Ah, também sou tiete. Fui ver o documentário do Almino Affonso e me documentei com ele, sobre nosso amor e respeito.

 

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E CLARO QUE A GENTE ESTAVA FALANDO COISA ENGRAÇADA…ELE LEMBROU DE MINHAS SAINHAS CURTAS, SAIOTES, COMO FALOU.

TRABALHEI COM ALMINO AFFONSO. FUI SUA ASSESSORA DE IMPRENSA ENQUANTO ELE FOI VICE-GOVERNADOR DE SÃO PAULO

AMANHÃ,  11 DE ABRIL, ELE FAZ 85 ANOS! ESTÁ PERFEITO E COM UMA MEMÓRIA DOS TEMPOS IDOS QUE VOCÊ TEM DE VER ESSE DOCUMENTÁRIO. O GOLPE DE 64 SOB A SUA ÓTICA, A DE QUEM VIVEU AQUELES DIAS LÁ NO MEIO DO FURACÃO E DELE FOI VÍTIMA, TENDO DE SE EXILAR DO PAÍS POR MUITOS ANOS

fotos do amigo Carlos Muanis

50 anos do golpe. Saiba mais, por quem viveu de frente o momento. Almino Affonso lança “1964”, nesta segunda, 31, em São Paulo

Foto: Meu querido amigo Almino Affonso, lança na proxima segunda (31), sua grande obra literária, "1964".
Será na Cultura do Conjunto Nacional, Av. Paulista,  às 18 hs.  Prefácio é do Fernando Morais.  
Noite de feras!

 

Quem me conhece melhor, a mim e à minha trajetória, sabe que trabalhei – com muito orgulho – durante quase quatro anos, como assessora de imprensa do então vice-governador do Estado de São Paulo, Almino Affonso (Governo Quércia). Fui, vejam só, porque ele assumiu o governo no período  algumas vezes , a primeira mulher no cargo de imprensa no Palácio dos Bandeirantes, nas priscas eras do período de 1986 – 1990. Poucas vezes, mas fui. Se eu achar umas fotos depois publico.

Devo a ele, Almino Affonso,  o muito o que sei a respeito desses dias horríveis vividos há 50 anos por gente como ele, João Goulart, Leonel Brizola e outros, os primeiros exilados do regime. Adorava ouvi-lo contar – e ele conta tudo com memória extraordinária e brilho incomum, o que me fazia se pudesse ficar horas a ouvi-lo, esse que é ainda para mim tido como um dos maiores oradores do país.

Imbatível.

Assim, esse livro se transformará em peça fundamental para quem quer entender o que ocorreu no período. Mas para quem quiser entender mesmo, sem linguajar chulo, nem pedido de volta de militares, que isso não tem cabimento. Apenas ignorância.

O que eu penso a respeito desses 50 anos, escrevi semana passada. Em primeira pessoa, e com  a memória de uma criança de 6 anos. Leia AQUI.

Ouvi tudo quanto é impropério, e inclusive até de leitores queridos, mas que estão tão putos com o que estão vendo agora – com razão, está um horror –  que ficaram cegos e pedem a volta de militares, de um tipo de golpe de Estado.

Mas eles estão errados, pensando com o fígado. Por isso não respondi a ninguém. E olha que fui chamada de petralha, vendida, comuna, jornalistazinha…só para citar alguns adjetivos que me deram esses últimos dias, principalmente quando e enquanto  acreditaram que iam conseguir fazer aquela marcha ridícula com sucesso. Mas o bom senso ainda prevalece, gracias!

Também recebi – a maior parte – elogios e menções que muito me honram, de pessoas que admiro sobremaneira, de todas as áreas do conhecimento.

Essa semana escreverei sobre esse horrível sentimento nacional que está embotando as mentes, a fúria.

Enfim, aguardo vocês e todos os amigos lá no Almino.

Quércia não resistiu. O governador caipira pirapora morreu. Uma homenagem

Em julho de 2009 postei esse vídeo no meu canal de YouTube – Jornalista MarliGo.

Repito agora, em homenagem ao ex-governador Orestes Quércia, o governador caipira de verdade, e que desbravou o interior do Estado.

Durante os anos de seu governo, trabalhei com  o vice governador, Almino Affonso, no Palácio. Entre as muitas diferenças ideológicas, há de se notar a sua incrível capacidade de trabalho e empreendimento. Talvez isso, essa proximidade daquels anos, me ajude a entendê-lo melhor. Alem do que sua esposa tem o mesmo nome de minha mãe, Alaide, que sempre achei meio exótico.

Com vocês, Quércia, ao lado de Dom Schreier, ouvindo uma moda de viola, durante inauguração do primeiro hotel para idosos carentes de SP. Obra da fiel quercista e vice-prefeita, Alda Marco Antonio, a quem estendo meus pêsames.