Cesar Maia destaca o quanto a crise na Petrobras afetará o Rio de Janeiro. E tudo chega aqui. Tudo se espalha.

1oilrig2 CRISE NA PETROBRAS JÁ AFETA ECONOMIA DO RIO!  

(Globo, 21) 1. Com quase um terço do PIB vindo do setor de petróleo, o Rio de Janeiro será o estado mais atingido pelos problemas da Petrobras e pela baixa cotação da commodity no mercado internacional. A indústria de óleo e gás tinha R$ 143 bilhões em investimentos previstos entre 2014 e 2016, sendo que a estatal responderia por 85% do total. Assim, mesmo antes de a Petrobras anunciar qual será a redução de investimentos, a economia fluminense já amarga demissões, queda de salários e problemas em negócios.

2. No setor naval fluminense, o clima é de incerteza e medo. Essa é a avaliação de Edson Carlos Rocha da Silva, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Niterói.  Segundo ele, o Rio de Janeiro, um dos principais polos navais do Brasil, corre o risco de fechar 2,5 mil postos de trabalho ao longo do próximo ano, considerando apenas o fim dos atuais contratos de dois estaleiros.  Maurício Canedo, pesquisador da FGV, diz que é difícil estimar o impacto dos problemas no Rio, pois depende de definições importantes da Petrobras: – O Rio é o estado mais dependente de petróleo e o setor afeta quase tudo em volta. Diversos municípios são totalmente dependentes desta indústria.

3. O setor de óleo e gás responde por metade do mercado de aluguel de espaços corporativos no Rio. Cerca de 10% deste grupo já renegociaram contratos, derrubando os preços em 20%.

fonte: Ex-blog de Cesar Maiaoilrig1

Novo apelido de Dilma que circula por aí…

awesome_rings_water_amazing_gifsÊ, Cantareira

Dilma tem novo apelido, com a volta ao Palácio do Planalto fragilizada pela maior crise econômica e política em 16 anos: “Volume morto”.

FONTE: COLUNA CLAUDIO HUMBERTO – DIÁRIO DO PODER

Incor: andei ouvindo umas barbaridades. Boas para algum repórter atento que esteja passando por aqui. E que tenha um bom veículo para denunciar.

REVOLTAS NO INCOR-SPMEDO

man_with_cane_lg_whtNão tenho como aprofundar essa pauta, então passo aos colegas repórteres que se dispuserem a investigar:

O Incor está em crise. Financeira e de pessoal. Há neste momento (nestes dias) uma espécie de revolta ocorrendo no Incor, em São Paulo. Os anestesistas estão em operação tartaruga porque exigem que sejam contratados “auxiliares de anestesia”. Estão fazendo o serviço bufando. Alguns se recusam até a usar máscaras. Há um diz-que-disse geral pelos corredores e a enfermagem não pode piar. Nem falar nada.

Até onde se sabe, o único lugar que teria esse luxo seria o Incor, já que nem um hospital como o Sirio-Libanês os têm. Acontece, ainda, que a situação por lá está de terrível abandono, com falta de vários materiais, além de pessoal de suporte. Entre os itens que estariam faltando, material de curativos! Lembrando que lá ficam transplantados, pacientes com cirurgias delicadíssimas.0012

Há forte suspeita de aumento de contaminação – infecção hospitalar – na UTI. Mas faltam leitos e vagas. Há quem diga que aumentaram os óbitos.

hommes024Ocorrem por ali, ainda, algumas cirurgias, digamos, para tirar dos pacientes alguns pedacinhos de gazes esquecidos, que são rapidamente descartados quando saem, já que poderiam ser usados como provas de desleixo, no mínimo. Os pacientes calam, porque nem todo mundo gosta de ter uma gaze andando no corpo e precisa pedir ajuda ali mesmo.

O Roberto Cabrini andou por lá esses dias filmando transplantes, mas não devem ter deixado ele ver nada dessas coisas e aposto que todo mundo correu para dar entrevistas.

Quem é mesmo o secretário da Saúde do Estado?

Quem é o diretor do Incor?

Qual é mesmo a profissão original do governador Geraldo Alkmin?

mz_4208914_bodyshot_300x400-5…apenas algumas perguntas…

ARTIGO – Pavio aceso. Por Marli Gonçalves

   Gifs%20Anim%E9s%20Feu%20%28119%29  Não esbarre. Não pise no pé. Não cutuque a onça. Não pise no rabo. Não provoque. Use óculos escuros. Fique na sua. Não encara! Vivo em São Paulo. Então, transmito minhas impressões diretamente do centro do caldeirão, e o caldeirão está em ebulição de uma forma que não me lembro de ter visto antes, em formato, perigo, disparates. Está difícil ir daqui até ali sem se aborrecer, sem encontrar problema, sem encontrar gente rosnando inconformado seja de um lado ou de outro, curtindo rancores, olhando torto para o que não compreende ou que não lhe é espelho Gifs%20Anim%E9s%20Feu%20%2850%29

Gifs Animés Bombes et Explosion (3)O país inteiro está quente, mas aqui em São Paulo todo esse calor se mistura com cimento, ar sujo, cidade caída e esburacada, saco cheio, durezas de vidas sem poder por o pé na areia, nem chinelos de dedo, nem grandes possibilidades de se acalmar vendo o por do sol sentado em algum morrinho. Sim, tem quem pode; mas a maioria apenas se sacode. E sacode para cima dos outros. O clima de individualismo está chegando num perigoso limite com a insanidade mental e física.

