#ADEHOJE – FALOU O QUE PENSA? DEMITIDO

#ADEHOJE – FALOU O QUE PENSA? DEMITIDO

 

SÓ UM MINUTO – Esse grupo que está no comando do Governo de Jair Bolsonaro não sabe diferenciar o que é Governo e o que é Estado. Não respeita suas próprias agências e institutos. Não acolhe (e nem pergunta, na verdade) suas opiniões. O resultado é algo como o que ouvimos hoje. Diretor do INPE, Ricardo Galvão, exonerado após fala sobre o Presidente Bolsonaro. Fala essa, inclusive, absolutamente verdadeira. Mas hoje, em reunião como o Ministro da Ciência e Tecnologia, o astronauta Marcos Pontes, foi saído, embora seu mandato terminasse só o ano que vem.

A pendenga foi direta com o Bolsonaro e com o Ministro do Desambiente, Ricardo Salles, envolvendo os dados terríveis sobre o desmatamento, que chocam o mundo inteiro e nos levam a mais um problema internacional. Ô, gente! ÓXENTE, Feliz dia dos Nordestinos.

#ADEHOJE – OS FILHOS DO CAPITÃO FAZEM DO PAÍS UM GRUPO BADERNEIRO DE ZAPZAP

#ADEHOJE – OS FILHOS DO CAPITÃO FAZEM DO PAÍS UM GRUPO BADERNEIRO DE ZAPZAP

SÓ UM MINUTO – Tenho de continuar fazendo perguntas. Até quando os desengonçados Filhos do Capitão vão ficar dando pitacos, fofocando, incitando e criando problemas – mais ainda do que os que já temos – no Governo do pai Jair Bolsonaro? E até quando vamos suportar as declarações dos presidentes da Vale e do Flamengo? Ou melhor, as não declarações, as não explicações. Aliás, eles ainda estão em seus cargos? Brasil, o país dos trapalhões?

E AINDA POR CIMA, PERDEMOS BIBI FERREIRA, A NOSSA DIVA. COMO JÁ DISSE, NÃO HAVERÁ UM DIA QUE PASSEMOS SEM ELAS, AS MÁS NOTÍCIAS?

 

ARTIGO – Xô, passaralho, xô passaralho! Por Marli Gonçalves

graphics-journalist-335913Estou cansada de toda hora ser xingada desse jeito, na profissão que escolhi, como vem seguidamente sendo feito. Porque se alguém xingar jornalistas e a imprensa está também xingando a mim. Seria tão importante se conseguíssemos, mesmo que individualmente, mostrar por aí o quanto servimos! Mas estamos com nhenhenhem, mimimi, dando alpiste pro inimigo bicar nossas próprias cabeças. Pior, não vendo que o controle já chegou. Irmão da limitação.

Nestes dias minha profissão está de luto. O pavoroso passaralho voou em muitas direções e redações, dizimando dezenas de seres que buscam apenas ganhar a vida, como eu, escrevendo e falando, se comunicando, comunicando algo, contando a história, vendo o que você não está vendo, não está lá para ver – e em muitos casos nem gostaria, faltar-lhe-ia o treino necessário. Alguns dos melhores entre nós foram demitidos. Rua. Dezenas, mais do que dez dezenas, faz a conta.

Deveríamos todos estar de preto, ou com uma faixa no braço, ou nas ruas, mas estamos quietos. A imprensa está sendo assassinada na nossa frente, estamos testemunhando esse crime, vendo as facadas, os vilipêndios, o passaralho cuspindo fogo e jogando como que bombas aéreas e devastadoras, e estamos quietos. Tem ainda quem aplauda, tire uma, solte risinhos sardônicos.

Estamos tão imprensados que estamos quietos, e nós não podemos ficar quietos, porque toda a sociedade vai sofrer muito, embora ela talvez ainda não tenha se dado conta de nossa importância e ande querendo nos trocar por qualquer mequetrefezinho que escreva com termos em inglês, com esnobices, ou os disseminadores da ignorância – por favor não me peçam nomes, vocês os sabem. Eu sei, percebo também que essa sociedade ultimamente não tem a menor ideia do que está fazendo, dizendo, pensando e balbuciando por aí. Lê e acredita no que lhe é massacrado na cabeça, anda regredindo até em costumes. Está confusa, mas temos que sacudi-la, para que não desperte tarde demais. Nós precisamos dos empregos, vocês do muito que temos a informar.

