Troca obrigatória de extintor do carro a partir de 1º de janeiro? Alguém aí sabe disso? Olha essa matéria que um leitor mandou para a gente

animated-gifs-firefighters-03FONTE: http://www.detran.ma.gov.br/Paginas/Detalhe/9823

Veículos devem possuir novo extintor de incêndio até 1º de janeiroMoving-picture-fire-breathing-dragon-sleeping-animated-gifs

A Resolução 333/2009 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) determina que a partir de 1º de janeiro de 2015 todos os veículos automotores circulem equipados com extintores de incêndio com carga em pó ABC. Por isso, o Departamento de Trânsito do Maranhão (Detran-MA) alerta para o prazo máximo das alterações e importância de se adequar à norma.

“Essa mudança beneficiará o condutor porque o novo equipamento é mais seguro, mais potente e tem custo equivalente ao atual. Lembrando que o extintor pode salvar a sua vida e de sua família”, destaca o Diretor Geral do Detran-MA, André Campos.

Os extintores de incêndio de pó químico tipo BC, que equiparam os carros fabricados até 2004, têm capacidade de combater princípios de incêndios de líquidos inflamáveis e equipamentos elétricos. Já os de carga ABC atuam um pouco além, nos princípios de incêndios de sólidos, papéis, madeiras e tecidos. Somente ele tem a substância necessária para combater incêndios que atinjam, por exemplo, o estofado do veículo.

É interessante ressaltar que 90% dos incêndios se iniciam no compartimento do motor (classes B e C) e passam para o painel, o carpete e o estofamento (classe A).

Vários veículos fabricados a partir de 2004 possuem o extintor do tipo ABC, então, muitos não vão precisar trocar o equipamento. O condutor deve verificar as informações contidas no rótulo do extintor que está no veículo para se certificar da necessidade de trocar ou não o extintor. Ninguém poderá permanecer equipado com o extintor do tipo BC depois de 31 de dezembro de 2014.

“É importante que a população tenha consciência, independente da vistoria anual do veículo, ficar atento às resoluções, se adequar, e periodicamente, observar as condições do extintor de seu veiculo”, lembra a chefe do Setor de Vistoria e Emplacamento do Detran-MA, Lucia Macedo.

Segundo estatísticas do Corpo de Bombeiros do Estado do Maranhão, somente no primeiro semestre deste ano, ocorreram 36 incêndios em veículos, superando todo o ano de 2013, que registrou 22 incêndios.

O subtenente do corpo de Bombeiros Militar do Maranhão, Ferreira, explica que o extintor age no princípio do incêndio, e pode evitar grandes tragédias. “Ele também pode ser utilizado no socorro a outros veículos. O motorista que estiver passando por um veículo com um princípio de incêndio, pode utilizar o seu extintor para ajudar o outro condutor”, enfatizou o subtenente.

O extintor de incêndio é item obrigatório desde 1968. De acordo com o Artigo 105 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), o extintor é de uso obrigatório nos veículos automotores, elétricos, reboque e semi-reboque. A Resolução 157/2004 fixa ainda especificações (quantidade, o tipo e capacidade mínima da carga) dos extintores de incêndio.

Conduzir o veículo sem equipamento obrigatório ou estando este ineficiente ou inoperante é considerada uma infração grave, segundo o artigo 230, do Código de Trânsito Brasileiro. A penalidade gera uma multa de R$ 127,69, mais cinco pontos na CNH do proprietário do veículo, além de uma medida administrativa – retenção do veículo para regularização.

Sinais importantes na identificação do princípio de incêndio:

  • Fumaça BRANCA e sem cheiro é vapor de água e indica que seu veículo está com problema no radiador.
  • Fumaça ESCURA e com cheiro forte é princípio de incêndio. Se o fogo está no motor, não abra o capô. Isso facilitaria a entrada de oxigênio (comburente), aumentando o fogo.

Providências ao identificar o princípio de incêndio:

a) Estacione o veículo em local seguro e retire os passageiros.

b) Mantenha a calma: o tanque de combustível normalmente fica bem longe do motor.

c) Retire o extintor do suporte e rompa o lacre para destravar a válvula.

d) Mantenha o extintor na posição vertical.

e) Através de uma pequena abertura no capô do motor, aplique parte do conteúdo do extintor para abafar o fogo.

f) Abra cuidadosamente o capô (lentamente), localize o foco de incêndio e elimine-o por completo.

