ARTIGO – SP, Mato sem cachorro. Por Marli Gonçalves

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ficamos chateados de ver nossa cidade assim!!!!Faz calor. Derretemos. Tempo seco, não dá para respirar. Se chove nos afogamos nas ruas alagadas, paramos nos faróis imediatamente intermitentes, amarelos piscantes se é que ainda haverá o amarelo, se é que haverá luz para piscar, se haverá guarda, se der para passar pelo cruzamento. A cidade engole um pouco da gente todo dia. São Paulo até lambe os beiços

São Paulo se alimenta de gente, da gente. Todo dia nos consome um pouco mais, e aqui não tem praia, vista bonita, nem como ver pôr do Sol de cima de alguma pedra, batendo palmas – até dá, mas é preciso improvisar muito. Aqui isso tudo é na hora do rush, da tortura do dia a dia das pessoas que o tempo inteiro estão indo de um lado a outro, cruzando suas linhas mal planejadas que opõem os locais de trabalho dos locais de moradia, que por sua vez se opõem aos locais de estudos, de lazer, e até de fé, que agora se processa em campos enormes, abertos, templos faraônicos.

Tudo é grande, megalopólico (saiu assim a palavra). Megalopólico. Uma engrenagem que somos nós que engraxamos, numa relação luxuriosa e antropofágica, permissividade e controle, numa dualidade que poucos lugares, creio, possam oferecer. São Paulo é uma cidade-país, que tem tudo de monte. Nos gabamos do que temos e não conhecemos, apenas respiramos, depois pensando de onde saem tantos tipos que aparecem para nos surpreender e contar suas histórias.

Aqui se anda desviando. De coisas jogadas pela janela. Dos cocôs da artilharia de pombos que vêm do céu; do cocô dos cachorros, como casca de bananas. Das balas perdidas. Dos malucos bêbados na direção das máquinas. Nos desviamos das árvores maltratadas que deixam seus pedaços cair para ver se chamam a atenção antes de desmaiar e cair inteiras, deitadas no solo, exaustas, cansadas de servir como escora para lixo, óleo, tudo o que jogam aos seus pés, impunes. Tenho sempre a impressão de que aqui são detestadas.20160116_164749

A cidade limpa se suja. São ofertas de milagres, trabalhos amorosos, feitiçarias anunciadas em faixas em postes e cada vez mais ousadas em suas propostas. Anjo do amor, feiticeiro da felicidade. Pai Xavier, Mãe Benta do Nhocuné. Buscam incautos. Outros magrelos se juntam aos bandos, cada qual vindo de uma região para um desafio mortal, fazem piruetas para subir em prédios e rabiscar gigantescos sinais incompreensíveis. Às vezes se distraem, caem e morrem estatelados no asfalto, lamentados por alguns momentos, esquecidos rapidamente porque aqui nunca ninguém viu ou sabe de nada, pode perguntar. Ninguém viu. Não sabe de nada. Não quer se comprometer, me tira fora dessa. Eu só estava passando. Sim, ouvi uns gritos, mas achei que era alguma festa.Por favor, mantenham a cidade limpa!

Mas também aqui chegam os artistas com tintas coloridas, latas de aerossóis, ideias na cabeça, poesia concreta. Procuram muros, esquinas, cantos. E pintam seus personagens. Colam adesivos. Agora também carimbam o chão de algumas vias. Invisíveis, certamente nas madrugadas agitadas, vão deixando recados que no dia seguinte nos farão refletir melhor quando com eles nos depararmos. Mais amor por favor.

Tenha paciência com eles. São protestos de tudo. São diários e congestionam as vias, bloqueiam as passagens, irritam quem não os integra e que naquela hora queria só estar bem longe dali. Atrás deles, dos protestos, agora também as bombas, as cacetadas, o perigo do grupo anarquista mascarado de jovens que consideram que nada lhes foi dado e que, portanto, não têm nada a perder, meninos piratas que não querem crescer e se acham heróis da luta já perdida. Batem bumbo, sem noção.

Ah, tanto falam, tanto tentam humanizar essa cidade que não notam que ela já é a mais humana de todas, principalmente nas nossas maiores imperfeições. Cidade egoísta, cheia de ciúme de outras, e em suas ruas cada vez mais se estendem corpos cansados como as árvores, e que se camuflam como o lixo em residências imaginárias, de sacos pretos, de papelões.

São Paulo, 462 anos de vida. Parabéns. Você é o espelho desse país, desse momento agoniante que vivemos, no mato sem cachorro, na crise que te abarrota de placas de Aluga-se, Vende-se, Passa-se o Ponto. Zonas sujeitas a alagamento. Focos de mosquito. Proliferação de escorpiões. Mapas de violência. Pontos negros. Perigo de assaltos. Cuidado ao atravessar.

Vamos soprar suas velas.dlrcity

Daqui, 2016.

Marli Gonçalves é jornalista – Desta cidade de idade, da qual se espera tudo e de onde menos se espera é que não vem nada mesmo.