O pavio está aceso e o barbantinho queima com rapidez. O relógio faz tiquetaque, tiquetaque, e a gente procura para ver se acha a bomba antes que ela estoure. O barril é de pólvora e tem gente com fósforo aceso achando graça. A panela está fervendo e o leite já derramou. Nunca antes nesse país qualquer faísca – e elas não param – eclode em tanta violência. No trânsito, até facas zunem. Nas ruas ninguém mais pede licença nem para passar e gentilezas são tão raras que quando a gente encontra uma é capaz de se apaixonar, querer filmar para guardar a cena e mostrar para gerações futuras, chorar e querer abraçar e beijar.

Pior é que para arrumar uma encrenca não precisa nem mais sair de casa. Tenho visto amigos deixarem de ser amigos entre si, e o que é pior, em público, se xingando de uma forma pavorosa e cruel via as tais redes que daqui a pouco se chamarão é “redes anti sociais”. Não é mais porque um não pagou o dinheiro que pediu emprestado, ou não devolveu um livro, ou mexeu com a mulher, roubou um namorado; mas brigam só por conta dessa política rastaquera implantada tal qual erva daninha. Não me conformo. E todo dia assisto pelo menos uma dessas pendengas. Sei também o quanto é difícil calar, principalmente quando escrevem bobagens no seus posts – quase como uma invasão do espaço íntimo. Porque a gente não gosta de ser amigo de quem é burro, maria-vai-com-as-outras, e que dá palpite sobre o que nem tem ideia, apenas telecomandado por uma ideologia de última categoria, vontade de engraxar sapato dos guias máximos. Eu pelo menos não gosto. Não brigo, mas fico atenta para ver se a pessoa ainda tem cura. E espero que ela vá pensar o que quer, democraticamente, mas bem longe dos meus domínios, com a turma dela, já que não há mais possibilidade de debate sério, civilizado. É só petralha! para lá, tucano da elite para cá; agora deram para xingar até de “comunistas!” Quando é que vão ver que esquerda e direita é mão de direção? E em política a gente pode, sim, pegar a contramão na hora que quiser. Deveria poder.

Os nervos, ah, os nervos! Estão à flor da pele e temo que seja por não estarmos conseguindo prever – pense – nada, nem poucas horas diante de nossos narizes. Como vai ser? Vai ter protesto? O povo voltará às ruas? A seleção brasileira passará das oitavas? Aliás, os turistas conseguirão chegar? Partir? Vai ter Copa? (Claro que vai, mas tumultuada).

Achei verdadeiramente brilhante esse post do amigo jornalista Wilson Weigl: “Pra mim já deu! Não aguento mais ouvir falar de: manifestação, protesto, caos, crise, crime, Black Blocs, arrastão, rolezinho, roubo, assalto, polícia, tráfico, metrô, faixa de ônibus, tarifa de ônibus, apagão, racionamento, favela, comunidade, UPP, crack, cracolândia, máscara, médicos cubanos, Ramona, Mais Médicos, Bolsa Família, Cuba, porto cubano, eleição, Copa, imagina na Copa, Pizzolato, Pedrinhas, Pampulha, Maranhão, PT, PSDB, Dilma, Lula, Alckmin, Haddad, Padilha, Cardozo, Sarney etc etc etc. #cumbicajá

Gifs%20Anim%E9s%20Eau%20%2828%29Quem vive de informação tem melhor ideia do que trato. Você abre o jornal e lê artigos que, puxa vida, como alguém pode escrever e publicar tanta bobagem só porque tem nominho no mercado? Como alguém pode ser âncora de jornal sério e ser tão babaca? E as declarações e explicações dos homens públicos? Trabalho com isso, gente; os caras não estão contratando profissionais de comunicação, não. Andam contratando qualquer coisa: filhinhos de papai, moças bonitinhas, coisinhas fofas, mas que não têm ideia do mal que estão fazendo. A gente vai guardando…uma hora a coisa explode, e não vai ter controle. Fora os jornalistas que viraram bucha de canhão, fritos em óleo quente, queimados com fogos, rojões, acertados com cassetetes e bordunas.

Gifs%20Anim%E9s%20Feu%20%28107%29Dá para dizer que o tumulto no Metrô foi sabotagem? Não. Dá para dizer que o rolezinho é coisa de infiltrados? Não. Dá para dizer que fazer a justiça com paramilitares sanguinários, milicianos que espancam meninos, está certo? Não. Dá para ficar perguntando o que foi que o Lula dedurou, para acreditar que ele teve, sim, tratamento diferenciado? Não. Se ele falou, nem que seja a cor da cueca do companheiro, se sorriu (e sorriu) para os agentes da ditadura, já não é suficiente? Dá para jurar num dia que não vai ter apagão e no dia seguinte o país inteiro sofrer um apagão? Dá para por culpa no raio?

