#ADEHOJE –DEMITIDOS, MORTES, GREVE FUÉN, FOGUETÓRIOS

#ADEHOJE –DEMITIDOS, MORTES, GREVE FUÉN, FOGUETÓRIOS

 

SÓ UM MINUTO – Chegamos ao final da semana com movimentações aqui e ali no país. Uma greve geral nem um pouco geral, mas que criou confusão nos transportes. A oposição ainda está com poder reduzido de mobilização contra o homem que nos desgoverna, fala e toma atitudes assustadoras.

O general Santos Cruz, da Secretaria do Governo, perdeu a queda-de-braço com a turminha minion. Ou seja, os militares estão soluçando mais uma desconsideração. Vamos ver até quando não recorrerão ao susto pra curar soluços. Entrou outro general, amigo do homi.

Neymar depôs e disse que tudo foi normal lá naquela noite quente em Paris. Najila recuou vários pontos no tabuleiro nos últimos dias.

Perdas: morre o enorme jornalista Clovis Rossi e o silêncio fica com a morte do genial André Midani. Ele era demais, e foi fundamental no nosso panorama musical.

#ADEHOJE – BOLSONARO EXAGERANDO. PERIGO

#ADEHOJE – BOLSONARO EXAGERANDO. PERIGO

SÓ UM MINUTO – Hoje não acordei muito bem. Há uma secura no ar, eque parece também de pensamentos e razão que me deixa doente. Acompanhando o noticiário fiquei muito pior porque tive o desgosto – desgosto – em ver o homem que nos desgoverna ousar dizer que ontem foi ao Estádio assistir o jogo do Flamengo e foi bem recebido –“coisa que desde o Médici não ocorria”…

Deus, o Médici foi um ditador sangrento, um ser horrível que deixou um rastro de sangue e tristeza por onde passou e no que tocou. Estamos em perigo, e cada vez mais real.

Além disso, de sua declaração que vale como um tapa na cara dos democratas, Bolsonaro defendeu Moro, mas aí dentro do que se esperava. E o caso todo que, como disse vai ser como uma torneira pingando, cada dia com novos personagens entrando, ou melhor, saindo pelo cano, vai se desenrolar mesmo é na Justiça, onde lei é lei, e assim deve ser considerada.

#ADEHOJE – BRASIL EM DEMOLIÇÃO. HACKERS TOCAM O TERROR.

#ADEHOJE – BRASIL EM DEMOLIÇÃO. HACKERS TOCAM O TERROR.

 

SÓ UM MINUTO – Hoje escutei – pelo rádio, imprensa – que o homem que nos desgoverna no momento quer decretar redução de várias florestas do país. Estamos passando carão junto a Noruega e à Alemanha por conta do Fundo Amazônia, que o governo está tentando por a mão grande. Repararam que andamos para trás em várias de nossas árduas conquistas? O meio ambiente é sagrado, mas cada dia mais afetado. Registro aqui que, por exemplo, a poluição sonora que tanto mal faz à saúde, está cada vez pior. Agora, pare, escute só. Nas áreas urbanas é verdadeiramente insuportável.

José Robalinho, ex-presidente da Associação Nacional dos Procuradores, trocou mensagens com hacker ontem à noite. Atendeu, e conversou, pensando que era outro procurador…. não percebeu que se tratava de um hacker, ouviu o áudio e respondeu a mensagem analisando o teor do conteúdo enviado. Os hackers estão tocando o terror e mostrando organização e objetivos.

#ADEHOJE – A TORNEIRA VAI PINGAR PARA A GREVE GERAL.

#ADEHOJE – A TORNEIRA VAI PINGAR PARA A GREVE GERAL.

 

SÓ UM MINUTO – Vou contar para vocês como é que funciona essa estratégia de imprensa, e revelação de fatos, sejam vazados, descobertos, “espionados”. Primeiro, liberam um pouquinho, como a gente já viu nesse final de emana, com diálogos entre o atual ministro da Justiça, Sergio Moro, antes o carrasco número 1 da Lava Jato, e o procurador Deltan Dellagnol. Aí eles saem – como já saíram – negando, se defendendo. Ok. Mas logo depois vem mais, acreditem. Ninguém mexe num vespeiro desses só com aqueles diálogos quase inocentes. O pessoal da Intercept, que abriu o caso, deve estar trabalhando com isso há muito mais tempo e pelo que penso, tem bala na agulha, e alguma costa quente que ainda não identifiquei.

Claro, e parece óbvio, que começar essa semana a lançar os exocets não foi acidental. Não sei se sabem, mas há uma GREVE GERAL programada para a próxima sexta-feira, dia 14 agora. Ela está sendo urdida há muito contra a reforma da previdência, mas vem também contra o Governo todo, contra Bolsonaro e… Surpresa…pela campanha LULA LIVRE. A oposição ainda não se deu conta que a página virou e que outros líderes deveriam estar sendo construídos. Não aprenderam com a derrota que nos deixou a atual situação.

