#ADEHOJE – NEYMAR, BOLSONARO, JUCÁ…AGRESSÃO OU ESTUPRO?

#ADEHOJE – NEYMAR, BOLSONARO, JUCÁ…AGRESSÃO OU ESTUPRO?

 

Só um minuto – Quando um presidente como Jair Bolsonaro, como se não tivesse mais nada de importante a fazer, sai do seu quadrado para ir à Câmara só para entregar um projeto de mudança de regras para a Carteira de Habilitação ( validade para dez anos e perda de carteira só com 40 pontos em multas)a gente tem de lamentar.

No caso Neymar, continuam tratando a mulher como se fosse a culpada sem que os fatos todos tenham vindo à tona. Foi agressão? É sério! Foi estupro? É sério. Não foi nada disso? Vamos ver. Por favor, parem de tratar a mulher dessa forma, uma coisa é o flerte; outra a consumação. É a cara do preconceito, será que não conseguem enxergar? Neymar nunca foi flor que se cheire.

Romero Jucá, aquele que esteve em todos os governos, e Sergio Machado, denunciados pelo MPF no Caso Transpetro. São os milhões de corrupção que saíram pelo ralo.

#ADEHOJE – COM UMA OPOSIÇÃO DESSAS, E UM GOVERNO DESSE…

#ADEHOJE – COM UMA OPOSIÇÃO DESSAS, E UM GOVERNO DESSE…

 

SÓ UM MINUTO – O horror aquele debate ontem na Câmara, na explanação do Ministro Paulo Guedes sobre a reforma da Previdência. O que foi aquilo que o deputado Zeca Dirceu, do PT, que vem a ser o filho do Zé Dirceu, fez? Chamando de tchutchuca, tigrão, um ministro de Estado? E o Ministro do Estado, respondendo? É a mãe? É a avó? Quem não achar que precisa reforma precisa ser internado?

E o imbecil – desculpe, mas é um imbecil – Ministro da Educação, o tal Velez Rodrigues, dizendo que vai mudar os livros para ensinar que não houve ditadura no Brasil, ou que o nazismo é de esquerda? E o Bolsonaro acabando com os radares e equipamentos eletrônicos que são a única forma de evitar mais mortes ainda no trânsito, nessas estradas do Deus-dará? Estamos entre os países que mais se morre no trânsito. Uma guerra! São mais de 30 mil pessoas por ano!

21 de abril. Interessante data para a votação do impeachment

O impeachment da presidente Dilma Rousseff será votado na Câmara dos Deputados no feriado de 21 de abril, uma quinta-feira, segundo garantem os principais líderes partidários. A intenção do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), era pôr o assunto em votação no domingo 17 ou 24 de abril, com o povo na rua, mas a tendência é que seja realizado mesmo no Dia de Tiradentes. Com o povo na rua.

 A cobra vai fumar

Como restam poucos dias, haverá intensificação dos conchavos para garantir votos pró-impeachment (e pró-governo Temer) ou pró-Dilma.

ARTIGO – Bola quicando na área, Por Marli Gonçalves

OneStepWallThrowsTenho tido a terrível sensação de que não estamos conseguindo completar as coisas. Sabe? Tipo fazer, finalizar, do começo ao fim, ver linha pontilhada virar traço e as reticências, ponto final. A bola bate, bate, quica, e não entra na rede, não encaçapa. Não chega lá. Não vira solução.

Desde menina sou apaixonada por desenhos animados, principalmente aqueles que tinham uma musiquinha que era cantada com uma bolinha correndo, pulando ali no pé da tela da tevê, dando a letra e a cadência – uma espécie de precursor do karaokê. Adorava ver a bolinha branca pulando toda feliz, até o fim da canção. Também adoro o som da raquete batendo na bolinha de ping-pong, e esta sair batendo na mesa, pulando a redinha, naquela sequência emocionante até voar para fora, gaiata, fazendo correrem atrás dela, bolinha sonora, oca, veloz.bola

Pois foi essa imagem que me veio à cabeça esta semana. Uma bola quicando. A bola apareceu obviamente por causa da cabeçada dos super cartolas, presos justamente por causa de uma “bola”, mas uma outra super bola, a que pula debaixo dos panos para fazer o jogo correr de várias formas, nem sempre redondas, em vários campos. Vide estado dos Estádios.

A bola continua quicando. Protestos, gritos e sussurros, pedidos de impeachment, uma caminhada frustrante de gatos pingados que se jogam em qualquer abraço político correndo na estrada que ao final vai dar em nada, nada, nada nada, do que pensava encontrar, parafraseando Gilberto Gil ensinando a falar com Deus.

