#ADEHOJE – LÍDERES CHEGANDO, SAINDO, E O MUNDO GIRANDO

#ADEHOJE – LÍDERES CHEGANDO, SAINDO, E O MUNDO GIRANDO

 

SÓ UM MINUTO – Hoje Tereza May entregou o cargo de primeiro-ministro à Boris Johnson. O mundo todo está voltado à Grã-Bretanha. Johnson é conservador, excêntrico, favorável ao Brexit, a saída da Comunidade Europeia. O momento é delicado. Estados Unidos, do loiro Trump, e agora Grã-Bretanha, do loiro Boris Johnson estão em pé-de-guerra com o Irã. Vai sobrar para todo mundo esse forrobodó, porque envolve combustíveis, alimentos, comércio exterior… e aqui a gente tem o Ernesto Araújo como Ministro das Relações Exteriores. Só não é loiro.

Ainda está bem atrapalhada essa decisão sobre a liberação do FGTS, feita a toque de caixa para ver se a aprovação do presidente melhora. Por enquanto, ao que parece, será liberado para cada trabalhador a retirada de quinhentos reais por conta, ativa ou inativa. A partir de agosto.

#ADEHOJE – LEVANTE BAIANO E HACKERS ANIMADOS

#ADEHOJE – LEVANTE BAIANO E HACKERS ANIMADOS

 

SÓ UM MINUTO – A inauguração do aeroporto Glauber Rocha, em Vitória da Conquista, BA, teve água no chope de Bolsonaro. Ofendido pelas declarações do presidente, o governador Rui Costa não foi e nem deixou a PM ir. Presidente ficou tiririca tentando mandar mensagens de amor aos nordestinos…E a história dos hackers de telefones celulares? Enquanto a gente ainda espera o vazamento dos fatos e nudes de Miss Hasselman, agora foi a vez do celular do Ministro do Posto Ipiranga, Paulo Guedes. O que procuram? Como vivem? Onde vivem? Que são? Os hackers andam aparecendo muito.

Só neste anos foram liberados 262 agrotóxicos, 51 só ontem. Isso chama a atenção. E a coragem que eles têm de dizer que liberado não quer dizer que vão usar! Esses argumentos são de matar! As abelhas, nós, envenenam nossos alimentos…

E o legal agora é ser caminhoneiro, para ter o pedido atendido!

ARTIGO – Nossa gente desmilinguida. Por Marli Gonçalves

 

Pois é, assim anda nossa brava gente brasileira, desmilinguidos, desmontados, desfeitos, ombros caídos. Meu irmão outro dia me chamou a atenção para isso, e passei a reparar nas ruas que ele tem razão: aumenta exponencialmente o número de pessoas andando cabisbaixas, inertes, desmontadas, desalinhadas

 E cabisbaixos estão não é só porque estão com suas caras atoladas nos celulares, talvez até justamente procurando neles, desesperadamente, alguma coisa mais animadora do que a realidade – algum filminho divertido, meme,  sacanagem, uma briguinha no grupo da família, se aquela mensagem corajosa para alguém foi visualizada, e, se correspondida, afinal tenha sido respondida.

Está difícil encontrar pessoas altivas, empinadas, retas, “colocadas”, como se diz numa gíria muito particular. Que olhe nos olhos; sustente, com segurança.

Mas, também, como ficar seguro de si em um momento como esses, cheio de dificuldades econômicas e surpresas chocantes, como as das plaquinhas de preço dos alimentos nas feiras e supermercados?

Momento em que decretos insanos podem decretar é o fim de suas atividades, de seus sonhos? Como podem se sentir os milhares de pesquisadores que tiveram suas bolsas e pesquisas canceladas essa semana? Vi alguns chorando diante dos repórteres que os entrevistaram – e eles pesquisavam e mantinham projetos que poderiam significar o a melhoria de nosso futuro nas mais diversas áreas do conhecimento.

Ah, estão fazendo economia? Um amigo mais sem papas na língua rebate: “com o nosso traseiro!” Os pesquisadores que acompanhei informavam sobre a penúria de se manter com bolsas de mil, mil e quinhentos reais.

