ARTIGO – A farsa dos 99,9% e seu 0,01%. Por Marli Gonçalves

Você acredita, realmente acredita, em produtos que proclamam ter 99,9% de eficácia contra qualquer coisa? Esses 0,1% restantes podem virar álibi imediatamente e o uso desse marketing ostensivo em momentos como esse que vivemos, de pandemia, a mim parece até criminoso

Veja bem, não é 96,5%, 96,6% – é 99,9% o que vendem. Já surgem alguns muitos produtos – para chão, banho, cabelos, mãos, e até tecidos -que perderam a vergonha de vez: chegam até a falar em 100% de eficácia, sem eira nem beira, e destacam ainda sempre em letras assinaladas, que matam “inclusive o vírus da Covid-19”. Estamos mesmo às traças, com as instituições ligadas às áreas de saúde, vigilância sanitária – aliás, qualquer vigilância, pensando bem – destroçadas. Campo aberto para que nos tentem vender todos os embustes possíveis e imagináveis. Até presidentes, governadores e etcs, como bem temos visto.

Inclusive, Bolsonaro andou reivindicando 0,1% de poder de veto na economia, nas decisões do ainda, por enquanto, ministro Paulo Guedes. Embora essa semana tenha ficado mesmo é com os 99,9% de concentração de poder e mandado o Projeto Renda Brasil que seria anunciado, digamos, para a “cesta seção”, como nós da imprensa chamamos a lata de lixo.

Quer evitar infecção? Fique na clássica mistura de sabão comum e água. No álcool 70%. Essa é a recomendação literal da FDA, que regula remédios e alimentos nos Estados Unidos, e que lá funciona, ao contrário de nossa Anvisa. Desde 2016 a agência baniu 19 químicos que seriam usados na maioria dos sabonetes que dizem eliminar “até 99,9% das bactérias”. Não sei se conseguiram, como queriam, que esses produtos, inclusive, saíssem do mercado. Duvidaram não só da eficácia, como da segurança de seu uso, até porque muitos dos componentes químicos que estavam sendo usados poderiam ampliar a resistência dos bichinhos malditos, vírus e bactérias, criando, inclusive, super bichinhos, e que não há antibióticos ou remédios desenvolvidos que possam curar.

Antes, solicitaram às empresas que enviassem estudos e dados que comprovassem que seus produtos matavam mais micróbios que o sabão neutro comum. Grande parte das marcas não chegou nem a mandar documento algum; alegaram que estudos clínicos com seres humanos são caros e longos. Vejam só.

Assim, o FDA baniu 19 componentes químicos, os mais comuns, Triclocarban e Triclosan. Não conseguiram precisar o tempo que permanecem no organismo, e descobriram que, mesmo enxaguados, alguns deles foram absorvidos pela pele, foram parar na urina, e o que consequentemente os leva aos esgotos e… bem, se espalham pelas águas. Estudos mostram que o Triclocarban pode causar alterações nos hormônios da tireoide e na ação da testosterona. Testes com ratos na puberdade mostraram riscos até para o desenvolvimento sexual.

Foram muitos estudos, sobre todos os mecanismos. Um deles mostrou, por exemplo, que a Salmonela se torna mais resistente a vários medicamentos depois da exposição prolongada a sabonetes desinfetantes. Daí continuarem com a recomendação de uso do sabão simples, e do álcool 70 graus, também em álcool gel, como estamos usando.

Peguei umas dessas marcas que aparecem por aqui prometendo tudo em seus anúncios e tentei ver qual era a sua formulação. Me deparei com “informações” assim, em seus rótulos: Princípio ativo, tensoativo não-iônico (álcool graxo etoxilado), agentes de controle de PH , fragrância e água. PRINCIPIO ATIVO: cloreto de benzalcônio, 03%.

Tinhosa, fui atrás de saber do tal cloreto. Tudo bem, muito usado em descongestionantes nasais, tratamento de feridas, limpeza de hospitais.  Na pesquisa, acabei chegando em alguns desses produtos 99,9%. Um deles inclusive, três conhecidas letrinhas do mercado, deixa claro em seus asteriscos: *Teste conduzido em laboratório por 15 minutos com os microrganismos salmonella choleraesuis, staphylococcus aureus, pseudomonas aeruginosa, enterococcus hirae, escherichia coli e trichophyton mentagrophytes. **fragrância com ação prolongada.

Ou seja, o perfume fica. A tal ação – e contra esses seres – só garantiriam por 15 minutos.