ARTIGO – Brincando de Stop nos campos das cidades. Por Marli Gonçalves

two_wheeled_scooter_rOs temas estão na ordem do dia, sustentabilidade, mobilidade, acessibilidade, não sei mais o que “idade”. Temo que, tal qual o horroroso gerúndio, o sufixo esteja sendo usado mais para não fazer nada sobre o assunto, só fazê-lo parecer importante. Estamos mesmo insustentáveis, inacessíveis e imóveis. Pelo menos nos grandes centros urbanosbusinessman_walking_t

Para um pouquinho. Anda um pouquinho. Verde, amarelo, vermelho. Desvio. Homens trabalhando à frente, desvio. Proibido estacionar. Proibido parar e estacionar. Bi-bi-bi-bi. Os insanos acham que buzinar faz andar o trânsito, e não faz. Acelera! Para ganhar um a dois segundos e parar logo ali. Não reclama: ele parou no meio da rua, mas foi “só um pouquinho”, você não pode nem xingar que ele acha que está com a razão. Um por todos, salve-se quem puder.

Andei pensando na imobilidade urbana que essa semana chegou ao auge. Vias marginais da cidade de São Paulo pararam por causa de um avião. Sim! Um avião engastalhado entre postes, e que vocês devem ter visto pelos jornais que estava em cima de um caminhão que acredito alguém – alguém – “liberou” assim para que fosse passear de um extremo a outro da cidade, até uma feira de … Náutica! Alguém aí pode aparecer, mas para nos socorrer? Depois eu digo que estamos habitando a Casa da Mãe Joana e tem quem diga que sou contra o governo. Sou, mas não é isso que vem ao caso.

transport_24O que vem é que estamos parados, perdendo tempo. Mais, não é só no trânsito, fisicamente. Estamos parados no tempo, brincando de “Estátua!”, talvez? Pois eu brinquei e acho de bom tom voltar a brincar, até para passar o tempo, também, de Stop! Ensinem suas crianças. Ativa a memória. Espero que ainda lembrem como joga – cor, flor, fruta, cidade, país… A, B, C, D, E, F. Stop! Fúcsia, flamboyant, figo, Florianópolis, França.

dollz_busOcorre que estamos muito modernos, com ciclovias, ora bolas, numa cidade cheia de morros, deseducada e deselegante. Fizeram faixas de ônibus, onde andam também táxis, que em ano eleitoral tudo pode ser liberado desde que haja pressão de e com alguma categoria. Vans de transporte irregular pululam nas periferias, sem qualquer fiscalização, substituindo os furos do transporte coletivo, mas quem se importa, não é mesmo? Não querem acabar com os carros? Sim, aqueles carros que fizeram tudo para que fossem comprados aos borbotões para hoje saírem batendo no peito cacarejando como são bons para os pobres que viraram classe média. Tomem! Saiam de noite dependendo de coletivos! É, eles passam. Passam? De vez em quando vem um; ainda bem que botaram uns pontos todos de vidro, igual aos nossos telhados.

emoticon-transport-001Não, eu não uso, mas porque não preciso. A situação anda tal que nem se deslocar muito está sendo possível. Ando pouco de carro e gasto minha sola de sapato. E observo, muito, vocês já devem ter notado. Assim é que vejo de um tudo por aqui. Motos com três, cachorrinhos sendo levados em carrinhos de bebês, skates, patins, rolimãs, riquixás, tuc-tucs (ah, esse eu queria um!). Perto de onde moro é comum também ver pequenos caminhões e vans desafiando toda e qualquer lei da Física, como posso descrever? Lembram daquela cena da abertura de O Gordo e o Magro? Aquela que o carro deles passa num cruzamento se equilibrando, alto e fino? Aqui, os que recolhem lixo reciclável chegam a ter três metros de altura e sempre têm, ainda, um menino que fica lá em cima. Um outro, que fica embaixo, joga as caixas e ele pega. Tudo só no equilíbrio. Isso é que é sustentabilidade! (Fotografei um, VEJA MAIS ABAIXO  se não acredita!)as_alt_transport

Falta ver, andei pensando, gente brincando de pole dance no ferro dos ônibus, para passar o tempo que ficam parados. Metrô para poucos, e trabalhadores ainda ficam duas horas no trânsito para ir, e mais duas, três horas para voltar. Isso, se não tiver nenhuma manifestação, claro, porque agora elas andam espalhadas também nas periferias. Largaram um pouco da Avenida Paulista, pelo menos nos últimos tempos. Ah, isso também se não parecer ninguém querendo incendiar nada, o que também vem acontecendo com frequência.

bike_24A pé vamos indo, desviando dos buracos e crateras das ruas e calçadas, do cocô dos cachorros, dos chicletes que querem nos prender ou nos acompanhar grudados em nossas solas. Vamos indo, rezando para não cair nenhuma árvore em nossas cabeças, maltratadas que estão e sendo feitas de lixeiras. Rezando para que nenhum maldito fio desencapado nos torre, tantos que estão caídos e ali ficam dias. Esperando, esperando, esperando o sinal do pedestre abrir. Corre! Você tem só alguns segundos! Vai!

Os grandes centros urbanos estão ficando inviáveis, sem planejamento. Vamos arrastando nossas dores por aí, enfrentando atendimentos de mal a pior, desaforos, violência, descontrole de preços, cada um mais descabido que outro, tentando respirar, mas perto bem perto de ter de usar máscaras como aquelas que vemos nos filmes sobre Japão, China.

Anda tudo sem nexo. Não andamos exercendo muita cidadania. Baixamos a cabeça, imóveis. Parados, apopléticos. Esquecendo que atrás vem gente. Stop! Estátua!

1378706053-140.jpgSão Paulo, caos urbano, 2014 

Marli Gonçalves é jornalista – Paulistana, já disse. Se pudesse, investiria em estacionamentos, em poços artesianos, ou em laboratórios que fabricam bons remédios tarja preta, bem calmantes. É de criar fortuna, na certa. Fica a dica.

CARRO DE COLETA DE MATERIAL DE RECICLAGEM - JARDINS, SP, SP. MELHOR DO QUE O CARRO DOG "O GORDO E O MAGRO"
CARRO DE COLETA DE MATERIAL DE RECICLAGEM – JARDINS, SP, SP. MELHOR DO QUE O CARRO DO “O GORDO E O MAGRO”

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ARTIGO – Substituídos, por Marli Gonçalves

   chevaux-63Vivemos vendo ser feito, toda hora. Também fazemos. E até nós próprios acabamos sendo substituídos, ou substituindo – coisas, atos e hábitos, pessoas. A cada vez a velocidade é mais alucinante. O que nos leva quase a ser descartáveis, recicláveis. Tem um lado bom. chevaux-04

Uma coisa trocada por outra. Uma pessoa trocada por outra. Nada mais é indispensável? “Ninguém é insubstituível” é uma das máximas mais cruéis que conheço. Tanto que tem até livro de autoajuda para quem se sentir largado não sofrer tanto, e pelo que vi vendeu igual água. Nele se encontram pérolas como “Se os seus projetos não saturarem a sua emoção, você não terá perseverança para executá-los”. Enfim, como cada um entende mesmo o que quer do que lê…

Na doidivana loucura do cotidiano esse assunto entrou na minha pauta, acreditem, quando passaram por mim dois PMs motorizados. Imediatamente lembrei-me da cavalaria e do garbo com que seus cavaleiros desfilavam, mesmo quando estavam correndo atrás da gente em passeatas contra a ditadura. Havia certa nobreza que adorávamos ver desfeita jogando bolas de gude para que escorregassem e se esborrachassem. Parávamos um pouco de correr deles só para dar uma boa risada de deboche; depois, sebo nas canelas!