Alguém, por favor, pode jogar água nessa fervura? Rápido! O barbantinho está quase no fim. E a água está para ser racionada.

Gifs%20Anim%E9s%20Eau%20%2813%29São Paulo, 40 graus  

Marli Gonçalves é jornalista Lembra quando a gente brincava de esconde-esconde, adivinhação, quente ou frio? Pois é: agora está mais para “chegou com um quente e dois fervendo”. A batata está assando. Ou quente, nas mãos.

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ARTIGO – Agosto: como sobreviver. Por Marli Gonçalves

Se fechar em casa, não ligar tevê ou rádio. Não ouvir a conversa do vizinho no ônibus. Esquecer o computador, exilar-se em algum lugar distante, bem distante. Não atender o celular nem ler SMS. Como não é bem possível nada disso, o melhor é preparar o humor, o saco, o estômago. Agosto chegou na portinha e está aí espreitando por nós. O mês mais esquisito do ano dessa vez ainda por cima vai trazer um rabinho de acontecimentos dignos de nota

Passo o ponto. Ando tão impressionada com a quantidade de vezes ao dia que, passando em algum local, leio essa frase em faixas e mais faixas afixadas que arrisco a dizer que a bolha não vai estourar. Já estourou. Igual àquelas que dão no pé e nem esperam a gente aparecer com a agulha assassina – quando a gente vê já fizeram água e estão infeccionando. Não é a comparação mais bonita, mas ou todo mundo está mudando de ramo, em um alucinado e raro novo momento de desenvolvimento econômico e social, ou o “bicho está pegando”, alternativa mais viável, façam o que quiserem para ocultar.

Daqui a algumas horas entraremos no mês de agosto, o 8, o início “formal” e sem rodeios do segundo semestre de todos os anos. O mês sinistro que todo mundo já uniu em rimas com gosto e a contragosto, já explicou ou tentou explicar que na verdade o coitado pegou fama só por causa de umas coisinhas ruins que ocorreram na História.

Só que este ano teremos mesmo o nosso saco de amendoim torrado, muito além da crise que nos sopra a nuca, gélida, para contrapor. Com mensalão entrando e saindo de todos os poros. Fui eu, não fui eu, foi ele, fiz porque ele mandou, e Ele não sabia de nada. Quem? O que, como, por que, onde? Abafa o caso.

Para combater o mensalão, até já começou, proteja bem a cabeça e os ouvidos: toda sorte de artilharia pesada será lançada de contra-ataque já que, para piorar, estamos em época das campanhas municipais, aquelas que são mais perto de nós. E como ninguém brinca mais de chamar uns aos outros só de feios, vai voar para todo lado. Com ventilador, aquecedor, ar condicionado.

Não bastasse, ainda, volta o Rock Horror Show da CPI do Cachoeira, agregando assessora gostosa, mulher gostosa, ex-mulher poderosa, governadores assoviando La Pasionaria. Oposição de voz fina, cabelo pintado e discurso empolado, e implicados fazendo beiço e biquinho de não falo, falo, não falo, falo. Pagot, não Pagot, não sou Preto, sou Paulo. Morcegos nos mordam!

Ei, não acabei! Dia 21 vai começar o horário gratuito de campanha, que ficará 45 dias no ar e nas ondas. As redes sociais serão infestadas com exércitos reais e de robôs se xingando. Latindo e rosnando sem morder, porque se morder pode morder com raiva.

Agosto é o mês do cachorro louco. Fui atrás de saber por que – até porque tradicionalmente a vacina contra raiva é dada nesse mês. Olha só o que descobri: como no mês de agosto a concentração de cadelas no cio aumentaria bastante devido a algumas condições climáticas (não descobri quais), os cachorrinhos ficam loucos e babando por elas, querendo engatar alguma conversinha. E quando havia a epidemia de raiva, justamente por isso, pelo chamego todo, eles se contaminariam com a saliva e passariam a babar, aí não só de tesão, como de raiva mesmo. Igual a esses maridos sarnentos que vivem matando esposas nas nossas barbas, mesmo as que deveriam estar protegidas.

Em agosto, também segundo a religião, o diabo fica solto e vou contar do meu jeito. É que São Pedro, que tem as chaves dos dois locais bacanas – o Céu e o Inferno – no dia 24 abre a porta para o que é mais “da pá virada”. Não sei se de sacanagem. E depois só o São Bartolomeu é que pega o cara de novo e o manda lá pra baixo. Enquanto isso… o indigitado espírito zombeteiro faz coisas como as que já fez com a gente nesse mundo: suicida Vargas, faz o Jânio renunciar, mata JK em acidente, cria Woodstock, Hitler, guerras.

E ainda tem o Dia do Pendura, o Dia do Soldado, o Dia dos Pais, o Criança Esperança…

Precisava?

São Paulo, com gosto, ao gosto, 2012
Marli Gonçalves é jornalistaEm compensação, lembra, depois desse mês vem setembro, primavera, época de acasalamento.

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