#ADEHOJE – BEBA ÁGUA. VAMOS ACABAR COM ESSE DESERTO DE IDEIAS

#ADEHOJE – BEBA ÁGUA. VAMOS ACABAR COM ESSE DESERTO DE IDEIAS

SÓ UM MINUTO – Beba água que a coisa tá feia. A seca não é sentida só no ar, mas nas ideias e pensamentos ao nosso redor. Não pense que é porque o Marcos Cintra, da Receita, foi demitido, que eles vão desistir ; vão querer criar imposto novo. Vão mudar o nome. O Cintra caiu porque deu o nome ao boi: CPMF.

Continuamos no atraso, com trabalhadores em regime análogo à escravidão sendo encontrados nos rincões. Com queimadas que se espalham e tornam nosso ar insuportável, além de acabar com nossas matas e florestas. Os filhos do homem cometeram barbaridades que aparecem.

Problemas de todos os lados, inclusive agora o David Miranda tendo que explicar com alguns milhões form parar em sua conta. Ele é o marido de Glenn Greenwald, do The Intercept. Outra cosia: finalmente “alguém” pede o indiciamento dos chefões da Vale no Caso Brumadinho.

Quando Bolsonaro volta à presidência? Ainda há mistério. Continua com a sonda nasal.

Beba água.

Resultado de imagem para ÁGUA, COPO, ANIMATED GIFS

#ADEHOJE -ARMAS COM PERNINHAS, BRASÍLIA COM BOLHINHAS DE SABÃO

#ADEHOJE -ARMAS COM PERNINHAS, BRASÍLIA COM BOLHINHAS DE SABÃO

SÓ UM MINUTO – O Tenente-coronel Alexandre de Almeida está preso no Rio de Janeiro. Ele era o responsável total pela guarda de armas do Exército que saíram andando e estão sendo encontradas em outros lugares e clubes de tiro.

Três meses do horror de Brumadinho e o lengalenga continua com relação às indenizações. Ainda há 35 desaparecidos.

O Horário de verão foi finalmente revogado. E enquanto isso, a turma da fofoca continua atacando em Brasília. Um fala do outro, depois diz que não falou, uma coisa horrorosa. Amigos de lá dão conta que Brasília está um deserto de ideias, trabalho, e todo o mais. Lá é termômetro, E a coisa só não está feia para quem arruma um cantinho com deputados ou senadores, aliás, como o tal Léo Índio, primo dos Bolsonarinhos.

ARTIGO – As surpresas dos segundos fatais. Por Marli Gonçalves

 

Você pensa nisso? Sobre os átimos da vida das pessoas, nossos? O que separa a existência e o arrebatamento? A imprevisibilidade da vida? Tenho refletido sobre isso. Muito mais forte agora, pela maturidade e, óbvio, influenciada também pela terrível e literal avalanche de acontecimentos que assistimos nos últimos tempos. É a visão do descontrole que temos sobre a vida e a morte, sobre todas as coisas e seus inversos. Sobre as patéticas declarações dos que propiciam que segundos terríveis assim ocorram.

Imagem relacionada

Como você lida com isso? Resolvi perguntar. Cada vez mais, não no sentido religioso, mas filosófico, parece que temos de diariamente sorver tudo o que nos acontece de bom com sofreguidão, como se esses momentos sejam o combustível que necessitamos, uma reserva pessoal de energia, para seguir pulando nesse tabuleiro, nesse quadrado que corremos até sermos imprensados pela realidade de alguma força contrária.

Essa semana foi mais uma, pródiga em notícias de segundos. Aliás, esse ano está se avolumando com elas, como Brumadinho, a lama que escorreu e varreu centenas de vidas, as crianças baleadas por outras na escola de Suzano. Tivemos agora a chuva torrencial que caiu no Rio de Janeiro, os prédios que desabaram. A família que teve o carro fuzilado pelo Exército.

Acompanhamos pelo noticiário. Mas você se imagina em alguma daquelas situações? Não vamos nem pensar em quem vive em áreas de risco, que estas pessoas não têm outro rumo e parecem apenas esperar seus destinos se agarrando ao pouco que conseguem obter desta vida, ligadas em um automático desalento. Pensa naquela avó toda feliz com sua neta, passeando em um shopping, distraindo a criança que os pais haviam deixado com ela para viajar. Eu a imaginei comprando um brinquedo, passando na praça da alimentação. Na saída, fim de tarde, a chuva forte. Melhor pegar um táxi, pensou. Pouco tempo depois, ela, a neta e o motorista do táxi saíam de circulação, esmagados por um morro que derreteu, de uma via que deveria ter sido interditada.

