#ADEHOJE – BONDADES A GRANEL E… MINHA NOVIDADE

#ADEHOJE – BONDADES A GRANEL E… MINHA NOVIDADE

SÓ UM MINUTO – Vou falar deles, mas antes vou falar de mim. Saiu meu livro Feminismo no Cotidiano, Bom para Mulheres. E para homens também – pela Editora Contexto. O lançamento oficial será no dia 20 de agosto, a partir das 19 horas na Livraria da Vila da Alameda Lorena, aqui em São Paulo, mas vai estar em livrarias de todo o país. Conto com o prestígio de vocês. A batalha é para que entendam que o feminismo é um dos movimentos sociais mais importantes e que todos, homens e mulheres deveriam ser feministas. Como é que você poderia ser contra a igualdade? Os direitos? Entender o quanto as mulheres ainda precisam avançar para serem respeitadas? Isso é feminismo. Vou falar mais sobre o assunto aqui nos próximos dias.

Sobre o mundo: o governo quer liberar o saque do FGTS. A nova discussão, se é bondade que depois quem pegar vai se arrepender… Quando precisar, já pegou! Presta atenção. O resto continua igual: o homem teimando, os amigos do homem aprontando e nosso meio ambiente em perigo real com as mudanças que o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, está promovendo. Atenção!

#ADEHOJE – – INSISTÊNCIAS DAS COISAS

#ADEHOJE – – INSISTÊNCIAS DAS COISAS

SÓ UM MINUTO – Olhos abertos! O presidente insiste em indicar o filho Eduardo Bolsonaro à embaixada do Brasil nos EUA. Pelo que vi o Senado, que é a instância que deve aprovar ou não a indicação, está em polvorosa, e promete reagir. Ao mesmo tempo, claro que já tem lá também os espíritos de porco que querem voto secreto. Precisamos ficar atentos… Isso são golpes.

Outra insistência que temos ouvido falar nos últimos dias também é sobre a criação de outra CPMF, que sempre como vocês sabem de provisória não tem é nada. Imposto vem e fica; cria raiz.

O que digo hoje é o quanto precisaremos ficar atentos para não tomarmos essas pauladas.

#ADEHOJE- “¡Si hay pueblo, soy contra!”.

#ADEHOJE- “¡Si hay pueblo, soy contra!”.

SÓ UM MINUTO – Gostei do comentário do amigo jornalista Cacalo Kfouri no Mira de hoje no Chumbo Gordo. “¡Si hay pueblo, soy contra!”. Sobre a forma de Bolsonaro governar, anunciar as medidas que bem entende, como por exemplo essa indicação que tentará do filho Eduardo Bolsonaro à embaixada do Brasil nos EUA, em Washington. Chegou a dizer que se a imprensa e as pessoas criticam, é porque ele está certo. Oi?

Esse é o problema. Governar por conflito. Jogar no ar assuntos polêmicos, importantes para a sociedade, como se estivesse querendo resolver os grandes problemas da Humanidade, mas na verdade criando problemas, divisões, atritos.

Ah, e olha só: hoje entrou em funcionamento o site www.nãoperturbe.com.br. Cadastre-se. Quem sabe agora a gente vai parar de aguentar aquelas chaaaatas e insistentes chamadas de telemarketing! Leva ainda 30 dias depois do cadastro, dizem. Eu já cadastrei o meu número.

 

imagem:MURAL DE DIEGO RIVERA

ARTIGO – Rigoroso rebolar. Por Marli Gonçalves

A gente rebola por aí, balançando quadril e batendo pernas, buscando vozes e mentes para esquentar os corações e almas que parecem estar simples e completamente anestesiados por uma avalanche tão grande e que não condiz em nada com essa nossa alegria tropical. Escutem, por favor, a cadência de nosso samba, batucando nas teclas. Somos a imprensa. Acredite nos alertas.

 Tenho diante de mim, na mesa, uma série de bonequinhas que se movimentam somente com luz, bateria solar, vocês já devem ter visto como funciona. São quatro havaianas balançando as saias e uma gordinha, essa, de biquíni, chapéu, um drink nas mãos. Elas costumam me alegrar muito durante o dia com seus quadris rebolantes sem parar enquanto trabalho. Gosto de coisas que se movimentam, vivas, como os cataventos, e elas são assim. Me dão a sensação do tempo, contra a imobilidade, musicais, dançantes.

Pois bem. Ultimamente observei que até elas – essas meninas – andam – ou melhor, param – silentes, cabisbaixas. O inverno, a falta de sol, de luz nova no horizonte tira-lhes a energia. Como se tivessem vida, sentimentos, solidárias, me acompanhassem no dia a dia, no que faço, e ao noticiário que buscamos repercutir. E são tantas bobagens, ignorâncias, notícias ruins, tristezas e retrocessos e que todas juntas sabemos e assistimos que elas de vez em quando literalmente param, estáticas. Ficam chocadas inclusive quando veem os mensageiros sendo atacados de formas tão cruéis.

