Carlinhos é definitivo, sobre Bolsonaro. Depois, só faltará amassar e jogar no lixo

ESSA É A ABERTURA DA COLUNA DE CARLOS BRICKMANN QUE ESTARÁ PUBLICADA AMANHÃ EM VÁRIOS JORNAIS DO PAÍS. ( LEIA A COLUNA COMPLETA EM www.brickmann.com.br)

“Decoro, senhores, decoro”

Incitação ao racismo? Sim. Homofobia? Sim. Ofensa a pessoas de bem? Sim. O deputado federal Jair Bolsonaro, do PP fluminense, já tinha sido responsável por alguns desses malfeitos; agora, em rede nacional de TV, ampliou a gama de ofensas a parcelas ponderáveis da população. O deputado Jair Bolsonaro pode pensar o que quiser (como talvez exista quem ache que os problemas do mundo estariam resolvidos se todas as mulheres casassem virgens); mas incitar ao crime é outra coisa. A Câmara Federal, que o abriga, tem de cuidar do decoro parlamentar; do comportamento de seus integrantes. Tem de cuidar de Bolsonaro. 

Jair Bolsonaro, falando ao programa CQC, da Rede Bandeirantes, disse que seus filhos “não correm o risco” de namorar uma mulher negra, “porque foram muito bem educados”; também não correm o risco de “virar gays”. Em seguida, fez uma acusação pesada à cantora Preta Gil (e aos artistas em geral): “Não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Os meus filhos foram muito bem educados e não viveram em ambientes como lamentavelmente é o seu”.

O ambiente de Bolsonaro tem seus momentos de, digamos, leveza. Fotos em poder desta coluna mostram, por exemplo, que ele tem o hábito de se depilar. O caro leitor já imaginou o que alguém maldoso diria de macho que se depila?

Bolsonaro disse, em outra ocasião, que o pai cujo filho manifestar “tendências gays” deve espancá-lo, até que mude de idéia. Como ninguém se importou, voltou a propagar idéias desse tipo. Alô, Comissão de Ética! Vocês ainda existem?   
                
O depilado

Ninguém é obrigado a aprovar o comportamento dos outros. Ninguém é obrigado, seja por que motivo for, a gostar de alguém, mas é obrigado a respeitá-lo. Dizer que um rapaz não namoraria uma negra por ser bem educado é desrespeitoso. Todos podem pensar o que quiserem, mas não precisam ser idiotas.

 

Minha homenagem, que junta tudo: