ARTIGO – Padecer no Paraíso. Por Marli Gonçalves

 

O que isso quer dizer exatamente, se é bom ou ruim demais, só o sabem as cinco letras que choram, e provavelmente de raiva quando elas pensam em dar boas chineladas, com vontade de falar umas verdades

Lá vêm, aliás já estão em todos os locais e em todas as formas com os apelos de compre aqui, dê isso, ela vai adorar aquilo, ofertas que nada têm de ofertas. Referências à bondade, beleza, candura, entrega, amor incondicional, quanta alegria e felicidade! Só padece quem não tem? Só padece quem já perdeu a sua? É para quem não quis ser mãe cortar os pulsos?

Ano após ano, essas datas estabelecidas para render homenagens e que viraram grandes momentos comerciais servem muito para a gente ter ideia de como anda a nossa sociedade. Algumas dessas datas avançam pouco, ano a ano tão iguais, tão integradas e indiscutíveis que é o caso de alertar para que paremos um pouco para pensar que raio de paraíso é esse, além da adocicada palavra.

As mães estão felizes? Cada vez que ouço, por exemplo, a quantas desanda a educação no país, ou  mesmo fico sabendo quanto está custando a mensalidade de uma escola privada, de uma universidade, ou mesmo o preço de um livro, eu, que não tenho filhos, me solidarizo com as mães do mundo real. Sempre acho que aí tem o mundo real, verdadeiro, dia a dia brabo e complexo, inseguro; e o outro, da fantasia, da propaganda enganosa, das crianças embonecadas, das celebridades que tornam seus partos e filhos bem tratados em filtros de luz nas fotos e patrocínios, e que ninguém mais nem fala que é para a poupança, pro futurinho.

O que todos eles vão ser quando crescerem? Nada saberão sobre o pensamento, sobre a filosofia, a história, o pensamento? Saberão fazer as contas, ler e entender sobre o que tanto falamos? Voarão em foguetes? Passearão por outros planetas? Descobrirão curas para doenças hoje letais? Saberão a importância da liberdade? Terão aprendido a respeitar as mulheres, a igualdade? Ou terão sido engolidos pelos dispositivos digitais com os quais convivem desde tão cedo? Terão de passar pelo que estamos passando? Conseguirão usar a roupa que estamos usando?

As coisas em volta vêm mudando com extraordinária rapidez. Mas o ser humano ainda é frágil e ao mesmo tempo insano. Em um país que não respeita o mínimo da dignidade e de suas próprias leis, os fundamentais direitos sociais e reprodutivos que deveriam dar condições de decisão às mulheres sobre o que querem mesmo e, se querem, se terão condições de ter e criar seus filhos é cruel mostrar a elas só o lado paraíso – é clamar pelo seu padecimento.

Não para de crescer o número de adolescentes grávidas principalmente nas classes mais baixas e que talvez vejam nisso apenas a beleza de poder afinal ter uma boneca, de carne e osso, e ainda a possibilidade de criar uma família, saindo da sua, desistindo da sua. Como falar em controle da natalidade no país do Bolsa Família, que renega a educação sexual, que fecha os olhos para a realidade do monumental número de abortos ainda clandestinos, que não oferece qualquer salvaguarda a essas pessoas invisíveis? Que não sente os nove meses, nem enxerga o inferno da depressão pós-parto?

Como as mães lidarão com a visível revolução de costumes, de gêneros, as novas e variadas formas de amor? Dizem que seus corações aceitam tudo, perdoam tudo, que defendem seus filhos como as leoas, mas lembro que estas contam com o apoio de outras leoas, e ainda não é muito clara a solidariedade entre as mulheres.

Dia das Mães deveria ser momento de ampla reflexão sobre a condição da mulher, mas não se vê nessa época serem feitas pesquisas sobre o que realmente acontece, como se sentem, suas angústias, a visão do mundo que vislumbram. Esse seria o grande presente: uma radiografia do que é ser mãe hoje no Brasil, no Sudeste, Sul, Centro-Oeste, Norte e Nordeste. Perceber que a Mamma África vive entre nós.