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Olha que legal: garis e varredores ligados na luta contra o mosquito infernal

entretien_02 gif_balayeur_2Garis e varredores se integram à Campanha Todos Contra a Dengue da Cidade de São Paulo

Em parceria sugerida pelo Siemaco-SP e aceita pela Prefeitura de São Paulo (através das Secretarias de Serviços e de Saúde), com participação das empresas coletoras de lixo (Soma, Inova, Ecourbis e Loga) foi lançada hoje (7/1/15) a Campanha Todos Contra a Dengue.

A Campanha Todos Contra a Dengue foi lançada no teatro do Siemaco-SP, com o treinamento por um técnico da Secretaria da Saúde de São Paulo de 100 agentes ambientais e sindicais, vinculados ao Siemaco, às empresas coletoras de lixo e à Secretaria da Saúde. Esses agentes ambientas atuarão como multiplicadores de informação para todos os trabalhadores da coleta, varrição e manutenção das ruas da capital paulista.

A segunda fase acontecerá na próxima quinta-feira, dia 14/01, às 10 horas, durante o lançamento oficial, que será realizado no Estádio do Pacaembu, com a apresentação da identidade visual da campanha e o desfile dos caminhões de coleta adesivados com a marca da Campanha Todos Contra a Dengue.

Parceria inédita une Prefeitura, trabalhadores da limpeza uirbana e empresas coletoras — O lançamento da campanha contou com a presença do Secretário Municipal de Serviços, Simão Pedro; de Márcia Adão, do Siemaco-SP e os diretores presidentes das quatro empresas responsáveis pela Limpeza Urbana (Soma, Inova, Ecourbis e Loga). Além dos diretores e diretoras do SiemacoSP e os agentes sindicais que percorrerão todas as garagens da coleta urbana de São Paulo para difundir entre os garis e varredores a Campanha Todos contra a Dengue.

O Secretário Municipal de Serviços, Simão Pedro, afirmou que a iniciativa do Siemaco-SP, dos garis e varredores da Capital “é um gesto nobre que ajudará a combater o mosquito, numa atitude cidadã do sindicato”.entretien_05

Moacyr Pereira, presidente do Siemaco de São Paulo, que representa os garis e varredores, diz que a mobilização dos 16 mil trabalhadores da limpeza urbana, que mantêm um contato permanente com a população paulistana será um diferencial importante na “guerra contra o mosquito da dengue”. Os garis e varredores trabalharão com a marca da Campanha Todos Contra a Dengue (em bonés ou jaquetas) e serão treinados e motivados para difundir a necessidade de se combater o mosquito Aedes Eegypti, que além da dengue transmite também a chikungunya e a zika.

FONTE: Assessoria de imprensa do Siemaco-SP

Será o começo do fim dos #malditosfios? Veja só essa informação do MP sobre a audiência e passos

constructionAudiência Pública colheu dados para viabilizar o enterramento; medida está prevista em lei desde 2005

 

A Procuradoria da República em São Paulo está dando início à análise das informações e dos documentos obtidos durante a Audiência Pública “Enterramento dos fios elétricos na cidade de São Paulo”, realizada no último dia 14 de maio no auditório da PR/SP. A audiência pública foi realizada com a finalidade de obter dados, subsídios, informações e propostas que viabilizem o enterramento da fiação na capital paulistana.

 

Desde 2010 tramita na PR/SP Inquérito Civil Público sobre a necessidade do enterramento da fiação, mesmo que de forma gradual, priorizando pontos de interesse histórico, cultural, paisagístico e turístico. É atribuição do MPF resguardar, promover e proteger o meio ambiente, bem como os bens de valor artístico, histórico, paisagístico e turístico. O inquérito, instaurado pela procuradora da República Adriana da Silva Fernandes, está a partir de agora sob a responsabilidade do procurador da República Patrick Montemor Ferreira.

 

Representando o Ministério Público, estavam presentes, além dos procuradores Adriana da Silva Fernandes, que presidiu a mesa, e Patrick Montemor Ferreira, a procuradora-chefe da PR/SP, Anamara Osório Silva; o coordenador da Tutela Coletiva do MPF em São Paulo, procurador da República José Roberto Pimenta Oliveira; e os promotores de Justiça José Carlos de Freitas e Maurício Antônio Ribeiro Lopes, da Promotoria de Justiça de Habitação e Urbanismo da Capital.

 

Também estiveram presentes um representante da presidência da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Adeilson Evangelista Nascimento; o gerente Anatel em São Paulo, Everaldo Gomes Ferreira; um representante da Superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em São Paulo, Victor Hugo Mori; um representante da Secretaria de Energia do Estado de São Paulo, Henrique de Souza Ferraz; representantes da Unidade de Preservação do Patrimônio Histórico da Secretaria de Estado da Cultura, Lara Melo Souza e Alberto Fernando Affonso Candido; o presidente da Comissão de Proteção à Paisagem Urbana da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano, Daniel Todtmann; e uma representante da Diretoria do Departamento Histórico da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, Paula Nishida Barbosa.