Hoje há poucos montados. Montam em motos. E isso não só a polícia, como a população deste país e seus rincões. Cavalos trocados por bicicletas, depois por motos, carros, até chegar ao suprassumo dos enormes utilitários que inundam as ruas como símbolo de prosperidade. Os jegues, coitados, vêm sendo largados à sorte, nas estradas, famintos, um dos novos dramas particularmente lá no Nordeste. Outro dia, inclusive, vi um documentário que mostrava famílias inteiras amontoadas em cima de uma moto, até cinco pessoas e pessoinhas, sem qualquer proteção, causando congestionamento, mas de números de acidentados nos hospitais. Problemas que não há Mais Médicos que resolvam.family-dog-india-motorcycle-bike-1364575869c

chevaux-53A vida é uma sucessão de substituições. Esposas são trocadas por amantes que, esposas, acabam substituídas (ou substituindo). Tem muita gente trocando cachorro por gato, que dá menos trabalho. Por aí vai longe: conversas olho no olho são trocadas por celulares e outras traquitanas, algumas até com visor. Lembram quando pensávamos como seria quando pudéssemos ver a cara da pessoa do outro lado da linha? Parecia distante. Pois não é, foi?

Lembrei de quantas coisinhas mais do dia a dia foram substituídas sem que ninguém chorasse muito por elas: fusíveis, videocassete, LPs, CDs, fita cassete. Mudamos tudo, trocamos as coisas, às vezes até pensando em ajudar o planeta. O porco deve estar atento com seu focinho já que até as tomadas foram substituídas. Daqui a pouco vai ser tudo movido por digital, íris, força do pensamento. Toque por tique. Alhos por bugalhos.

olhinhosVAMPETAOs vidros já foram substituídos por plásticos. Os sabores e ingredientes reais por corantes e aromatizantes. Lá se foram velhos hábitos, até como o de ler jornais e revistas no banheiro, trocados por joguinhos infernalmente viciantes, ou momento para participação nas redes sociais – coisas permitidas pelo desenvolvimento do Wi-Fi que também acabou por libertar muitos das cadeiras e dos computadores fixos. Aliás, no banheiro houve muitas substituições: papel higiênico por mangueirinhas, sabonete em barra por espumas espumantes de limpeza, buchas por cremes esfoliantes.

É. Nada tem mesmo tem muita garantia de ser insubstituível. Nem ratinho de laboratório. Nem ator, atriz, tantos dublês prontos por aí. Técnicos são substituídos igual como se troca de cor de camisa – no futebol é uma loucura. Por aqui até médicos brasileiros vêm sendo substituídos, além de veteranos virando novatos, palavra em voga nos últimos tempos.

vovo lobo mauPor falar nisso, as palavras também foram substituídas. Nada mais é vendido; é comercializado. Fora o terrível “inicializando” dos sistemas de informática. Mas, se até – eu pelo menos não vejo faz tempo – muitos aposentaram as velhas palavras cruzadas!

Só que tem coisas que é bom ficar bem atento, e que estão galopantemente sendo substituídas.

Como os argumentos, trocados por ataques. Ou o caráter agora trocado pela competitividade desmedida para tentar ser o melhor entre os melhores aqui da terra, para debaixo da qual todos nós vamos (ou virando pozinhos, cremados, como quero ser). Momento quando seremos realmente substituídos. Mas talvez, dependendo do que fizermos, substituídos, sim, mas jamais esquecidos.

São Paulo, 2013

Marli Gonçalves é jornalista A crise faz que com várias substituições ocorram, às vezes até coisas trocadas por outras bem mais simplezinhas

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ARTIGO – A maldição do país sem foco, por Marli Gonçalves

Puxa, já passei de meio século vendo isso e nem preciso ser doutora para perceber que há algo errado com a gente, quando continuamos fazendo igual, errando e pisando em cima, sujando a sola do sapato. Já vimos coisas assim nos tempos escuros, quando eles precisavam encobrir mortes e atentados à liberdade. Agora os mesmos que deveriam lembrar disso também querem calar a massa, enevoar seus olhos, acenando com bondades que logo podem se voltar contra os feiticeiros e enfeitiçados

Qual será a de hoje? Todo dia de manhã, logo ao acordar, abro a porta sonolenta e pego o jornal para ver bem qual será – ou já foi – a bondade que o governo despejou no país que anda ao passo do Deus-dará. Anuncia-se medidas, mudam-se as regras, fazem troca-troca de letras, como quem assoa o nariz, tira piolho da cabeça, cospe no campo de futebol. O resultado, o planejamento, a criação de condições para o desenvolvimento e independência, o foco e compasso com o resto do mundo ficam para algum dia, talvez, quem sabe?