O jovem que faria aniversário no dia seguinte, e que comemoraria com um churrasco, pegou carona na garupa da moto de um amigo. Pensava no quê? Se compraria linguiças, picanha, talvez coraçõezinhos de frango, algumas garrafas de cerveja, carvão? A água que descia das ladeiras de onde morava não teve pena. Aproveitando-se talvez até dessa sua distração diletante, o arrancou da moto, levando-o com ela. Em segundos, sem aniversário, sem carne, sem nada. Afogado. Não no mar, não em nenhum lago ou represa, mas na rua, na viela, preso debaixo das rodas de um carro estacionado.

Voltando um pouco, no domingo, a família – pai, mãe, filha, sogro, a amiga do casal de carona – sai de uma festa infantil. No caminho natural de todos os dias, o carro popular, branco, passa próximo a um quartel. Não corria, ninguém pediu que parasse. Passava. Passou. Diante de mais de uma dezena de soldados do Exército, talvez postados ali, chateados, porque em trabalho debaixo do Sol naquele dia de forte calor que prenunciava inclusive a chuva torrencial dos dias seguintes. Parece que aguardavam avistar um outro carro branco, também popular, do mesmo modelo popular, repito, daquele da família feliz, e que havia sido roubado pouco antes. Não perguntaram. Dispararam. 80 tiros. Um fuzilamento. Sem paredão. Os soldados não ouviram – há relatos de que até debocharam – os gritos desesperados, o choro da criança, das mulheres, da mãe e esposa. O motorista, o marido, morreu na hora; o sogro, atingido, tenta sair do carro. Do lado de fora, um morador de rua corre para tentar ajudar – ele entendeu os gritos – mas logo cai atingido gravemente. Está em coma, estado gravíssimo. Quantos segundos se passaram?

Por outro lado, para amenizar, surge nas redes sociais um vídeo que viraliza. Ele mostra uma cena incomum. No mesmo Rio de Janeiro, um homem negro, alto, munido de duas caixas plásticas, com elas construindo uma ponte para que uma senhora atravessasse em segurança a rua inundada. A cada passo, a gentileza, a mão auxiliando que a senhora fosse pulando de uma a outra até chegar segura ao outro lado. Também foram segundos; mas estes mudaram para melhor a vida do guardador de carros, viúvo, com um filho pequeno. Sua generosidade ganhou o mundo e ele ganhou uma vida nova, uma casa, vinda de uma vaquinha organizada pela internet, e por alguém que em outro segundo pensou como poderia ajudar.

Em segundos, tudo realmente pode mudar. Mas o que não muda, nem em segundos, nem em minutos, dias, horas, meses, anos, décadas, é o descaso das autoridades, nem as suas patéticas declarações depois que os fatos acontecem sob as suas barbas.

Não foram chuvas corriqueiras, senhor prefeito Crivella. O Exército matou sim, senhor Presidente. Fuzilou. Não foram “incidentes lamentáveis”, Ministro Moro, e outros tantos, que nós é que lamentamos que depois de tantos dias depois vocês abram a boca só para dizer isso.

Foram segundos em que morreram ou tiveram suas vidas modificadas muitas pessoas. São vocês que comandam muitas dessas diferenças entre a vida e a morte, entre a alegria e a tristeza, entre o futuro e o fim.

———————————-reloginho animado

Marli Gonçalves, jornalista –

marligo@uol.com.br / marli@brickmann.com.br

Brasil, lamentável 2019


ME ENCONTRE (se republicar, por favor, se possível, mantenha esses links):

https://www.youtube.com/c/MarliGon%C3%A7alvesjornalista

(marligoncalvesjornalista – o ç deixa o link assim)

https://www.facebook.com/BlogMarliGoncalves/

https://www.instagram.com/marligo/

#ADEHOJE – AZÁFAMA DE CARNAVAL SE MISTURA COM AS NOTÍCIAS. A IGNORÂNCIA GRASSA, E PARA CIMA DA IMPRENSA

#ADEHOJE – AZÁFAMA DE CARNAVAL SE MISTURA COM AS NOTÍCIAS. A IGNORÂNCIA GRASSA, E PARA CIMA DA IMPRENSA

 

