Vamos fazer greve amanhã, para sentirem bem a nossa falta? Seria demais, hein? Seria… :-(

 FONTE: DIÁRIODOPODER
Brasileiras realizam atos

Espanha convoca greve feminista para amanhã, Dia Internacional da Mulher

Iniciativa deve se refletir em 177 países, incluindo o Brasil
 

ARTIGO – Mulher é tudo de bom. Por Marli Gonçalves

circulo mulherEu sei que você já sabia disso. Todo mundo sabe ou deveria saber porque sempre tem uma por perto. Mas de vez em quando – ou melhor, sempre – é bem bom relembrar o fato pisando com o saltinho agulha, sambando com toda a ginga nas cabeças e corações dos que ainda não se deram conta da plenitude desse significado: mulher é tudo de bom. Não adianta bater, sufocar, espezinhar, humilhar, discriminar, matar: isso cada vez nos fará mais fortes. Vingamos umas às outras, tanto aqui na Terra quanto no Céu.mulher!

Falo com conhecimento de causa, sim, senhores. Não faz muito tempo que conseguimos sair por aí para dizer tudo isso bem na lata de quem teima em não reconhecer a extrema e diferenciada força das mulheres. Inclusive outras mulheres – ainda há muitas apegadas na barra de alguma perna de calça como se dizia antigamente. Ou ainda adormecidas aguardando o beijo redentor. A novidade é que esse beijo agora pode vir tanto de um príncipe quanto de uma princesa. Mulheres que amam mulheres hoje são visíveis. Brotam.

(Aliás, os movimentos LGBTS e outras letrinhas – com elas formando a palavra chave diversidade – estão dando de dez nos feministas. Vitórias reais como o uso do nome social, casamento civil, rede de proteção).

Nada disso era assim, gente, até há muito pouco tempo atrás, três, quatro décadas, no máximo. Vivi para ver e acompanhar uma parte dessas passadas largas, que vieram para acelerar o andar das primeiras heroínas que carregavam essa luta com seus sapatos apertados. Foram pulos, saltos – os bons e os errantes; vivi para ver o mundo se transformando de uma maneira magnífica. Minha geração foi especialmente privilegiada nisso, e como fui atrás desses caminhos desde bem cedo, logo pós-adolescência, posso dizer que ainda deu para aproveitar um pouco, embora ainda falte, e muito, para conquistar. Mas ainda tenho tempo e é muito legal ser precursora. Dá orgulho. Devo até ter sido importante para muitas mulheres. Continuarei.

Pois bem, as coisas estavam indo muito bem assim até que aqui no Brasil, que pelo menos é de onde acompanho, surgem alguns grupos específicos jogando brasa perigosa na questão feminina. Perigosa, porque os identifico como grupos essencialmente moralistas, maternais e assistencialistas; infelizmente só virtualmente em redes sociais: se tem uma coisa de que toda mulher precisa é de real assistência, seja social, moral, profissional ou de saúde.

Mulher, defenda-se. Como puder.Essas novas tipas creem firmemente que sem elas, nós, as coitadas das outras mulheres, não veremos a luz, não conseguiremos a libertação. A lanterna delas tem uma direção só. A tal luz já chega cheia de ranços políticos, posições intelectuais arcaicas, preconceitos ao contrário, com regras além das menstruais, e palavras de ordem difusas, muito difusas. Chegam a ser infantis. Gostam de causar, esse é o foco 1, provocação.

Nessa toada tem até marchinhas que não se poderia cantar. Outro dia uminha fez um tratado sobre turbantes-emponderamento-pertencimento-e-apropriação digno, este sim, do samba da crioula doida que teve seu antepassado histórico aviltado pelas patricinhas ambulantes brancas e alienadas. E aí aquilo vira uma massa que a galera passa para lá, passa para cá, inunda nosso caminho com essas bobagens, faz com que percamos tempo. Falam em diversidade, mas são rainhas do homogêneo. A esquerda estranhamente gosta muito de exércitos, tropas. Não entendo.Pela sobrevivência da mulher

As mulheres vão bem, sim, muito obrigada. De todas as cores, formatos, idades estão aí com sua linguagem especial, força, beleza, elegância, e cada uma com sua personalidade, propósito, tamanho de unha, cabelo, depilação e forma de encarar o mundo, muito além da decantada e santificada maternidade. Não precisam nem dependem mais de que ninguém fique soprando em suas orelhas o caminho do vento. Ela o sopra.

mulheresAlém de ter de aturar o lançamento da tal cerveja Rosa Vermelha Mulherarghhh! – começou há dias a apelação do Dia da Mulher. Principalmente gente querendo vender de um tudo para a beleza eterna. Pouco se fala dos índices alarmantes de mulheres assassinadas ou de que, durante o Carnaval do Rio de Janeiro, uma mulher foi agredida a cada 4 minutos, 2154 denúncias à PM. Pouco se fala até de um movimento que está rolando na rede e que convoca e programa uma greve internacional feminina para o próximo dia 8. Você sabia?

Pois é. Até me animei e fui espiar. Mas sabe como vai chamar o ato aqui de São Paulo, às 15 horas, na Praça da Sé? “Aposentadoria fica, Temer sai”.

Quem saiu fora fui eu.

Entendeu? Aqui não é feito para unir. É para dividir. No resto do mundo pelo menos é greve de mulheres para mulheres, pelas mulheres.

turma de mulheres

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20170227_154333Marli Gonçalves, jornalista – O movimento 8M internacional propõe que as mulheres parem. Tudo que fazem – as chatices de casa – o dia inteiro. O trabalho externo, por duas horas. Que não comprem nada. Que apitem ao meio dia e meia, mesma hora que tuitem algumas hashtags. Ah! Que usem roxo. Em casa e na roupa.

