Chiques. Chics. Chicas. Veja lançamento de esmaltes Christian Louboutin . Só 50 dólares…O que dá, pelos cálculos, mais ou menos quanto por litro, mesmo? Você pinta a unha e vira uma rainha, uma gloriosa. Pois é. Mais que ouro, mais que criptonita, mais que …

FONTE- ESTADÃO

Booth Moore – Los Angeles Times

16 Setembro 2014 | 11h 36
O designer francês fala sobre sua linha de esmaltes de luxo, sua primeira incursão fora da indústria dos sapatos

ReutersChristian Louboutin: “Sempre considerei (os produtos de) beleza uma oportunidade para as mulheres cuidarem de sua própria aparência”

Christian Louboutin não quer somente pintar as solas dos sapatos de vermelho, mas também as unhas e, eventualmente, os lábios e o rosto de suas clientes. No mês passado, o famoso designer de sapatos lançou sua coleção de produtos de beleza – o esmalte Rouge Louboutin, um esmalte vermelho com a tonalidade das solas dos seus sapatos, que são sua assinatura, de maneira a combinar com todos os tons de pele, afirma ele.

Em primeiro de setembro três novas famílias de cores foram lançadas: Nudes, Noirs e Pops – num total de 31 cores, todas levando o nome dos seus sapatos. “Adoro o paisagismo. É um conceito humano em vez da natureza criada por Deus. Sempre considerei (os produtos de) beleza uma oportunidade para as mulheres cuidarem de sua própria aparência”, disse ele durante um café da manhã no hotel Chateau Marmont, local em que ele se hospeda quando está em Los Angeles.

A incursão de Louboutin no mundo da beleza parece algo predestinado, pois foi um vidro de esmalte que deu a seus sapatos sua mágica. Ele apenas começara a criar seus sapatos quando, em 1992, o vermelho mudou sua vida.

Louboutin estava trabalhando numa coleção inspirada pela arte Pop, incluindo um “pump” Mary Jane com detalhe de flor ousado com debrum preto. Quando foi à oficina para examinar o protótipo, o sapato estava diferente do seu esboço. “Havia muito preto, a sola preta, não funcionava”, disse ele. Naquele mesmo momento sua assistente, Sarah, estava passando esmalte em suas unhas. Ele então pegou o esmalte vermelho que ela usava e pintou a sola do seu protótipo.

O resto é história. Seus modelos deram origem a uma marca de luxo global de sapatos masculinos e femininos, e também acessórios. As solas vermelhas se tornaram a sua assinatura e depois uma marca comercial, que Louboutin tem lutado muito nos tribunais para proteger.

Sua entrada na área de produtos de beleza começou em 2012, quando ele fechou um acordo com a Batallure Beauty, com sede em Nova York, que criou marcas de produtos de beleza para Abercrombie & Fitch, Marchesa, Sephora e Splendid, entre outras.

“Levei um ano e meio para desenvolver o produto. Levou tempo, mas adorei”, diz ele. “Há 22 anos, desde que abri minha empresa, jamais coloquei meu nome em alguma outra coisa. Fui convidado muitas vezes, tanto no campo da moda como em outras áreas. Jamais quis entrar num negócio do qual não estivesse inserido nele ou não fosse autêntico.”

O Rouge Louboutin é apresentado num cubo de cristal facetado, inspirado nos cristais de um candelabro, e sua tampa tem uma ponta na forma de um stiletto. O modelo é baseado no salto mais alto dos sapatos do estilista, de 20 centímetros.

O esmalte é vendido nas butiques de Christian Louboutin e em grandes lojas de departamento. As coleções de cores serão lançadas por temporada, juntamente com os sapatos. É um produto de beleza de luxo, o vidro custa 50 dólares, talvez um dos mais caros esmaltes no mercado. “Não quis me preocupar com isto. Não havia razão para lançar um produto ordinário no mercado; já há muitos.”

Para Louboutin, cujo pai era carpinteiro, o design do vidro é uma peça de uma série de produtos de beleza ainda maior que está sendo criada. “Tinha um sonho de uma cidade escura com minaretes, torres, montanhas e arranha-céus se projetando e o sol surgindo para iluminar um atrás do outro.” O diretor David Lynch ajudou-o a realizar seu sonho do Loubville, como ele chama, num filme curta metragem fantástico apresentando a coleção de beleza, veja o vídeo:

Esmaltes de unha: fabricantes encrencados com o que usam em suas fórmulas…Quanto ao preço…

JÁ FEZ O CÁLCULO? IMAGINE O PREÇO DE UM LITRO.

Aproveitando o tema: estou pasma de ver os preços dos esmaltes. Alguns importados são com se passássemos ouro nas unhas… Notícias

INDÚSTRIA DE ESMALTES SE DEFENDE APÓS DENÚNCIA

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08/10/2012

Foram veiculadas na manhã desta segunda-feira informações de que o Ministério Público Federal processou as fabricantes de esmalte Risqué e Impala pelo uso de substâncias tóxicas em seus produtos (dibutilftalato, tolueno, nitrotolueno, furfural e formol). O Portal Giro News entrou em contato com as empresas envolvidas. A Impala ainda não se pronunciou e prometeu um posicionamento até o final do dia. A Risqué negou que tenha sido processada e afirmou que a formulação de só alguns de seus esmaltes utiliza o tolueno, porém, em concentrações permitidas pelas leis nacionais.

Defesa

Segundo reportagem da Istoé, as duas fabricantes tiveram de assinar um acordo com o órgão se comprometendo a banir ou reduzir ao máximo nos produtos essas substâncias prejudiciais à saúde. A Risqué, porém, negou a informação, por meio de sua assessoria de imprensa, e afirmou ao Portal Giro News que a empresa está dentro dos padrões exigidos e que este acordo visa apenas reforçar que a empresa vai manter suas fórmulas sem acrescentar nenhuma das substâncias em seus esmaltes.

Substâncias Desnecessárias

Em entrevista exclusiva ao Portal Giro News, o engenheiro químico Roberto Namur, especialista em plastificantes, argumenta que não existe nenhuma justificativa para o uso de produtos tóxicos, causadores de alergias, perda de consciência e cancerígenos na composição de esmaltes de unhas e afirma ainda que “hoje existem novos plastificantes verdes, biodegradáveis e atóxicos”. Por exemplo, explica o engenheiro, “o esmalte pode ter até uma qualidade superior se produzido com o tributilcitrato, extraído de álcool butílico e acido cítrico, derivados vegetais, ou ainda, com um produto mais sofisticado, como o acetil tributilcitrato”. Para Roberto, nem pode ser usado como argumento a justificativa de que esses plastificantes atóxicos sejam mais caros, pois seu custo em média não excede a R$ 1 ou R$ 2 por quilo, porém, oferecem uma qualidade superior e não causam danos à saúde, conclui.