Considere que comentando tudo isso estou querendo ajudar, inclusive, na sua economia; sei que em momentos paranoicos como esse a gente busca qualquer coisa para se defender e à nossa família. Eles sabem disso e cobram exorbitâncias pelo marketing que inventam, que vendem até que alguém os obrigue a provar o que dizem.

Se cuide, mantenha o isolamento social, use máscara e lave sempre as mãos. Estou bem cansada de tanta enganação em nossos caminhos. Grande parte delas costuma usar percentuais mágicos que a gente pouco sabe baseados em quais 100% tratam. E esse cuidado que precisamos ter é aplicável em todos os assuntos que precisamos atentar para não virarmos nós mesmos os percentuais. De vítimas.

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MARLI GONÇALVES – Jornalista, consultora de comunicação, editora do Chumbo Gordo, autora de Feminismo no Cotidiano – Bom para mulheres. E para homens também, pela Editora Contexto. À venda nas livrarias e online, pela Editora e pela Amazon.

marligo@uol.com.br / marli@brickmann.com.br

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#ADEHOJE – COMEMOS (AGRO)TÓXICO. E A SUPER “PIRRALHA”

#ADEHOJE – COMEMOS (AGRO)TÓXICO. E A SUPER “PIRRALHA”

 

SÓ UM MINUTO – Escuta só essa: a Anvisa encontrou resíduos de agrotóxicos acima do limite ou proibidos em 23% dos alimentos avaliados entre 2017 e 2018. Foram avaliados 14 tipos de legumes, cereais e frutas, entre os mais consumidos. Foram pesquisados 270 tipo de agrotóxicos. Apresentam os maiores índices: Laranja, goiaba e uva – com os maiores porcentuais agudos – ou seja, comeu, pode passar mal. Mas não se preocupe, que eles dizem que os alimentos são seguros. Imagina se não fossem.

A menina ativista Greta Thunberg gostou de ser chamada de pirralha pelo Bolsonaro – até botou no Twitter dela.- pirralha, como atributo. Aliás, ser malvisto por ele, é atributo positivo. Não gostou que ela falou sobre o assassinato dos Guajajara…

Alberto Fernandez assume a presidência na Argentina. E sumiu um avião da Força Aérea do Chile com 38 pessoas a bordo, e que estava a caminho da Antártida.

#ADEHOJE – LIBEREM REMÉDIOS FORTES PARA OS “OLAVADOS” TAMBÉM.

#ADEHOJE – LIBEREM REMÉDIOS FORTES PARA OS “OLAVADOS” TAMBÉM.

 

SÓ UM MINUTO – Anvisa autoriza registro e produção de remédio à base de maconha no Brasil. Ufa, finalmente uma decisão importante. Mas é preciso pedir remédios fortes também para os desorientados que estão sendo postos em lugares-chave da Cultura nacional. O presidente da Funarte já disse que o rock pode ser abortivo, que os Beatles são demoníacos, entre outras sandices. O presidente da Biblioteca Nacional, acreditem, já associou, em 2017, Caetano Veloso, Legião Urbana e Gabriel O Pensador ao analfabetismo. Socorro! Alguém medique esses caras! Ou pelo menos nos livrem deles, esses seguidores do Olavo de Carvalho. Os cérebros deles estão olavados.

A regulamentação dos remédios com base no canabidiol ocorrerá em 90 dias e a medicação só poderá ser comprada em farmácias, com receita médica.

Ah, na área de Educação: Brasil cai em ranking mundial de ciências e matemática e empaca em leitura.

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Sobre o perigo do cigarro eletrônico. Recebi e achei que pode interessar a um grande número de pessoas. Saiba mais.

Wrinkle FaceDoutíssima alerta: a nicotina dos cigarros eletrônicos pode causar envenenamento

(fonte: doutíssima)

 


A utilização dos “e-cigarettes” vêm crescendo em todo o mundo. O site Doutíssima atenta para os danos causados pela nicotina líquida que pode causar vômitos, convulsões e até levar à morte
Os cigarros eletrônicos apontados por alguns como a solução para parar de fumar e como uma opção menos prejudicial à saúde do que os cigarros convencionais, na verdade, podem ser bem mais nocivos do que se imagina. A nicotina líquida utilizada nos “e-cigarettes” é muito mais perigosa do que o tabaco, já que é absorvida mais rapidamente. Ela é uma neurotoxina e pequenas quantidades – ingeridas ou absorvidas pela pele – podem ser letais.