Vontade de fazer o mesmo, parar de rebolar o dia inteiro – que é um pouco o que todos nós, brasileiros, fazemos – e hibernar, aproveitando a estação. Rebolamos para cumprir o papel que juramos. Rebolamos para pagar contas, juros exorbitantes, ganhar algum dignamente, cuidar dos nossos, de quem amamos, escapar de armadilhas, além de fugir de tantos querendo nos roubar. Rebolamos para que nos respeitem, especialmente, nós, as mulheres. Suamos e rebolamos para nos livrar de inimigos, do mal, de insídias e energias negativas. Rebolamos para conseguir lugar no transporte público, na saúde pública, na segurança, na educação e em tudo o mais, que é público, sim, pagamos, e não recebemos. Reclamar para o Papa? Pode ser. Nosso Francisco está bem na moda, bombando nas redes sociais até com vídeos bem avançados. Alguém aí tem o e-mail dele?  O whatsapp? Algum contato?

Tô brincando. Mas ao mesmo tempo falando muito sério. Preocupada. Infelizmente tenho encontrado ainda muita gente rebolando também, e é o que não entendo, mas para aprovar, justificar, bater palmas, defender o que não é possível que em plenos anos 20 do Século ainda estejamos presenciando, ouvindo, suportando. Isso envolve, claro, as falas do homem eleito para o país e que parecem irreais de tão absurdas, de tão grosseiras, carregando tanta ignorância. Envolve alguns ao seu redor, como os seus próprios filhos, amigos, ministros.

Envolve, ainda por necessária oposição, e antes que venham com pedradas dizendo que não vejo mais longe, envolve – e muito – também, grande parte daqueles que, derrotados, ainda não aprenderam os rumos necessários para a retomada de um mínimo de bom senso. Tem quem ainda não se deu conta da gravidade da situação. Não é exagero.

Mas se fosse só da política! O inverno é de ideias, de bom senso, de falta de estações e temas onde se plante e onde dali floresça, de preferência sem tantos agrotóxicos.

Continuamos sabendo diariamente de crimes horrorosos contra as mulheres, e aparece quem defenda – sem ser os advogados – seres abjetos como o Roger Abdelmassih ou João de Deus. Sabemos diariamente de mortes e mutilações causas por imperícia, irresponsabilidade e loucura no trânsito e há quem defenda o fim da fiscalização eletrônica, a forma mais ampliada e segura que consegue registrar e desencorajar batendo no bolso, o lugar do corpo do ser humano que mais dói e pode modificar índices tão brutais. A lista das sandices é enorme e não para de crescer.

Está frio por aqui. Muito frio. E muito feio tudo isso. Vamos aquecer nossas baterias. Quero ver minhas meninas, e as de todo o Brasil, mais da metade dessa população, ao menos elas, reagirem.

Enquanto isso, rebolando por aqui. Vou ter novidade em breve para contar. E contar com vocês.


Marli Gonçalves, jornalista Consultora de comunicação, Editora do Chumbo Gordo. Blogueira aqui…

marligo@uol.com.br / marli@brickmann.com.br

2019, Brasil

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#ADEHOJE – VAI, CAI MADURO.

#ADEHOJE – VAI, CAI MADURO.

 

SÓ UM MINUTO – Uma demora que tortura todo um povo, que já não tem mais nada a não ser a esperança de reconstruir o país. Venezuela, um pobre país rico. A autoproclamação de Juan Guaidó, esse jovem de 35 anos, da Assembleia Nacional, como presidente da República da Venezuela após milhares nas ruas, chega a ser um alento. Mas Maduro joga duro e já há mais de uma dezenas de mortos nas manifestações populares. A geopolítica treme. O apoio imediato dos Estados Unidos, seguido por países como o Brasil, Argentina, Canadá, entre outros, recebe o contraponto de nações de guerra como a Rússia, Turquia, Cuba. Oremos pela Venezuela, e para que não seja ela a base do mais novo – e que seria terrível – desentendimento terrestre.

Em São Paulo, uma de suas mais importantes pontes, na Marginal Tietê foi interditada antes que causasse mais uma desgraça. Um presente de aniversário que a cidade decididamente não queria.

#ADEHOJE – TRAQUINAGENS DOS FILHOS DO CAPITÃO E PODERES CONFUSOS

#ADEHOJE – TRAQUINAGENS DOS FILHOS DO CAPITÃO E PODERES CONFUSOS

 

SÓ UM MINUTO – Desde que Jair Bolsonaro foi eleito venho dizendo que ele não é o pior de tudo. Só o centro. Cercou-se – assim como o PT também fez muitas vezes isso de errado e deu no que deu – de pessoas que ficaram maravilhadas, embasbacadas com o poder. Vai piorar, acredite. Entre eles, Bolsonaro traz seus próprios filhos, os Filhos do Capitão, para o centro das discórdias. A última foi a de Flavio Bolsonaro pedir ao STF – e conseguir com o Luiz Fux! – a suspensão das investigações contra o seu assessor, o já famoso Queiróz. É casca de banana, pano para manga para muitos escorregões e críticas. No mundo, o terror que atacou a Colômbia repercute sonoramente. E ainda não está claro como é que o Brasil vai ajudar a derrubar o Maduro, na Venezuela. Que seja sem violência.