2017, que traga mais para as mulheres em todos os dias

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ARTIGO – Mulheres, sempre à beira de algum abismo. Por Marli Gonçalves

tumblr_n22lpobkUP1sltk8co1_500Muitas vão ler isso, virar a cara, fazer muxoxo, espernear, negar, dizer que estou exagerando, que não é tudo isso, mas nunca na frente de um espelho. A mais nova ridiculice, misto de tolice com ridículo, é ficar discutindo se qualquer tititi que tem mulher no meio é feminismo ou não. Aliás, ultimamente se afirmar feminista – e eu, já adianto, sou, até porque sei do que se trata – é equivalente a ser uma bruxinha. Errado

Pois repito: mulheres, sempre à beira de algum abismo. Sempre tendo que fazer uma escolha, tendo que se desdobrar especialmente mais, com a corda esticada no limite. Não pensem que é fácil falar tão duro, mas de novo essa semana vamos ouvir muito aquelas frases construtivas que inventaram dizer em nossos ouvidos e só não tão piores como as que aparecerão no Dia das Mães, que aí o jogo é mais duro ainda. O Dia Internacional da Mulher, 8 de março, não foi criado para vender rosas nem batons. É dia nosso, mas em outros sentidos, quando devíamos todos contemplar a situação, inclusive a sua própria situação, se for mulher. Só isso. Não é nem feriado; é simbologia. É dia criado para nunca esquecermos quando outras mulheres antes de nós começaram a se impor. Não precisa mudar nada se achar que está tudo bem. Ok? Calma. Ninguém quer brigar.

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É certo ainda que novas formas sexuais híbridas começam a se apresentar bastante influentes, e mudando a paleta de cores do que é ser homem ou ser mulher. Há variações. No caminho o povo vai se acomodando onde lhe aprouver, tantos homens quase mulheres e mulheres quase homens, numa interessante gradação. Que acomoda a todos.candystriper_pushing_pregnant_woman_hg_clr

Mas repito: ser mulher é mais complexo, essa coisa de ser geradora, fabricante de outros humanos, importa sim. Mas não é fundamental, até porque entre nós há as que não querem fazer ninguém. É mais complexo na coragem, na força que tira sabe-se lá de onde quando acuada, nas escolhas de sofia que faz praticamente todos os dias, nem que seja escolhendo o cardápio da casa, ou a cor de seus sapatos. Se vai prender ou soltar os cabelos. Cheguei à conclusão de que as mulheres sempre têm muito mais o que decidir. O dia inteiro, toda hora. Sinto na pele.

A mulher tem de sobreviver, nascer, crescer, ter orgasmos, ser feliz, bonita e disponível, compreensiva, dedicada, delicada, ao mesmo tempo que está na máquina de moer carne do mercado. Ainda tem que esperar que percebam que é dona absoluta de seu próprio corpo, não está disposta a assédios brutos. Sem autorização, jamais toque numa mulher, nem pegue nos seus cabelos – ela pode se transformar em uma onça. Eu, pelo menos, até afio as garras.

womanHá muitos paralelos. As meninas do movimento #vaitershortinho nos lembram vagamente o que foi a polêmica da minissaia, os 20 centímetros acima do joelho que mudaram uns rumos, desnorteando revolucionários. Hoje são outras coisas as solicitadas e fundamentais. Vamos lá. Outras igualdades, se é que ainda poderá haver algo igual a outro analisado do ponto de vista de gênero.

3d animasi woman playing violin animated human animation could be wallpaper and screensaverVamos organizar melhor essa batucada.

Outro dia li e fiquei muito contente com a notícia de que a Marilia Gabriela vai fazer um novo TV Mulher, reeditar a ideia básica. Vai sair coisa boa daí. Multifacetada, ela acompanhou todo esse tempo a que me refiro, que não é muito, mas já são décadas. Vamos poder conversar melhor – espero que façam as mesmas boas pautas de outrora. As sexólogas também deverão ser muito mais arrojadas do que eram a Marta Suplicy e outra famosa da época, também Matarazzo, a Maria Helena, que lembro como mais conservadora.

Vamos, por favor, continuar comentando, observando, fazendo. Nos encontraremos todas à beira de nossos abismos pessoais, e onde acabamos sempre por mergulhar, no mínimo para ver no que dá.
Mulher é curiosa.

SP, 2016 programmer_woman

Marli Gonçalves, jornalista Estamos em um momento muito pulsante, que não requer divisões, mas homens e mulheres com atitude. Ah, outra coisa, antes que esqueça: se me xingar de feminista eu gamo, entendeu?

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Só serve para algumas mulheres, senador ex-bispo. As que ganham para ficar de joelhos, de cócoras e fazer hum, hummm e para rezar em qualquer igreja

putinhao que ele olha no computadorHOMENAGENS QUE DISPENSAMOS

“Mulher de joelhos é invencível”

Como assim?

Ainda não se sabe ao certo o que Marcelo Crivella quis dizer ao (tentar) homenagear as mulheres numa postagem hoje no Facebook. O fato é que pegou mal para o ex-bispo. A frase é ambígua o suficiente para irritar parte das homenageadas.

FONTE : NOTA DA COLUNA RADAR – VEJA ONLINE /Por Lauro Jardim

Muito bem, clap clap! Campanha do Exrcito da Salvação usa “O Vestido”, para alertar sobre violência e outros roxos no corpo das mulheres

Campanha do Exército da Salvação contra a violência doméstica (Foto: Reprodução/Twitter)

ONU ALERTA: para o que nós, mulheres, já estamos sentindo na pele.Retrocesso, em números impressionantes

Buzzed_womanONU alerta sobre retrocesso nos direitos fundamentais das mulheres

Em Genebra/UOL

As Nações Unidas alertaram nesta sexta-feira (6) sobre o retrocesso que estão sofrendo as liberdades fundamentais das mulheres em muitos lugares do mundo.

Por causa do Dia Internacional da Mulher, comemorado no próximo domingo, o Grupo de Especialistas sobre a Discriminação Contra as Mulheres (CEDAW, em sua sigla em inglês) advertiu sobre o perigo de que os os avanços conquistados durante anos de luta pela igualdade se percam.

“Os progressos e as conquistas durante os últimos cem anos na luta pela igualdade das mulheres estão sob constante ameaça”, afirmou a CEDAW em comunicado.

“Estamos vendo sinais repressivos, frequentemente em nome da cultura, da religião, das tradições, que ameaçam o duro progresso alcançado”.

“Estamos vendo tentativas de restringir o lugar da mulher à esfera doméstica, e apesar da importância da família, sua proteção não pode estar em detrimento do direito das mulheres à autonomia”, acrescentou a CEDAW.

Os especialistas lembraram que a discriminação contra as mulheres persiste em todas as esferas, a pública, a privada, em tempos de guerra, em tempos de paz, e em todas as regiões do mundo.

“Continuamos sendo testemunhas de inimagináveis formas de violência no nome da honra, da beleza, da pureza, da religião e da tradição”, disseram.