Cortem logo suas cabeças! Estamos perdendo com muita celeridade a inteligência do país. A calma. O bom senso. A esperança. Não, não é de hoje, mas o desmonte acelerado e sem nexo que ocorre nos últimos meses não tem qualquer paralelo, porque nos parece baseado apenas numa ignorância atroz do que constrói uma nação.

Não é mera questão ideológica, que seria até mais fácil de ser compreendida, combatida ou mesmo aceita. Apenas ignorância, a representação do retrato de um homem (muito) comum, rude, ultrapassado, com valores estranhos que desrespeitam diariamente mulheres, negros, pobres, lgbts, e aos ricos, os estrangeiros, os religiosos de outros credos que não os deles. Desrespeitam os direitos humanos, individuais e privados.

Se antes o país estava dividido em dois, agora está esfacelado, contaminado por informações falsas, incentivo à violência e à discórdia, nas mãos de alucinados que se apresentam como ideólogos, nas mãos desequilibradas que fazem cálculos matemáticos – e errados – com bombons, mostram cicatrizes e expõem seus traumas de pais problemáticos, goiabeiras, como se fôssemos os culpados por seus flagelos. E como se também não os tivéssemos, não os sofrêssemos aos montes.

Como manter a coluna ereta e o coração tranquilo em um cenário desses?

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Marli Gonçalves, jornalista – Eles se desnudaram diante de nós muito mais rápido do que poderíamos imaginar.

 marligo@uol.com.br / marli@brickmann.com.br

 Brasil, 2019

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ARTIGO – Seja o que Deus quiser. Por Marli Gonçalves

Deus salve o rei. A sorte está lançada. Alea Jacta Est. As pedras estão catapultadas. O jogo vai começar. Ou vai ou racha, de vez. Que vença o menos ruim.

Sim, sim, desolador o horizonte de onde tenta surgir alguma esperança de mudança e orientação desse país tão bonito, tão rico, tão simpático e ao mesmo tempo tão maluco, que vive eclipsado por galáxias inferiores. Deus caprichou quando semeou o que viria a ser esse nosso chão. Agora só resta apelar a Ele.

Caveat emptor. “Cuidado, comprador”. O risco é seu quando for escolher os produtos que vai pôr na cestinha da urna eletrônica, os ovinhos de onde espera que saiam soluções para pôr fim a essa agonia que nos afunda ano após ano, aprofundando perigosamente as diferenças sociais. Cada vez que pensamos agora, vai, somos colocados diante de um muro, já cheio de gente se equilibrando em cima, se é que me entendem. Muro que novamente aparece como uma barreira protetora, pedindo que rezemos aos seus pés.

Estamos encastelados. Nesse muro moderno não vamos lá lamentar e nem deixamos pedidos escritos com nossos desejos. Nele, projetamos vídeos de celular – com imagens claras deitadas e áudios sofríveis, mas que apontam a realidade e muitas das necessidades – o que queremos. Mais, do que precisamos. Quem acompanha a série, a exibição, pode perceber o estado atual das coisas, a pobreza, as obras inacabadas, as estradas intransitáveis, a dificuldade de expressão do povo em sua própria língua pátria. Pode perceber também a imensidão dessa terra de que às vezes esquecemos a real dimensão, as diferenças, os tipos, os sotaques, os nomes das localidades, alguns que até contam a história de sua criação, levam os nomes de seus fundadores; outros, que trazem poesia; alguns, sua condição geológica, rochas, grutas, montanhas, montes.

Tudo muito lindo parece mostrar um país inteiro que sabe o que quer. E, corajoso, não quer só mostrar o lado bom de onde vivem. Apontam as faltas, como recém descobertos árbitros de vídeo.

Deus brincandoNão, não está a oitava maravilha, faltam escolas, educação. Faltam diversidade, tolerância, cuidados com a natureza e riquezas naturais. Condições de trabalho, produção e formas de escoamento em uma malha de transportes integrada. Falta muito, além de esquerda, direita, centro.