Uma economia em parafuso, sem rosca, um país com prego na ponta, todo dia um pássaro cantando na gaiola, uma surpresa, uma revelação. Todas com o mesmo polegar de identificação digital, feitas para um caixa, de algum número, 1-2-3, para alçar alguém, por ganhar algo, e levando o que é nosso no rabo da estrela – e que, de tão afoita, deixa a cada dia mais rastros. Fora a panela no fogo, fritando, lentamente, uns e outros que estão ainda se trocando no vestiário.

A bola pulando, quicando; picando, como se diria em Portugal. Tudo do mesmo. Quase um ano e meio da Operação Lava Jato, a novela – toda hora entra um ator – em capítulos intermináveis, que já vira uma nova Redenção e talvez até a ultrapasse em algum passe, enquanto a bola perde força a olhos vistos, ficando quadrada como o Sol que vários ainda vêem pensando se piam ou não. No cenário, uma comissão, melhor, mais uma, analisando, analisando, em embaixadinhas que ficam no mesmo lugar. E tudo virando uma bola de neve. De grude, isso sim.

No campo a escalação parece não mudar ano após ano, e o que muda são só uns de segundo time. O Brasil nunca chega lá, não finaliza a jogada. Fica tudo inacabado, um orgasmo não sentido, um coito interrompido, e uma terrível sensação de frustração por não resolvermos nem nossas primeiras necessidades e desejos. Ficamos na promessa. Ficamos na mão.

gif-bolinhaNas mãos dos bancos que nos exploram como cafetões, ou nos escravizam por dívidas marcadas em algum caderninho, e que correm céleres para frente, deslizando quando tentamos contê-las. Se for em cestas, nem as básicas – furadas que são.

Ficamos na mão do governo e seus governantes tendo ideias medíocres, ou chutando, chutando e a bola quicando com um monte de jogadores atônitos em campo, especialistas em gol contra, conversa fiada, explicações estapafúrdias. Quando a esmola é muita, o santo deve desconfiar. Temos de tentar bolar uma saída. Antes do mata-mata.

Surgem heróis todos os dias. O mais novo é bem baixinho, tem língua presa e vem de um campo de futebol. Vai meter a mão na cumbuca, no vespeiro. Apitar como juiz para ver se aparece algum outro aí de novidade. Mas temo que seja mais uma bola fora.bola_pulando_9

Aqui, onde qualquer meleca de pessoa é chamada de guerreira, louvada, ganha loas e boas. Grudadas em bolinhas de baixo das mesas, essas melecas quando descobertas já estão largadas, ninguém as assume. Seus donos já estão nas arquibancadas fazendo outras bolinhas, de chiclete mascado para grudar em alguém.

“Aqui, onde o olho mira/Agora, que o ouvido escuta /O tempo, que a voz não fala /Mas que o coração tributa” … Recorrendo ao Gil novamente, infelizmente, ainda, “O melhor lugar do mundo é aqui. E agora. Aqui, fora de perigo. Agora, dentro de instantes/Depois de tudo que eu digo/ Muito embora muito antes”…
Dizendo tudo, dizendo nada, enrolando, a bolinha vai quicando.

E a gente vai levando, a gente vai levando… E como vai.

São Paulo, campo minado e seco, com possibilidade de trovoadas, 2015

4957027Marli Gonçalves é jornalista – – Adoraria ter uma bola de cristal para saber quem vai ganhar esse jogo, afinal. Onde ele vai acabar, qual time vai sacudir a rede, nos fazer vibrar.

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KKK. Olha essa! Até parece que não é. Aliás…tem tantas baratinhas por aí que o mercado está até inflacionado. Quem paga pode pedir um descontinho, pra usar na bolinha zul

o que ele olha no computadorcomputador do Gerson, de PassioneEfeito Danny Bond

Ciúme de Paolla

A extensão do uso das passagens aéreas dos deputados para suas mulheres tem sido chamada na Câmara de efeito Danny Bond.

Os parlamentares acham que as peripécias de Paolla Oliveira em Felizes para sempre? passaram às respectivas a imagem de que a Brasília dessa turma é um antro de perdição.

Não que não seja.

Por Lauro Jardim

NOTA COLUNA LAURO JARDIM – RADAR – VEJA ONLINE

ARTIGO – Tapa na cara, por Marli Gonçalves

agmisc7Que semana, que dias horrorosos, quanta tristeza, lamento, dor, vergonha. Ainda olhamos no espelho as nossas faces rubras de tantos os tapas na cara que levamos, tantas as bordoadas. Nem sendo religioso e virando o outro lado do rosto. Já viraram por nós e o espancaram também

Corrupção, pouco caso, impunidade, leis não cumpridas, falta de ordem, de fiscalização, distribuição de propinas, cegueira generalizada, bandidos elegendo bandidos, fortes esmagando vozes, volta triunfante dos enxotados. Aqueles corpos estendidos no chão, queimados sem vela, envenenados em meio à alegria, e a simples menção da cena das centenas de celulares tocando em seus bolsos, procurados que eram naquela madrugada por quem pressentia que não mais os veria ou ouviria, não são coisa para se esquecer. E , assim como os sobreviventes e os feridos que ainda conseguirem escapar, lembrarão da terrível noite de Santa Maria para sempre, o resto de seus dias – inclusive porque certamente ainda sofrerão suas consequências – nós também não devíamos esquecer.