——————————gravida anda

Marli Gonçalves – jornalista

marligo@uol.com.br / marli@brickmann.com.br

Maio de 2019

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E eles teimam em negar que nossa situação vai levar a batermos muitas panelas. Que rezem para não ser neles.

women35“Parece o Dia da Sogra”

De um comerciante, diante da crise, sobre as expectativas de vendas
para o Dia das Mães

FRASE PUBLICADA NA COLUNA DE AZIZ AHMED – CONFIDENCIAL – O POVO/RJ

Dia das Mães no El Gran Bazar! Preços legais e bons negócios

vestidos 2Bazar na Rua Oliveira Dias, 366, rua exatamente atrás da Igreja São Gabriel, no Itaim, faz vendas especiais para o Dia das Mães, com preços que chegam a ser “de mãe”. Peças de 10, 20, 30, 40, 50 e 100 reais, originais e de qualidade. Casacos, casacões, jaquetas, paletós e tricots exclusivos podem ser encontrados entre sugestões para todas as estações do ano. A promoção especial só vai até o dia 10 de maio, próximo sábado. Chegue antes.

estampas especiais em chemises e vestidosEl Gran Bazar! ocupa uma sala no primeiro andar de uma mansão na Rua Oliveira Dias, 366, no Jardim Paulista, SP, e onde também funciona um “Família Vende Tudo” que dá só uma vontade: de comprar tudo. Melhor, com a comodidade de também poder marcar a visita com a Elaine Lanzelotti, especialista em moda, que terá o maior prazer em sugerir peças – entre uma enorme variedade de roupas, sapatos e acessórios de marca, vendidos a preços mais do que justos, justíssimos, baratésimos. Basta ligar para (11) 9-8981-7725.coletes e casaquinhos

É bazar, é brechó, casa de antiguidades e relíquias. É tudo. É vintage e muito mais. Apresenta vestidos, camisas, tricots, saias e blusas, conjuntos, pegnoirs e robes, inclusive em tamanhos maiores. Sapatos, sandálias, botas, acessórios, bolsas. Destaque para as peças de inverno, que se aproxima e deve ser rigoroso.

 

sapatos

Estamos em um espaço maravilhoso numa rua tranquila, arborizada, perto de tudo e, ainda, uma mansão onde em todos os cômodos há verdadeiras joias para decoradores, arquitetos e designers – comenta a jornalista Marli Gonçalves que, ao lado de Elaine Lanzelotti, resolveu juntar tudo de bom em um lugar só. “Dá para se `montar` para qualquer ocasião, com modelos exclusivos, bons tecidos, grandes marcas.

Elaine Lanzelotti, que já trabalha com peças especiais há oito anos foi quem tratou de toda a organização. São roupas, entre outras, do Lino Villaventura, Maria Bonita, DUEE, Cândida Andrade. Mariela Burani. importadas, nacionais, tricôs especiais. Botinhas e botas de cano alto, 7/8, além de roupas novas, mas há algumas peças fashion que podem ser usadas nas produções as mais variadas, do clássico ao arrojado. Também podem servir para produções de cinema, tevê, internet. É só combinar.

bomba de gasolina para enfeiteFAMÍLIA VENDE TUDO – Móveis, salas de jantar, cadeiras inglesas sec.XIX, cadeiras de design em perobinha do campo e jacarandá, mesas de centro e laterais modernas e antigas, lustres e luminárias de diversos estilos, tapetes orientais, sofás e poltronas, aparadores, quadros, fragmentos, bronzes, livros, porcelanas, cristais e pratarias, muitos objetos de decoração e utensílios domésticos. O passeio pode servir para achar aquela peça especial, rara, ou comprar, por exemplo, um Blu-Ray por R$12,00.