Rezamos a todos os santos – muitos até homenageados com os seus nomes nessas cidades, onde sempre têm uma capelinha – e o que nos aparece? Os mesmos de sempre, atarracados como carrapatos no poder, querendo se reeleger. Pior, alguns que nem eleitos mereciam ter sido e querendo agora mais, governar, sentar na cabeceira da mesa. Subir na vida nas nossas costas.

Mais de uma dezena de candidatos a presidente, dezenas de senadores, centenas de deputados vão procurar você de novo. De algum jeito vão tentar chegar a você e à sua decisão. Vão se desculpar pelo que não fizeram, vão prometer o impossível, pedir desculpas e perdão por seus erros, tentarão explicar botando sempre a culpa em outro alguém. Até em você, preste atenção. Nossas costas são largas.

Nós mesmos já estamos nessa – nos culpando mutuamente como idiotas, já que ninguém merece que nos engalfinhemos. A maioria que ganha num determinado momento pode se dissolver logo. O que vimos na Era PT, e depois no tchau para a Dilma – “qualquer coisa seria melhor”, pensávamos.

Vejam só: “o qualquer coisa” foi mais uma decepção, um desastre. O líder popular não era bem assim, e a primeira mulher coisa e tal foi um festival de vacilos. Faça as contas: são muitos anos deixados para trás.

O direito de errar, de mal avaliar. O problema se torna mais dramático agora que as candidaturas se apresentam e são todos tão questionáveis, alguns muito mais questionáveis que outros. Novos, que são velhos. Alguns que se mostram e às suas verdadeiras faces, piores ainda quando questionados.

Nos deixam entre a cruz e a caldeirinha. Entre a cruz e a espada. Entre o agora ou nunca. Entre o céu e o inferno. Entre o amor e a guerra. Entre o ódio e a paz. Entre o ontem e o amanhã.

Vox Populi, Vox Dei. Voz do povo, Voz de Deus. Seja mesmo o que Deus quiser. Mas lembra que cada povo tem o governo que merece, não é mesmo? Frases feitas repletas de realidade.

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Marli Gonçalves, jornalista. Tomara que o final seja Veni, vidi, vici (Vim, Vi, Venci). Em latim ou em português bem claro.

marli@brickmann.com.br e marligo@uol.com.br

BRASIL, AGOSTO A GOSTO, 2018

ARTIGO – Clique aqui. Por Marli Gonçalves

magic-buttonAperta lá. Passa o dedo. Deslize para abrir. Clic,clic,clic. Nossa vida virou um enorme clicar, apertar, acessar, deletar. Inventar senhas doidas, alfa alguma coisa misturada com outra. Um novo mundo se desenvolve à nossa frente, tentando controlar tudo. Saudades do tempo em que a gente apenas não sabia onde estava o controle da tevê, aquele que ainda teima em se esconder no buraquinho do sofáani-cl~1

O cão late, um gato mia, o galo cacareja, toca um trecho de uma música boa para cortar os pulsos, assovios, canto de passarinho, vozes de new personalidades como o Cumpadi Washington (“Sabe de nada, inocente!”), fora os sambinhas e outros sons, alguns bem bizarros. Viraram todos parte de nosso dia a dia, em celulares que agora não mais só tocam para que se atenda, essa coisa simples e tão ultrapassada. Tem o som do Whatsapp, da mensagem SMS, da mensagem do Twitter, do Facebook, do e-mail. Virou uma farra ensurdecedora, que chega a ser engraçada quando, por exemplo, se está em uma reunião. E para decorar o que cada som quer dizer? Fora os toques diferentes escolhidos para contatos especiais.

asdf-pointless-button-oLi que as mulheres estão até adquirindo queixo duplo de tanto ficar com a cabeça baixa, atentas à telinha. Ainda não vi nenhum cálculo sobre o número de mortes por atropelamento ou acidentes causados pela distração com as maquininhas, mas os números já devem ser grandes. Sinceramente: fico doente quando estou com alguém desse tipo, que não larga o celular. Dá vontade de ir embora e telefonar depois, xingando, é claro; só assim a pessoa te ouviria mais atentamente.

Temo que além dos queixos duplos, possíveis acidentes, logo logo a humanidade perderá as impressões digitais, gastas, a começar pelos polegares. Já o indicador vai ficar todo gasto primeiro nas laterais.