 

ARTIGO – O amor (e o sexo) nos tempos de cólera e internet. Por Marli Gonçalves

O amor é lindo. Seria simples se as pessoas não fossem tão loucas, tivessem tantas dificuldades em se relacionar entre si. Mas, se já era complicado antes, imagine agora, em tempos de internet, redes sociais, aplicativos, celulares que gravam tudo, e dessa total exposição das intimidades

Já disse. O caso do relacionamento nas noites quentes de Paris, entre Neymar e a modelo Najia Trindade, que agora o acusa de estupro e agressão, ainda vai longe. Envolverá ainda muitas outras pessoas, como a dança de cadeiras dos advogados e assessores. Gerará muita discussão e discórdia, pano para manga, e gelo para o pé ferido do atleta, tantos aspectos envolve. O prazer e a vontade sexual da mulher, sempre na berlinda e que sempre ainda parece inadmissível mesmo em tempos modernos. O não é não, o direito de parar, seja em qualquer situação, Hora H, ou qualquer outra, desde que um dos dois (ou às vezes até mais) queira. Os novos conceitos legais e judiciais sobre o que se configura crime. Por exemplo, a divulgação das imagens íntimas, de um lado e de outro, na defesa e na acusação.

Como voyeurs, todos assistimos, diretamente dos sofás e das mesas de bar, nos deliciando com os detalhes sórdidos. Amplas audiências, buscas de furos jornalísticos, vidas escarafunchadas, especialmente, claro, a da mulher, a parte mais fraca dessa e tantas outras histórias, principalmente quando envolvem personalidades tão poderosas e conhecidas mundialmente como Neymar. Torcidas organizadas se formam e, como virou habitual no país, embates fragorosos que revelam a confusão, machismo, provincianismo e ignorância.

O assunto explodiu e já de cara a mulher foi condenada. Afinal, manifestou desejo, aceitou ganhar a passagem, “provocou” o encontro, não é rica, só podia estar querendo dar um golpe no eterno menino, que já aprontou de um tudo, mas ainda é “menino”, como se fôssemos a mãe generosa, para quem sempre o filho tem razão e será criança.  Mas, então, por que não deu o golpe logo, ela não diz que quis parar porque nenhum dos dois tinha preservativo? Nem precisava furar nenhum para tentar engravidar e esticar essa noite por toda a vida. Um argumento, no entanto, que cairia por terra se o encontro tivesse sido até em algum motel da estrada, imaginem em um hotel de luxo, onde em segundos alguém entregaria na porta muitas camisinhas em uma bandeja de prata, possivelmente com o logotipo do estabelecimento e votos de boas entradas. Não convenceu. Pelo menos a mim, que desde o início pedi calma no julgamento público dela.

O que teria acontecido? Por que ainda passam batidos os recados que o próprio Neymar divulgou? Em um deles diz já estar bêbado; em outro, completamente louco. Portanto, também não há como negar que seu comportamento possa ter sido violento ou alterado. Do tipo “paguei para ela vir dar para mim”. Até esse momento não encontrei análises sobre o comportamento digamos estranho do atleta nas últimas semanas, contando com o soco no torcedor, as festas e badalações, as seguidas contusões (fraqueza, distração?), os imbróglios inclusive com o Imposto de Renda, o pai metido em tudo, e o anterior encontro com Bolsonaro, que por incrível que possa parecer, também já se meteu na história, absolvendo, como bom machista que sempre se mostrou ser.

Será depressão? Não será o verdadeiro amor perdido? Afinal Neymar e a atriz Bruna Marquesine juravam amor eterno, falavam em casamento, planos de ter filhos há bem pouco tempo, esbanjavam e esparramavam isso para o mundo todo, depois de idas e vindas. O fim do namoro – que agora aparece mesmo ser definitivo – marca mudanças visíveis em Neymar, em seu comportamento. Vamos e venhamos que flertar com uma quase desconhecida, que estava em outro país, diante de tudo que ele conhece do bom e do melhor do outro lado do Atlântico não é a coisa mais normal do mundo. Najila deve ter mesmo se sentido o máximo. O seu nome significa “aquela que tem os olhos grandes”, “mulher cujos olhos são grandes”. Como a gente diz, o olho cresceu.

O caso será uma guerra. Inclusive de comunicação. Com espertezas de todo o lado. A contratação, para a defesa de Neymar, da criminalista Maíra Fernandes, reconhecida na causa feminista, foi gol. O inacreditável, ridículo, foi a organização a que pertencia, a Cladem (Comitê da América Latina e do Caribe para a Defesa dos Direitos da Mulher), tê-la expulsado imediatamente por causa desse seu trabalho. Neymar ainda não foi condenado, nem julgado culpado, e tem todo o direito de defesa seja de quem quiser e poder pagar.

