Ihh, o menininho que ri e rasga papel está com os dias contados se depender da Abigraf. Aliás, os rasgadores tiveram uma semana e tanto.

O papel do papel

A nova campanha publicitária do Banco Itaú, em que um bebê dá gargalhadas ao ver o pai rasgando um extrato bancário, gerou forte reação do setor gráfico.

Dirigentes da Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf Nacional) reuniram-se com diretores do banco para expor a insatisfação do setor. A entidade argumenta que o discurso do comercial, de que a suspensão dos extratos impressos pelos clientes contribuiria para “um mundo mais sustentável”, não condiz com as características da produção de papel e celulose nacional.

Por meio de sua campanha “Imprimir é dar vida”, a Abigraf sustenta que, no Brasil, nenhuma árvore nativa é derrubada para a produção de papel, uma vez que 100% deste insumo tem origem em florestas plantadas. Além da visita ao Itaú, pelo menos dez entidades ligadas à comunicação impressa, juntamente com a Associação Brasileira de Celulose e Papel, e as federações das indústrias dos estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais encaminharam cartas aos diretores do banco solicitando uma revisão conceitual da campanha. “Não podemos aceitar que uma instituição do porte do Itaú preste esse desserviço à sociedade, transformando o papel de imprimir em vilão”, argumenta Fabio Arruda Mortara, presidente da Abigraf.

fonte: coluna confidencial – de Aziz Ahmed – Jornal do Commercio, Rio de Janeiro