Outra coisa: ando bem desconfiada de ações subterrâneas cavando buracos para os impérios desabarem mais cedo, e todos ao mesmo tempo como nos últimos dias, uma espécie de implosão. Coincidência? Novo ministro? Conchavo? Oportunismo, do tipo deixa eu aproveitar que já está tudo mal mesmo e mandar uns aí embora?

Se isso também for verdade, jornalistas, saibam, estamos cercados! E desarmados, já que nossas entidades sindicais/sociais/grupais, como todas as outras do gênero estão ou descansando um pouquinho, ou correndo atrás de projetos atrasados, como voltar o diploma para uma profissão que se esfacela, ou ainda estudando teoria de alguma tese chata recém-lançada para fazer cara de conteúdo. Estamos enfrentando inimigos que temos entre nós mesmos. Por inveja. Por burrice. Por posição política. Por falta do que fazer nas redes sociais.

Eu vi, eu li, soube de vários infelizes contentes com algumas demissões. Para disfarçar apareceram até alguns defendendo os mais idosos da leva atingida pelo urubu voador, com seu bico de tesoura. Mas no geral querem sangue, o fim de algumas publicações que não dizem o que querem ouvir, isso que muitos praticamente xingam de mídia.

A palavra foi de tal forma demonizada que só de ouvi-la já me arrepio, porque sei que o discurso que virá dali é de um lado só.

Escrevia esse texto quando me deparei com mais um round entre jornalistas, uns acusando outros, dedo em riste, um entregando o outro. Coisa feia, briga feia, da qual coisa boa não chega nem traz. Parece que o passaralho quando sobrevoa deixa cair, faz chover, iras; que se multiplicam e se escondem para atacar em seguida, diretamente da base.

Atentem. Ela já chegou. Ela, a limitação, irmã da contingência e do controle, filhos da desunião. Saudade do tempo que o debate era bonito, no campo de ideias e ideais, não por dinheiro, como todos os dias espantosamente temos escutado, sabido, percebido.

Por favor, separem o joio do trigo, e depois os unam de novo. Vamos manter a dignidade, alguma dignidade, da profissão que escolhemos.

Parem de dar comida para a ave que nos aterroriza.journaux011

São Paulo, 2015Marli Gonçalves é jornalista – – Parem, pessoas, de esculhambar com a gente! Nós não somos culpados. Somos só os mensageiros

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ARTIGO – O povo vai para a rua. Por Marli Gonçalves

PASSEATASpasseataO povo vai para a rua? O povo vai para a rua! O povo vai para a rua. (O povo vai para a rua). “O povo vai para a rua”. As mesmas palavras podem ter sentidos tão diferentes dependendo da pontuação, do lado que se fala, de quem, onde se fala, quantos falam, do tamanho da exclamação e da dúvida. Mas precisamos pagar para ver?Pagar para ver. Ver quem é que recebe para bombardear ou para apoiar, ou quem não recebe, mas também não pensa e sai por aí esquecendo a argumentação sólida em casa. Quem é maria-vai-com-as-outras. Quem vai até o fim. E – o que anda preocupando muito – quem sabe exatamente o que está pedindo e o que significa. Pelo que ando observando, se fosse um quesito para liberar a entrada na manifestação, seria vetado.

O povo vai para a rua. Já está havendo demissões em massa. “Rua!” – é o que milhares de trabalhadores de alguma forma ligados às empreiteiras e à Petrobras estão ouvindo, em muitos cantos do país. Igual castelo de cartas. Para achar pré-sal precisa fazer isso, isso e aquilo, que não está sendo feito e então não precisa construir plataformas, nem navios, nem estaleiros, nem canos de transporte, nem engenheiros, nem secretárias, nem office-boys, nem seguranças, nem ninguém nesta linha de produção. Todo esse mundo também não vai mais comer, comprar roupas, investir, viajar, se hospedar, e la nave va… A cidadezinha ou região que ia ser o centro do crescimento-desenvolvimento-captação-recursos ficou a ver navios, os que não serão construídos, fantasmas. Os que ouviram Rua! e já estão nela, por sua vez dirão “Rua!” para seus próprios funcionários e vão deixar de comprar mais coisas que deixarão de ser produzidas na escala porque apertem os cintos: o consumidor sumiu! Tá ouvindo o barulho? É muita gente, talvez você ainda não tenha se dado conta. Olha só. Uma das empresas, só uma, tem 120 mil empregados. O povo vai para a rua!

