Troféu Menino do Rio vai para…Evandro Mesquita!

Surfer_man surfistaEvandro Mesquita é o Menino do Rio
O ator, cantor e compositor cantor Evandro Mesquita, que já era tido
como a versão do carioca surfista, esperto, alegre e paquerador, recebe
hoje, às 16h, o título de Menino do Rio, dado pela Confraria do
Garoto. A homenagem acontece em plena Avenida Treze de Maio 13,
na calçada ao lado do Theatro Municipal. Merece.

 

fonte:nota da coluna de Aziz Ahmed – O POVO RJ

Gil, Arnaldo, Calcanhoto, todas as religiões, cores…É o clipe oficial da Marina, a da campanha modesta. Vale ela, 40. Vale também Eduardo Jorge,43, pelas causas que nos interessam

o clipe do Eduardo Jorge você vê aqui, clique

Gosto do Giló. Gostei da música que ele fez para a Marina. Mostra a diversidade, inclusive religiosa. E tem um ritmo delicioso.

Viu o artigo do Chico Buarque defendendo a CENSURA? (é esse o nome que se dá a proibições). E a resposta de O GLOBO

Chico publicou hoje em O GLOBO. Em seguida, a resposta do jornal

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d_D90FPenso eu

Chico Buarque

Cantor, compositor e escritor

Pensei que o Roberto Carlos tivesse o direito de preservar sua vida pessoal. Parece que não

Pensei que o Roberto Carlos tivesse o direito de preservar sua vida pessoal. Parece que não. Também me disseram que sua biografia é a sincera homenagem de um fã. Lamento pelo autor, que diz ter empenhado 15 anos de sua vida em pesquisas e entrevistas com não sei quantas pessoas, inclusive eu. Só que ele nunca me entrevistou.

O texto de Mário Magalhães sobre o assunto das biografias me sensibilizou. Penso apenas que ele forçou a mão ao sugerir que a lei vigente protege torturadores, assassinos e bandidos em geral. Ele dá como exemplo o Cabo Anselmo, de quem no entanto já foi publicada uma biografia. A história de Consuelo, mulher e vítima do Cabo Anselmo, também está num livro escrito pelo próprio irmão. Por outro lado, graças à lei que a associação de editores quer modificar, Gloria Perez conseguiu recolher das livrarias rapidamente o livro do assassino de sua filha. Da excelente biografia de Carlos Marighella, por Mário Magalhães, ninguém pode dizer que é chapa-branca. Se fosse infamante ou mentirosa, ou mesmo se trouxesse na capa uma imagem degradante do Marighella, poderia ser igualmente embargada, como aliás acontece em qualquer lugar do mundo. Como Mário Magalhães, sou autor da Companhia das Letras e ainda me considero amigo do seu editor Luiz Schwarcz. Mas também estive perto do Garrincha, conheci algumas de suas filhas em Roma. Li que os herdeiros do Garrincha conseguiram uma alta indenização da Companhia das Letras. Não sei quanto foi, mas acho justo.

O biógrafo de Roberto Carlos escreveu anteriormente um livro chamado “Eu não sou cachorro não”. A fim de divulgar seu lançamento, um repórter do “Jornal do Brasil” me procurou para repercutir, como se diz, uma declaração a mim atribuída. Eu teria criticado Caetano e Gil, então no exílio, por denegrirem a imagem do país no exterior. Era impossível eu ter feito tal declaração. O repórter do “JB”, que era também prefaciador do livro, disse que a matéria fora colhida no jornal “Última Hora”, numa edição de 1971. Procurei saber, e a declaração tinha sido de fato publicada numa coluna chamada Escrache. As fontes do biógrafo e pesquisador eram a “Última Hora”, na época ligada aos porões da ditadura, e uma coluna cafajeste chamada Escrache. Que eu fizesse tal declaração, em pleno governo Médici, em entrevista exclusiva para tal coluna de tal jornal, talvez merecesse ser visto com alguma reserva pelo biógrafo e pesquisador. Talvez ele pudesse me consultar a respeito previamente e tirar suas conclusões. Mas só me procuraram quando o livro estava lançado. Se eu processasse o autor e mandasse recolher o livro, diriam que minha honra tem um preço e que virei censor.

Nos anos 70 a TV Globo me proibiu. Foi além da Censura, proibiu por conta própria imagens minhas e qualquer menção ao meu nome. Amanhã a TV Globo pode querer me homenagear. Buscará nos arquivos as minhas imagens mais bonitas. Escolherá as melhores cantoras para cantar minhas músicas. Vai precisar da minha autorização. Se eu não der, serei eu o censor.

deskRESPOSTA DE O GLOBO

Pingo nos iis

O Globo

 

COMO SEMPRE, é o debate que ajuda a formar e qualificar opiniões.

ACONTECE AGORA na polêmica sobre as biografias. E nela, coerentes com a defesa da liberdade de expressão no sentido mais amplo, como estabelece a Constituição, somos a favor do direito de o biógrafo exercer seu trabalho, sem qualquer tipo de censura prévia. Assim como do direito do biografado de apelar à Justiça em busca de qualquer reparo.

LAMENTE-SE, apenas que, nesta saudável discussão, alguns tentem constranger O GLOBO com alusões descabidas.

Caetano! Gil! Milton! Vê se cai logo a ficha! Voltem para a razão! Olhem com quem estão “andando”

MEU CEREBRO SAIU ANDANDOCongresso

A “bancada” do Procure Saber

Caetano e Gil: ao lado de Feliciano e Maluf

Caetano e Gil: ao lado de Feliciano e Maluf

O Procure Saber, grupo de músicos que defende a censura prévia de biografias não-autorizadas, tem pelo menos 71 deputados que concordam com suas teses.

Este é o número de parlamentares que protocolou em abril um recurso paralisando a tramitação do projeto de lei 393/2011. A proposta altera o Código Civil e garante o fim da censura às biografias.

Eis alguns exemplos de quem está ao lado de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque & Cia no Câmara: Anthony Garotinho, Jair Bolsonaro, Marco Feliciano, Paulo Maluf e Tiririca.

FONTE > – COLUNA RADAR – VEJA ONLINE – Por Lauro Jardim

worm-3_e0já leu meu artigo sobre esse assunto?

está aqui: VIDAS MOLHADAS

Adoro quem tem opinião e se expõe com coragem. Adoro Caetano Veloso. E também vejo nossa liberdade em perigo

Caetano Veloso tem encontro com Mídia Ninja, tira foto de ‘Black Bloc’ e critica veto a máscaras

Cantor diz que proibição de usar máscaras em público é violência

fonte: Reprodução Facebook/ Mídia Ninja

O cantor Caetano Veloso se reuniu na noite dessa quinta-feira (5) com integrantes do Mídia Ninja, coletivo liderado pelo jornalista Bruno Torturra, na sede do grupo no Rio de Janeiro. Um braço da Casa Fora do Eixo, de Pablo Capilé, o coletivo ganhou projeção no internacional ao cobrir, ao vivo na internet, as manifestações que incendiaram o país desde junho.Um post na página oficial do grupo dizia que Caetano falou sobre “manifestações, redes e ruas” durante o encontro.