ARTIGO – Chacoalhada geral. Por Marli Gonçalves

 Ainda está aí sentindo o tremor, não é mesmo? Viu? Percebeu o quão tênues e surpreendentes estão as linhas, os limites, os acontecimentos? Não dá para se acomodar, que tem muito pó-de-mico na cadeira. É hora séria, de a gente pensar juntos qual estrada pegaremos sem bloqueios. E sem bloquear a liberdade

Não foi no primeiro dia, mas lá pelo terceiro a coisa começou a ficar bem feia e então todos percebemos que estávamos parados ou parando nas encruzilhadas e nas quebradas, e que as cidades viraram ilhas. O governo demorou mais do que nós, porque lá onde vivem é uma espécie de Olimpo, e só quando baixaram na Terra é que perceberam que aqui estávamos no Inferno, abaixo dela, terra, alguns dedos, se é que me entendem.

Pagamos uma tal de Inteligência, uma agência inteira, a ABIN, que só serve para nos atazanar, porque ajudar que é bom…Mas nem precisava, porque soubemos também que há mais de ano havia essa ameaça de greve exposta em cartinhas dessa categoria carga pesada – ou melhor, de todas as cargas – e os ouvidos continuaram moucos.

E aí juntou tudo, patrões, empregados, gasolina com preço fervendo, diesel com sangue azul. De tudo que reivindicaram, realmente houve uma coisa que chamou a atenção: não vimos ninguém pedindo na listinha que fizessem melhorias no lugar onde andam, e nós também, propriamente, as estradas, que são a bagaceira em forma de asfalto ruim e terra enlameada. Caminhos que gastam mais combustível, energia, vida, os caminhões, treminhões, pneus, levam vidas. Estranho. Muito estranho também não terem listado outro aspecto: segurança. Isso com tantos assaltos e roubos de carga, cotidianos.

Talvez essas cobranças sobrem agora para nós fazermos, ou numa eventual greve geral que já não acho tão impossível, ou na plataforma dos candidatos que estão aí e que ainda parecem flanar sobre nossas cabeças e problemas.

Assim, precisaremos fazer nossas listas de reivindicações – urgente. Podemos também começar reclamando do absurdo preço da gasolina, mas enquanto maioria devemos nos preocupar muito em exigir transportes públicos de qualidade e vias alternativas de escoagem de produtos de primeira necessidade, como ferrovias. Esses dias todo mundo lembrou do “trem bão”.

Senão, nada impedirá que novamente sejamos chacoalhados e fiquemos pendurados em alguma brocha como essa que pintou o sete nos hospitais, mercados, linhas de produção.

Foram momentos nos quais não soubemos de tiroteios nem de balas perdidas no Rio de Janeiro; da febre amarela, dengue, e do absurdo das campanhas contra vacinas feitas por ignorantes. Talvez esses e outros tipos de ignorantes estivessem preocupados em sacudir bandeiras desajeitadas pró uma intervenção que eles não têm noção do que é, do que poderia ser, do que foi quando ela aconteceu e nos chacoalhou, bloqueou e feriu por 21 anos.

Aprendemos muito observando esses dias. Vimos o medo, a loucura, a ganância e o egoísmo em suas piores formas, o descontrole e o exagero. O corre-corre desnecessário. Cada um por si, ninguém por todos. Um país inteiro de joelhos, cada um rezando um credo.

Ficamos com o bumbum na janela. E dela avistávamos as ruas vazias, sem trânsito, muita gente andando, muitas bicicletas enfim ocupando as ciclovias, e sentimos o estranho (mas muito bom) silêncio. Poluição pela metade. Incrível como tudo pode ter um lado bom.

Mas mais do que tudo isso, sentimos o tremor e o temor. Externamos nossas preocupações com o futuro, com o que aconteceria, e com o que pode acontecer. Fomos pegos num redemoinho, e ainda estamos bem tontos.

Esperamos soluções, e que não são soluços grandes de um choro que não queremos mais ter. Muito menos por estarmos engasgados com tantas coisas para dizer.

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Marli Gonçalves, jornalista – Vivendo um momento de transição etária nesse momento e que lembra quantos anos rodados de estrada. E a tristeza por todos que foram ou já estão parando nos acostamentos. Saindo literalmente para fora do caminho.

marligo@uol.com.br /marli@brickmann.com.br

São Paulo, beliscada, junho de 2018

Olimpíadas: sobre terrorismo e as desinteligências de nosso governo

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Membros da Polícia Federal estão estarrecidos com o planejamento de segurança para os Jogos Olímpicos do Rio, em 2016. Embora o governo fale em “sistemas”, “inteligência”, “monitoramento e controle”, na verdade quase nada é feito pelas chefias dos órgãos de inteligência do governo. A própria PF não se dá com a Agência Brasileira de Inteligência, que não se dá com a inteligência do Exército, etc, etc.

O governo nem sequer tentou obter a cooperação ou apoio de órgãos de inteligência estrangeiros como Mossad, CIA, NSA, MI6, DGSE, etc.