COMO A GENTE SE SENTE...O povo vai para a rua! Pelo menos é o que vemos um monte de gente combinando por aí, principalmente no Banco Imobiliário, ops!, quis dizer na internet e redes sociais.

Não queria, mas não estou pondo fé. Primeiro, talvez porque para mim é claro que estamos mais divididos que bandas de laranjas a ser chupadas por boquinhas ávidas. Depois, marcaram para um…domingo! Domingo lá é dia de protestar contra o governo? A gente nunca vai aprender? Nunca mais vamos ter uma oposição organizada e esperta como a que conseguimos quando pusemos abaixo a muralha da ditadura? Ou, outro dia mesmo, em 2013, qual foi o dia mais legal das manifestações? Uma segunda-feira, ora pois pois.

Mas o pior é que o samba pode atravessar – e feio – na avenida. Aqui em São Paulo, na Avenida Paulista, para onde está marcada, o prefeito que adora dar tintas, mui sutilmente trancou a avenida com sua obra de faixas para bicicletas, uma espécie de fixação que ele tem, parecida com a que o Suplicy tem com o seu renda mínima. Mas Suplicy é louco manso, só perturba a vida das pessoas para lá e para cá cantando Bob Dylan com seu livrinho debaixo do braço. Esse prefeito aqui, de esgueira, na maciota, tornou a Avenida Paulista inóspita para manifestações, com suas pedras e blocos, buracos e máquinas. Ah, os ambulantes que estão tornando inviável andar por ela – esses ele deixou porque ajudam bastante a atrapalhar, uns hippies sem noção com o relógio parado há cinco décadas, a grande maioria. Nossa, é mesmo! As maiores manifestações têm sido contra o partido dele! Que coincidência. Como não tínhamos pensado nisso antes?

Mas, mais do que esses problemas físicos ou de dia da semana, o que mais torna nebuloso o que vai acontecer nos próximos dias é o que podemos chamar de sujeito difuso, no caso, confuso também. Impeachment? Intervenção? Oi? Tão lókis? Não beba antes de tentar se manifestar. Formem outro bloco, pelo amor de Deus! Deixa o bloco de agora – e eu garanto que se assim for vai bombar – só formado por gente que quer protestar contra o governo por motivos que todo mundo quer protestar contra o governo, até quem nele votou, e, se bobear, até quem dele faz parte, por vergonha. Não tem unzinho ser contente!

Se for assim, beleza, juntará quem estiver protestando contra a falta de água, as incertezas da energia elétrica, o preço acachapante das coisas no mercado, nas feiras, o preço da carne, a falta de escolas, creches, falta de poda de árvores, de limpeza nas ruas, saúde em pandarecos, os aumentos das contas de luz, telefone, gás, água, ipeteús, ipeveás, ierres, sem qualquer compensação, muito ao contrário – cada dia uma “Elza” nova é revelada, um passou a mão em algo de algum.

Ok, quer “falar mal da Dilma”? Pode. Mas não precisa pedir impeachment, a cabeça dela na bandeja, e uma inevitável instabilidade política que adviria disso, sem dúvida alguma. Vai lá, chama de gorda, feia, descompetenta, descompensada, mas pensando sempre em melhorar o país. Que ela se ligue e melhore, e que o partido a que ela pertence tire essa venda que insiste em usar para cobrir os olhos diante da crise aqui já na ponta do nosso nariz, tipo espinha dolorida. Crise de consciência, de vergonha diante do mundo, de tantas pechas que pregam na Nação, desses modelos ultrapassados de esquerda X direita, de teses econômicas amarguradas.