SERVIÇO:

EL GRAN BAZAR e FAMÍLIA VENDE TUDO
PROMOÇÃO EL GRAN BAZAR! ATÉ SÁBADO, 10 DE MAIO. HORÁRIOS:

lumináriasEL GRAN BAZAR! – Até sábado, das 11hs às 18hs.
FAMÍLIA VENDE TUDO – 10hs às 17hs, Aberto aos sábados.
LOCAL:
Rua Oliveira Dias, 366, Jardim Paulista, São Paulo- SP
A RUA FICA EXATAMENTE ATRÁS DA IGREJA SÃO GABRIEL, PERTO DE TUDO.
Celular Elaine Lanzelotti: (11) 9-8981-7725 (para marcar horário e atendimento especial)

Imprensa:
Marli Gonçalves
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ARTIGO – Apelos de mães, por mães, para mães. Por Marli Gonçalves

mae faz aviao para bebeJá vi, ouvi e li cada anúncio de presente ou glorificação do Dia das Mães de chorar, um mais sem senso e apelativo do que outro. Ao mesmo tempo choro mesmo é de ver, ouvir e ler cada vez mais quantas são as mães desesperadas por terem perdido seus filhos no meio do caminho na inglória batalha da vidamothers-day-160

A pior, sinceramente, , é o filme de uma marca de cosméticos, todo horário nobre. Na imagem a mulher, jovem e bonita, aparece na cena inicial calçando chinelos de hospital chique e, vejam só, uma narração dramática anuncia: sem maquiagem, sem se preocupar com vaidade, sem cabeleireiro (mas com um marido bem maravilhoso segurando a mão, numa das induções mais falsas da propaganda ultimamente), nas cenas finais ela está numa sala de parto ainda, onde aparece conhecendo seu bebê, e linda, no “dia mais importante de sua vida”. Apelação pouca é bobagem. Até parece que andam precisando vender a ideia de que ser mãe é a grande glória à qual nenhuma mulher pode abdicar sob o risco de ser considerada inexistente. Será? Manutenção de mercado consumidor? Reserva?

A concorrência é forte demais para ver quem é mais piegas, quem apela mais para vender qualquer coisa que a sua mãe “vai adorar”, que essa data rende igual Natal. Esse comercial que eu cito reduz a mulher de tal forma que preciso frisar. Desculpe, hein! Mas tem muitas outras coisas que a gente pode fazer sem pensar em maquiagem e etceteras além de ter filhos. E o dia mais importante de nossas vidas pode ser também o dia que percebemos, por exemplo, que nossos filhos sobreviveram à selva urbana, conseguiram concretizar algo. O que anda bem difícil na barbárie geral.

doll005Todo ano é a mesma coisa. Parem para prestar atenção, além dos armários, telefones, panelas, eletrodomésticos surge nas entrelinhas o que o mercado realmente pensa da mulher, de quais são seus desejos, de como ela é vista ainda, de como lutam para que assim sejam mantidas. Mesmo com tantas mudanças, tantas conquistas e desafios, encarando o touro a unha, com suas jornadas de trabalho, a mulher é reduzida a uma risonha mãe à mercê de objetos que a cativem.

Agora já estamos precisando apelar ao contrário. Mulheres, se não puderem, não tenham filhos. Porque, se vocês se descuidam, essas lindas crianças nem bem se entendem como gente saem por aí, roubando e matando, com algum tipo de arma que pode ser inclusive o fato de terem sido tão mimados que viraram bestas incontroláveis. Não é fácil ter filho nesse sistema de saúde, nem tranquila será sua sobrevivência nesse novo século que já vem marcado inclusive por desastres naturais.housework3

Por favor, não acreditem que tantas bolsas dadas pelo governo sejam justas – não sejam compradas por elas, pelo populismo de políticas sociais executadas por quilo. O sapato não vem junto com a bolsa, não faz par. A cada dia está mais difícil criar um filho. O planeta está se exaurindo e pouco adianta o povo sair por aí falando em sustentabilidade e racionalização. Mas sem planos para a educação, sem criação de mercados e empregos e com uma severa substituição da mão de obra por máquinas.

mday14Fora isso, especialmente, pense que vai ter – por obrigação – uma cabecinha para moldar, um espírito para entender e incutir a necessidade de um caráter firme, e voltado para a paz.

