Ah. Até parece que é só lá que rola. Então, tá. Fica assim. Todo banheiro tem função.

Política | Brasil
DO SITE A CAPA

Shopping Frei Caneca coloca segurança em porta de banheiro para evitar “assédio gay”

Por Redação em 16/05/2011 às 14h00

Somente a placa (foto) como os dizeres: “A prática de ato obsceno em lugar público ou aberto, ou exposto ao público, é passível de pena de detenção de três meses a um ano” -, colocada na porta dos banheiros masculinos do Shopping Frei Caneca, região central de São Paulo, não está sendo suficiente para “evitar a paquera entre gays no local”.

De acordo com a Agência Estado, um segurança foi recrutado para ficar de guarda na porta do toalete masculino do 3º piso, próximo às salas de cinema, porque “teve gente que se sentiu incomodada” com a presença de gays no local.

Segundo o segurança, identificado como Leandro, em oito meses de serviço “no banheiro” ele ouviu apenas uma queixa. “Um senhor avisou que havia um rapaz se exibindo”, declarou.

Procurada, a assessoria do Shopping Frei Caneca afirmou que a “informação passada pelo segurança foi de interpretação pessoal” e que a função dele é como a de outros profissionais, de “zelar pela segurança dos frequentadores”.

ARTIGO – Escuta aqui, ô

 MARLI GONÇALVES  Vamos tentar falar calma e mansamente. Mas se nos exaltarmos, pedimos desculpas de antemão. Vamos enumerar uns fatos dos últimos dias, em busca de algum ouvido que não seja mouco, e que entenda quão feia está a coisa, o quanto estamos chateados em sermos feitos de cordeiros calados, vistos como uma platéia cativa e silenciosa. Cadê o gerente da Taberna Brasil?

Vamos tomar satisfação, como se dizia antigamente, lembra? Pais sempre iam tomar satisfação quando seus filhos sofriam alguma coisa. Lembro de minha mãe subindo nas tamancas por mim, e de uma vez que ela enfrentou a mãe de uma amiga, que era uma bruxa da sociedade assim tipo Marta. A filha, coitadinha, penava, e a riqueza era o problema. Soube mais tarde que a herdeira destituiu a própria mãe quando alcançou 18 anos e como prometera que faria no tal dia da encrenca.

Estamos mais ou menos assim: enchendo o baldinho até o dia que ele vai transbordar. Um perigo. Quando isso acontecer vai sobrar para tudo quanto é lado, mas seria bom se conseguíssemos nos fazer ouvir antes disso. Seria bom para todo mundo. E não me venham falando em luta de classes, brigas partidárias, tucanos e estrelinhas, nem tentem desmerecer quem aponta. Não é porque é petista que tem de ser chucro; não é porque é tucano que tem que ficar em cima do muro. Não é porque é militar que pode tudo. É preciso apenas ser contemporâneo, suprapartidário, cidadão, ecumênico, patriota, ter amor à vida, querer um futuro mais desenvolvido e respeitável, um mundo melhor. Somos nós essa massa a clamar: CHEGA!

Sabe? Me diga se não estamos com muita vontade de pegar uns caras pelo colarinho e chacoalhar? Chacoalhar muito? Escuta aqui, está pensando que somos o quê? O tal Roberto Requião, por exemplo, que envergonha hoje a palavra senador tanto quanto envergonhou outras vezes a palavra governador, político, paranaense. Apodera-se do gravador de um repórter, ameaça bater nele, e ainda sai se vangloriando por isso. Apaga a fita e ainda canta de galo? Roubo e violação = crime. Censura=crime. Ameaça física=crime. E ele ainda ousou dizer na tribuna, que deveria ser sagrada, que “era provocação” (o garoto perguntava das aposentadorias que ele põe no bolso quando o monstro atacou), que está sendo vítima de bullyingpor parte da imprensa?

Deus que me perdoe – que há anos tive um confronto com ele e sei do que é capaz – mas fico pensando se um cara desses ousasse tocar em algo meu. Caneta, gravador, celular, fone de ouvido, fivela de cabelo ou um grampo enferrujado. As minhas unhas virariam garras de adamantium imediatamente. Ele ia ter que me sacudir do seu pescoço, como se eu fosse um colar de pérolas, tão grudada que eu ia estar nesses ossos. Isso na melhor das hipóteses, de eu me defender começando por cima.