Esta semana vimos estarrecidos o anúncio da abertura de mais algumas porteiras para o caos das grandes cidades. À beira de uma importante conferência, a Rio + 20, onde poderíamos (deveríamos) tomar a dianteira com medidas interessantes e particulares de preservação, de vida, de melhores condições, o homem que cuida da Fazenda libera crédito para carros populares, propondo com cara de pão sem manteiga que assim o país fluirá.

Meu bem, meu bem! Supondo que eu seja uma pessoa boa, tanto quanto você que me lê: por acaso isso vai realmente, de verdade, ajudar alguém, claro, além da indústria automobilística? Pobres largarão tudo que estão fazendo e acorrerão em massa às concessionárias, com cartas de crédito dadas facilmente pelos bancos?

Mas a ideia que passa é a da palavra que já está me dando urticária: inclusão. Vou dizer logo que tipo de inclusão. Inclusão de mais malandros no mercado político; manutenção de outros tantos, pelo populismo; inclusão de mais gente devendo as calças nos sistemas, ou vendo onde vai dar para roubar mais, para se incluir também. Inclusão de mais possibilidades de criação de uma bolha grande, grande, pronta a estourar, e que somada a outras bolhas, como a de imóveis, crise de combustíveis, de vergonha na cara, pode acabar incluindo é todo o país numa barafunda.

Ora, se dava para baixar impostos incidentes, porque eles estavam tão altos até o presente momento? Porque já não podíamos produzir, incentivando a indústria, em níveis mais decentes? É mais ou menos assim, como diria minha mãe em sua popular e direta sabedoria mineira, aperta, aperta, aperta, que ele solta um pum.

Também não pensem que vai sobrar bronca só para o governo federal, que nada! Todo dia recebo mensagens, por exemplo, de como a segurança pública paulista está maravilhosa, como baixaram todos os índices – assaltos, roubos, seqüestros, latrocínios, teretetê – e ainda sobre quantos milhares de homens reforçarão o efetivo nas ruas. Só que no mesmo jornal que pego na soleira de minha porta, também todo dia leio sobre casos os mais escabrosos, assaltos mirabolantes, caixas eletrônicos explodindo, balas perdidas por aí. Agora, arrastão rola até em prédios de gente que tem menos, provavelmente, até do que quem assalta.
Tanto que os caras levam até o cachorro, como fizeram essa semana, deixando o dono inconsolável. Daqui a pouco vão levar o quê? As crianças? As empregadas, que são produto em falta? Comida da geladeira, produtos de limpeza?

Mas tudo será investigado rigorosamente, logo que der. Pegou a senha? Senta e espera.

Aí, não bastasse, chegam as ideias, algumas até internacionais (mas impraticáveis por aqui), de jerico. E toma leis para implantá-las! Que tal essa, do motorista que não respeitar a regra de manter o carro a pelo menos um metro e meio de distância dos ciclistas levar multa de mais de 500 reais? Vocês não estão vendo – desde já – os sabiás e bemtevis do trânsito com fita métrica por aí? Como temos grandes e largas avenidas, ruas, estradas, com espaço de sobra, organização social, educação e nada para fazer, podíamos também implantar leis que proibissem os malditos pombos de voar na nossa frente, ou atravessar a rua a pé como fazem, que proibissem as moscas de bater no parabrisa. Poderiam aproveitar e proibir também, enfim, que os motociclistas barbeiros continuem fazendo ultrapassagens pela direita, e que eles se mantenham, obrigatoriamente, a mais de 5 metros dos carros, poupando assim nossos retrovisores.

Se é para dar ideia estapafúrdia, podem contar comigo. Tenho um rol delas. A de incentivar o uso de bicicletas nas ladeiras de São Paulo, alugando-as por uma puta grana, sinto muito, já roubaram e implantaram dia desses.

São Paulo, campo fértil, 2012Marli Gonçalves é jornalistaQueria muito saber por que ninguém planeja mais nada. E também vai tocando o barco como pode, tentando seguir a procissão, carregando o andor.

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