#ADEHOJE – O QUE BOLSONARO FEZ DE POSITIVO?

#ADEHOJE – O QUE BOLSONARO FEZ DE POSITIVO?

SÓ UM MINUTO – Eu mesma só apoio o fim do horário de verão. Não surpreende em nada o resultado do Datafolha divulgado hoje que aponta que 39 % dos entrevistados não viram nada de positivo no atual governo do homem que na verdade nos desgoverna. Nos faz rir e chorar com tantas bobagens que profere. Mas a cada dia está ficando mais séria a situação. Além dos ataques, da ignorância, das palavras chulas, a tal caneta vem assinando coisas perigosas. Hoje a gente soube que ele tirou os representantes da sociedade civil do Conselho da Política de Drogas. Já atacou a Cultura, o Meio Ambiente, a realidade dos fatos. Nos faz passar vergonhas todo dia. O Nordeste está em levante por conta de suas declarações preconceituosas. As mulheres continuam sendo mortas impiedosamente e …

A lista é grande de desserviços – esses a gente pode citar. De cor e salteado.

Mas o medo da greve dos caminhoneiros está pondo o governo pilha – a tal tabela do frete já foi suspensa.

Veja resumo da pesquisa:

Datafolha

O que Bolsonaro fez de melhor em 6 meses de governo

Rodovias

39%

Nada

19%

Não sabe

16%

Outros

8%

Segurança

7%

Reforma da Previdência

4%

Fim da corrupção

2%

Política externa

1%

Ministros

1%

Bolsa Família

1%

Fim do horário de verão

1%

Nomeação de Moro

1%

Rodovias

1%

ARTIGO – Natureza humana e o Feminismo. Por Marli Gonçalves

 

A paixão é da natureza humana. Por ela, enlouquecemos, nos transformamos, às vezes até nos subestimamos. Muitas coisas são da natureza humana, mas é importante pensar sobre elas para modificar essa natureza, especialmente quando mostram seu lado escuro. As mulheres têm uma importância enorme nessa criação e é preciso fazer todos compreenderem muitas das questões que nos diferenciam para que haja paz nessa relação. Simples de entender e apoiar, desde que não haja preconceitos. Muito prazer, esse é o Feminismo.

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Feminismo é para todos. Embora seja um movimento predominantemente feminino, pela igualdade de direitos em todas as áreas, luta por questões relacionadas às mulheres e às suas características inclusive físicas, por toda uma série de coisas que deveriam já estar há muito reconhecidas – mas que ainda não estão – diz respeito a todos. A toda a sociedade. Todos os sexos, idades, raças, classes sociais, gêneros. O feminismo trata do aprimoramento da natureza humana. É preciso acabar com os clichês e estereótipos que o envolvem, para que venha à luz. Quando nela chegar e puder ser visto claramente, não haverá dúvida: todos seremos feministas. Quem não for, bom sujeito ou sujeita não é… Não será.

Não é radicalismo. É a lógica. Quem pode ser contra a igualdade salarial entre homens e mulheres exercendo a mesma função? Quem pode limitar – e cada dia mais as mulheres conseguem glórias em novas e espetaculares áreas – as suas atividades, seu avanço? Quem lhes pode negar proteção em suas fragilidades? Quem lhes pode negar seus direitos e necessidades em saúde, justiça, participação na vida pública, tantos passos ainda a serem dados e respeitados?

 Apenas os que pregarem a dominação, a injustiça, o machismo, a incompreensão e a violência. E cada dia fica mais claro quem é parte desse grupo que dissemina o ódio, encobre a violência, ainda tenta manter o controle bruscamente, porque percebe que sua derrota se torna inevitável, rápida. Esses se isolarão.

Andam falando muito em mandar as mulheres nas missões espaciais à Lua. Bom. Mas demorou, hein?!? Agora há pouco bateram palmas para a nossa Seleção Feminina de futebol, mas elas há muito estão nessa batalha, e com muitas vitórias, vide Marta, que arrasou mais ainda ao jogar com a sua boca pintada, mulher, ironizando as velhas falas. Conhecemos mulheres interessantíssimas, do mundo inteiro, fortes, corajosas, e enfrentando poderosos.

Informação é fundamental. Mas as mulheres infelizmente, ainda não integram naturalmente as pautas de imprensa, embora vejamos que cada dia mais nela trabalhem, numerosas. Ainda aparecemos, sim, destacadas, mas como ETs e aí todo mundo se surpreende como esta ou aquela mulher chegou tão longe, seja no feito, no poder, no comando. A primeira mulher isso, aquilo vira manchete. Tantas outras passam despercebidas.