É radicalismo em cima de radicalismo. Cada vez mais o medo se instala junto ao amor e às relações sentimentais. Violência que origina as centenas de feminicídios que ocorreram quando as mulheres procuraram romper relacionamentos, e alguns vice-versa.  É a vingança realizada na exposição pública de momentos íntimos, do amor quando ocorria em fotos, vídeos, nudes. A insegurança dos casais. O alimento do bicho indomável, o ciúme.

Não me admira que tantos e tantas estejam sozinhos, ou preferindo apenas as relações fugazes. Também não me admira a construção fictícia dessa linda e pacificada sociedade diversificada dos anúncios que proliferaram para estimular o consumo no próximo Dia dos Namorados. Lé com lé. Cré com cré. Cré com lé. Reparou?  As mais variadas combinações, felizes.

Como seria bom se fosse verdade, embora toda forma de amor valha a pena. Só que ele ainda tem grandes dificuldades de dizer seu nome quando tem tanta gente assistindo de camarote, esperando que pegue fogo, que a casa caia, que a cama despenque. E que tudo tenha sido gravado, em detalhes, na horizontal e na vertical. De preferência com som ambiente.

amor de mãe________________________________________________________________________

Marli Gonçalves, jornalista – Primeiro, a defesa das mulheres. O meu lado da história, e que reconhece bem, assim como as dificuldades que já viveu por ser uma.

marligo@uol.com.br / marli@brickmann.com.br

Brasil, nos dias de namorados

 

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#ADEHOJE, #ADODIA – Comunicação não suporta muito abuso, Senhor Presidente.

#ADEHOJE, #ADODIA – Comunicação não suporta muito abuso, Senhor Presidente.

Pausa para esclarecimentos que ultimamente até piada a gente tem de explicar. Não tenho nada contra o Bolsonaro lavar camisetas, meias, cuecas, torcer, colocar no varal. Só sei que já vivi para ver. E trabalho com comunicação, inclusive política, há mais de 40 anos. Dito isso: qual vocês acham que é o interesse da divulgação daquelas fotos? Se tivessem sido tiradas por algum repórter de jornais ou qualquer coisa, dependurado em cima de uma árvore, com uma luneta, aí, sim, teriam importância na comunicação que pretendem, do tal homem simples – mas que também é bronco total. Antes que tentem me lembrar, aquela foto antológica do Lula barrigudo, de calção, carregando um isopor provavelmente cheio de bebidas na cabeça, caminhando com a Marisa atrás na praia foi feita assim, não oficial, mas de um bom repórter em um barco. Lembram, ela até tinha um problema de foco. Agora essa, aproveitando e mostrando bem os eletrodomésticos novinhos, máquina de lavar, secar – que inclusive provavelmente nós é que pagamos – com ele no tanquinho, como se estivesse distraído… Por exemplo, o General Mourão foi filmado numa festa de amigos, fazendo flexões de brincadeira, em um desafio. Mas foi alguém da festa que fez. É uma diferença, gente. Natural é Natural. Natural é bom. Influenciado, forçado, acreditem: “não bom”. Preciso refrescar a memória de vocês lembrando do Fernando Collor? Saco roxo, etc… Quando cai, cai lá de cima.

ARTIGO – Comunicação do além, para além de nós. Por Marli Gonçalves

Entre as coisas que vêm mudando com rapidez assustadora está a comunicação. Total. Entre as pessoas, entre elas, para elas, e até com os astrais superiores. As autoridades também andam inovando, mas pensa: eliminam intermediários muito mais apenas para não serem contrariados.

Começou com aquela tal vela automática, eletrônica, nas igrejas, aquela da luzinha que acende quando você põe a moeda na máquina. Sempre achei esquisito. Ainda não descobri como andam pagando promessas nas igrejas, aquelas promessas que usavam velas do tamanho das pessoas a serem protegidas. Mas também tem – e aí nem precisa sair de casa ou do celular – dezenas de apps, aplicativos, de promessas, de palavras confortantes, todas as religiões entrando na era digital. Você também pode acender velas pelos sites, fazer pedidos e até rezar o terço. Imagina a capacidade instalada do servidor de Deus! Será que Ele também sofre com a lentidão, com downloads, muito tempo diante da tela? Que equipamentos usará? Será que visualiza as nossas mensagens? Bloqueia, responde correntes? Certeza é que não atende aquelas ordens de “REPASSE SEM DÓ”, geralmente mentiras cabeludas que toda hora querem que a gente passe para a frente, e também deve odiar receber vídeos e áudios sem noção.

Mas não parou aí essa mudança. Logo viveremos só com as nossas telas. O mundo digital causa uma revolução no nosso dia a dia, atinge o relacionamento humano interpessoal. A eleição demonstrou de forma cabal coisas que há pouco nem imaginaríamos ser possíveis.