A cada ano, 50 mil mulheres morrem no mundo por causa de um aborto inseguro e outras 5 milhões sofrem lesões graves por falta de serviços reprodutivos.

A ONU lembrou ainda que a participação política das mulheres continua sendo muito baixa, dado que só representam 20% dos parlamentares do mundo, e 17% dos chefes de Estado e de governo.

O alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Zeid Ra’ad al-Hussein, expressou “a necessidade urgente de que as mulheres participem das discussões sobre as respostas estratégicas sobre a violência extremista, a discriminação, e o resto de privações”.woman2

Para isso, pediu aos Estados “que vão em frente com as declarações de intenções e desmantelem realmente as estruturas e dinâmicas de poder que perpetuam a discriminação contra as mulheres”.

“Em todo os lugares é possível fazer mais para garantir e sustentar os direitos das mulheres, seu acesso ao emprego, à saúde e sua capacidade de tomar o controle sobre as decisões que afetam cada dimensão de sua existência”, concluiu Zeid.

“Lembrando os compromissos adotados há 20 anos na Plataforma de Pequim, a comunidade internacional deve introduzir medidas para proteger as mulheres deslocadas pela violência e exploração, e oferecê-las meios de subsistência levando em conta sua educação e suas habilidades”, solicitou William Lacy Swing, diretor-geral da OIM.

Cabe lembrar que a Organização Internacional do Trabalho (OIT) alertou que, no ritmo atual, sem uma ação dirigida, a igualdade salarial entre sexos não será alcançada em, pelo menos, 71 anos.

ARTIGO – A terrível peleja da mulher contra o Cabra Diabo que machuca e mata. Por Marli Gonçalves

Woman_boxer_2Sente o cheiro empesteante de sangue no ar? Consegue ouvir os gritos de socorro, o barulho dos tapas? Ouve as ameaças, os insultos, os palavrões, as acusações, os xingamentos? Ouve o choramingo da criança pedindo, desesperada, Pare! Pare! – e as portas batendo, o som abafado dos tiros? Consegue reconhecer esse outro som oco, o estocar da faca cortando, entrando, furando, esbugalhando? Não tampe mais os ouvidos, não feche mais os olhos. Nesses poucos segundos uma mulher poderá ser assassinada. Nos últimos anos, estima-se que ocorreram, em média, 5.664 mortes de mulheres por causas violentas cada ano, 472 a cada mês, 15,52 a cada dia, ou uma a cada hora e meia

Consegue notar a barbárie? Pode perceber a selvageria da questão que ainda estamos tendo de tratar em tempos ditos tão modernos, tão resolvidos? As mortes de mulheres, as muitas assassinadas por seus ex-companheiros, namorados ou diabos que cruzam seus caminhos, a violência contra a mulher está de novo desmedida, descontrolada, cruel e isso ainda sendo tratado como assunto de segunda ordem. Basta. Todo dia sabemos de um caso mais cruel e escabroso que outro.

Vamos falar desse assunto, senhores e senhoras, brasileiros e brasileiras, meu povo, minha pova? Dona presidenta, valenta, para que está servindo ser uma mulher no poder, se a senhora só faz, diz e se preocupa com masculinices? Como conseguiremos expor esse problema tanto quanto os gays estão conseguindo visibilidade agora? (Pior é que quanto mais viram “mulheres” os homens gays, nessa inversão de papéis, essa mesma violência já os atinge)

Se preciso for, podemos usar várias linguagens, tirar a roupa, botar alguma roupa simbólica, ir às ruas, pintar o sete. Aliás, lendo sobre o assunto, descobri que teve um cabra que compôs um “repente” e que ficou até oficial, cantado em ato da Lei Maria da Penha. (http://youtu.be/8G9Ddgw8HaQ). Pena que tantos atos oficiais para chamar a atenção para o problema não virem atos objetivos contra o problema, por exemplo, como proteger a mulher que denuncia. Por aí, vagando, já que agora viraram fantasmas, está cheio de mulheres que denunciaram, pediram socorro, uma, duas, três vezes. Encaro até tentar criar uma literatura de cordel, embora é capaz de algum coroné querer censurar e proibir, porque seria violento demais o meu relato; já tive minha peleja particular, sou sobrevivente.

Mulheres mortas a facadas, facões, serrotes, marteladas, tiros, porradas, cacetadas, encarceradas, estupradas, decapitadas, torturadas, emparedadas, encurraladas, até postas para cachorro comer, conforme diz a lenda no caso Eliza Samudio, o corpo que sumiu no ar. Empurradas de janelas, mantidas em cativeiro, ameaçadas de perder seus filhos, sua honra, suas famílias, aleijadas, queimadas, desfiguradas.women mudando de roupa

Eles? Estavam nervosos, corneados, bêbados, drogados, paranoicos, perderam a cabeça, ouviram vozes que mandavam – cada canalha tem uma desculpa e uma versão dos fatos, até porque em geral são eles que ficam vivos para contar a história para atentos policiais homens que irão registrar a ocorrência, “investigar com rigor””. Digo isso, porque temos tido também muitos exemplos recentes de celerados que, depois de fazer o “serviço”, se matam também – enfim, já vão tarde. Esse tipo costuma levar para o inferno não só a mulher, como os filhos e às vezes, os parentes que estiverem próximos.

Tenho até azia ao ler no noticiário relatos como “…mas ele era tão calmo, homem bom, trabalhador, quem diria…” Não seja cúmplice. Não tente justificar. Violência não se justifica. Repita cem vezes. Violência não se justifica.

Feminicídio ou femicídio – esse é o nome da violência fatal contra a mulher. Pouco importa se homicídio, feminicídio, melhor chamar de extermínio de mulheres por machistas psicopatas e descontrolados. Essa é uma questão de gênero, de saúde pública, de segurança pública, de cidadania.

Os fatos são esses. Anote. Vamos fazer algo contra a violência contra a mulher. Veja se a Lei Maria da Penha está sendo levada a sério, cumprida. Se quando a mulher vai denunciar é bem atendida. Se continuam funcionando ou, melhor: como não funcionam as nossas à época tão festejadas Delegacias da Mulher – vamos lá ver se estão preparadas, equipadas, com equipes treinadas. A resposta será Não. E não. E não.