ARTIGO – Seja o que Deus quiser. Por Marli Gonçalves

Deus salve o rei. A sorte está lançada. Alea Jacta Est. As pedras estão catapultadas. O jogo vai começar. Ou vai ou racha, de vez. Que vença o menos ruim.

Sim, sim, desolador o horizonte de onde tenta surgir alguma esperança de mudança e orientação desse país tão bonito, tão rico, tão simpático e ao mesmo tempo tão maluco, que vive eclipsado por galáxias inferiores. Deus caprichou quando semeou o que viria a ser esse nosso chão. Agora só resta apelar a Ele.

Caveat emptor. “Cuidado, comprador”. O risco é seu quando for escolher os produtos que vai pôr na cestinha da urna eletrônica, os ovinhos de onde espera que saiam soluções para pôr fim a essa agonia que nos afunda ano após ano, aprofundando perigosamente as diferenças sociais. Cada vez que pensamos agora, vai, somos colocados diante de um muro, já cheio de gente se equilibrando em cima, se é que me entendem. Muro que novamente aparece como uma barreira protetora, pedindo que rezemos aos seus pés.

Estamos encastelados. Nesse muro moderno não vamos lá lamentar e nem deixamos pedidos escritos com nossos desejos. Nele, projetamos vídeos de celular – com imagens claras deitadas e áudios sofríveis, mas que apontam a realidade e muitas das necessidades – o que queremos. Mais, do que precisamos. Quem acompanha a série, a exibição, pode perceber o estado atual das coisas, a pobreza, as obras inacabadas, as estradas intransitáveis, a dificuldade de expressão do povo em sua própria língua pátria. Pode perceber também a imensidão dessa terra de que às vezes esquecemos a real dimensão, as diferenças, os tipos, os sotaques, os nomes das localidades, alguns que até contam a história de sua criação, levam os nomes de seus fundadores; outros, que trazem poesia; alguns, sua condição geológica, rochas, grutas, montanhas, montes.

Tudo muito lindo parece mostrar um país inteiro que sabe o que quer. E, corajoso, não quer só mostrar o lado bom de onde vivem. Apontam as faltas, como recém descobertos árbitros de vídeo.

Deus brincandoNão, não está a oitava maravilha, faltam escolas, educação. Faltam diversidade, tolerância, cuidados com a natureza e riquezas naturais. Condições de trabalho, produção e formas de escoamento em uma malha de transportes integrada. Falta muito, além de esquerda, direita, centro.

Rezamos a todos os santos – muitos até homenageados com os seus nomes nessas cidades, onde sempre têm uma capelinha – e o que nos aparece? Os mesmos de sempre, atarracados como carrapatos no poder, querendo se reeleger. Pior, alguns que nem eleitos mereciam ter sido e querendo agora mais, governar, sentar na cabeceira da mesa. Subir na vida nas nossas costas.

Mais de uma dezena de candidatos a presidente, dezenas de senadores, centenas de deputados vão procurar você de novo. De algum jeito vão tentar chegar a você e à sua decisão. Vão se desculpar pelo que não fizeram, vão prometer o impossível, pedir desculpas e perdão por seus erros, tentarão explicar botando sempre a culpa em outro alguém. Até em você, preste atenção. Nossas costas são largas.

Nós mesmos já estamos nessa – nos culpando mutuamente como idiotas, já que ninguém merece que nos engalfinhemos. A maioria que ganha num determinado momento pode se dissolver logo. O que vimos na Era PT, e depois no tchau para a Dilma – “qualquer coisa seria melhor”, pensávamos.

Vejam só: “o qualquer coisa” foi mais uma decepção, um desastre. O líder popular não era bem assim, e a primeira mulher coisa e tal foi um festival de vacilos. Faça as contas: são muitos anos deixados para trás.

O direito de errar, de mal avaliar. O problema se torna mais dramático agora que as candidaturas se apresentam e são todos tão questionáveis, alguns muito mais questionáveis que outros. Novos, que são velhos. Alguns que se mostram e às suas verdadeiras faces, piores ainda quando questionados.

Nos deixam entre a cruz e a caldeirinha. Entre a cruz e a espada. Entre o agora ou nunca. Entre o céu e o inferno. Entre o amor e a guerra. Entre o ódio e a paz. Entre o ontem e o amanhã.

Vox Populi, Vox Dei. Voz do povo, Voz de Deus. Seja mesmo o que Deus quiser. Mas lembra que cada povo tem o governo que merece, não é mesmo? Frases feitas repletas de realidade.

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Marli Gonçalves, jornalista. Tomara que o final seja Veni, vidi, vici (Vim, Vi, Venci). Em latim ou em português bem claro.

marli@brickmann.com.br e marligo@uol.com.br

BRASIL, AGOSTO A GOSTO, 2018