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Por exemplo, brigamos com “amigos” que nem conhecemos, nem chegaremos nunca a ser na vida real. Ou nos juntamos a grupos enormes que pensavam como nós, acreditando piamente que fazíamos a diferença, como em um protesto monumental. Concordamos, seguimos, conversamos ou batemos boca com robôs. Aliás, não há como esquecer que agora compramos roupas e várias outras coisas de vendedores virtuais; podem até ter nome, mas não existem. Isso porque não faz muitos anos a gente só reclamava de “não ter gente” que nos atendesse quando telefonávamos para reclamar de alguma empresa. Disque 1 para isso, 2 para aquilo, 440 para nos xingar, e … 9! – Se quiser falar com algum de nossos atendentes, que poderão, claro, deixar a linha cair e você precisar fazer tudo de novo, essa sim uma verdadeira via crucis.

Não por menos agora a moda seja a comunicação de tudo, vai, me diz se não é verdade, de tudo, sendo feita via redes sociais. O Twitter é o predileto dos políticos que anunciam o que bem querem, o que pensam e muitas vezes nem pensam para escrever, o que fazem muitas vezes em alterados estados na madruga…e depois do rolo, correm para apagar. Outra coisa que também é digna de nota: escreveu, não leu, o pau comeu, ou seja, não dá mais para apagar. Em algum canto do planeta alguém copiou, printou, fotografou, guardou, salvou, arquivou e vai esfregar na cara de quem disse que não disse, na primeira hora que for possível. Por enquanto a única saída é alegar que foi hackeado, que teve o computador invadido e as contas usadas.

O novo governo já é especialista nisso, começando pelo presidente eleito e seus replicantes. Jair Bolsonaro anunciou os componentes do governo, debateu, critica quem quer, opina até sobre o que não perguntaram. Ainda. Manipula a informação. Ele é quem pauta, e só, claro, o que lhe interessa. Qualquer hora publicará uma foto pondo a língua para fora ou dando “uma banana” aos jornalistas, a quem vem sobrando apenas correr atrás dos caracteres já publicados, das migalhas. Tudo muito igual o Trump, nos Estados Unidos, que parece mesmo ser o ídolo máximo do nosso novo governante.

Incentivamos com nossa curiosidade. Porque por isso ganham a cada linha, cada foto, cada #hashtag publicada, por livre e espontânea vontade acompanhamos tudo de celebridades e subcelebridades. Sabrina Sato nos fez sentir até a dor do parto de sua primeira filha, Zoe. Novidade mesmo foi essa do João de Deus que, para satisfazer seus desejos e, obviamente, seus problemas de ejaculação precoce, alegava que seu pênis era uma espécie de antena com o além. Só se concentrava, sem precisar de equipamento.

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Marli Gonçalves, jornalista – Desejando tudo de bom a todos e que o ano que vem essa nossa comunicação virtual alcance todos os sinais e que continuemos unidos, na realidade, pelo que melhor e mais nos faça feliz.

Brasil, quase… 2019.

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noel

 

#ADEHOJE, #ADODIA – DIPLOMAÇÃO E A HORA DA VERDADE. JÁ SÃO MAIS DE 200 MULHERES DENUNCIANDO JOÃO DE DEUS

#ADEHOJE, #ADODIA – DIPLOMAÇÃO E A HORA DA VERDADE. JÁ SÃO MAIS DE 200 MULHERES DENUNCIANDO JOÃO DE DEUS

ACABOU O TEMPO REGULAMENTAR. HOJE, COM A DIPLOMAÇÃO DE JAIR BOLSONARO, SEU VICE E DEMAIS, O NOVO GOVERNO A PARTIR DE 1º DE JANEIRO FICA “ASSINADO”. O QUE VEM JUNTO JÁ ESTAMOS VENDO, ESPECIALMENTE OS TRÊS MENINOS BOLSONARINHOS, OS FILHOS DO CAPITÃO, QUE VÊM ATUANDO AQUI E ALI, E UNS RABINHOS JÁ COMEÇAM A APARECER. ENQUANTO ISSO MAIS DE 200 MULHERES JÁ PROCURARAM O MINISTÉRIO PÚBLICO PARA DENUNCIAR O MÉDIUM JOÃO DE DEUS POR ABUSO SEXUAL, E O NÚMERO DEVE CRESCER. CORAGEM, FOI ABERTA A PORTEIRA, E O FIM DO MEDO DAS AMEAÇAS. ONTEM JÁ APARECEU O ADVOGADO NEGANDO, NEGANDO, E FOI O CRIMINALISTA ESTRELADO ALBERTO TORON QUEM DEU ENTREVISTA POR TELEFONE, E QUE JÁ PARECEU NÃO MUITO CONFORTÁVEL COMO PORTA-VOZ DO ACUSADO DE DEUS. OU SEJA, CONTINUA ESSA MANIA DE DAR A ADVOGADOS O PAPEL DE PORTA VOZ QUE COSTUMEIRAMENTE ERA DE ESPECIALISTAS EM COMUNICAÇÃO. ASSIM, TUDO FICA AINDA MAIS DESASTRADO, SUPERFICIAL, DISTANTE, IMPESSOAL E JÁ HÁ AMEAÇAS DE FECHAR O CENTRO EM ABADIÂNIA, GOIÁS.
COMEMOREMOS, AINDA OS 70 ANOS DA DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS, QUE CONTINUAM TENTANDO SER GARANTIDOS. EMBORA SEM SUCESSO EM VÁRIAS PARTES DO MUNDO, ONDE AINDA REINA A BARBÁRIE.