 Restritos pela lei

Arapongas nem sequer podem monitorar suspeitos de terrorismo: a Abin não pode e a Polícia Federal só faz com inquérito em andamento.
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A Interpol pediu informações sobre o que fazia no Brasil um suspeito de ligação à Al Qaeda. Órgãos do governo desconheciam do fato.

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Oi? Araponga`s Bikers? Só por aqui. Só nossa ABIN é tão chique assim

 

2hrhekhArapongas de bike

A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) está comprando, por R$ 6.800,00, 12 bicicletas para carga pesada, com uma marcha, aro 26, de aço de carbono e rodas de alumínio. As “bikes”, da marca Samy, têm freios V. Brake, e bagageiro dianteiro e traseiro.

FONTE: coluna aziz ahmed – o povo/rjBenny-Mountain-Bikes

Cartão de Crédito Governo do Brasil: o melhor do mercado. Você paga e nem recebe o extrato. Veja que belezinha.

  • queimando dinheiro.2gifConta dos cartões: R$ 150 milhões na era Dilma

    A conta dos cartões corporativos já ultrapassou os R$ 150 milhões desde o início do governo Dilma, em 2011. O recorde ocorreu em 2012, quando foram torrados quase R$ 60 milhões. Para variar, a Presidência da República é quem mais gastou: mais de R$ 18 milhões em 3 anos. O contribuinte só pode conhecer o total da farra: o detalhamento virou “segredo de Estado” desde o escândalo da tapioca, no governo Lula.

  • A Agência Brasileira de Inteligência (sic), última a saber da espionagem americana, torrou R$ 7,2 milhões com cartões somente em 2013.

  • Desde o início do governo Dilma, a Abin gastou quase R$ 40 milhões com cartões, sem prestar contas de nenhuma das despesas.

    fonte: DIÁRIO DO PODER – COLUNA CLÁUDIO HUMBERTO

Série de notas interessantes de de hoje. De tudo um pouco, de tudo, nada.

Hoje tem

Ouvido na manifestação ainda pacífica na avenida Paulista, ontem: “PT nas ruas não é passeata nem protesto. É arrastão, cuidado.”

Pela culatra

Alvo de inevitáveis piadas em meio aos protestos nas ruas, Dilma ganhou mais uma: “Se a Praça é Nossa, agora temos a velha surda.”

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Diante da incompetência da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), que sequer detectou manifestações combinadas nas redes sociais, as Forças Armadas se mobilizaram para monitorar a realização dos atos.

Paz e amor

As passeatas produziram uma primeira mudança. A presidenta Dilma ficou subitamente simpática e até cumprimentou calorosamente o ministro Antônio Andrade (Agricultura) pelo seu aniversário.IMG-20130525-WA0000

QUEM TEM, TEM MEDO. ABIN PREOCUPADA SE SEU ARAPONGA ARAPONGOU PARA OUTROS LADOS…

Governo teme que
espião seja ligado
ao WikiLeaks

A área da inteligência do governo federal entrou em pânico com a descoberta do roubo de dados supostamente confidencias realizado pelo ex-agente William (o sobrenome é omitido por segurança), que entrou na Agência Brasileira de Inteligência (Abin) há dois meses e passou a copiar papéis. O temor do governo é que o ex-araponga seja ligado ou pretendesse se ligar ao site WikiLeakes, de Julian Assange.

Vazou, acabou

O general Elito Siqueira, do Gabinete de Segurança Institucional, e a alta arapongagem temem “o fim da Abin” se houver “megavazamento”.

Volta à ativa

as preocupações do governo: o STF anulou a demissão do agente Nery Kluwe, suspeito de “vazar informações à imprensa”.

Preso espião que espionava a agência de espiões. Só no Brasil. Só na ABIN. Só nossos araponguinhas…

Abin pediu prisão de funcionário que espionava a agência, diz GSI

Gabinete de Segurança Institucional informou que prisão foi feita pela PF.
Funcionário preso violou regulamento e normas de segurança da agência.

 

 

 

FONTE: Do G1, em Brasília

 

O Gabinete de Segurança Institucional (GSI), ligado à Presidência da República, informou na manhã desta quinta-feira (20) que a Polícia Federal prendeu um funcionário da Abin que espionava a agência internamente. Foi a própria Abin (Agência Brasileira de Inteligência) que acionou a PF, depois de verificar atividades suspeitas na estação de trabalho ocupada pelo funcionário.

Reportagem do jornal “Correio Braziliense” publicada nesta quinta informa que o espião preso já havia conseguido “hackear” 238 senhas de colegas, envolvidos em investigações estratégicas da agência. O GSI, responsável pela Abin, divulgou nota em que afirma que foram verificadas, na estação de trabalho ocupada pelo funcionário, “diversas ações vetadas por regulamentos e normas legais”.

A Abin, depois de verificar os procedimento ilegais, acionou a Polícia Federal, que prendeu o espião em flagrante na última sexta-feira. Ele foi liberado depois de pagar fiança. O GSI informou ainda que a agência abriu um Processo Administrativo Disciplinar contra o funcionário.