Animated%20Gif%20Women%20(35)Saiba mais sobre a crueldade, dessa cruel realidade e suas estatísticas: 52% das mulheres vítimas têm entre 20 e 39 anos: 31%, idade entre 20 a 29 anos, e 23% tinham entre 30 e 39 anos. 62% do total, mulheres negras ou pardas. 61% das mulheres assassinadas em 2012 eram solteiras, 13%, casadas. Só em 2012 foram 393 mortes por mês, 13 por dia, mais de 1 morte a cada duas horas.

Aproximadamente 40% de todos os homicídios de mulheres no mundo são cometidos por um parceiro íntimo. No Brasil, de 2001 a 2011 calcula-se que foram mais de 50 mil assassinatos, ou seja, aproximadamente 5 mil mortes por ano. Um terço ocorreu no local onde moravam.

50% dos feminicídios tiveram o uso de armas de fogo; 34% foram com algum instrumento perfurante, cortante ou contundente. Enforcamento ou sufocação foi registrado em 6% das mortes. Maus tratos – incluindo agressão por força corporal, física, violência sexual, negligência, abandono e maus tratos (abuso sexual, crueldade mental e tortura) – foram registrados em 3% dos casos de uma pesquisa que abrangeu uma década de estudos.

E atenção! Cuidado com sábados e domingos, mulheres: 36% dos assassinatos ocorreram aos finais de semana, 19% deles naqueles domingos que parecem tão modorrentos.

E que ninguém culpe o Faustão, o Fantástico, ou a Rede Globo por isso. Nem o Fernando Henrique, o FHC.

Animated%20Gif%20Women%20(63)São Paulo. 2015. Dia da Mulher, vamos aproveitar que estão falando da gente, para tentar nos salvar.

Marli Gonçalves é jornalista – Quando precisou de ajuda teve pouco apoio. E vejam que já lutava contra isso o que talvez tenha sido a salvação, ontem, hoje e amanhã. É muito difícil falar sobre isso. Dói onde ficaram cicatrizes. E ainda ter de ver, sentir e ouvir quão desconsideradas podemos ser, nós, mulheres, as que não optaram pela vida fácil e submissão.

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Agenda para quem pode. Amanhã, 8 de março, tem Marcha das Vadias 2014 em SP. Acabo de pegar esse post!

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Atenção, atenção mulherada! Amanhã, 8 de março, a Marcha das Vadias de SP estará nas ruas para marcar mais um ano de luta. O ato deste 8 de março de 2014 é uma realização conjunta de vários coletivos feministas e outros movimentos sociais, além de partido políticos. A concentração será no vão do MASP a partir das 9h. Se você ainda não tem uma turma definida, vem marchar com a gente!!!!! Procure pela faixa Marcha das Vadias que estará estendida ao lado do pilar esquerdo, no fundo do MASP (olhando de frente pro vão) a partir das 8h. A partir das 10h, sairemos todxs em marcha! A rua é nossa!!!!!

Mais informações:

https://www.facebook.com/MarchaDasVadiasSP

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JÁ LEU MEU ARTIGO DESTE ANOS SOBRE A DATA? AQUI

 

ARTIGO – Mulher. Simples assim. Por Marli Gonçalves

3d_girl_woman_bathing_suite_bikiniSim. Com dia e tudo. Mas vejam bem, vale lembrar… Falta muito ainda para que sejamos realmente notadas elderly2

Somos de todos os tipos, cores e tamanhos. É. Também temos tamanhos, aqui e ali, sabe? E formas. Também somos até o arco-íris inteiro, quando mulheres amam mulheres. Com filhos, sem filhos; amas, quando produzimos e damos o alimento da vida do nosso próprio corpo, leite branco tanto quanto a criação inicial. Coloridas na forma, sempre de alguma forma: na maquiagem, no batonzinho, no sapato bonito, no brinco que adorna, nas unhas que podem arranhar profundamente. Na bolsa que guarda coisas que nem Deus acredita.pink_lady

Mulheres amadas, mesmo que por minutos, e mesmo que estes minutos tenham sido pagos, que não tem quem finja melhor que mulher. Somos mulheres amantes, que esperam seus amores o tempo que for, tecendo ou desfazendo tudo a cada dia, principalmente as lembranças das mentiras ao pé do ouvido que naquela hora foram palavras mágicas de abrir flor. De abrir portas para aceitar desculpas, que logo se repetirão, como sempre, junto com as mentiras.

candystriper_pushing_pregnant_woman_hg_clrAmorosas quase sempre. Diferentes, mesmo quando indiferentes à nossa condição mais do que especial, que nem todas percebem ainda; teimam. Somos mulheres quando olhamos, pensamos, escrevemos, pintamos. Ou andamos, na ginga que quebra pescoços, provoca assobios.

Somos calmas e também muito nervosas – eles acham isso. Acham que somos implicantes, chatas, ciumentas, vaidosas. E também acham que queremos o lugar deles, quando apenas queremos o nosso.3d_animasi_woman_bikini_animat

Somos passionais, guerreiras. Mas também frias, calculistas, como todos os humanos podem ser; ou apáticas, aguentando em silêncio o que homem algum suportaria. Podemos ser bem loucas, atazanando de tal forma que enlouquecemos outros. E outras. Que briga de mulher com mulher, ódio de mulher para mulher, vamos e venhamos, chega a ser mortal.0c0ae651aa1319951277428cad2fc1ea

2ed79qhPorque ainda nos enfrentamos, tanto, umas às outras? Tantas vezes desnecessariamente porque uma é mais magra, ou loira, ou feia, ou mais bonita, por ciúmes, por homens que não valem a pena.

Para chegar aqui, em algumas vitórias, sim, tivemos de nos unir. Até para morrer, como juntas, queimadas, morreram as tecelãs que simbolizam nossa luta. Para marchar, como agora marcham mulheres de branco, na Venezuela, ou apenas se juntam, chorando, em praças deste mundão todo, clamando por Justiça e dignidade. Com a cara lavada, com a cabeça coberta, com os seios à mostra.

women4Sim, mulher com dia e tudo. Inclusive de menstruar, dias de dar, em tabelinhas, inclusive aquelas do que comer ou não comer. Mas veja bem o quanto falta. Por exemplo, ainda sermos só nós a nos cuidar, não descuidar.