#ADEHOJE, #ADODIA. COMUNICAÇÃO, IMPRENSA, LIBERDADE DE IMPRENSA. SABER. DEPOIS, CRITICAR, COMENTAR…

#ADEHOJE, #ADODIA. COMUNICAÇÃO, IMPRENSA, LIBERDADE DE IMPRENSA. SABER. DEPOIS, CRITICAR, COMENTAR, ANALISAR

 

Tenho ouvido muita gente reclamando que a imprensa está dando muito espaço ao dia a dia do presidente eleito, Jair Bolsonaro. Até entendo, porque dá uma enjoada. Mas é fundamental que saibamos tudo que fazem, pensam, fazem, pretendem. Nem que seja incluindo saber do pão com leite condensado, do banco, da praia, dos abraços e beijos aqui e ali. Se não soubermos, como vamos analisar, criticar, comentar? Papéis que serão muito mais importantes a partir de agora. Por isso, inclusive, estou aqui. Tá ok? Tá OK agora é o novo pretinho. O presidente fala toda vez que quer encerrar a conversa, percebeu?

 

ARTIGO – Entrevista para a geladeira. Por Marli Gonçalves

Abriu a porta da geladeira, viu a luzinha acesa e logo saiu a dar entrevistas, falando pelos cotovelos aos rabanetes, cenouras, potes de manteiga, compotas e sobras de comida. Anunciou que faria coisas sobre as quais não tinha exatamente a ideia ou informação organizada. Muito menos explicações razoáveis, ou um discurso com cabeça, corpo e membros…

Foi atropelado pelas batatas e quanto mais tentava se explicar mais muitos nós deu no pulôver do pescoço e se enrolou inteiro. As palavras pobre, ração, lixo, pó, alimento vencido, o pote com a imagem de Nossa Senhora Aparecida (deixem-na em paz, fora da política!) se misturaram e tornaram o assunto bem pouco palatável. Aliás, ficou até bastante indigesto, inclusive por misturar alho e bugalhos em biscoitinhos e com a Igreja. Se a ideia era boa, ninguém soube, ninguém viu.

O governo anda assim. O governo, não. Os governos. Todos os níveis. Calados seriam poetas. Perdem as batalhas da comunicação e isso cada vez mais impressiona. Meu bom coraçãozinho não quer pensar que é de propósito, não posso acreditar que lançam esses torpedos polêmicos e mal ajambrados quando precisam mudar o foco de alguma coisa, nos distrair. Impressionante: da boca deles brotam, jorram, incongruências.

Ah, seria bom se a comunicação fosse mais respeitada, e que a profissão de jornalista, particularmente falando por mim que trabalho nessa área, assessoria, crises, fosse mais honrada e responsável, que as coisas não fossem assim jogadas ao vento para ver até onde ele leva, porque já estamos bem dentro de um furacão. Não estamos querendo vulcões em erupção.

Os dias têm sido bastante pródigos em outros bons exemplos. Vamos lá, na linha manchetes que eles próprios nos deram e depois precisaram sair correndo para remendar, em geral chegando atrasados e metendo ainda mais os pés pelas mãos. “Governo libera mineração em área de preservação ambiental na Amazônia”. “Fiscalização do trabalho escravo vai acabar”. “Merenda escolar será de ração feita de alimentos que iam para o lixo”.

Seguido pelo festival de “não era bem assim”, “vocês não entenderam”, “tirem o viés ideológico”, “é golpe, é golpe”, “não querem que eu concorra”.

Mas o problema é que pode ser ideia boa e que pode acabar sendo desperdiçada, o que não é o caso, claro, nem da Amazônia nem do trabalho escravo. Mas da tal farinata, se tivesse sido apresentada direito. Um suplemento alimentar, nutritivo, produzido com bons e selecionados alimentos que são desidratados e podem integrar vários pratos em várias formas. Ideia antiga, inclusive, e que se bem desenvolvida já teria melhorado a miséria e a fome. Todo mundo come um monte de coisas que a gente não tem a menor ideia e vêm nos produtos.

Lidar com a imprensa não é simples, não é igual fazer selfie pelo celular, snap que se apaga. Outro dia, em um desagravo a um grande advogado, este fez em discurso uma ótima comparação, que aponta a dimensão do perigo, e a diferença – e até rixa – de tratamento entre as profissões, ambas com direito indiscutível a sigilo profissional. “Nunca vi no noticiário mostrarem gravação entre um repórter e a fonte, mesmo com acusação. Mas já vi várias gravações de advogados com seus clientes”.

