ARTIGO – Preocupações e desaforos. Por Marli Gonçalves

Estou querendo juntar mais gente para tocar bem alto um alarme. Não brinca não que é coisa para estarmos bem espertos. É pior, mais do que alguma coisa fora da ordem: é sobre uma turma que não tem a menor noção querendo dar ordem, por em ordem, na ordem deles. Presunçosos de suas verdades desinformadas. Um tipo de ordem capaz de chegar até a denunciar um cientista de 88 anos e levá-lo a uma delegacia acusando-o de estar fazendo apologia às drogas

Presta atenção. Os fatos pipocam. Todo dia, aqui e ali, alguns mais, outros menos importantes, umas bobagens ditas como tendências politicamente corretas, certas atitudes e determinações bem esquisitas, uns pensamentos torpes, o surgimento de seres tenebrosos no horizonte. Não é legal a nuvem cinzenta que se forma. O desenho está ficando sombrio. Além de perigoso, muito chato; chatérrimo.

 Pirando na batatinha – Abro o jornal e leio que jovens de uma tal geração chocada em ninhos de algoritmos vêm se unindo em torno de conceitos tão fechados que são capazes de querer fazer sumir do mapa se pudessem – vejam só mais essa novidade – seriados mais antigos, por exemplo aqueles dos anos 90, como Friends. Acusações atrasadas: comportamentos são abusivos, loira burra é preconceito. Denunciam o Pica-Pau dos desenhos animados, para eles apenas um desonesto passarinho de quem cortariam o bico.

Nessa esteira veem o mal em muito do que já foi construído,  cada coisa naquele seu momento lá, fazem beicinho e cara de conteúdo, de “inteligente”. Juntam-se para boicotar; são os novos censores, de comportamentos. Não sabem como é o mundo real, mas querem acabar com o passado e viver em bolhas assépticas. Eles só falam com eles. E só querem ouvir o que consideram certo. O asséptico, o controlado, o “correto” . Urghhh.

E são, repito, muito chatos. Fazem o mundo criativo hoje ficar pisando em ovos para não magoá-los.  Daqueles tipos que se você contar uma história da conversa do elefante com a formiga são capazes de repreendê-lo: como assim,  se elefante e formiga não falam? Apropriação da cultura animal, ancestral! – acusariam, buscando palavras taxativas.

Piadas perto deles? Não contem nenhuma, porque eles tirarão toda a graça e ficarão bravos se houver conjecturas ou qualquer tipo de imitação de minorias, mesmo que quem conte seja da própria minoria. Esses novos monstrinhos não sabem o que é humor, com eles é tudo ferro e fogo, pé-da-letra. São uma nova esquerda radical. Ao mesmo tempo, também uma nova direita radical. E não estou exatamente me referindo a filosofias políticas, embora esse comportamento quadrado nos faça lembrar muito do velho Partidão.

Eles não sabem de nada, inocentes. Conversam apenas entre si e vão se juntando como células – se agregam, formando corpos estranhos. Muito estranhos.

Andamos para trás a passos largos. O perigo que nos ronda no país  é o mesmo que é capaz de ameaçar e levar para depor numa delegacia de bairro – porque uma promotora careta-empoderada cismou com ele e mandou – um de nossos mais ilustres cientistas, professor Elisaldo Carlini. Acusação: apologia às drogas. Uma vida inteira séria, dedicada ao estudo, responsável pelas mais importantes pesquisas sobre a maconha e o avanço do conhecimento sobre suas possibilidades medicinais e terapêuticas. Um homem que sempre esteve à frente de seu tempo, com clareza racional ao expor sua opinião, versar sobre a necessidade de descriminalização da maconha.

Não são só os seus pares, os cientistas, que devem gritar bem alto contra esse desaforo. Somos todos nós.

É um pesadelo atrás de outro. Intervenção, guerras de facções, candidaturas apavorantes. Juízes organizam greve para manter a boa rebarba de seus salários. Para piorar o filme, ainda ter de aguentar a patrulha desses meninos e meninas encastelados em seus próprios e confortáveis quartos ameaçando tornarem-se nada mais do que soldados doutrinados capazes de até, ligados em computadores e telas digitais, denunciarem seus próprios pais. Não duvidem da capacidade da ignorância.

 Cria cuervos y te sacarán los ojos.

