RIP FLAVIO DEL CARLO: NÃO POSSO DEIXAR DE FAZER UMA HOMENAGEM A AQUELE QUE FOI UM DOS REIS DA ANIMAÇÃO. COMO DIZ O DAGÔ, NUNCA SERÁ ESQUECIDO

E COLEGA DE FAAP.

Amigos todos que devem estar muito, muito tristes, trago para cá o post do site de outro grande e querido amigo nosso Dagomir Marquezi, que com ele mais conviveu, falando sobre sua morte:

Auyka! Flavio Del Carlo (1955-2013)

4DE JULHO

Flavio Del Carlo foi meu parceiro e amigo durante longos anos. Ele partiu ontem, depois de enfrentar uma brava luta contra um câncer. Que nunca o abateu nem tirou seu humor.

Foi um dos mais inovadores e talentosos animadores do Brasil numa época de extremas dificuldades técnicas. Era um diretor que dava um tom de grandiosidade aos seus filmes usando recursos muito precários. (Um de seus ídolos era o pioneiro Georges Méliès). Exemplo disso aconteceu quando o Del Carlo filmou a viagem de uma espaçonave por um “buraco negro” usando um liquidificador.

Nos conhecemos estudando na mesma universidade, a FAAP de São Paulo. Nossa parceria começou com a produção da revista alternativa Boca. Depois ele me convidou a escrever o texto de narração do curta Paulicéia. Fui seu co-roteirista na ficção O Grotão

Meu favorito é Tzubra-Tzuma, um desenho animado que começou de um jeito convencional e deu uma guinada completa – refletindo nossas mudanças pessoais. Ganhou o premio de melhor curta metragem no Festival de Gramado e participou de mostras em Nova York, Moscou e Murcia (Espanha).

O convite para a estréia de Tzubra-Tzuma tem a marca da incrível criatividade do Flavio. Em cada convite de cartolina ele colocou um fotograma diferente do filme. Assim não haviam dois convites iguais:

Vivemos intensamente uma aventura artística durante a década de 1980. Não havia limite para nossos planos. O que parecia impossível, o Méliès do Ipiranga conseguia realizar. 

Nossa missão agora é criar um Memorial (virtual) Flavio Del Carlo. 


Boa viagem, Delca! Você nunca será esquecido por quem teve a sorte de te conhecer.

PS – Amigos e familiares compareceram para uma despedida no Crematório da Vila Alpina, São Paulo. Flávio Del Carlo partiu ao som de Strawberry Fields Forever:

http://dagomir.blogspot.com.br/2013/07/auyka-flavio-del-carlo.html

Dagô Marquezi conta um pouco de fetiches de homens…Da Revista Alfa.

Amigo Dagô, sempre com boas matérias!

http://revistaalfa.abril.com.br/

Pequeno Dicionário do Fetiche

Existem 547 tipos diferentes de parafilias. Parafilias são elementos, comportamentos e condições que atraem sexualmente determinados tipos de pessoas. Em outras palavras, 547 tipos “oficiais” de fetiche. Aqui vai uma lista simplificada, voltada especificamente para o homem.  São parafilias que talvez você não conheça.

Abasiofilia – atração por mulheres com dificuldade de locomoção

Acromotofilia – fixação por amputadas

Agamatofilia – excitação provocada por estátuas e manequins

Cronofilia – atração por mulheres de idade muito diferente

Dacrifilia – excitação causada por derramamento de lágrimas.

Formicofilia – sensação erótica causada pelo deslocamento de insetos pelo corpo

Hibristofilia – atração por assassinos

Lactofilia – erotização do ato de mamar no peito da mulher

Macrofilia – atração por parceiras gigantes

Mecanofilia –  excitação sexual provocada por carros, aviões e outras máquinas

Menofilia – prazer em transar com mulheres menstruadas

Somnofilia – tesão causado por mulheres adormecidas.

Teratofilia – atração por deformações do corpo

Morre um amigo. E aos amigos que ficam, arrasados, só resta lembrar. Dagomir Marquezi escreve sobre o Serginho Borgneth

Trago para vocês o post de Dagomir Marquezi, no blog dele, http://dagomir.blogspot.com/, sobre o amigo Luis Sergio Borgneth, que nos deixou hoje.

Dagô, ainda lembro da risada desse velho surfista carioca, como você tão bem definiu.

Beijão para todos os amigos deste mundo, de todos esses anos de vida.

O post do Dagô:

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Conheci o Borgneth no primeiro ano de Jornalismo da FAAP. Ele era o surfista carioca, de sandália, alienadão. Eu era o comunista doutrinador querendo conquistar mais gente para a “causa”. Contra todas as possibilidades, viramos grandes amigos. Um dia consegui emprego na redação do jornal de publicidade Meio & Mensagem. Eu desisti e passei o cargo para ele. Ele ficou e chegou a vice-presidente da empresa.

Vivemos anos ricos e selvagens na faculdade. Era um tempo meio sem limites, onde tudo era exagerado e vivido com intensidade. Passamos por greves estudantis, festas alucinadas, paixões pelas mesmas mulheres. Com o tempo nos separamos em nossas vidas e nossas crenças. Tive a chance de uma última conversa no bar que ele freqüentava todos os dias. Desperdicei essa chance, e hoje isso me dói. O Borgneth, flamenguista fanático, grande conquistador, pai amoroso, partiu nesta madrugada. Deixou três filhos e uma lembrança que nunca vai se apagar.