Vários centros de controle de envenenamento em todo o mundo estão apresentando aumento nas taxas de intoxicação acidentais, especialmente entre as crianças. Segundo informações do Sistema Nacional de Dados sobre Veneno (National Poison Data System- NPDS), divulgadas pelo New York Times (março, 2014), o número de casos ligados aos e-líquidos, em 2013, nos Estados Unidos, teve um crescimento de 300% em relação a 2012. Nos casos ocorridos em 2013, 365 foram encaminhados para hospitais – quase o triplo do ano anterior.

Ainda segundo o New York Times, em Minesota, EUA, foram constatados 74% de casos de intoxicação decorrentes da “e-nicotina” em 2013. Entre eles, 29 eram crianças com menos de dois anos que, atraídas pelas cores ou aroma (como cereja, chocolate e chiclete) acabaram ingerindo ou colocando o produto na pele. Em Oklahoma, 23 dos 25 casos registrados nos primeiros dois meses de 2014 envolveram crianças de menos de 4 anos de idade.

 Principais sintomas do envenenamento

A diretora do Centro Regional de Controle de Envenemanto de Kentucky, Ashley Webb, alerta para os principais sintomas da intoxicação: “Os sintomas são os mesmos: náusea, vômito, palidez, sudorese e salivação. Já encontramos alguns casos de aumento da frequência cardíaca, pressão arterial e convulsões. Temos receio de que em um contato com uma quantidade mais expressiva, acarrete problemas cardíacos e ataque o sistema nervoso”. A diretora reforça que o produto deve ser tratado como um medicamento, sempre mantido longe das crianças e usado com muito cuidado pelos adultos, principalmente no momento em que estão inserindo a “e-nicotina” no cigarro, para que não entre em contato com a pele.

Percentual de nicotina nos “e-líquidos”

A quantidade de nicotina nos “e-líquidos” (refil dos cigarros eletrônicos) varia. A maioria possui 1,8 a 2,4%- concentrações que já podem causar doenças ou até a morte. Mas existem percentuais mais altos comercializados na internet- como 7,2 a 10%. Segundo o New York Times, uma colher de sopa já seria letal para uma criança ou mesmo um adulto.

 Comercialização proibida no Brasil

No Brasil, a Anivsa proibiu a comercialização, importação e propaganda do cigarro eletrônico. Apesar disso, ele é vendido ilegalmente em alguns sites. Atualmente ele é liberado na Europa e também é comercializado nos Estados Unidos, apesar dos seus ingredientes ainda não terem sido regulamentados pelo órgão responsável pelos alimentos e drogas nos EUA (Food and Drug Administration).

 

Doutíssima

O site Doutissima.com.br é uma mídia colaborativa de médicos – única no Brasil – que busca informar, cuidar, alertar e dar dicas sobre saúde, beleza e bem estar, com linguagem simples e direta. Diariamente são publicados dezenas de artigos de médicos e especialistas sobre os mais diversos temas, com o objetivo de contribuir para uma vida saudável.

Lançado em setembro de 2013, o Doutíssima.com.br possui mais de 26 milhões de páginas visitadas por mês e cerca de 3 milhões de visitantes únicos mensais. Atualmente, além da sua equipe de redatores, o site conta com a colaboração de 100 médicos e especialistas das mais diversas áreas.

Em 2014, o Doutíssima lançou o maior fórum de discussão de Saúde, Beleza e Bem-Estar do Brasil que conta com a moderação de especialistas direcionando as discussões e esclarecendo as dúvidas dos participantes.

Contato: contato@doutissima.com.br

http://www.doutissima.com.br

 

Estranho. Sempre ouvi dizer que cerveja e leite é união do mal, e a indútria quer misturar? Urghh.

GAROTO BUNDINHASem aditivos

Sem perspectiva de análise

A Anvisa demonstrou essa semana que não deverá analisar tão cedo um pleito considerado prioritário para indústria etílica: a permissão para fabricantes incluírem mel e leite na composição das cervejas à venda no Brasil. A proposta é tida como temerária pelos técnicos da agência, que a enxergam como uma cartada potente para atrair o público jovem.

A Anvisa divulgou sua agenda regulatória, documento contendo os pontos considerados mais urgentes para serem analisados até o fim do ano que vem. Ao contrário do que esperava o empresariado do setor, o pedido de autorização para uso de aditivo nas cervejas, como mel e leite, não aparece nos tópicos da agenda. O tema, se for tratado, está longe de ser prioridade.