SÓ UM MINUTO – Já dá para sentir no ar aquele frisson que antecede feriados maiores como esse de Carnaval. As notícias passam desapercebidas e isso é um perigo. É nessa época que jabutis sobem em árvores. Aliás, preciso comentar que com 40 anos de jornalismo, vivido inclusive durante a ditadura, nunca vi tanta ignorância. Os caras fazem tudo errado e a culpa e rancor cai em cima de quem? De quem descobre, escreve, registra as falcatruas ou denuncia os absurdos: na imprensa, no mensageiro. Juro, nunca vi nada igual. É assustador. E compensação, finalmente o Ninho do Urubu foi fechado. Mas o presidente do Flamengo continua presidente e solto. E o da Vale, também, presidente e solto.

ARTIGO – Vai ficar aí parado, só olhando? Por Marli Gonçalves

Resultado de imagem para apatia animated gifs

VAI FICAR AÍ PARADO, SÓ OLHANDO?

MARLI GONÇALVES

Onde andam os machos e as fêmeas de verdade? Ando muito impressionada com a apatia que parece estar tomando totalmente a cabeça e o corpo dos brasileiros e, mais uma vez, pergunto se não será a água cada vez mais enlameada que bebemos. Garoto é morto, asfixiado por um segurança de supermercado, na frente de várias pessoas, e ninguém se mexe? Ou melhor, se mexe, sim, mas para pegar o celular e gravar – na vertical, inclusive…

Resultado de imagem para apatia animated gifs

Essa é só mais uma. Ainda não digeri o fato do menino Luan, de três anos, ter morrido atropelado por um trem do Metrô de São Paulo. Ele fugiu do colo da mãe e saiu do vagão onde estava. Desespero. Mas ninguém lembrou de acionar a alavanca de emergência. O trem partiu. O corpo de segurança do Metrô levou uma hora, repito, uma hora, para procurá-lo onde obviamente ele teria ido correndo atrás do trem que partiu como se nada estivesse ocorrendo, e onde estava a mãe. O que veio atrás colheu o menino de jeito.

No caso do Rio de Janeiro, um jovem negro, Pedro Henrique, de 25 anos, acusado de furto de alguma bobagem, foi asfixiado e morto por um segurançazinho qualquer coisa em um supermercado Extra, na frente de dezenas de pessoas e da própria mãe, e ninguém tirou o segurançazinho de cima dele. Só ficaram gritando, e, claro, gravando com o celular, para a posteridade, dos filmes nacionais de horror, que farão corar até Quentin Tarantino.

A moça que se aventurou para salvar o motorista do caminhão no qual bateu o helicóptero que caiu matando o piloto e o jornalista Ricardo Boechat está sendo chamada de Mulher-Maravilha. Sua ação magnífica e corajosa foi gravada por celular: enquanto ela tirava enormes pedaços de ferro, movida por força descomunal, o marido gravava… Leiliane Rafael da Silva, 28 anos, ainda teria antes tentado salvar o próprio Boechat, e se não tivesse sido contida teria explodido junto segundos depois. Sua história, sua doença rara, o que inclusive a impediria de ter tanto estresse e feito tanta força física veio à tona depois. (O marido justificou que ficou gravando para mostrar para a mãe dela como Leiliane era teimosa, vejam só).

Agora, por força do destino, do caso que chamou a atenção, conseguirá finalmente a cirurgia no cérebro pela qual batalha há meses. Mulher de fibra.

Sinto que as pessoas estão apáticas pela sucessão de fatos que parecem não serem reais de tão dramáticos. Até esse momento, o presidente da Vale e o presidente do Flamengo ainda não foram presos, pelas tragédias de Brumadinho, mais de 300 mortos e o prejuízo ambiental incalculável, e do Centro de Treinamento, 10 meninos mortos, respectivamente.

Aliás, estão por aí distribuindo todos os dias suas declarações estapafúrdias e tentativas de se isentar dos fatos. Os jogos continuaram marcados, os treinos feitos no mesmo lugar e a rigorosa lentidão das apurações, desnecessárias, porque a culpa já é tão evidente, tão visível, que apenas protelam. Só para lembrar, o Flamengo, desde 2017, tinha recebido 31 multas pelas instalações sem segurança. Quer que eu repita? 31. Vai ver se pagaram alguma, se tomaram providências. No caso de Brumadinho, a própria Vale admite que já havia até calculado o que ocorreria com o rompimento da barragem, quantas mortes seriam estimadas, etc.

