ARTIGO – Tendências para a próxima estação. Por Marli Gonçalves

Fique por dentro. Vai fazer frio, vai fazer calor. Entenda isso também para o clima geral que impera na Nação, agora em dúvida real sobre o que será melhor. Passaremos mais uma estação querendo hibernar, ficar debaixo das cobertas, dormindo e acreditando que só pode ser pesadelo tudo isso

Faltam alguns dias para o inicio oficial do inverno 2017, mas ele já se desenha decisivo e em uma partida com os jogadores definidos, escalados. (Nós somos os escaldados). É um jogo novo no qual se engalfinham Três Poderes que avançam simultaneamente, em paralelo, cada um com as cartas que tem em mãos, e só se encontrarão no final da História – os que sobreviverem a este inverno – para a decisão final. Que poderá ser nossa Primavera, embora sinceramente pouco acredite nisso.

Inverno que se prenuncia quente. Escrevo agora ouvindo notícias de ataques, bombas, explosões, facadas, mais uma vez na Inglaterra, mais uma vez no coração de Londres. Mais uma vez retalhando o rosto do mundo, sempre ferido, porque onipresente em todos os atos de barbárie. E eles têm se acelerado de forma atroz, das mais variadas formas e atacando espíritos jovens e desprovidos de sentimentos de remorso que, solitários, dão suas pobres vidas para ser explodidos levando inocentes com eles. Tem também o Diabo Loiro em ação defendendo seus gases; o menino coreano e seus foguetes; os lugares todos onde vidas valem muito menos que bananas, aqui e lá.

Escrevo de São Paulo antes de um showmício marcado para um domingo de Sol que, para clamar por Diretas Já e #foraTemer vai novamente trazer artistas ao palco para tentar atrair alguma multidão, ideia repetida em um tempo que já não é mais o de outrora. Desta vez foram chamados por mais de 30 blocos… de carnaval! Quer coisa mais Brasil?

Embora admito já estar vendo esforços, de novo, já esteja até ouvindo aqui e ali clamores por união. Ouviremos muito falar em esquecer desavenças e eventos suprapartidários nesse inverno. Começam a acontecer. Me pergunto muito porque não consigo acreditar neles? Farejo uma insinceridade de propósitos. Uma falsidade nesses abraços.

Não, não sei qual a melhor opção. Outra tendência desses próximos dias será aproveitá-los para tentar chegar a alguma conclusão sobre isso. Aliás, creio que só depois dela, de alguma conclusão, as ruas assistirão novamente a grandes movimentos. No momento está todo mundo muito aturdido. Fomos roubados, ludibriados, usados, enganados. Em todas as ideologias e direções. Não sobrou um, mermão!

As cores da estação? A ausência. Intuo que deverá ser o branco, se é que se admite que a Paz ainda por ele seja representada. O vermelho tentará se infiltrar e torço para que não seja em sangue derramado que ele apareça.

A discrepância continuará forte nessa estação, com o país à deriva. Sem planejamento, as medidas não são anunciadas; são jogadas do alto dos gabinetes. Campanhas tentarão nos convencer de que o pior já passou e a gente escuta isso enquanto se defende das mordidas nas canelas.

Eles nunca decidem, e quando o fazem são desastrosos: mudam de cá para lá e de lá para cá os problemas. Para tudo usam força militar, policial.

Se sobra vacina, mandam que todos a tomem, para que a incompetência de suas sobras pareça menor. O dinheiro vivo é achado em armários e sai às ruas em malas e mochilas. Trocam seis por meia dúzia sem constrangimento, e conseguem piorar o que ninguém mais acreditaria ser possível. Vejo os olhinhos juntos do novo Ministro e me assusto com a prepotência de suas primeiras respostas e propostas.

Choques serão inevitáveis nesse inverno. As nossas originais tomadas de três pinos, exclusividade nacional, estarão ligadas em alta voltagem nas danças dessas quadrilhas, na cara-de-pau-de-sebo e nos balões de ensaio pela salvação que soltarão aos céus.

Seja o que Deus quiser.

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marli n a gabiMarli Gonçalves, jornalista Fechando mais um ano, você me dirá Feliz Aniversário! Obrigada. Mas me diga como é que se pode viver feliz nesse mundo? – pergunto com certa cara de menina Mafalda diante do que não gostaria de estar vendo.

Brasil, na fogueira, 2017

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marligo@uol.com.br

marli@brickmann.com.br

@MarliGo

AIDS: Segunda, 1º de dezembro, dia de ficar esperto e lembrar que a luta continua

bandit_ballons4 mil balões nos céus de SP

lembram luta contra Aidsworld-aids-day-1

Iniciativa do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, na segunda-feira, também contará com simpósio onde especialistas falarão sobre rede de atendimento e avanços

O Instituto de Infectologia Emílio Ribas, unidade da Secretaria de Estado da Saúde e referência internacional para o tratamento de doenças infecciosas, celebra o Dia Mundial de Luta Contra a Aids (1º de Dezembro), com a realização de um simpósio sobre atendimento público e as expectativas sobre a cura da Aids. Após o evento também acontecerá a tradicional soltura de 4 mil balões vermelhos para reforçar simbolicamente a importância da conscientização sobre doença.

O simpósio terá início às 10h30, no anfiteatro “Professor Ivan de Oliveira Castro”, que fica no hospital, e deverá contar com a presença do secretário de Estado da Saúde, David Uip e do médico infectologista Ésper Kallas, uma das maiores autoridades sobre Aids no país, falando sobre panorama atual, no mundo, das pesquisas sobre a cura da Aids.

“O Emílio Ribas, como hospital de referência para tratar HIV e Aids historicamente enfrentando esta epidemia, se vê na obrigação de tomar esta iniciativa e de atualizar a sociedade sobre os avanços da tecnologia e sobre as expectativas da medicina em relação à doença”, disse o infectologista Luiz Carlos Pereira Júnior, diretor técnico do instituto

Após o simpósio, acontecerá a soltura de 4 mil balões vermelhos em frente a Casa Rosada, sede administrativa do hospital. A soltura é simbólica e acontece há 20 anos.

Hoje o Emílio Ribas tem 200 leitos de internação e, em média, 70% são utilizados para acolhimento a pacientes soropositivos.

O Instituto de Infectologia Emílio Ribas fica na Avenida Doutor Arnaldo, 165, Pinheiros. A entrada para o simpósio e a soltura de balões é aberta ao público e gratuita.

PROGRAMAÇÃO DO DIA MUNDIAL DE COMBATE À AIDS

SIMPÓSIO

Anfiteatro “Professor Ivan de Oliveira Castro”

10H30 – ABERTURA OFICIAL

LUIZ CARLOS PEREIRA JÚNIOR

Médico infectologista e pesquisador

diretor técnico do Instituto Emílio Ribas

10H35 – “REDE ESTADUAL DE DST/AIDS E HEPATITES VIRAIS”

PROFESSOR DOUTOR DAVID UIP

Médico infectologista, livre docente pela Faculdade de Medicina da USP, Secretário de Estado da Saúde

11H “A CURA DA AIDS: ESTAMOS PRÓXIMOS?”

PROFESSOR DOUTOR ÉSPER GEORGE KALLÁS

Médico infectologista e imunologista

Livre docente da Faculdade de medicina da USP

Professor Associado e Pesquisador da Disciplina de Imunologia Clínica e Alergia

11H40 COFFEE

SOLTURA DE BALÕES

12H

Em frente à Casa Rosada

fonte : Instituto de Infectologia Emílio Ribas/ Assessoria de Imprensa