Por outro lado, já há alguns anos os advogados têm assumido o papel de porta-vozes. Daí, tantas laudatórias e assinadas notas com palavras incompreensíveis e jurídicas ao grande público.

Enfim, considerem “Em boca fechada não entra mosquito”, uma das expressões mais objetivas e fundamentais para lembrar agora.

Tem outra boa: o peixe morre pela boca; essa lembra o anzol que o peixe corre a abocanhar a isca. Nós, jornalistas, dispomos sempre de várias minhoquinhas para jogar ao mar. Junto com as pretensões de muitos políticos por aí.

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Marli Gonçalves, jornalista – #prontofalei

São Paulo, gestão congestionada, 2017

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ARTIGO – Buraco Brasil. Por Marli Gonçalves

buracoEu bem poderia escrever, sei lá, sobre rock n`roll. Ou sobre a possibilidade de enfrentarmos um grande e grave racionamento de água e energia. Ou sobre os constantes atentados na Europa ou mesmo sobre a bomba maldita voando sobre o Japão. Mas não dá. Sinto muito. Tem mesmo de escrever sobre o buraco cheio de lama em que estamos atolados por causa dessa gente, que agora, ainda por cima, deu de querer censurar as coisas. Tem de reclamar, alertar a todos que estamos vivendo momento perigoso, sombrio.

Que pobreza! Não merecíamos isso. Um país bonito por natureza, cheio de possibilidades, ficando para trás, cada vez mais trás, lá na lanterninha.

Sabe aqueles noticiários sobre inspeções surpresa que a polícia costuma fazer nas celas das prisões em busca de celulares, armas e drogas? Reviram os colchões pelo avesso, procuram túneis de fuga. Pois foi essa a exata imagem que veio à minha cabeça quando soube que mais um – mais um, dois, três, quatro, cinco, mil… – Ministro, desta vez o multimilionário Blairo Maggi, estava com todas as casas por onde passa sendo minuciosamente revistadas.

Repara que não está sobrando um, e isso não pode ser normal. Não é normal. Não podemos considerar normal, e acabar nos acostumando, o que aparenta claramente já estar acontecendo. Tudo quanto é presidente, ex-presidente, ministro, ex-ministro, mais os lacaios todos, os asseclas… Pior: os do passado, do presente, e os de um futuro que talvez até fosse possível, se é que deu tempo de pensarmos em alguém novo e capaz.

Ou, me diga, você ainda se choca com as cabeludas verdades, mentiras, mentidos e desmentidos todo santo dia? Confessa: com cada vez mais enrolados arrolados, já centenas de nomes, de empresas, pululam delatores, se perde boa parte da história. Resta esperar o capítulo do dia, que trará? Já nem sabemos mais exatamente sobre o que eles estão falando.

O país virou uma enorme Casa de Detenção. E passo a temer (não tenho nada que o verbo também seja nome do homem) que nessa toada poderá ocorrer rebelião.

E o linguajar? São detalhes que talvez você nem preste atenção, mas por conta até da profissão a gente aqui leva em conta, pega o detalhe.
Primeiro, não parece que ninguém queira comunicar nada. Ou estão querendo falar só mesmo com a meia dúzia que poderia vir a comandar essa rebelião ainda possível? Querem falar apenas a essa classe média que anda por aí batendo cabeça em grupelhos, e que estão parindo uns monstrinhos muito dos esquisitos? Que até de censura gostam. Que se alimentam de ódio? Que não entendem nada além do mundinho besta no qual se isolam, e vêm palpitar e nos tirar o direito de decidir.

Como disse, talvez você não tenha reparado, mas, por exemplo, a última nota da presidência falava em realismo fantástico, entre outras expressões pomposas num momento tão importante para quem diz que tem como se defender. Fala logo, não enrola! E o outro, o preso dos 51 milhões, que pede liberdade porque está com medo de ser estuprado? Isso o povo entende direitinho. Fico imaginando os comentários a respeito.

Momento esquizofrênico.

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Marli Gonçalves, jornalista – Comunicar é arte que se faz, mas só com sinceridade; senão precisa falar, falar, falar, para ninguém entender nada mas ficar achando que entendeu

SP, 2017
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Fotos históricas, Cap 2. No Palácio, eu, Quércia, e os jornalistas do Comitê. 1988,9…

ACHE A MARLI.

UMA DE MINHAS FACETAS. ANDAR EM TODAS AS TERRAS.

♪♫ Me chama, me chama, me chama ♪♫

Não deixe de reparar o maravilhoso Di Cavalcanti que habita o Palácio dos Bandeirantes.

Ou pelo menos habitava…

 

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ARTIGO – Babel brasileira. Por Marli Gonçalves

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As palavras, ah, as palavras, as palavras. Elas vêm e vão igual à moda e às ondas do mar. Algumas vivem só por estações ou temporadas, depois ficam esquecidas num canto até que alguém lembre de ir buscá-las para convencer um outro alguém de seus significados

Espero que a palavra gestão, por exemplo, se salve desse destino triste após as eleições. Nunca tinha sido tão usada, e é na verdade tão necessária em seu sentido pleno. Vou torcer para que – depois de ser entendida – encontre outras, como organização, e em causa própria citarei mais uma que anda toda ralada por aí, se prostituindo por pouco: comunicação. A imprensa nacional em crise de identidade, cambaleante, bebendo muito, e em fontes estranhas, perdida atrás de seus leitores e telespectadores.