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Marli Gonçalves, jornalistaImagino o que diriam,  ficariam arrepiados se vissem hoje as “bichices” do Dr Smith em Perdidos no Espaço. A mente deles certamente veria pedofilia na relação com o Will.

marligo@uol.com.br/ marli@brickmann.com.br

2018. Nem parece.

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ARTIGO – Sonhos pra que te quero. Por Marli Gonçalves

Do que são feitos, como os formamos, os alimentamos? Podemos ter o poder mágico de desejar tanto algo que aquilo se realiza? Sonho é motor da vida, o que lhe dá algum sentido. Sonhos também são termômetro de amor, e a base sobre a qual se pode construir as relações e tecer a realidade. Se não houver um sonho comum, por menor que seja, saia fora.

Fim de ano começa, não tem jeito, a cutucar a cabeça da gente aqui e ali instigando o famoso balanço, avaliações, cosquinhas nos fatos e decisões, checagem no nosso almoxarifado interno. Adoraríamos poder projetar minimamente lá na frente. Mas nem com toda essa modernidade, isso ainda não foi inventado.  O destino está sempre um ou dois passos adiante.

Aprendi de forma muito dura, pensando nessa nossa capacidade de sonhar, um detalhe. O de que uma relação amorosa não segue em frente se não houver um sonho, um plano, uma vontade onde ambos estarão incluídos. Nesse sonho de amor, não há egoísmo; não pode haver; é ganha-ganha. É sonho de valsa que se dança junto, rodopiando pela vida afora. Obtido, deve ser sempre seguido de outro, de outro. Talvez seja essa a tal chama do amor.

Toco no assunto porque é fim de ano quando todo mundo faz planos que não deixam de ser sonhos.

Mas também porque cheguei a me emocionar ao encontrar um amigo que há muito não via, mas que há anos acompanho em sua grande paixão pelo companheiro, a parceria que estabeleceram. Fiquei – e ficaria mais algumas horas – ouvindo-o falar dos planos, do sonho. Pega isso, vende isso, pega o dinheiro, divide, faz isso; uma parte para a família, irmãos, irmãs, para que eles consigam começar algo.

Constrói isso e isso, aluga por tanto, que vai render tanto.

Quando a conversa acabou, tal a objetividade e a lógica dos passos, dos cálculos, tal a vivacidade da descrição que já praticamente eu também via aquilo tudo realizado, e o que tenho certeza se concretizará em breve. Um terreno na praia, alguns chalés coloridos, quatro de cada lado de uma pequena capela ao centro, tudo bem bonitinho e simples, enfeitado por flores e plantas, um espaço para casamentos. Nada de pousada,  que isso aí dá é muito trabalho. A norma para quem alugar é devolver tudo exatamente como encontrou. Limpo. Pronto.  Uma boa horta, com alimentos para consumo próprio e que possam ser distribuídos para projetos sociais.

Estou falando de um casal jovem, menos de 40 anos, ambos bem estabelecidos. Querem antes de mais nada sair fora de São Paulo. Ali nesse espaço do sonho que construirão pretendem viver e morrer. Juntos, alegres, parceiros.

Com a crise nacional, essa névoa de tristeza pairando sobre os costumes e a liberdade,  mais e mais sei ou vejo deslocamentos, amigos arrumando malas, enxugando a vida, tentando se livrar das aporrinhações , vivendo novos sonhos, buscando qualidade de  vida.

Tudo surpreendentemente planejado, ironicamente para poder morrer em paz, e viver mais leve e feliz até esse dia inevitável.

Perseguimos sonhos, corremos atrás deles, nos esbodegamos por eles. Ele podem ser bem doces como o pãozinho recheado que leva seu nome e que quando bem feito é mesmo um sonho.

E podem ser bem amargos quando largados no caminho, quando viram pó, pisoteados pelo abandono. Mas não se pode esmorecer.

Importante é que eles sempre se renovam, ouvi dizer.  Os sonhos de que trato são aqueles tipos de sonhos para se viver acordado, bem acordado. Por que não?

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Marli Gonçalves, jornalistaAnda perguntando por aí, para se alimentar da esperança dos outros: Qual é o seu principal sonho?

 Brasil, noites de verão com esse misto de luzes e sonhos

 

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Lula, o filhote do Brasil, foi muito bem bancado. Vejam só! Série de notas da Coluna de Cláudio Humberto, no Diário do Poder

casal no cinemaEnrolados na Lava Jato bancaram filme de Lula
A devoção de empreiteiras ao ex-presidente Lula coincide com o início do “petrolão” em seu governo. Enquanto montavam os esquemas revelados pela Operação Lava Jato, Odebrecht, OAS, Camargo Corrêa e Estre Ambiental financiavam “Lula, o filho do Brasil”, filme de 2010 que bajula o político do PT. E faturariam mais de R$ 6,8 bilhões entre 2004 e 2015 na era Dilma, segundo o Portal da Transparência.