Leitores queridos, por favor, leiam bem o que estou querendo dizer antes de querer me esganar, esteja você de que lado for dessa pendenga. Eu mesma acho estranho meu esforço e o de muitas pessoas tentando incutir um certo bom senso, chegando até em algumas horas a defender alguns que formam o governo. Tipo essa agora do Ministro que recebeu os advogados, e que alguém tem de ir lá beliscar ele, falando no ouvido “Quem muito explica, cada vez se enrola mais. Fica quieto” . Não gosto nem um pouco dele, que sempre tratou mal e acusou todo mundo com o dedão apontado e que agora bebe uns goles do veneno que plantou. Só es-que-çam: a muié não vai demitir o galã por causa disso.arg-woman-with-wrench-url

O povo já está nas ruas? O povo já está nas ruas! (O povo já está nas ruas). “O povo já está nas ruas”. Vejam o que foi esse Carnaval! Cordas caíram nos trios elétricos da Bahia, democratizando o périplo ladeira acima e abaixo. Em todo lugar, blocos espontâneos, blocos históricos, blocos, bloquinhos (até aqui na porta de casa, numa região que não tem nada a ver com, digamos assim, isso, passou um!), blocões. O Carnaval das ruas, voltando glorioso como deve ser.

As escolas de samba, bem, estas – especialmente a tal Beija-Flor, seu ditador e sua Guiné, suas contravenções e seu Neguinho particular, aquela coisa toda muito chata que ganhou – conseguiram o inimaginável. Só gostou do resultado quem é Beija-Flor. Há muito eu não via petistas, tralhas, tucanos, verdes, apáticos, ecologistas, esquerda, direita, centro, chuchus, reacionários e revolucionários, mulheres, homens, Ets, LGTSSABCs e etcs criticarem a mesma coisa.

São Paulo, 2015, adentrando março sorrateiramente work3Marli Gonçalves é jornalista Confesso, acusado 1,2,3. Este ano lembrei muito da minha maior alegria de infância durante o Carnaval. Ficava nas esquinas com pistolinhas…de espirrar água. Como era bom quando passava um carro com os vidros abertos! Agora, o ano inteiro, nas esquinas, alguns jovens também ficam esperando os carros, mas com uma pistolona, e de verdade. Hoje brincar disso ia ser um tédio, né? Seco. E todo mundo com medo, em carros blindados.

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ARTIGO – Jornalismo: profissão João Bobo. Por Marli Gonçalves

joao-boboBate no centro, pela direita, bate pela esquerda, soca, soca, soca; verga, mas não cai. Jornalista, com orgulho muito especial e carinho pela profissão que escolhi, embora tenha hora que um desânimo sem medida tome conta, vejo que viramos mesmo belo saco de pancadas, de um lado; culpados pelos problemas do mundo, de outro. Mal amados, malvistos. A chacina em Paris, contra o que é mais difícil de encontrar inclusive no jornalismo, o humor, arranca mais um pedaço daquilo que deveria ser considerado, isso sim, sagrado, que é a liberdade

O boneco que continua rindo em sua abaulada figura que vai e volta, às vezes com um sorriso inflável e indelével. Dias bem difíceis esses primeiros deste ano. Reparamos nas inúmeras incompetências governamentais de todas as esferas, mas é como se falássemos ao vento, o mesmo que a cem por hora derruba árvores na cidade de São Paulo, como se novidade fosse o péssimo estado de sua conservação, como se não valessem nada e servissem apenas para que desgraçados apoiem o lixo que juntam. #árvorenãoélixeira! Se tivesse condições criaria uma organização para cuidar dessas criaturas que ainda nos ajudam a respirar o ar sufocante de nossas cidades. Mas sou jornalista, apenas. E os jornalistas precisam estar em fortalezas mais seguras para empunhar suas armas, seja lápis, caneta, computador, cérebro, voz.

Acaba sendo difícil apontar temas, erros, soluções, sem um grande veículo por trás para apoiar; independente, e portanto sem patrocínios dos lados dessa questão, seja qual for a geometria de pontas esgarçadas que virou a política nacional. Aqui, para ter sucesso não basta ser bom ou competente. Tem de ter amigos influentes, algum sobrenome, bom dinheiro, participar de festas e/ou grupos sociais guetosos. Vide as blogueiras de moda que viraram milionárias …do jornalismo! Vide outros e outras que estão em todas porque socialmente integrados em alguma boquinha, casamento, “relação”, interesse. Na novela, mostram o que poderia de haver de pior e verdadeiro, infelizmente.

Se a gente fala que as ciclovias estão sendo feitas a navalhadas, que as bocas de lobo estão todas entupidas e parece que só fomos nós que ouvimos a previsão do tempo, que só nós sabemos que os temporais virão, virando tudo, ensopando e até matando, é porque somos de direita e perseguimos o coitadinho do prefeito Zé Bonitinho. Não compreendemos a “essência”, a “modernidade” das suas propostas.