Há muito as mulheres vêm sendo assassinadas, violentadas, assediadas, cruelmente, mas foi só em 2015 que se moldou o termo feminicídio, que agora conta essas mortes às centenas; e precisou que estrelas de cinema abrissem as cortinas do espetáculo para que se percebesse o que ocorre todos os dias no trabalho, nos transportes, dentro das casas, nas relações. Assim por diante. Quem pensa nas crianças, que já devem ser educadas para esse novo mundo de igualdades? Quem pensa nas mulheres velhas e sem viço que vagam pelas ruas? Homens podem envelhecer com muito mais tranquilidade e sem cobranças – e vejam que até a Xuxa anda falando muito sobre isso.

Por isso e outras que tenho horror ao termo “empoderamento” que virou chiclete, uma espécie de adesivo. Ninguém precisar dar poder às mulheres, aos homens, aliás, a ninguém. Cada de um de nós o detém. E da natureza humana e de caráter individual encontrá-lo. Seja para ser como se quiser ser, seja para chegar cada vez mais longe.

Falo mais uma vez sobre esse assunto – que quem me acompanha sabe que está sempre na minha mira – porque agora escrevi um livro que chega nas livrarias esta semana, e que lanço oficialmente dia 20 de agosto, aqui em São Paulo: Feminismo no Cotidiano – Bom para as mulheres. E para homens também. Pela editora Contexto, que me convidou para esse que é o segundo livro da coleção “Cotidiano”. O primeiro foi de Luiz Felipe Pondé, Filosofia no Cotidiano.

Escrevi sobre o que vejo, vivo, e sei que viveremos ainda por um bom tempo. Realidades, sem teorias, mostrando o que se passou e o que se passa. Voltado para homens e mulheres. Hoje o movimento feminista se apresenta vibrante e abrangente – e talvez por isso mesmo estejamos assistindo a um recrudescimento contra ele, e com teses estapafúrdias. Não precisa se embandeirar.  É só ser. Viver. Deixar viver. Melhorando essa terrível natureza humana que parece sempre buscar conflitos.

Apresento a vocês, com orgulho, meu livro, e a fé de que passemos a andar um pouco mais rápido nesse assunto, ainda com conquistas tão lentas.

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Marli Gonçalves, jornalistaConsultora de Comunicação, editora do site Chumbo Gordo, autora de Feminismo no Cotidiano – Bom para as mulheres. E para homens também, pela Editora Contexto, e que está nas livrarias e à venda online, pela Editora e pela Amazon

marligo@uol.com.br / marli@brickmann.com.br

 

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#ADEHOJE –TRAPALHÃO. PRECONCEITUOSO. PERIGOSO. O QUE É QUE É?

#ADEHOJE –TRAPALHÃO. PRECONCEITUOSO. PERIGOSO. O QUE É QUE É?

 

SÓ UM MINUTO – Claro, que é o governo do homem que nos desgoverna. Trapalhão, porque as medidas são tomadas a bel prazer, anunciadas de qualquer jeito, canceladas Graças a Deus e às pessoas ainda atentas. Vejam só, por exemplo, a história da liberação do FGTS. Houve gritas de várias partes, inclusive do pessoal da construção civil. Agora ficou para depois, junto com as explicações pastelão.

Mas o pior é essa história do Conselho Superior de Cinema, transferido para a Casa Civil e decepado… E o Ancine, transferido do Rio para Brasília. Censura. Contra a liberdade de expressão. Preconceituoso. Moralista de quinta categoria. A política nacional de cinema e vídeo tomou um baque, e isso – atenção – nos afeta! Não posso admitir que façam filmes como o da Bruna Surfistinha’, diz Bolsonaro. Vê se isso é argumento! “Não vamos permitir o ativismo em respeito às famílias”, disse. Que família é essa? Sai para lá!

#ADEHOJE – BONDADES A GRANEL E… MINHA NOVIDADE

#ADEHOJE – BONDADES A GRANEL E… MINHA NOVIDADE

SÓ UM MINUTO – Vou falar deles, mas antes vou falar de mim. Saiu meu livro Feminismo no Cotidiano, Bom para Mulheres. E para homens também – pela Editora Contexto. O lançamento oficial será no dia 20 de agosto, a partir das 19 horas na Livraria da Vila da Alameda Lorena, aqui em São Paulo, mas vai estar em livrarias de todo o país. Conto com o prestígio de vocês. A batalha é para que entendam que o feminismo é um dos movimentos sociais mais importantes e que todos, homens e mulheres deveriam ser feministas. Como é que você poderia ser contra a igualdade? Os direitos? Entender o quanto as mulheres ainda precisam avançar para serem respeitadas? Isso é feminismo. Vou falar mais sobre o assunto aqui nos próximos dias.