Retorno garantido
A empresa de Marcelo Odebrecht, preso na Lava Jato, foi a que mais faturou no governo Dilma: quase R$ 3,9 bilhões.
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A Estre Ambiental, uma das patrocinadoras do filme, é acusada de pagar propina de R$1,4 milhão ao ex-diretor Paulo Roberto Costa.
Tem mais
A JBS Friboi, maior financiadora da campanha eleitoral de 2014, e até a EBX, do ex-bilionário Eike Batista, deram dinheiro para o filme.
CENAS DE CINEMANúmero 1
A cervejaria Brahma ajudou a bancar o filma. “Brahma” foi o codinome usado pelo ex-presidente da OAS Leo Pinheiro para se referir a Lula.

Veja que interessante o que a Classe C acha da D …ilma. E do G…overno

terror paulistaA decepção da classe C

DILMA

Um instituto paulista fez entre terça-feira e quarta-feira uma rodada de pesquisas qualitativas em São Paulo e no Rio de Janeiro com brasileiros da classe C e o resultado não é nada animador para o governo.

Justamente na classe símbolo da emergência social dos governos petistas, a popularidade de Dilma foi ao chão.

Nenhum dos entrevistados foi às manifestações de domingo. Mas 100% deles se disseram representados pelos que foram. As críticas centram-se, sobretudo , em dois pontos: carestia e corrupção.

FONTE: NOTA DA COLUNA DE Lauro Jardim, veja online , coluna radar

Padrão Dilma/Felipão. Carlos Brickmann analisa para a gente dar risada

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Padrão Dilma

Dilma diz que seu Governo é Padrão Felipão. Bela comparação: foi o Padrão Felipão que levou o esquadrão do Palmeiras à Segunda Divisão.

fonte: coluna Carlos Brickmann – www.brickmann.com.br –

Parece piada, mas não é. Lauro Jardim é sério. E ele conta que Aldo Rebelo vai montar uma égua e…

Montado na égua

No lombo da égua

Aldo Rebelo vai montar uma égua, neste 7 de setembro, e dar uma de D. Pedro I (que montou uma mula), refazendo parte do trajeto da Independência entre Cubatão e São Paulo. Ele reviverá o episódio que marcou o fim do domínio português e a conquista da autonomia política brasileira, na 2ª Caminhada da Independência.

O evento vai começar por volta de 7h30, em Cubatão, e deve terminar por volta de 16h, no Parque da Independência, em São Paulo, onde haverá também a encenação do Grito do Ipiranga. O ator Eriberto Leão vai fazer o papel de D. Pedro.

Por Lauro Jardim

Artigos que eu assinaria embaixo – 2, sobre essa história toda de Copa. Esse, do Carlos Brickmann

Verás que os filhos teus fogem à luta

Chega de brincadeira: a presidente ficou irritada com Ricardo Teixeira, ficou irritada com a FIFA, ficou irritada com as exigências para a realização da Copa. Mas cedeu em tudo – menos, por enquanto, na meia-entrada para idosos.

Presidente, desculpe a ousadia deste colunista: se está irritada, tome um calmante. Depois, informe ao pessoal da FIFA o que eles já deveriam saber: que o país tem leis e que essas leis devem ser cumpridas. A FIFA é uma entidade privada e tem o direito de reivindicar medidas que aumentem seus lucros. O Governo brasileiro é uma entidade pública e tem o dever de exigir o respeito às leis.

Meia-entrada para estudantes, por exemplo. Este colunista é contra, por não conseguir entender como é que assistir a uma partida da Copa pela metade do preço vá estimular o estudo (ah, sim: a carteirinha de estudante, que dá direito à meia-entrada, é emitida e cobrada pela UNE, comandada pelo mesmo partido do ministro dos Esportes). Mas, quando decidiu realizar a Copa no Brasil, a FIFA conhecia as leis brasileiras. A Ambev produz e vende cervejas, cujo consumo é proibido nos estádios do país. É patrocinadora da Copa – e daí? Se a FIFA aceitasse o patrocínio da Cosa Nostra, iria exigir a liberação da cocaína nos estádios? E a Ambev, só lucra com cerveja? Sua linha de refrigerantes não é rentável?

Este colunista é favorável à realização da Copa no país – mas não a ponto de mudar as leis para agradar os donos do futebol. Se quiserem sair, saiam. O Brasil vive há 61 anos sem realizar a Copa. Não vai sumir se o jejum continuar.