Por outro lado, se falamos que a questão da água que pode nos levar a uma escassez sem precedentes foi escamoteada é porque somos contra essa “maravilhosa” turma de tucaninhos e periquitos, que viram araras.

A muié toma posse anunciando inconsequente um tema de forma quase nacionalista – Brasil, Pátria Educadora – e em menos de uma semana sabemos que foram cortados sete bilhões do orçamento na área da Educação, justamente, e temos de nos calar porque ela é candidata à oitava maravilha do mundo, é competenta e valenta.

Difícil ser jornalista. Difícil ser colunista. Difícil ser crítico. Difícil ser cronista. Difícil discordar. Difícil querer discutir. Difícil concordar. Difícil discordar, concordar, discutir. Andamos numa corda bamba e tanto. Ao mesmo tempo, quem lê jornal e acompanha os fatos reportados pelos jornalistas sente-se como um palhaço no centro de um picadeiro de um enorme circo. Anunciamos que eles disseram que baixariam tarifas e elas sobem. Dizemos que as investigações serão feitas. As palavras às vezes já parecem apenas estar sendo levadas ao vento.

Quem defende os jornalistas? Somos saco de pancada de todos os lados, e assassinados tanto lá fora como aqui, e em número recorde. Ninguém vira herói. Nos matam de diversas formas. Só nessa semana houve mais de uma centena de demissões em redações grandes. Uma das editoras mais importantes do país perdeu metade de seu espaço físico. Um safado feito ministro, pior, de novo, já que em outras áreas onde já andou só semeou bobagens, agora quer censura, lei de controle da mídia, que ainda tenta explicar! É aplaudido, inacreditavelmente, por jornalistas que até já estiveram na lista de admirados, mas que agora, sinceramente, parecem apenas querer coletes salva-vidas para suas salvações particulares e individuais.

É nesse cenário que estamos discutindo tanto quem é “Charlie” e quem não é. Vendo como imediatamente as forças da imprensa francesa se uniram para não deixar que uma revista acabasse, enquanto aqui vemos gente com a ousadia de comemorar – quase que soltando rojões – o fim de jornais, revistas, demissões e nos mostrando uma distância incrível do mundo civilizado.

Onde a liberdade seja respeitada. Ou, no mínimo, haja respeito entre uns e outros. Para continuarmos balançando como Joãos Bobos, também conhecidos como Joãos Teimosos.

Mas pode nos chamar de Charlie.

São Paulo, 2015 já raiou.

Marli Gonçalves é jornalista – Embasbacada diante de tudo isso.

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Nada mais faz a gente feliz no Pão de Açúcar pós Abílio Diniz

 

3d animasi woman playing violin animated human animation could be wallpaper and screensaverPREVISÃO ECONÔMICA

A Rede Pão de Açúcar será mais uma das marcas com bons problemas senão agora, mas em muito breve. Previsão econômica com base em observações e conversas.

Todo mundo pronto para se mandar para o Carrefour.

– Nós éramos felizes e não sabíamos – me diz um funcionária do Pão de Açúcar Jardins que tenho visto cair a qualidade a olhos vistos. “Depois da saída do Abílio a coisa vai de mal a pior”, me diz fazendo referência ao anúncio do Pão de Açúcar, lembra? – O que te faz feliz?

Gifs%20Anim%E9s%20Eau%20%2828%29 – Soubemos que ele, Abílio,  comprou um bom punhado de ações do Carrefour. Esperamos que ele nos chame. Aqui está insuportável: não temos mais produtos e está havendo muitas demissões todos os dias. Onde havia dois em um balcão, agora é só um – vai me contando  a funcionária. “Outro dia vieram em grupo, lá da França, e esse aqui foi o primeiro mercado que viram. Passaram anotando tudo. Mas depois disso a coisa só fez piorar”, informa. “Inclusive lá na matriz”, enfatiza.

“Um clima de terror”. Logo vários outros funcionários que passam fazem questão de concordar com ela.

– É Éramos felizes e não sabíamos.

 Em tempo: fui comprar pão. Sabe, pão francês? Pois é. Não tinha. O que tinha era daqueles congelados. O forno está quebrado há alguns dias. Gifs%20Anim%E9s%20Feu%20%2850%29

 Imagine se com o Abílio aconteceria! Principalmente numa de suas principais lojas.