Estamos em casa, lavando, passando, secando, torcendo. Nas ruas, tentando, trabalhando, algumas em lugares que nem nos nossos melhores sonhos passados esperávamos. Lugares que até nem queríamos, mas em que precisamos estar – e todo mundo aplaude como também somos capazes, fortes, iguais, etc. e etc. Somos milhões, metades, um pouco mais, um pouco menos. Problema é que – coisa que não entendo – muitas, quando chegam lá viram homens, com seus cacoetes todos, como se endurecer fosse poder, sem trocadilhos.walking-woman

Buzzed_womanAh que nestes dias vamos ouvir muito falar de nós mesmas, até o limite de nossa estreita paciência. Vão nos tentar vender de todas as formas, vender para a gente, vender a gente. Vão querer até que nós sejamos presenteadas, coisa que não é bem apropriada para um dia que deveria ser igual a todos os dias, sendo respeitadas.

Principalmente, digo, gostaria de realmente estar sendo mais bem representada aqui neste meu país tão varonil.

São Paulo, marco de 8 de Março, 2014
cartoon-woman-walkingMarli Gonçalves é jornalista Foi no primeiro 8 de março oficial, em 1975, que descobri como era importante ser mulher. Desde então estou nessa luta. Venha você também. Não fique discutindo a vírgula que não temos, ou se isso tudo é feminista ou feminino. É mulher, ponto.

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ARTIGO – Trabalho, suor e cansaço, por Marli Gonçalves

CARREGANDOO negócio tá feio, ficando feio, todo mundo miudinho por aí, preocupado com o seu. Vendo que ele está faltando ou pode faltar e muito, igual em outros países. Mas vai ser dia dele e tudo vai parar nesse mundo hoje tão diferente que, para juntar gente não há mais ideal: oferecem-se prêmios – como carro importado – e shows de música duvidosaBAGAGEM

Pelas barbas brancas de Marx! Depressão forte ele teria agora em ver que sua chamada “Proletários de todo o mundo, uni-vos!” vem sendo comprada com sorteios, acenos mágicos e lideranças absolutamente discutíveis e e desunidas, a ponto de haver demarcação de espaços – cada qual no seu quadrado, ops, bairro. Cada Central faz a sua comemoração, ou bebemorações, como já ouvi tanta gente contando o que rola nessas aglomerações. Tá igual o Dia da Mulher que poucos sabem que é data para relembrar quantas morreram na luta pela liberdade, não para instigar homem nenhum. O Dia Internacional do Trabalho, de confraternização das classes trabalhadoras, 1º de Maio, marca data em que movimentos iniciaram lutas que já tentavam instituir oito horas diárias, em jornadas mais humanas, em condições dignas e com direitos e deveres garantidos. Muita gente morreu nesse caminho.

TRABALHOAgora, não. Legislações são baixadas como avalanches de neve, pouco importando suas reais consequências. As centrais oferecem carros importados – este ano até 19 Hyundais, pela Força do personalista Paulinho que põe a tal até em seu próprio nome, sempre candidato, sempre aderindo, sempre jogando. Que força é essa, digam-me.EMPREGO

Sou do tempo em que 1º de Maio era o único dia do ano, por exemplo, em que a Kopenhagen fechava. Nada de comprar chocolates. Que líderes – e foram muitos – como esses que estão aí eram chamados simplesmente de pelegos. Dia no qual os trabalhadores festejavam um direito fundamental, ao lazer.

Sou do tempo que construiu um líder barbudo que ainda anda por aí, que já teve de se explicar muito quando logo no começo dos anos 80 apareceu tomando uisque e fumando charuto com milionários na casa mais luxuosa de São Paulo à época, o Gallery. Hoje ele não aparece nem para explicar suas relações com gente que nos tira dinheiro na cara dura, em cargos públicos. Ou o caso de sua amada Rose. Hoje ele festeja que vai escrever em jornal norte-americano onde exige, acreditem, em contrato, que a tradução seja o mais literal possível de seu pensamento, como se isso fosse possível. Menas, do you understand? Menas!

FESTA DO TRABALHOTrabalho faz muita coisa: enobrece, edifica, dignifica, cansa, faz crescer, e é o que paga as contas. Costumo dizer – talvez por absoluta falta de fé nisso – para quem vive na porta da lotérica: “Não trabalha não para você ver!”

Trabalho é força da física. O que se faz para passar de ano e obter diploma. E tem o trabalho que se faz – ou se contrata – para se dar bem, ou para fazer o mal a alguém, que tem gente que se dá ao trabalho de não conseguindo subir buscar derrubar o outro.

artiste_peintre008Muita coisa dá trabalho. Crianças, casa, bichos. Outras aposentam: doenças, idade, acidentes. Tanta coisa é trabalho, que se a gente observa fica pasmo em ver como conseguem. E dali, com dignidade, tiram seu sustento, seja embaixo de lama catando caranguejos, nas ruas durante horas correndo atrás do lixo que fazemos, seja pendurado em alguma obra que sempre nos lembre Chico Buarque. …” E tropeçou no céu como se ouvisse música/ E flutuou no ar como se fosse sábado/E se acabou no chão feito um pacote tímido/ Agonizou no meio do passeio náufrago/ Morreu na contramão atrapalhando o público…

serveur001Todo dia é dia de trabalho, de criar novos trabalhos, de trocar de trabalho,de tentar achar um que faça o difícil efeito completo proposto por Buda: “Sua tarefa é descobrir o seu trabalho e, então, com todo o coração, dedicar-se a ele”. Lembre disso quando vir o garçom resmungando, o porteiro com cara de poucos amigos, a empregada bufando.toreadors008

E como sempre ouvi há uma forma popular, meio caipira, de entender que dele não dá para escapar. A única coisa que não trabalha é “santo de puteiro”, que ainda ganha vela para fechar os olhos diante do que vê.

São Paulo, terra do não para, não para, 2013

chroniqueur003Marli Gonçalves é jornalista– Ainda bem que gosta muito do que faz, porque também tinha pensado em ser psicóloga, mas desistiu na primeira aula de laboratório onde matavam um cachorro e falavam de um tal condicionamento dos ratinhos, fazendo o que mandavam seguidamente. Igual à antológica cena de Chaplin, em Tempos Modernos, apertando parafusos até enlouquecer. “Trabalha, trabalha, afrodescendente”…

Músicas para acompanhar:

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Tenho um blog, Marli Gonçalves, divertido e informante ao mesmo tempo, no https://marligo.wordpress.com. Estou no Facebook. E no Twitter @Marligo

Mulheres, advogadas! As comemorações ainda não terminaram! Olha essas homenagens a quem está na briga.