FONTE: COLUNA RADAR – VEJA ONLINE – Por Lauro Jardim

Um pouco de Dilma e seu grande bom humor, calma e temperança…

Dilma style

Broncas não são de hoje

Uma passagem de Dilma Rousseff à época em que ocupava a Casa Civil do governo Lula dá a exata medida das agruras vividas pelos atuais ministros. Ex-presidente da Anvisa, Dirceu Raposo dava explicações a Lula e à própria sobre um sistema de fracionamento de medicamentos. Dilma saca uma pergunta da cartola e, constrangido por não saber responde-la, Raposo pede licença para dar um telefonema e confirmar a informação. Para quê?

Dilma então arremata, sem piedade:

– O senhor está com a ministra da Casa Civil e com o presidente da República. Vai ligar para tirar dúvidas com quem, com Deus?

FONTE: COLUNA RAdar – veja menseneatPor Lauro Jardim

RECEBI ESSE COMPÊNDIO DE ACONTECIMENTOS COM ALIMENTOS. BEM, AINDA NÃO É COMPLETO. ONTEM MESMO TEVE BOMBOM COM LARVA, KIT KAT COM PEDAÇOS DE PLÁSTICO…

Ostrich_girlPara quem tem estômago de avestruzOSTRICH

AdeS contaminado tinha soda cáusticaades todinho sapo sadia macd habibs creac

Fonte: http://www.ibamendes.com/

ELIO GASPARI NA FOLHA DE SP DE HOJE. SOBRE OS IMPLANTES DE SILICONE. MÉDICOS! ALôôô!!!

Elio Gaspari – Os doutores blindaram os implantes

 
Quantos médicos notificaram problemas com as mamas PIP de suas pacientes? Zero

Os cirurgiões plásticos e suas guildas deveriam convocar um congresso da categoria para discutir os aspectos desastrosos de suas condutas diante das adversidades provocadas pelos implantes de mamas de silicone PIP.

A ruína poderia ter sido evitada em 2009, quando a Câmara aprovou um projeto do deputado Miro Teixeira exigindo que os médicos comprovassem a “ciência da parte do paciente de todos os riscos eventuais do uso de silicone quando implantado no organismo humano”. A nobiliarquia médica mobilizou-se contra a exigência e prevaleceu, pois o projeto morreu no Senado.

Até abril de 2010, quando o uso dos implantes PIP foi proibido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, estima-se que 20 mil brasileiras tenham passado por esse tipo de cirurgia. Desde então, a Anvisa recebeu 39 queixas de ruptura dos implantes e 55 de outros efeitos adversos.

Em todos os casos, as reclamações vieram de pacientes. Não houve uma só notificação de médico. Zero, mesmo sabendo-se que, antes de reclamar na Anvisa, a vítima queixou-se a ele. (É verdade que os computecas da agência avisam no site do órgão que só se chega ao formulário de “evento adverso” com um navegador, o Explorer, da Microsoft.)

A agência recebe anualmente 650 mil queixas de pacientes e apenas 200 notificações de profissionais. Essa disparidade resulta do ambiente promíscuo onde coabitam a indústria farmacêutica, médicos e hospitais. Mesmo assim, no primeiro semestre de 2011 ocorreram 323 queixas relacionadas com a má qualidade de luvas de procedimentos.

A revendedora das próteses -EMI Importação e Distribuição- foi obrigada pela Justiça a pagar uma nova cirurgia e a troca da prótese. Notificação do médico? Nem pensar. O silêncio persistiu ao longo de 2009 e 2010, quando o fabricante verificou que o índice de rompimento dos seus implantes oscilava entre 30% e 40% e indenizou mais de uma centena de vítimas, na França.

Os médicos que implantaram essas mamas souberam dos problemas e nada disseram à Anvisa. Serão obrigados a defender suas condutas na Justiça, pois não só há ações das vítimas, como o Ministério Público entrará no lance. A Anvisa, que não deu atenção às queixas das pacientes, responderá pela sua inépcia.

Ocorrida a desgraça, a Sociedade Brasileira de Mastologia informou que um estudo de 2002 revelou que os índices de ruptura dos implantes oscilavam entre 26% em quatro anos, 47% em dez anos e 69% em 18 anos.