Penso se as redes sociais não são essa enorme centrífuga de pensamento que domina neste momento, tinhoso, ranheta e rabugento, mas que deu voz a todos, e como em Babel, vozes que não se entendem entre si.

a3vp5O problema é que elas já ecoam na Torre completamente embaralhadas, porque nunca vi tanta incompetência em gerir a comunicação como a que está demonstrando esse governo. Eles, primeiramente, fora…, como já de brincadeira se diz e a coisa pegou, nem combinam nada entre si, e saem por aí atirando medidas fortes para o alto, e logo elas caem e se despedaçam sem qualquer sentido.

12 horas de trabalho /dia. Desobrigação de aulas de Educação Física e Artes no ensino médio, e obrigatoriedade apenas de Inglês (!), Português e Matemática. Cortes em programas sociais. Tesouradas agressivas na Previdência, na aposentadoria. Mordidas nos orçamentos de Saúde e Educação. Cada dia um solavanco e uma correria para explicar o inexplicável, negar, dizer que não é bem assim, que tudo ainda está em estudos. E a melhor: que a sociedade ainda vai ser consultada a respeito desses vários temas.

Acho linda essa parte. Quando falam na “sociedade civil”, então, até me arrepio e eriçam-se os pelinhos. Lembra imediatamente a outra horripilante palavra, empoderamento. Há novas rodando alta quilometragem, como coletivo, situação de… (rua, etc.), vai lembrando de outras e me manda – vou começar uma coleção.

Mas voltando à vaca fria, o governo, um diz uma coisa, o outro faz outra. Um explica de um lado, o outro confunde de outro. E, como tudo que é assim, nada acontece, fica parado. E se anda, dançam melhor o bate-cabeça do que muitos metaleiros, os do rock pesado.

Escrevam: nessa toada não vai dar certo. Continuamos em suspensão mesmo depois de meses desse doloroso processo de impedimento e troca de comando. Como se uma espada pairasse todos os dias sobre a cabeça dos escolhidos, alguns muito mal escolhidos, aliás, observe-se, os amigos de num sei quem que vêm sendo apresentados ou se apresentam como salvadores da pátria com planos mirabolantes. Inclusive a promessa de agora, a de resolver a babel brasileira.

Essa espada é que ainda tem muita gente por aí dando com a língua nos dentes.

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oculos fendiMarli Gonçalves, jornalista – O jornalismo precisa se salvar. Merecemos não entrar em extinção, tanto quanto o mico leão dourado e as ararinhas azuis.

São Paulo, 2016, entre a gestão e a caldeirinha

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ARTIGO – O que é que tanto se comunica? Não se trumbica mais?

                                                                                                        Marli Gonçalves Acredite. Levei um susto. Não pude fotografar para provar, porque ele passou ventando, rápido, de skate, ladeira abaixo, na descida íngreme da Rua Augusta, pela faixa do meio – aquela contínua, de duas linhas amarelas. O garoto teclava uma mensagem no celular, em alta velocidade, e com os olhos atentos ao teclado, corpo solto, surfando no asfalto. Começo a achar que quem se comunica pode se trumbicar, sim, e virou mania. E toda mania tem seu preço, o de virar doença.

Eles estão em todos os lugares, para onde quer que você olhe. Os olhos esbugalham, os dedos nervosos se movimentam intensamente enquanto a palma da mão segura sem jeito o negocinho preto (tá, pode ser rosa ou em outra cor). A cabeça fica baixa, distraída, e se for de noite você verá apenas um rosto iluminado pela luz branca emanada da tela. Fazem isso – freneticamente – atravessando a rua sem olhar, nos vagões, nos ônibus, tropeçando em buracos, na direção dos carros, na esteira das academias, nas filas dos bancos, dentro de casa, no elevador. Não são mais só os “ligadores” compulsivos. São os tecladores alucinados batucando, conferindo respostas, repassando, curtindo, compartilhando, num frenesi admirável. As operadoras de telefonia devem estar contentes, mesmo que isso pareça uma forma de economizar ligações. Elas cobram tudo, e sempre saem ganhando.

Antes a gente falava que o povo vivia com o celular dependurado na orelha. Agora ele desceu para as mãos. Não estou acreditando no que ando vendo, nem nestas mudanças todas enlouquecedoras que vêm ocorrendo na comunicação entre as pessoas. Entre uma e outra e entre todas, aos milhares. Acho oportuno falar desse tema agora, porque comunicação é tudo, blá, blá, blá, e no final do ano recrudesce. As mensagens de Natal, amor e consumo já têm chegado por todas as vias. Dizem que guerras, revoluções e a paz estão sendo convocadas assim.