A presidente da Comissão da Mulher Advogada da OAB SP, Fabíola Marques, será homenageada no dia 15 de março pela AATSP (Associação dos Advogados Trabalhistas de São Paulo). Também recebem a homenagem Sônia Maria Lacerda, juíza do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, e Daniela Ferrari Covacs, chefe da Comissão de Acessibilidade.

Delícia.Nós todas fomos homenageadas hoje na Rádio Bandeirantes. Com o meu texto! Grande Zé Paulo de Andrade!

GENTE!!!! MARAVILHOSO! MARAVILHOSO!

Tenho a honra de ter sido citada pelo grande jornalista José Paulo de Andrade em um dos programas de maior audiência nacional na rádio – o PULO DO GATO.

Hoje, Dia da Mulher, tive a honra de ter meu artigo “Nós, as novas mulheres” – LEIA AQUI – lido por ele na rádio ( mando o link abaixo; ele leu às 6 e pouco da manhã).

Maravilhoso. E estou vend muita gente vindo aqui no nosso blog. Muito prazer. Voltem sempre!

Aqui a defesa da mulher é todo dia, toda hora.

 

VEJA O LINK

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Ela achava livros no lixo, e estudava. Agora, Ercilia entrou na Universidade

Dia da mulher, 8 de março: dia de despertar todas essas heroínas que existem dentro de cada um de nós.

Veja essa. E comemore com ela.

Eu não tinha visto, mas na minha seção Mulher do Dia, o leitor Airton me chamou a atenção para o caso. A matéria é do g1

 

Com livros achados no lixo, catadora passa em vestibular no ES

Ercília foi proibida de estudar pelo pai, mas superou as dificuldades.
Ela foi aprovada no curso de Artes Plásticas, na Ufes.
 FONTE: Roger Santana Do G1 ES, com informações da TV Gazeta
 

“Obrigado Deus por esse presente, pela luta e por mais essa conquista”. Essas foram as palavras escritas pela catadora de lixo Ercília Stanciany, de 41 anos, que foi aprovada no último vestibular da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), para o curso de Artes Plásticas. Apesar de ter interrompido os estudos na infância após terminar a 4ª série do ensino fundamental, depois de adulta, ela continuou a estudar pelos livros que encontrava no lixo.

A família de Ercília residia em Belo Horizonte, em Minas Gerais, mas há oito anos se mudou para o Espírito Santo. Foi nessa época que ela, sem alternativas para ajudar a sustentar a casa, resolveu ganhar a vida catando materiais recicláveis.

Ercília Stanciany foi aprovada no último vestibular para o curso de Artes Plásticas (Foto: Reprodução/ TV Gazeta)Ercília Stanciany foi aprovada no último vestibular para o curso de Artes Plásticas (Foto: Reprodução/ TV Gazeta)
Meu pai dizia que eu nunca seria nada”
Ercília Stanciany, catadora de lixo aprovada na Ufes

Ela explicou que o pai a obrigou a parar de ir à escola quando criança para ajudá-lo na marcenaria que trabalhava. “Meu pai falava que de forma alguma eu iria estudar e ainda dizia que eu nunca seria nada na vida”, disse.

Livros no lixo
No lixo, ela encontrou muitos livros e um cartaz que anunciava um curso para jovens e adultos em escolas públicas. Ercília se matriculou e, apesar das dificuldades para ir às aulas, se formou no ensino médio.

Uma conquista seguiu a outra, já que no último vestibular da Ufes a catadora foi aprovada no curso de Artes Plásticas. “Quando fui assinar minha matrícula eu tremia. Saí de lá emocionada. Cheguei no ponto de ônibus e perdi até a noção de como chegar em casa”, contou.

Sobre arte, Ercília é familiarizada e, desde jovem, desenvolve o talento de fazer pinturas em tecido. Sem dúvidas, a maior arte que sabe fazer é transformar a dificuldade em motivação.

"Quando fui assinar minha matrícula eu tremia", disse Ercília. (Foto: Reprodução/ TV Gazeta)“Quando fui assinar minha matrícula eu tremia”, disse Ercília. (Foto: Reprodução/ TV Gazeta)

Dia da Mulher, 8 de Março: que tal começar por um bom livro? Esse aqui foi escrito por um procurador federal, depois de anos de pesquisa

Como vocês já estão cansados de saber, esse blog é feminista desde criancinha.
 O que faz com a que defesa da mulher e tudo o que diz respeito a liberdade, história, defesa, etc. e tal, tenha destaque aqui.
 
Veja que legal esse lançamento:
 
O procurador federal da Advogacia Geral da União (AGU), Dr. Judivan J. Vieira, pesquisou, pesquisou e concluiu o trabalho do livro A mulher e sua luta épica contra o Machismo (Editora Thesaurus, 196 páginas, R$ 30,00).
 
Iniciando as comemorações do Dia da Mulher, 8 de março, nada melhor do que um livro que será lançado justamente no dia designado para que a gente pense tudo que diz respeito às mulheres e sua luta, sua história.
 
E o Dr. Judivan é bastante animado – tem até banda de rock. Saiba tudo no press-release que recebi de um grande jornalista de Brasília, o Marcos Linhares.
 

A mulher e sua luta épica contra o machismo
 
Escrito por Judivan J. Vieira, o livro é fruto de 5 anos de pesquisa e da constatação de que o machismo não tem fronteiras: desde o império egípcio até o ainda vigente império norte americano, sem desprezar a visão do “Dragão“ que se avizinha.

mulherA editora Thesaurus lançará no dia internacional da mulher (8 de março), em Brasília (Carpe Diem restaurante Brasília Shopping), a partir das 19h, um livro que também investiga a visão espanhola, portuguesa e africana como introito da formação da mulher brasileira e latino americana, demonstrando a nociva influência do machismo na música e literatura brasileira, para culminar com as perspectivas futuras de uma relação simétrica entre homens e mulheres. Impossível não perceber que o autor é feminista, amante da liberdade da mulher e crente que o mundo será melhor na medida exata em que ela alcança proeminência social. 