Estamos todos teleguiados. E não sei se é bom ou ruim, antes que me pergunte. Apenas estou constatando que não dá para contar o número de vezes que, por dia, clico aqui, deslizo lá, para saber mais, ou para ligar alguma coisa. Também é cada vez mais complicado ficar longe do computador, mesmo que por algumas horas – você pode estar perdendo a transmissão online do fim do mundo e não fica sabendo. E o sentimento de culpa?

clickhereMas não é só dos celulares que estaremos falando – inclusive, por favor, alguém aí pode me ensinar como se comunicar pelo IPAD e o escambau igual fazem tão fácil nas novelas? Tipo telefone com imagem, você conversar vendo a pessoa? Acho lindo, mas não há Cristo que me faça acertar o tal Facetime.

Voltando: é ou não é? Reparei que há uma invasão de controles remotos. Os fios estão sendo assassinados, mas agora tudo se controla também digitalmente, até o choro do bebê – outro dia ouvi falar de um aparelho celular com aplicativo meigo que toca música clássica à distância na tal babá eletrônica. Pensa só que você abre e fecha portões, põe comida no microondas, se for rico abre a porta de casa naquelas fechaduras sem chave, pode ver o que acontece em casa via câmeras, apagar e acender luzes. Já vi uma banheira com a borda toda cercada de botõezinhos e rapidamente surgiram celulares vibradores, vibradores – bem, você entendeu para o que serviriam. E se já achava o máximo a ideia de ter um despertador que sai voando pelo quarto obrigando que o sonado ser comece o dia empreendendo uma caçada, agora a coisa já foi ainda mais longe.

robotTem padaria usando drone, as pequenas geringonças não tripuladas, aeronaves para o delivery de pão quentinho. E tem drone andando por aí fazendo cada coisa! De entregar drogas e armas em penitenciárias a fotógrafo aéreo de casamentos ou até, inclusive, substituindo os jornalistas em protestos. De qualquer forma devem sair bem mais baratos que os helicópteros de onde ultimamente vêm sendo feitos os relatos para a tevê. Gostaria de lembrar que talvez um binóculo também possa voltar a ser um bom acessório para os repórteres.

Eu sei que, sorria, você está sendo filmado – as câmeras nos prédios, ruas, shoppings, bancos, apontam para você, algumas até intimidadoras. Sei de muita gente que tem umas instaladas na porta de suas casas, mas “frias”, não estão ligadas a nada, serviriam apenas para assustar meliantes, de quando em quando se mexendo e piscando uma luzinha vermelha. Tem de tudo. Compra lá na 25 de Março.

0036Tem tanto de tudo que agora inventaram mais uma: os cabos eleitorais robôs que vivem infernizando e empesteando as redes sociais. Cada um deles tem nome, falso, perfil, falso, e até imagens, falsas. As ideias e opiniões, plantadas. Capaz até de eu ter alguns amigos robôs, que confirmei amizade, e não estou sabendo. Vai ser um inferno até o final do ano. Onde compra? Pergunta lá no Posto Petrobras.Animated_video_camera

Mas também vou admitir que nada nunca superará o ser humano. Já tem um monte deles, regiamente pagos, funcionando como controles remotos por aí, defendendo com argumentos absolutamente inacreditáveis cada bobagem que é dita lá pelos lados do Planalto. E vem surgindo , reparem, outro tipo que para não ser chamado (ou xingado) de petista, petralha, escreve como se fosse gente boa, mas querendo calar quem ousa se opor ao Grande Guia e, principalmente se for personalidade, dá entrevistas sobre a sua visão do que está acontecendo no país.

robot-animated-machine-mechanical0robotComo podem falar mal de um lugar onde está tudo tão bem, educado, saudável, bem dirigido, em desenvolvimento, só progredindo, honesto, com estradas, aeroportos, portos, e o que é melhor, com a bola rolando? Ôôô, gente má, não?

São Paulo, 2014, 30 anos depois do Grande Irmão de 1984.

