala Vieira. 

O autor

O procurador federal, professor e escritor, Judivan J. Vieira, é paraibano, nascido em um Sítio chamado Dois Riachos e criado em Brasília desde os 5 anos de idade.  Esse é  quarto livro dele pela editora Thesaurus. Ele já lançou livros jurídicos, auto-ajuda, Contos e um romance. É, também, professor de cursos preparatórios para concursos(www.projud.com.br). Inquieto e com diversas facetas, é articulista da revista Informação Trabalhista, além de compositor e vocalista da banda de Rock Pop, Doctor Judi (www.doctorjudi.com.br)

Serviço: 

Lançamento: Quinta-feira, dia 8 de março de 2012, a partir das 19h, no Carpe Diem restaurante, no Brasília Shopping.

Livro: A mulher e sua luta épica contra o machismo

Autor: Judivan J. Vieira
Editora: Thesaurus

Páginas: 196 páginas

Valor: R$ 30,00