Aí – veja bem que tudo isso nesses últimos dias – o outro, o de bigodes, com seus marimbondos de fogo encarapitados em todos os escalões, vem e diz que não deve ter sido nada, que esse sujeito truculento é um “cavalheiro”. Para acabar de cuspir em nossa cara indica um amigo cheio de defeitos para presidir a tal Comissão de Ética. E essa ainda terá entre um de seus membros aquele cavalheiro tão inocente, aquele anjo de candura, tão puro, de ações tão delicadas quando elefantes pisando na relva, Renan Calheiros.

Essas marcas marrons estão no tapete azul do Senado; não dá para passar e não pisar. Do outro lado, onde os tapetes são verdes, entre outros exemplos, há também marcas de sangue, do ódio e do preconceito que tem levado a vida de tantos de nós. Uma “bancada da bala” orgulhosa das relações com os fabricantes de armas. E ali vive também uma antiga erva daninha, o troglodita Jair Bolsonaro. Pensam que ele parou? Andou falando agora que sofre de preconceito heterossexual. Pode? Depois o chamam de enrustido e ele baba. Racismo=crime. Homofobia=crime. Não sei como ele não fez como o outro que mandou a gente se lixar!

E são eleitos e reeleitos, e não há informações e uma investigação clara de exatamente por que o conseguem, como, que métodos, que persuasão, que grupo representam, quem os financia e a quem interessam suas existências vis em locais-chave. Vem ano, sai ano e todos continuam lá. Fichas (es) corridas. E vamos levando até que aconteça algo mais grave, e aí a gente ficará se lamentando, escrevendo históricos, análises, críticas e manchetes.

Tudo tem limite. Fossem só estes os nossos problemas, acho até que poderia ficar chato. Mas, não. As companhias telefônicas, de energia, planos de saúde, seguros e outras nos tratam como escravos, de forma degradante, mantendo-nos amarrados aos pés das suas ricas mesas. Se ficar o bicho come; se correr, o bicho pega. Mas não há nem para onde. O tilintar das moedas só toca com as nossas sendo despendidas, na gasolina que não ia aumentar, nos preços que espicham sem controle, nas promessas que não vão ser cumpridas é nunca.

É a Taberna Brasil na melhor forma. O esculacho total. A ponto de lembrar um filme de Robert Rodriguez e Quentin Tarantino às vezes, mas sem os gerentes que jogam porta afora pelos fundilhos os que exageram. Na verdade, recordei de uma cena antológica de Um drink no Inferno, onde o porteiro anuncia que ali havia mulheres de todo o tipo, enumerando-as durante minutos pela vagina, suas cores, formas, nomes.

Na Taberna Brasil, sem direção alguma, o porteiro gritaria um sem-número de verdades para nos definir, dizer como estamos nos comportando dentro desse boteco, assistindo paralisados aos shows no palquinho.

E garanto, nenhum desses nomes seria bom ou divertido como os do filme.

São Paulo, 2011, vivendo um campo de bate-bocas políticos inúteis, com tanta coisa para se fazer(*) Marli Gonçalves é jornalista. Lembro que essa história de Copas, Olimpíadas e aeroportos, trem-bala ainda vai dar pano para muita gente costurar smokings. Que temos um brasileiro preso em condições muito estranhas nos EUA. Que há muito pouco reconstruído das nossas tragédias. Que Delúbio voltar ao PT não fará a menor diferença para nós. E que o casamento já acabou. Inclusive o de certos partidos.

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um drink no inferno – um pouco  para vocês

A gente sempre brincou com a “bicha” pré-histórica, falando das mais antigas. E ela existe, olha aí. Bolsonaro vai ficar nervoso.

Cientistas acham ossos de possível homem pré-histórico homossexual

Esqueleto masculino encontrado na República Tcheca foi enterrado segundo ritual destinado às mulheres.

Da BBC

Cientistas tchecos escavaram o que acreditam ser o esqueleto de um homem pré-histórico homossexual ou transexual que viveu entre 4.500 e 5.000 anos atrás.

A equipe de pesquisadores da Sociedade Arqueológica Tcheca constatou que os restos – retirados de um sítio arqueológico neolítico em Praga – indicam que o indivíduo, de sexo masculino, foi enterrado segundo ritos normalmente destinados às mulheres.

Homem homossexual pré-histórico 1 (Foto: Sociedade Arqueológica Tcheca / via BBC)Local onde o esqueleto do homem pré-histórico supostamente homossexual, revelado pela arqueóloga Katerina Semradova. (Foto: Sociedade Arqueológica Tcheca / via BBC)

A arqueóloga Katerina Semradova disse à BBC Brasil que o enterro “atípico” indica que o indivíduo encontrado fazia parte do “terceiro sexo”, provavelmente homossexual ou transexual.