Marli Gonçalves é jornalista Procurando aplicativos que detectem sórdidos. Economizando para comprar um “Google Glass “de Sol, para preservar a íris, que em breve deve substituir o clique aqui pelo olhe aqui, para abrir e fechar portas e outras coisinhas.

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ARTIGO – O que é que tanto se comunica? Não se trumbica mais?

                                                                                                        Marli Gonçalves Acredite. Levei um susto. Não pude fotografar para provar, porque ele passou ventando, rápido, de skate, ladeira abaixo, na descida íngreme da Rua Augusta, pela faixa do meio – aquela contínua, de duas linhas amarelas. O garoto teclava uma mensagem no celular, em alta velocidade, e com os olhos atentos ao teclado, corpo solto, surfando no asfalto. Começo a achar que quem se comunica pode se trumbicar, sim, e virou mania. E toda mania tem seu preço, o de virar doença.

Eles estão em todos os lugares, para onde quer que você olhe. Os olhos esbugalham, os dedos nervosos se movimentam intensamente enquanto a palma da mão segura sem jeito o negocinho preto (tá, pode ser rosa ou em outra cor). A cabeça fica baixa, distraída, e se for de noite você verá apenas um rosto iluminado pela luz branca emanada da tela. Fazem isso – freneticamente – atravessando a rua sem olhar, nos vagões, nos ônibus, tropeçando em buracos, na direção dos carros, na esteira das academias, nas filas dos bancos, dentro de casa, no elevador. Não são mais só os “ligadores” compulsivos. São os tecladores alucinados batucando, conferindo respostas, repassando, curtindo, compartilhando, num frenesi admirável. As operadoras de telefonia devem estar contentes, mesmo que isso pareça uma forma de economizar ligações. Elas cobram tudo, e sempre saem ganhando.

Antes a gente falava que o povo vivia com o celular dependurado na orelha. Agora ele desceu para as mãos. Não estou acreditando no que ando vendo, nem nestas mudanças todas enlouquecedoras que vêm ocorrendo na comunicação entre as pessoas. Entre uma e outra e entre todas, aos milhares. Acho oportuno falar desse tema agora, porque comunicação é tudo, blá, blá, blá, e no final do ano recrudesce. As mensagens de Natal, amor e consumo já têm chegado por todas as vias. Dizem que guerras, revoluções e a paz estão sendo convocadas assim.

Se as palavras disparadas vão para o éter, para onde irão as palavras tecladas? Lembrei até da célebre “Quatro coisas que não retornam: a flecha disparada, a palavra proferida (e aqui poderia ser “a palavra teclada”), a água passada no moinho e a oportunidade perdida”. Não é incomum eu receber por engano mensagens com declarações de amor, cancelamento de compromissos que não são e nunca foram meus, nem o amor, nem a agenda.

Comunicação é forma de ciência. Sou formada nela, embora sem teses, dissertações e mestrados. Jornalismo é comunicação pura. Mesmo assim, e lembrando as aulas de Teoria da Informação, que tudo calculava, não sou capaz de dizer onde é que isso vai dar. Sei de casos de pessoas que se comunicam por SMS e e-mails estando dentro da mesma casa, em família. Na linha: “Vem jantar, que está na mesa”; “Já vou, mãe!”Nesse caso a mensagem é como tanque de guerra e atravessa a muralha da porta do quarto do adolescente. Por isso deram o nome de torpedo? Pode ser. O torpedo te pega onde estiver, tal qual um Exocet. E escreveu não leu o pau comeu.

Somos atingidos e atingimos. Nos emeiamos, nos essemeseiamos. Algumas formas de comunicação pegam mais rápido do que outras. Sempre pensei que uma das mais esperadas seria a via telefone com imagem, com vídeo, mostrando os dois lados do alô!

Boba, eu! Assim, como se manteriam as mentiras? (Estou aqui, no escritório, diz o homem no meio dos lençóis de outra mulher). (Sou loira, olhos verdes, 1m90, seios fartos, vangloria-se a pequena atarracada). Seria o fim da fantasia, também. A gente iria cada vez mais precisar agendar os telefonemas. Primeiro, um bom cabeleireiro, caprichar no modelão, na maquiagem, no cenário que ficará atrás. E de alguma forma isso tudo já ocorre quando se comunica por webcam. Só não vi ainda ninguém usando de forma corriqueira o sistema nos celulares mais modernos, “duais”.