É difícil assistir impassível à covardia humana na realidade. O engraçado é que no mundo virtual todo mundo é macho, xinga, fala o que quer, chama para briga, mas protestar de verdade, agir? Uai.

Sinto isso na pele cada vez que, por exemplo, bobo até, mas exemplo da apatia e dormência, tiro lixo do pé das árvores por onde passo. Ficam me olhando como se eu fosse uma marciana recém-saída do disco voador, e até olhares de reprovação sinto. Ué, o lixo estava tão socadinho, tão arrumadinho no pé da árvore … Minha campanha é real: #árvoreNãoélixeira. Talvez quando elas caírem em suas cabeças, se toquem. Ou não.

Já me meti em muita encrenca nessa vida, e de nenhuma me arrependo, nem das que me coloquei em risco, algumas que deram boa dor de cabeça. Não consigo ficar parada ou quieta diante de injustiças, abusos, violência contra mais fracos. Mas sozinha sei que não faço um verão.

Onde estão vocês? Onde está todo mundo?

——————————–

Marli Gonçalves, jornalista – Aliás, o que está sendo feito – de verdade – para impedir a impressionante morte de tantas mulheres por machos de araque? Já chegam a centenas, só nesse ano que mal começou.

marligo@uol.com.br / marli@brickmann.com.br

São Paulo, 2019

———————————————————

ME ENCONTRE (se republicar, por favor, se possível, mantenha esses links):

https://www.youtube.com/c/MarliGon%C3%A7alvesjornalista

(marligoncalvesjornalista – o ç deixa o link assim)

https://www.facebook.com/BlogMarliGoncalves/

https://www.instagram.com/marligo/

 

#ADEHOJE – SÓ PERGUNTAS: JÁ FORAM PRESOS? OS LUGARES, INTERDITADOS?

#ADEHOJE – SÓ PERGUNTAS: JÁ FORAM PRESOS? OS LUGARES, INTERDITADOS?

 

SÓ UM MINUTO – Hoje só tenho perguntas para fazer. O Flamengo já foi punido? Os lugares já foram interditados? O presidente do Clube e os diretores já foram presos? Ah, o presidente da Vale e os diretores já foram presos. Aliás, o presidente da Vale já pediu demissão? Até quando vamos ficar quietos diante da impunidade? Quem é que vai sair correndo para torcer pelo Flamengo? Só hoje é que se tocaram que o time estava treinando no Ninho do Urubu assassino??? Eles sabiam o que estavam fazendo. São responsáveis. Ou melhor, irresponsáveis.

O que perguntar?

 

#ADEHOJE – PEGA-PEGA NO SENADO. ENTENDE PORQUE TUDO ESTÁ ASSIM?

#ADEHOJE – PEGA-PEGA NO SENADO. ENTENDE PORQUE TUDO ESTÁ ASSIM?

SÓ UM MINUTO – Antes, salve Iemanjá em seu dia! Não sei se você ficou acompanhando o processo eleitoral no Congresso Nacional. Se não, só perdeu uma espécie de show patético. A cena da senadora Kátia Abreu roubando a pasta do senador Alcolumbre que se atarracou na cadeira fez lembrar aquelas brigas de crianças mimadas. Tiriricas da vida. Até esse momento, começo da tarde de sábado, 2 de fevereiro, os senadores, por exemplo, ainda estão se digladiando. Deram abertura até para a interferência do Poder Judiciário para a retomada do processo agora pela manhã. Na Câmara -óóó, venceu Rodrigo Maia. Surpresa. No Senado, Renan Calheiros usa de todo seu conhecimento interno para se manter no poder se reeleger presidente da Mesa. Esses resultados serão essenciais para o andamento do novo Governo e suas reformas. Onix Lorenzoni pisou no tomate nas duas casas, nos dois tapetes, o vermelho e o verde, e que marcam os lugares do Congresso, em Brasília.

Continuam as repercussões das divulgações das dramáticas imagens que mostram o exato momento do rompimento da barragem de Brumadinho e as consequências e a destruição. Prosseguem os trabalhos de procura dos corpos dos desaparecidos.