Mas esquecemos sempre, e sempre, como se nunca aprendêssemos nem com os nossos erros nem com os erros dos outros. Chega o Carnaval no país do próprio. Salões inseguros novamente estarão cheios de palhaços e colombinas com dedinhos para cima jogando álcool para dentro de si próprios, insanos, dormentes, banalizados e totalmente bananizados.

A serpentina, o confete, a música das bandas e trios elétricos, as piadas sem graça das musiquinhas axé-quentes-sensualizantes já transborda no país que esquece. Esquece de si. De seu papel, de suas possibilidades grandiosas de futuro. Tudo para viver um momento, um papel reles, pequenino, momentâneo, que acreditam histórico e infindável, com parceiros mal escolhidos, mal ajambrados. Com as névoas da propaganda maciça.

Não, não queremos luto eterno. Nem somos oposição por prazer. Queremos apenas que sirva para algo a alegria apagada daqueles cérebros que jamais veremos frutificar; assim como queremos, tinhosos que somos, que os feitos e a luta das milhares de pessoas perseguidas ou mortas lutando pela liberdade e democracia tenham valido.

agmisc4Mas na mesma semana recebemos mais outros muitos tapas na cara. Murros. Descobrimos estupefatos que sempre pisamos todos em solos inseguros quando o pó da estrada baixa, após os cavaleiros passarem em garbo buscando culpados, tomando providências, batendo os cascos. Descobrimos, ainda, todos, que o idealismo morreu – vigoram agora os interesses, a divisão, a discórdia, as mentiras, e a desgraça de uma classe média que ainda ousa pensar, tentar reagir, se organizar, mas que dispõe de canetas apenas para abaixo-assinados ou para mostrar a boa marca em eventos sociais. Corajosa, mas apenas atrás da tela de um computador, de um pseudônimo; preguiçosa e egoísta demais para ir às ruas bater bumbo.

graphics-fighting-756075Isso é para a gente deixar de ser bobo, inocente, acreditar em pasteis de vento, que comemos ainda lambendo o leite derramado. Se festejamos alguma vitória, percebemos logo como elas eram apenas miragens no deserto ético. Ainda por cima, todos os dias ouvimos quietos que tripudiem em cima do pouco que achávamos ter conquistado, e eles o fazem de forma bruta, deselegante, terrivelmente avassaladora inclusive em nossas relações sociais – se não pensa como eles inimigo é. Criam exércitos de zumbis, usam robôs eletrônicos, amealham a ignorância, semeiam a discórdia, implodem ou manipulam os fatos, e quanto mais velhos vão ficando mais distantes estarão do que chamo de atingir o bom senso, como diria Tim Maia em seu Universo Racional. São guerrilhas desinteligentes e obtusas.

Não consigo ver passar esse rio em nossas vidas sem me chatear. Não tenho mais preferência de margem para pescar – nem direita, nem esquerda. Até porque não há nada mais antigo e burro do que definir o mundo assim de forma tão maniqueísta. Prefiro apenas navegar com meu barquinho.

agstickfigures2Já pensei diferente, não esqueço não – e a margem esquerda sempre foi a minha predileta, porque tudo o que eu queria e almejava para mim e para o meu país estava lá.

Agora não está mais, quase nada de bom está ali – até ao contrário, infelizmente.

Do meu morrinho de observação vejo reunidas ali só umas pessoas muito chatas e transformadas, além de um monte de piranhas famintas pelo poder, dinheiro e alguma carne nova para triturar.agstickfigures1

São Paulo, 2013, o ano que começou com o ferro e o fogoMarli Gonçalves é jornalista– Anda difícil escrever, ser voz ou dar voz à razão. Agora, ainda por cima, andam querendo destruir e desacreditar a imprensa. Não conseguirão. A gente sempre vai usar o jornal para embrulhar o peixe, incluindo essas piranhas que ora ocupam a margem esquerda. Nossos cães ainda ladrarão muito e farão xixi em cima das fotos deles, sempre flagrados em suas falcatruas.