Se as palavras disparadas vão para o éter, para onde irão as palavras tecladas? Lembrei até da célebre “Quatro coisas que não retornam: a flecha disparada, a palavra proferida (e aqui poderia ser “a palavra teclada”), a água passada no moinho e a oportunidade perdida”. Não é incomum eu receber por engano mensagens com declarações de amor, cancelamento de compromissos que não são e nunca foram meus, nem o amor, nem a agenda.

Comunicação é forma de ciência. Sou formada nela, embora sem teses, dissertações e mestrados. Jornalismo é comunicação pura. Mesmo assim, e lembrando as aulas de Teoria da Informação, que tudo calculava, não sou capaz de dizer onde é que isso vai dar. Sei de casos de pessoas que se comunicam por SMS e e-mails estando dentro da mesma casa, em família. Na linha: “Vem jantar, que está na mesa”; “Já vou, mãe!”Nesse caso a mensagem é como tanque de guerra e atravessa a muralha da porta do quarto do adolescente. Por isso deram o nome de torpedo? Pode ser. O torpedo te pega onde estiver, tal qual um Exocet. E escreveu não leu o pau comeu.

Somos atingidos e atingimos. Nos emeiamos, nos essemeseiamos. Algumas formas de comunicação pegam mais rápido do que outras. Sempre pensei que uma das mais esperadas seria a via telefone com imagem, com vídeo, mostrando os dois lados do alô!

Boba, eu! Assim, como se manteriam as mentiras? (Estou aqui, no escritório, diz o homem no meio dos lençóis de outra mulher). (Sou loira, olhos verdes, 1m90, seios fartos, vangloria-se a pequena atarracada). Seria o fim da fantasia, também. A gente iria cada vez mais precisar agendar os telefonemas. Primeiro, um bom cabeleireiro, caprichar no modelão, na maquiagem, no cenário que ficará atrás. E de alguma forma isso tudo já ocorre quando se comunica por webcam. Só não vi ainda ninguém usando de forma corriqueira o sistema nos celulares mais modernos, “duais”.

Quando funcionam, são ótimas. Ao mesmo tempo, com tanta utilização, nas mais variadas formas, a comunicação pode já estar em colapso, ultrapassado o limite, porque não fomos capazes de zelar por ela, nem pela sua segurança. O uso indiscriminado, os spams, a venda de cadastros pessoais por empresas e operadoras, está tornando a situação calamitosa. Fora que a qualidade das redes parece nunca acompanhar o progresso. Antes eram só emails; agora entra lixo pelo celular. E o que a gente quer mesmo receber, ou precisa receber, ou mesmo espera receber, não chega. Ou se perde.

Mas uma coisa me intriga mais do que as outras. As tarifas, pela hora da morte. Os planos oferecidos em anúncios parecem mais enigmas das esfinges das pirâmides do Egito, com fórmulas que nunca consegui chegar a nenhuma que preste. Os planos de dados jogam com a gente. E a gente perde. Todo final do mês recebo um escalpo, e de duas operadoras, porque não dá para confiar em uma só.

Então, como esse povo todo que não sai do celular, por cima, por baixo, na orelha, ou nas mãos, faz para pagar? Como é que é essa coisa que vejo de “trocar o chip”? Tem gente que anda com vários, na carteira. Até hoje não sei nem como abre a caixinha da bateria de um dos meus, tão sofisticados e inacessíveis eles fazem os aparatos.

Ando no momento Racional MG, compondo o rap da economia da carteira. Pensando seriamente até em revigorar os sinais de fumaça. Claro que já tentei de tudo, consultei um monte de “especialistas”. Eles prometem que vão resolver a(s) minha(s) conta(s) “absurda (s)”. E nunca mais aparecem.

Não me venha falar de orelhões! Você não sabia? Eles estão morrendo à míngua, arrancados de todas as esquinas e lugares. E você, ingrato, ingrata, nem tinha percebido, não é? Saudades da fichinha!

São Paulo, timtim, claro que eu vivo dizendo oi, mas só para você, em 2012 (*) Marli Gonçalves é jornalista. Obrigada a ficar sempre comunicável.

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A volta da família Chagas ao poder da comunicação do Governo central…No AI-5 tinha o pai

VIU ESSA?

Helena Chagas é convidada para comandar Comunicação Social no governo Dilma 

A jornalista Helena Chagas, chefe da equipe de imprensa do governo de transição, foi convidada a comandar a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República no lugar do ministro Franklin Martins. A secretaria tem status de ministério.

…ENTÃO…Eu estou lembrando, lembrando…

Bem, eu não tinha nascido ( rsrsrsr)

mas parece que ouvi dizer que o papai Chagas, o Carlos Chagas,  foi o porta-voz que anunciou o AI-5 láááááááá atrás …

QUE NUNCA MAIS CERTAS COISAS OCORRAM NESSE PAÍS!