Sobre o mundo: o governo quer liberar o saque do FGTS. A nova discussão, se é bondade que depois quem pegar vai se arrepender… Quando precisar, já pegou! Presta atenção. O resto continua igual: o homem teimando, os amigos do homem aprontando e nosso meio ambiente em perigo real com as mudanças que o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, está promovendo. Atenção!

#ADEHOJE – – INSISTÊNCIAS DAS COISAS

#ADEHOJE – – INSISTÊNCIAS DAS COISAS

SÓ UM MINUTO – Olhos abertos! O presidente insiste em indicar o filho Eduardo Bolsonaro à embaixada do Brasil nos EUA. Pelo que vi o Senado, que é a instância que deve aprovar ou não a indicação, está em polvorosa, e promete reagir. Ao mesmo tempo, claro que já tem lá também os espíritos de porco que querem voto secreto. Precisamos ficar atentos… Isso são golpes.

Outra insistência que temos ouvido falar nos últimos dias também é sobre a criação de outra CPMF, que sempre como vocês sabem de provisória não tem é nada. Imposto vem e fica; cria raiz.

O que digo hoje é o quanto precisaremos ficar atentos para não tomarmos essas pauladas.

ARTIGO – Nossa gente desmilinguida. Por Marli Gonçalves

 

Pois é, assim anda nossa brava gente brasileira, desmilinguidos, desmontados, desfeitos, ombros caídos. Meu irmão outro dia me chamou a atenção para isso, e passei a reparar nas ruas que ele tem razão: aumenta exponencialmente o número de pessoas andando cabisbaixas, inertes, desmontadas, desalinhadas

 E cabisbaixos estão não é só porque estão com suas caras atoladas nos celulares, talvez até justamente procurando neles, desesperadamente, alguma coisa mais animadora do que a realidade – algum filminho divertido, meme,  sacanagem, uma briguinha no grupo da família, se aquela mensagem corajosa para alguém foi visualizada, e, se correspondida, afinal tenha sido respondida.

Está difícil encontrar pessoas altivas, empinadas, retas, “colocadas”, como se diz numa gíria muito particular. Que olhe nos olhos; sustente, com segurança.

Mas, também, como ficar seguro de si em um momento como esses, cheio de dificuldades econômicas e surpresas chocantes, como as das plaquinhas de preço dos alimentos nas feiras e supermercados?

Momento em que decretos insanos podem decretar é o fim de suas atividades, de seus sonhos? Como podem se sentir os milhares de pesquisadores que tiveram suas bolsas e pesquisas canceladas essa semana? Vi alguns chorando diante dos repórteres que os entrevistaram – e eles pesquisavam e mantinham projetos que poderiam significar o a melhoria de nosso futuro nas mais diversas áreas do conhecimento.

Ah, estão fazendo economia? Um amigo mais sem papas na língua rebate: “com o nosso traseiro!” Os pesquisadores que acompanhei informavam sobre a penúria de se manter com bolsas de mil, mil e quinhentos reais.

Cortem logo suas cabeças! Estamos perdendo com muita celeridade a inteligência do país. A calma. O bom senso. A esperança. Não, não é de hoje, mas o desmonte acelerado e sem nexo que ocorre nos últimos meses não tem qualquer paralelo, porque nos parece baseado apenas numa ignorância atroz do que constrói uma nação.

Não é mera questão ideológica, que seria até mais fácil de ser compreendida, combatida ou mesmo aceita. Apenas ignorância, a representação do retrato de um homem (muito) comum, rude, ultrapassado, com valores estranhos que desrespeitam diariamente mulheres, negros, pobres, lgbts, e aos ricos, os estrangeiros, os religiosos de outros credos que não os deles. Desrespeitam os direitos humanos, individuais e privados.

Se antes o país estava dividido em dois, agora está esfacelado, contaminado por informações falsas, incentivo à violência e à discórdia, nas mãos de alucinados que se apresentam como ideólogos, nas mãos desequilibradas que fazem cálculos matemáticos – e errados – com bombons, mostram cicatrizes e expõem seus traumas de pais problemáticos, goiabeiras, como se fôssemos os culpados por seus flagelos. E como se também não os tivéssemos, não os sofrêssemos aos montes.

Como manter a coluna ereta e o coração tranquilo em um cenário desses?

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Marli Gonçalves, jornalista – Eles se desnudaram diante de nós muito mais rápido do que poderíamos imaginar.

 marligo@uol.com.br / marli@brickmann.com.br

 Brasil, 2019

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