 

Como expositores convidados compareceram a diretora do Departamento de Controle de Uso de |Vias Públicas (Convias), Hilda Mitiko Iuamoto, representando a Prefeitura de São Paulo; o procurador-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Ricardo Brandão Silva; o vice-presidente de Operações e Comercial da AES Eletropaulo, Sidney Simonaggio; e o professor doutor Renato Cymbalista, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. Também compareceram representantes da sociedade civil.

 

Para ler a ata da audiência pública, clique aqui.

FONTE: ASSESSORIA DE IMPRENSA- MPF

PATRULHINHA URBANA NA CIDADEHADDAD DE SÃO PAULO. AS FOTOS SÃO DE RELANCE, PORQUE SE FOR PARA PARAR E REGISTRAR TUDO DE ERRADO DO CAMINHO…

árvore caída Rua Batatais
árvore caída Rua oscar freire com Haddock Lobo – tá lá o corpo estendido no chao
ÁRVORE DESPENCADA NA RUA BATATAIS - DESDE SEGUNDA
ÁRVORE DESPENCADA NA RUA BATATAIS – DESDE SEGUNDA
ÁRVORE DESPENCADA NA RUA BATATAIS - DESDE SEGUNDA
ÁRVORE DESPENCADA NA RUA BATATAIS – DESDE SEGUNDA
ÁRVORE DESPENCADA NA RUA BATATAIS - DESDE SEGUNDA
ÁRVORE DESPENCADA NA RUA BATATAIS – DESDE SEGUNDA
CIDADE LIMPA!! CADÊ VOCÊ? TUDO QUANTO É TIPO DE PENDURICALHO NOS POSTES. AQUI, CONJUNTO NACIONAL, ALAMEDA SANTOS COM AUGUSTA
CIDADE LIMPA!! CADÊ VOCÊ? TUDO QUANTO É TIPO DE PENDURICALHO NOS POSTES. AQUI, CONJUNTO NACIONAL, ALAMEDA SANTOS COM AUGUSTA
CIDADE LIMPA!! CADÊ VOCÊ? TUDO QUANTO É TIPO DE PENDURICALHO NOS POSTES. AQUI, CONJUNTO NACIONAL, ALAMEDA SANTOS COM AUGUSTA
CIDADE LIMPA!! CADÊ VOCÊ? TUDO QUANTO É TIPO DE PENDURICALHO NOS POSTES. AQUI, CONJUNTO NACIONAL, ALAMEDA SANTOS COM AUGUSTA
CIDADE LIMPA!! CADÊ VOCÊ? TUDO QUANTO É TIPO DE PENDURICALHO NOS POSTES.
CIDADE LIMPA!! CADÊ VOCÊ? TUDO QUANTO É TIPO DE PENDURICALHO NOS POSTES.
CIDADE LIMPA!! CADÊ VOCÊ? TUDO QUANTO É TIPO DE PENDURICALHO NOS POSTES. AQUI, NOVE DE JULHO
CIDADE LIMPA!! CADÊ VOCÊ? TUDO QUANTO É TIPO DE PENDURICALHO NOS POSTES. AQUI, NOVE DE JULHO
A CIDDE ESTÁ PARECENDO ABAJUR CHINÊS. ESSESCONES ENFEITAM TODAS AS RUAS PELAS QUAIS PASSEI
A CIDADE ESTÁ PARECENDO ABAJUR CHINÊS. ESSES CONES ENFEITAM TODAS AS RUAS PELAS QUAIS PASSEI

Feliz Natal a todos. Um pouco de recolhimento, mas por perto. E brava com tanto lixo jogado na cidade.

Amigos todos daqui ou que chegarem sem querer e quiserem ouvir a conversa.

FELIZ NATAL…

no que isso tiver e significar de melhor, para cada um de vocês, todos especiais, que têm me prestigiado aqui no pedacinho virtual!

Ainda vou ver como está o mundo e se achar algo interessante, trago pra cá arrastado!
Mas, para começar e neste ritmo de final e de decisões: vou começar uma campanha nova aqui.
O nome já é uma bronca. ÁRVORE NÃO É LIXEIRA! Ô MANIA!

PEGUEI ESSA FOTO HOJE, ANDANDO NAS RUAS DO “ELEGANTE” JARDINS

 

E ESSA AQUI, FICO ATÉ SEM GRAÇA, MAS TENHO CERTEZA QUE A DONA DO QUATTRINO, MINHA QUERIDA AMIGA MARY NIGRI, NÃO SABE.

 
Botaram o lixo fora dessa forma, jogado , em plena Oscar Freire e em pleno dia de Natal, quando os coletores não devem passar de dia. Aí, se chove – e anda chovendo bem – já viram o que acontece, né

 

 

 

 

 

 

E, para terminar, acredite se quiser. Há um terreno assim, abandonado, sujo, perigoso, em plena Alameda Lorena, O pessoal anda avacalhando com a cidade…