Segundo o autor, “a ideia surgiu da leitura do livro ‘Matrimônio Incaico’, de Ricardo D. Rabinovich-Berkman, no primeiro semestre do doutorado em Ciências Jurídicas e Sociais em 2007. Pensei: Por que não investigar o papel da mulher nos impérios mundiais, de modo que o leitor possa acompanhar de forma linear sua luta épica contra o machismo? Mas, pensando bem, além disso, a primeira motivação que tive para escrever este livro foi minha mãe. Cresci me perguntando como uma mulher pobre, nascida no Nordeste brasileiro onde o machismo era tão evidente, tinha forças para lutar e vencer tanto preconceito. Essa observação prática, auxiliada pelo gosto pelo estudo da História, Filosofia e Direito, me trouxeram até aquí, certo de há muito, muito chão para percorrer. Eu só não queria esperar mais porque como diz David Schwartz, em seu livro A mágica de pensar grande, ‘esperar que as coisas sejam perfeitas é esperar para sempre’. Espero que este livro seja um despertamento para outros autores que façam o tema luzir ainda mais…”

A linha do livro é histórico-jurídica e a obra está dividida em capítulos que representam indagações, relatos e constatações históricas. Ao final, o autor traça uma perspectiva confiante para o futuro porque crê “que esse caminho de luta épica da mulher não é mais uma semente lançada na terra. Já estamos na fase da colheita”. 

Surpresas

O autor surpreendeu-se ao constatar que a teoria criacionista tenha dado tanto valor à mulher no Jardim do Éden e depois os homens religiosos a tenham diminuído tanto. “Surpreendi-me que na teoria evolucionista, lá pelos idos do século 18 a.C., Hamurábi tenha se compadecido das viúvas, mas em 68 das 282 leis de seu Código tenha feito referências preconceituosas condenando a mulher à morte por um estúpido adultério, determinando que, mesmo inocente, a mulher deveria saltar no rio, pela honra de seu marido. Mas, também surpreende ver como Cristo honrou as mulheres, como tratou bem as putas e desprezou alguns sacerdotes que entendiam a letra fría da lei, sem entender que o amor é a maior de todas as políticas de inclusão. Eu não tenho medo de dizer que Cristo foi um amante das mulheres”, assinala Vieira. 

O autor

O procurador federal, professor e escritor, Judivan J. Vieira, é paraibano, nascido em um Sítio chamado Dois Riachos e criado em Brasília desde os 5 anos de idade.  Esse é  quarto livro dele pela editora Thesaurus. Ele já lançou livros jurídicos, auto-ajuda, Contos e um romance. É, também, professor de cursos preparatórios para concursos(www.projud.com.br). Inquieto e com diversas facetas, é articulista da revista Informação Trabalhista, além de compositor e vocalista da banda de Rock Pop, Doctor Judi (www.doctorjudi.com.br)

Serviço: 

Lançamento: Quinta-feira, dia 8 de março de 2012, a partir das 19h, no Carpe Diem restaurante, no Brasília Shopping.

Livro: A mulher e sua luta épica contra o machismo

Autor: Judivan J. Vieira
Editora: Thesaurus

Páginas: 196 páginas

Valor: R$ 30,00

 
 
 

Quer saber? Porque vocês não despetalam suas cabeças? Lá isso é cerimônia?#prontofalei

VIRAM? NÃO FALEI QUE NADA IA MUDAR PARA AS MULHERES?

CONTINUAM É NOS DESPETALANDO PENSANDO QUE ISSO É HOMENAGEM QUE PRESTA.

O HORROR: COISA CAIPIRA, IDIOTA, SEM SENTIDO….E O QUE ESTÁ SENDO FEITO DE VERDADEIRO PARA ACABAR COM A DESCRIMINAÇÃO, A VIOLÊNCIA?

OMELETES???

http://www1.folha.uol.com.br/poder/882723-com-petalas-de-rosa-senado-comemora-dia-da-mulher-em-sessao-solene.shtml

Com pétalas de rosa, Senado comemora Dia da Mulher em sessão solene

DE SÃO PAULO

Em sessão solene, com chuva de pétalas de rosas, o Congresso comemora o Dia Internacional da Mulher, oficialmente celebrado daqui a uma semana, em 8 de março.

O Senado concede nesta terça-feira (1º) o Diploma Mulher-Cidadã Bertha Lutz, referência à deputada e zoóloga que, nos anos 20, organizou o 1º Congresso Internacional Feminista.

A cerimônia é presidida por Vanessa Grazziotin (PC do B-MA), uma das 12 mulheres entre os 81 senadores da Casa.

Receberão o diploma Maria Liége, Chloris Casagrande, Maria José Silva, Maria Ruth Barreto e Carmem Helena Foro, entre líderes comunitárias e ex-prisioneiras políticas.

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), afirmou que “as mulheres são a metade do céu”. Segundo a Agência Senado, o peemedebista destacou a criação do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher, há 25 anos, quando ele era presidente.

  Sérgio Lima/Folhapress  
BRASÍLIA, DF, BRASIL, 01-03-2011, 10h40: Mulheres jogam petalas de rosas no plenário do Senado durante sessão solene para comemorar o Dia Internacional da Mulher e conceder o Diploma Mulher-Cidadã Bertha Lutz às cinco vencedoras do prêmio escolhidas em 2010. Serão diplomadas Maria Liége, Chloris Casagrande, Maria José Silva, Maria Ruth Barreto e Carmem Helena Foro. O requerimento para a realização da solenidade é da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), que preside o Conselho do Diploma Mulher-Cidadã Bertha Lutz. A sessão foi inicialmente presidida por José Sarney (PMDB-AP) e Marco Maia (PT-RS) e em seguida pela senadora Marta Suplicy (PT-SP). (Foto: Sergio Lima/Folhapress, PODER)
Mulheres jogam pétalas de rosas no plenário do Senado durante sessão solene para comemorar o Dia da Mulher

COMEMORAÇÕES

Sob a primeira Presidência feminina, com Dilma Rousseff, o governo começou nesta semana uma série de eventos para celebrar a mulher.

Nesta semana, a presidente gravou partipações em programas comandados por duas mulheres icônicas na TV brasileira, Hebe Camargo (Rede TV!) e Ana Maria Braga.

Ontem, o governo federal lançou um anúncio que destaca a importância da mulher –primeira campanha publicitária da gestão Dilma.