“Trabalhamos com duas hipóteses: a de que o indivíduo poderia ter sido um xamã ou alguém do terceiro ‘terceiro sexo’. Como o conjunto de objetos encontrados enterrados ao redor do esqueleto não corroboravam a hipótese de que fosse um xamã, é mais provável que a segunda explicação seja a correta”, disse Semradova.

As escavações foram abertas ao público nesta quinta-feira e a visitação tem sido intensa.

Os restos são de um membro da cultura da cerâmica cordada, que viveu no norte da Europa na Idade da Pedra, entre 2.900 a.C e 2.500 a.C.

Homem homossexual pré-histórico 2 (Foto: Sociedade Arqueológica Tcheca / via BBC)Utensílio doméstico encontrado junto à ossada em Praga. (Foto: Sociedade Arqueológica Tcheca / via BBC)

Neste tipo de cultura, os homens normalmente são enterrados sobre o seu lado direito, com a cabeça virada para o oeste, juntamente com ferramentas, armas, comida e bebidas.

As mulheres, normalmente sobre o seu lado esquerdo, viradas para o leste e rodeada de jóias e objetos de uso doméstico.

O esqueleto foi enterrado sobre o seu lado esquerdo, com a cabeça apontando para o oeste e cercado de objetos de uso doméstico, como vasos.

“A partir de conhecimentos históricos e etnológicos, sabemos que os povos neste período levavam muito a sério os rituais funerários, portanto é improvável que esta posição fosse um erro”, disse a coordenadora da pesquisa, Kamila Remisova Vesinova. “É mais provável que ele tenha tido uma orientação sexual diferente, provavelmente homossexual ou transexual.”

Homem homossexual pré-histórico 3 (Foto: Sociedade Arqueológica Tcheca / via BBC)Ossada é medida por pesquisadores na República Tcheca. (Foto: Sociedade Arqueológica Tcheca / via BBC)
 

IHH! Gente, o negócio pega! Olha outro deputado infeliz, de língua e cabeça

MATÉRIA DA FOLHA.COM – www.folha.com

Deputado federal diz no Twitter que “africanos descendem de ancestral amaldiçoado”

Guilherme Balza
Do UOL Notícias
Em São Paulo

Reprodução/Twitter
  • Mensagem que foi postada no Twitter do deputado Marco Feliciano (PSC-SP) e depois apagada

O deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) afirmou nessa quarta-feira (30), em sua página no Twitter, que os africanos são descendentes de um “ancestral amaldiçoado por Noé” e que sobre a África repousa maldições como o paganismo, misérias, doenças e a fome.

“Africanos descendem de ancestral amaldiçoado por Noé. Isso é fato. O motivo da maldição é polêmica. Não sejam irresponsáveis twitters rsss”, diz a mensagem postada no perfil do deputado –após a reportagem contatar assessoria de Feliciano, a mensagem foi apagada (veja a reprodução na imagem acima).

Na sequência, Feliciano, que é pastor evangélico e empresário, afirma: “sobre o continente africano repousa a maldição do paganismo, ocultismo, misérias, doenças oriundas de lá: ebola, Aids. Fome…”

Antes, o pastor evangélico disse que a maldição sobre a África supostamente provém do “1º ato de homossexualismo da história”. “Sendo possivelmente o 1o. Ato de homossexualismo da história. A maldição de Noé sobre canaã toca seus descendentes diretos, os africanos”, afirmou também.

Em entrevista por telefone, Feliciano disse que as mensagens foram publicadas por assessores, sem a sua aprovação. O parlamentar afirmou também que não considera as mensagens racistas. “Não foi racista. É uma questão teológica”, disse. “O caso do continente africano é sui generis: quase todas as seitas satânicas, de vodu, são oriundas de lá. Essas doenças, como a Aids, são todas provenientes da África”, acrescentou.

Hoje, quase 20h depois das declarações, o deputado negou ser racista também no Twitter. “Tenho raízes negras como todos os brasileiros. Bem como dos índios e também europeus! Rejeito essas calunias infames! Aqui não seus desalmados”, disse Feliciano.

Marco Feliciano foi eleito deputado federal nas eleições do ano passado, com mais de 211 mil votos, e diz ter 30 mil seguidores no Twitter. “Sou afrodescendente, meu nariz é largo, meu cabelo é crespo. Tenho apoio do líder do movimento dos negros, pastor Albert Silva, de São Paulo”, defendeu-se.

No perfil do deputado no Twitter, há também várias mensagens direcionadas a homossexuais.  O deputado afirma que vários internautas da comunidade gay o perseguem e convoca os “cristãos” a despejarem mensagens nas páginas de seus críticos. Em seguida, o parlamentar listou uma série de usuários do Twitter que supostamente o atacam.