Em 2009, combatendo a exigência da comprovação do conhecimento, pelas clientes, dos riscos que corriam, o Conselho Federal de Medicina disse o seguinte: “O médico brasileiro é obrigado, por questões éticas, a explicar a seu paciente o que será usado como propedêutica e como terapêutica, sem a necessidade de um ‘laudo de autorização’ que, sem trazer qualquer benefício ao paciente, irá -ao contrário- provocar uma situação de constrangimento para o médico que empregue a prótese de silicone e uma expectativa negativa por parte do paciente. Isso mostra que a exigência de autorização por escrito para a realização desse procedimento médico é incabível”.

Incabível era jogar para baixo do tapete uma justa “expectativa negativa” da paciente. Boa notícia: daqui a duas semanas, com a Câmara reaberta, Miro Teixeira reapresenta seu projeto, com novas salvaguardas.

Esses ratos, pobres ratos… Agora atacam o chá da Oetker

Da coluna do lauro jardim - http://veja.abril.com.br/blog/radar-on-line/

Anvisa interdita lote de chá com pelo de rato

A Anvisa interditou hoje um lote de chá de erva doce da marca Dr. Oetker. Motivo: o exame de pesquisa para matérias macroscópicas e microscópicas detectou a presença de pelo de roedor e fragmentos de inseto.

Por Lauro Jardim

Caso sério. Conto com sua atenção, também. Isso é Brasil. Mas não pode continuar assim.

ATENÇÃO, CORREÇÃO DE INFORMAÇÃO, ATUALIZADA DIA 8/12/2010, às 20h10

Do site www.brickmann.com.br

“As primeiras informações sobre o caso colocaram a responsabilidade sobre um órgão federal. Quem se opõe ao fornecimento do remédio que mantém a criança viva é, entretanto, a Agência de Vigilância Sanitária de São Paulo, um órgão estadual”.

Eu diria: “dá na mesma”.

 A ANVISA quer matar uma criança??

ESSA NOTA SERÁ PUBLICADA  DAQUI A POUCO NA COLUNA DE CARLOS BRICKMANN,no www.brickmann.com.br 

E  AMANHÃ ESTARÁ EM VÁRIOS JORNAIS QUE PUBLICAM A COLUNA.

MAS ACHO QUE TEM COISAS QUE NÃO PODEM ESPERAR NEM MAIS UM SEGUNDO PARA SEREM DENUNCIADAS, FALADAS, XINGADAS.

São inacreditáveis.

O crime de salvar uma vida

Diz a Bíblia: “Não fique inerte perante o sangue do próximo”. O Talmud, compilação das leis judaicas e de suas interpretações, diz que quem salva uma vida salva a Humanidade. No Brasil, um laboratório está sendo processado por uma agência federal pelo crime de colaborar, de graça, para salvar uma vida.

A história inacreditável do processo da Anvisa, Agência Nacional de Vigilância Sanitária, contra o Laboratório Baldacci, de São Paulo, começou há três anos. Victor, filho recém-nascido de Bianca Calumby, tem uma doença rara: para viver, precisa de um caríssimo aminoácido, a citrulina, que lhe permite aceitar alimentação. O Laboratório Baldacci, procurado, doou três quilos do aminoácido, que garantiram a vida de Victor até o início deste ano. O Baldacci doou então mais dois quilos – tudo documentado, com pedido médico, doação formal.

A Anvisa, alegando que o Baldacci tinha autorização para usar o aminoácido como matéria-prima, mas não para doá-lo, autuou o laboratório. “Nunca pensei que pudéssemos ser punidos por querer socorrer uma criança”, diz, com toda a razão, Ronaldo Abbud, diretor do Laboratório Baldacci. A mãe de Victor completa: “É questão de formalismo cego. Sem o remédio, o garoto teria morrido”.

O laboratório fala pouco sobre o caso: pode sofrer retaliações e talvez até perder o certificado de boas práticas farmacêuticas, o que o tiraria fora do mercado. Mas o Baldacci pretende continuar (gratuitamente) cumprindo sua missão: ajudando a salvar vidas. Já a Anvisa prefere cuidar dos formulários e não de vidas.

As dúvidas, as dúvidas

Caso a Anvisa tenha êxito e impeça o Laboratório Baldacci de doar a substância que permite a sobrevivência de Victor, que acontecerá?

1 –Abre-se então um rigoroso inquérito caso o menino morra?

2 – O Governo passa a fornecer o remédio que já disse que não tem?

3 – A família do menino que se vire, que a Anvisa não tem nada com isso?