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ARTIGO – Alguém aí, por favor, liga o Brasil na tomada. Por Marli Gonçalves

LUZ DE FESTAComeçaremos já interrompendo as nossas transmissões para verificar em qual tomada ligar, qual padrão. Os internacionais? Ou será no nosso mesmo, todo nosso, brasileirinho, particular e original? Tomada de plugue, de pino, redonda ou achatada? Pior, se vai vir ou não com fio terra, expressão que em si já apavora quase metade da população, a masculina, e que confesso que nunca a entendi muito bem; não alcancei, digamos, tal dimensão de grossura. Adianto que a esta altura é inútil se preocupar, já que no escuro ninguém vê nada, só sente

Exatamente o que parece estar acontecendo aqui na política de nossa pátria santa. Ninguém vê mais nada e nada de mais, e a impressão é que as coisas estão sendo feitas no escuro, na maciota, nas negociações, por entre névoas. Que apagão que nada! Liguem as luzes para que a maquiagem dos números e contas públicas não saia torta – maquiagem no escuro é uma roubada. Fica toda borrada.

Valhei-nos, lanternas, velas, palitos de fósforo, lampiões, tochas e luzinhas de LED de todas as cores! Valhei-nos! Janeiro dá passagem ao mês de fevereiro na avenida, e os blocos já estão nas ruas – e não são os blocos de pré-sal, que esse Zinho aí anda esquecido no enredo. E porque essa música que soa nos faz – aos que estão alertas – lembrar daquela velha analogia, a da galinha, do ovo, de contar com os dois não sei onde. Contenha-se.candle_light_lovecandle_light_love_animated

candlelightNo mundo real, aquele que a gente acorda cedo para ir trabalhar, ou se está lento, ou vagaroso, periclitante. Primeiro, porque era o verão, as posses de prefeitos, as chuvas, a chapinha do cabelo, a preguiça, e aí para que começar uma coisa tão próxima do Carnaval? Produção, que é produção mesmo, novos negócios, aquecimento econômico, dinheiro circulando, gente comprando, neca de pitibiriba.

No acender das luzes desse próximo mês os-que-tinham-ido voltarão para nos assombrar lá no mundo imaginário, lá no Planalto Central, naqueles prédios de enormes corredores internos e que parecem uma cuia dividida. Lá retornarão ao poder os (poupe-me de nomeá-los, por favor) novosvelhos, que manterão a iluminação do abajur lilás e da luz vermelha na porta – e lá não é bem um estúdio de gravação.

Lá, onde não tem apagão, não sinhô, seus pessimistas de plantão, imprensa ignara! Lá onde se decidem as nossas coisas. Onde eles estão se juntando num bolinho só, para fazer a tal base de sustentação. A massa pobre, que vai pra batedeira, nem preciso descrever, não?

lightLá. Onde baixam nossas contas de luz, mas é o dinheiro público que vai pagar a parte restante da bondade. Entendeu? Lá onde baixam uma energia e elevarão a outra, que também tem impacto direto e enorme na inflação, na alta dos preços que não param de subir nem no escuro.

Lá onde a chefe é maquiada para aparecer bonita e simpática no quadradinho mágico da sala de todos os brasileiros, anunciando que a luz não será apagada e poderá ser paga. O que, portanto, não precisa ser muito inteligente para ver, poderá fazer aumentar o consumo. Mas garantem que, como Deus é brasileiro, encherá os reservatórios, afastando – fiquem sossegados, Mãe Dilmah dos Lobões sabe das coisas!- o perigo de faltar luz, de apagões, de apaguinhos. Inclusive na Copa. E nas Olimpíadas.

O pibinho vai crescer forte. Lula, finalmente iluminado, poderá saber mais das coisas, senão lendo, talvez ouvindo a rádio no box do chuveiro, de água quente, para cozinhar nosso galo em banho-maria. Estranho, reparou que agora ele só aparece sempre pelos cantos, como se estivesse à espreita de algo, esperando algo, como um chamado; que algo dê errado para ele palpitar; que apareça mais algum inimigo para ele controlar, exterminar, jurar, como fez com o DEM, como fez com a oposição.

A valsa até que transcorreria sem deslizes, já que a essas coisas todas, no fundo no fundo estamos até acostumados.

high_lightsO que perturba, novidade, pelo menos do meu ponto de vista, é que também se está apagando a iluminação que vinha dos cérebros nacionais, as ideias luminosas, a energia para modificar o percurso. Que cabeças outrora pensantes e olhos outrora atentos estão se acomodando no escuro, saindo à luz do dia apenas em bandos para atacar os rebanhos dispersos à procura de um pastor, que no caso não seria um cão.

Nem um clarão. Fiat Lux!

São Paulo, 2013. O poste já está instalado.lampost
Marli Gonçalves é jornalista– Não podemos tocar a energia e nem vê-la, mas é ela que forma e molda tudo o que conhecemos. É bom lembrar que ela não se perde nem se cria; apenas se transforma.

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