A GENTE VAI TER QUE TIRAR O VERME DA TOCA.

DA COLUNA DO LAURO JARDIM

Um ministro do Supremo dos mais progressistas e que não tem nenhuma simpatia por Jair Bolsonaro sentenciou: é quase nula a chance de ele perder o mandato por suas declarações homofóbicas e racistas ao programa CQC. A imunidade parlamentar para opiniões, apesar das barbaridades que ele tem dito, é absoluta.

Para o ministro, a única exceção que pode levá-lo à cassação é se ficar caracterizado que Bolsonaro disse o que disse como cidadão comum – o que não foi o caso no programa, afinal ele falou o que falou como parlamentar.

Por Lauro Jardim

 

Lixas de todo o mundo! Uni-vos! vamos lixar o Bolsonaro, para ele ficar mais lisinho ainda?

DO UOL – mais sobre o penta, aqui e aqui.

Deputado Jair Bolsonaro diz que “está se lixando” para movimento gay

Camila Campanerut
Do UOL Notícias
Em Brasília

Mais uma vez envolvido em polêmicas por suas frases consideradas racistas e homofóbicas, o deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) afirmou nesta quarta-feira (30) que está “se lixando” para o movimento gay e voltou a dizer que não quis ofender a cantora e apresentadora Preta Gil.

“Estou me lixando para esse pessoal aí [do movimento gay]. Eles criaram agora a Frente Parlamentar de Combate à Homofobia, a frente gay. O que esse pessoal tem a oferecer para a sociedade? Casamento gay? Adoção de filhos? Dizer para vocês que são jovens que, no dia em que vocês tiverem um filho, se for gay, é legal e vai ser o ‘uhuhu’ da família? Esse pessoal não tem nada a oferecer”, declarou ao chegar ao velório do ex-vice-presidente da República, José Alencar, no Palácio do Planalto, em Brasília.

Bolsonaro afirmou não temer a representação encaminhada ontem pela OAB-RJ (Ordem dos Advogados do Brasil – seção do Rio de Janeiro), à Corregedoria-Geral da Câmara dos Deputados, para que seja aberto processo contra ele por quebra de decoro parlamentar nas declarações que fez em relação à população negra e aos homossexuais no programa CQC de TV Bandeirantes desta última segunda-feira (28).

“O que eu entendi da Preta Gil, por Deus que está no céu, é como eu reagiria caso meu filho tivesse um relacionamento com gay. Todo mundo que quiser entrar com processo é justo. Ela, por exemplo, que exemplo ela tem de vida para dar para todos nós para cobrar ética?  No blog dela está escrito lá que ela já participou de atos sexuais com outras mulheres, ela participa – palavras dela lá – de suruba”, disse o parlamentar. “O que eu tenho contra ela? Nada contra ela. Nunca gostei dela, é direito meu. Não vejo que ela tem credibilidade para falar em ética”, completou.

Além da Corregedoria, a Comissão de Direitos Humanos da Casa pediu ontem (29) que o caso fosse investigado. Já na Comissão de Ética da Câmara, o próprio deputado entrou com um requerimento para “tirar as dúvidas” sobre o que quis dizer no programa televisivo.

“Racismo e homofobia proclamados por parlamentar são claro abuso de prerrogativas asseguradas a membro do Congresso Nacional. Pode dar cassação de mandato. Daí o pedido de sindicância urgente sobre o dito pelo deputado, protocolado por 19 deputados na Presidência da Casa, ontem à noite. A Corregedoria precisa agir, já! Não descartamos ir ao Conselho de Ética, caso haja morosidade”, disse líder da bancada do PSOL na Câmara dos Deputados, Chico Alencar (RJ).

Frente LGBT

A Frente Parlamentar Mista pela Cidadania LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais), relançada ontem, na Câmara dos Deputados, já teve como primeiro debate as declarações do deputado reeleito pelo Rio de Janeiro   

O grupo, formado por 171 deputados e senadores, terá como objetivo analisar propostas sobre igualdade de direitos para todos os cidadãos.

Deputados que “se lixam”

Bolsonaro não foi o primeiro a dizer mais recentemente o termo em afirmações controversas. O deputado reeleito Sergio Moraes (PTB-RS) disse há dois anos que estava “se lixando para o opinião pública” por defender na época outro parlamentar (Edmar Moreira), que ficou conhecido como “deputado do castelo” – por ser dono de uma casa em Minas Gerais, avaliada em R$ 25 milhões  e não declarada  na Receita Federal.