A presidente viajou hoje para Irecê (BA), onde participou da Feira Feminista da POMR (Programa de Organização Produtiva de Mulheres Rurais)

ARTIGO – Para o que servem as mulheres

Por Marli Gonçalves                                                                                            Coisinha chata esta de querer diminuir a importância das coisas pondo carimbo “Mulher” para diferenciá-las, e pior ainda em situações que nada têm a ver com o formato dos órgãos sexuais, se para dentro ou puxadinhos.

Vou tentar não desfiar feminismo por aqui, até porque para variar um pouco vai ter gente atirando impropérios, de um lado e de outro, os desacordados, que ouviram cantar o galo e a galinha, mas não sabem de onde vem o som. De um lado, a importância das conquistas de espaço das mulheres, uma batalha secular comemorada no dia 8 de março. De outro, a maldita divisão: gente homem e gente mulher.Por exemplo, outro dia teve “muié” se matando para ganhar votos para um tal Destaque Mulher Imprensa. Tratava-se de algo a ver com matérias e reportagens sobre a condição da mulher? Não! Tratava-se de algo importante? Não! Era apenas para escolher quem é a “queridinha” do momento, entre os jornalistas. Mas vou eu falar que é machismo, concessão, utilização indevida !?! Psiu, calada!. E, claro, nada contra quem ganhou – até porque houve… Votação!

Com a chegada de Dilma Rousseff à Presidência a situação está ficando atordoantemente chata, repetitiva, samba de uma nota só, e espero que todos estejam preparados para a avalanche de mensagens edificantes sobre Mulher que receberemos, ouviremos e que entrarão por todos os nossos buracos nos próximos dias. Mulher, mãe dadivosa. Mulher, Rainha do Lar. Mulher, esposa e pétala de rosa. Mulher, o mundo é seu. Afinal, para que servem as mulheres?

Depois de Dilma – e antes também, claro, mas piorando agora que virou “tendência” – qualquer coisinha é isso, mulher para lá, mulher para cá. Não é porque é a melhor, a mais competente, estudiosa, técnica, cientista, campeã. É porque é mulher; porque precisava de uma mulher. O que não vemos é no que isso muda o respeito, que ainda não chegou junto com tantas alvíssaras. Continuamos sendo mortas, violentadas, tendo calças e calcinhas arriadas contra a vontade, engolindo até coisas piores como definiu de forma lapidar a ex-Bruna Surfistinha, ao falar na vida das ruas, de quando era garota de programa. “Tucanaram” até a prostituição, para tornar a profissão mais dourada, mais “família”.

Vou dizer. Foi um choque. Já pensava sobre isso quando uma amiga me chamou a atenção para um fato bem louco, e que ela inclusive está vivendo na pele. Até na tal Lei do Cão o papel da mulher varia de acordo com o que os homens precisam. A esposa vira só uma fêmea quando eles se metem em maus bocados; elas não podem dar muito palpite. Quem pode – a Mulher – é a mãe. Tanto que quando a polícia precisa agir em casos com reféns, em geral é exatamente quem vai buscar: a mãe. Assim, bandidos perigosos viram carneirinhos puxados pela orelha.

Logo que pensei nisso fui dar uma olhada por aí e dei de cara com essa bomba rítmica: “Mulher só serve para duas coisas: Fazer falta e fazer raiva. Se está longe faz falta. Se está perto só faz raiva”. Achei também um livro, cujo autor se autodenomina Bráulio Pinto, e uma chamada nos sites de venda: “Como você descobre que sua mulher morreu? Sua vida sexual continua igual, mas a cozinha fica cheia de louça suja. Esta é uma das piadas mais leves desta divertida coletânea para machistas inveterados”. Ah, o acabamento do tal livro é brochura.

A partir daí, só achei coisas correlatas tipo “Para que serve o difusor de cabelos?” e uma moça posando com uma camiseta com dizeres em inglês: “W.I.F.E: Washing, Ironing, Fucking, Etc.” (Esposa, WIFE: lavando, passando, e fucking, que todo mundo sabe o que é, etc.).

Pois então vou dizer para o que eu acho que servem as mulheres. Para manter o mundo em equilíbrio, para criar, para mostrar que têm, sim, uma linguagem particular, formas diferentes de ver e ajustar o mundo, uma intuição sem igual. Todas têm. Com a vida moderna estão é mostrando isso cada vez mais, na batalha, sozinhas, se impondo, criando filhos, famílias e agora também na versão vivendo livremente suas relações com outras mulheres, construindo futuros. Isso é novidade até nas ruas. Antes, mulher com mulher era aceitável só para deleite e fantasias sexuais. Existia, mas pouco se via. Só se falava entredentes. Também não são mais só aquelas caricaturas. Há mulheres lindas e completas vivendo com outras mulheres lindas e completas. Não foi por “falta de homem”.

Mais do que X, Y, Z. As mulheres servem para manter o mundo unido. Servem para lutar junto com todos, gatos, sapatos, homens e etceteras, pela sobrevivência, usando cada um as suas peculiaridades. E as qualidades femininas são indispensáveis. Incluindo o olhar, a beleza dos seus corpos, a cadência do seu andar e aquela jogada de cabelo que, não adianta, só mulher dá. Tanto que os travestis fazem verdadeiro treino olímpico para chegar pelo menos perto de tal atuação.

O avanço foi e será cada dia mais inevitável. Por isso já é chegada a hora de aposentar o carimbo discriminatório: MULHER! Não precisa.

Ou, para não perder o costume, cutuco: você acha que não está existindo preconceito de gênero no atual governo, que está tudo resolvido? Na esquerda? Ledo engano. Pare e perceba: há os grupos das moças, nas atividades sociais e onde é necessário ter governantas. Palocci à frente (destronado no governo anterior justamente por “gostar tanto de mulher”), reúne em outra sala, vizinha, os homenzinhos, os coronéizinhos, a economia, o pesado, a negociação dá-lá-toma-cá.

Sabia? Em alguns casos, nem que queiram, os homenzinhos conseguem ultrapassar a barreira para pedir a benção da grande-mãe na sala principal do terreiro. Rolaria ciúmes.

E ciúmes de homem coisa boa não é.

São Paulo, rosa, azul, preto e branco, arco-íris, 2011

(*) Marli Gonçalves é jornalista. Feminista. Está nisso faz muito tempo. No Brasil o 8 de Março só chegou em 1975. E parece que ainda não entrou completamente na cabeça das pessoas o seu verdadeiro sentido.

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