Quando funcionam, são ótimas. Ao mesmo tempo, com tanta utilização, nas mais variadas formas, a comunicação pode já estar em colapso, ultrapassado o limite, porque não fomos capazes de zelar por ela, nem pela sua segurança. O uso indiscriminado, os spams, a venda de cadastros pessoais por empresas e operadoras, está tornando a situação calamitosa. Fora que a qualidade das redes parece nunca acompanhar o progresso. Antes eram só emails; agora entra lixo pelo celular. E o que a gente quer mesmo receber, ou precisa receber, ou mesmo espera receber, não chega. Ou se perde.

Mas uma coisa me intriga mais do que as outras. As tarifas, pela hora da morte. Os planos oferecidos em anúncios parecem mais enigmas das esfinges das pirâmides do Egito, com fórmulas que nunca consegui chegar a nenhuma que preste. Os planos de dados jogam com a gente. E a gente perde. Todo final do mês recebo um escalpo, e de duas operadoras, porque não dá para confiar em uma só.

Então, como esse povo todo que não sai do celular, por cima, por baixo, na orelha, ou nas mãos, faz para pagar? Como é que é essa coisa que vejo de “trocar o chip”? Tem gente que anda com vários, na carteira. Até hoje não sei nem como abre a caixinha da bateria de um dos meus, tão sofisticados e inacessíveis eles fazem os aparatos.

Ando no momento Racional MG, compondo o rap da economia da carteira. Pensando seriamente até em revigorar os sinais de fumaça. Claro que já tentei de tudo, consultei um monte de “especialistas”. Eles prometem que vão resolver a(s) minha(s) conta(s) “absurda (s)”. E nunca mais aparecem.

Não me venha falar de orelhões! Você não sabia? Eles estão morrendo à míngua, arrancados de todas as esquinas e lugares. E você, ingrato, ingrata, nem tinha percebido, não é? Saudades da fichinha!

São Paulo, timtim, claro que eu vivo dizendo oi, mas só para você, em 2012 (*) Marli Gonçalves é jornalista. Obrigada a ficar sempre comunicável.

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O toque irritant dos Nokia vai mudar. Clica no link para ouvir a versão escolhida. O cara ganhou US$10 mil. E um monte de outros toques que concorreram.

http://brandbook.nokia.com/servlet/file/Nokia_Tune_Dubstep_Edition.mp3?uploadfile=realm_1/user_407/Nokia_Tune_Dubstep_Edition.mp3

QUER OUVIR UM MONTE???? OLHA O QUE DESCOBRI. VAI LÁ!

http://nokiatune.audiodraft.com/

a matéria do g1:

Nokia anuncia nova versão de seu tradicional toque para celulares
Nova edição do ‘Nokia Tune’ será carregada nos celulares da empresa.
DJ italiano criou nova versão para atrair público jovem.

Do G1, em São Paulo

Presidente da Nokia, Stephen Elop, em anúncio com a Microsoft na sexta-feira (11) (Foto: Leon Neal/AFP)Presidente da Nokia, Stephen Elop
(Foto: Leon Neal/AFP)

A Nokia anunciou que encontrou a nova versão do seu tradicional toque para celulares, o Nokia Tune. O novo ringtone foi criado pelo DJ italiano Alessandro Sizz, 22, e será carregada em 100 milhões de aparelhos que serão vendidos no mundo, diz a empresa.

Batizada de Nokia Tune Dubstep Edition, a música de 24 segundos ganhou um concurso da empresa que buscava encontrar uma versão mais moderna de seu tradicional toque, que começou a ser distribuído nos aparelhos Nokia em 1994.

Pela criação, Sizz ganhou US$ 10 mil. “Achei que uma versão ‘cool’ do Nokia Tune ia atrair os consumidores mais jovens”, disse o DJ, segundo a Nokia. “O Nokia Tune original é o símbolo mais representativo da marca Nokia”, completou.