Isso, além de caro, muito caro, dá trabalho e nem sempre tanto prazer. Todos os dias são Dia das Mães. Sejam elas biológicas ou adotivas; sejam elas solteiras ou casadas. E mais: tenham filhos ou não.

São Paulo, 2013, simplesmente maio. Já, maio.  

SORRY___Marli Gonçalves é jornalista– Sem filhos, porque como filha logo, desde menina, já sentiu que contos de fadas só nos livros. Nem nos filmes convence. Presta atenção.

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ARTIGO – Mamãe, e com todas as letras. Por Marli Gonçalves

Até mais alguns muitos dias nossos ouvidos ainda vão aguentar tudo quanto é tipo de apelo para consumir, comprar, presentear, oferecer, dar. Os caras aproveitam essas datas, bem comerciais, para associar mãe a cada tipo de coisa que vamos, venhamos e convenhamos…

Mamãe: cinco letras que choram. Desde bem menina ouço essa frase e só agora me toquei que ela parafraseava uma música linda dos Anos 50, Adeus, adeus, adeus, composição de Silvino Neto, eternizada nas vozes de Francisco Alves e Orlando Silva. A minha mãe, como boa canceriana, sempre foi muito emotiva, gostava de fazer draminhas que me lembram até hoje os boleros. Falava muito nas tais letras choronas, e num tal padecer que não era em paraíso nenhum. Era normal dela ouvir, naqueles momentos que brigava comigo ou com meu irmão, quase ameaçadora, mas sempre premonitória: “Vocês vão ver. Quando eu não estiver mais aqui é que vocês vão me dar valor, sentir minha falta, lembrar que eu tinha razão”.

Ah! Não me diga que você também ouve ou ouviu essa frase? Mãe é mesmo tudo igual. Só muda o endereço. E o que é pior: elas sempre têm razão mesmo. Na grande maioria das coisas.

Pois bem. Minha mãe me disse adeus há nove anos. E todos os dias, por uma coisa ou outra tenho mesmo saudades e me lembro de algumas das suas falas e feitos, que ela era bem danada. Baixinha, gordinha, mineira, minha bichinha era arretada. Não gostava e não levava desaforo para casa, de jeito algum, uma das características mais fortes que puxei dela, além do tamanho e do peso sempre a ser controlado.

Por exemplo, lembrei esses dias o quanto ela odiava essas palhaçadas, como chamava dia das mães, dia dos pais, dia do c… (a língua era afiada também): “Uma falsidade que só serve para deixar as pessoas tristes” “Dia das Mães tem de ser todo dia, porque o que a gente aguenta de malcriação dos filhos!…”, resmungava. Pensando no mundo todo, porque a gente com ela sempre pisou bem miudinho.

Na verdade, esse monte de lembranças tem vindo à minha cabeça desde que há mais de um mês começaram as campanhas publicitárias chamando e convencendo o pessoal a gastar. É um tal de mãe linda abraçando bebê fofinho, frases de efeito para vender linguiça e cerveja em supermercados, jingles chatos martelando. Um tal de mãe é isso, mãe só tem uma, avó mãe da mãe. Compre um carro, uma blusinha, uma bolsa, sapato, celular, geladeira. Se for no shopping tal, e gastar gostoso, a partir de, pode até levar brilhantes. Claro, só se for sorteado um daqueles cupons infernais. O barato agora é mostrar as mães sempre jovens, lindas, cabelos ao vento, dentes brancos, sorridentes, ricas, magras, sem sofrimentos de parto, dinheiro para dar e vender, maridos apaixonados.

Coitadas das mães reais. Devem se sentir um lixo vendo aquilo. As mães reais têm mesmo pouco espaço na mídia. A não ser quando se manifestam por seus filhos assassinados ou desaparecidos.

A gente não vê muito aquelas que tiram da própria boca para alimentar os filhos, as mães que são “pais” e paus para toda a obra, as abandonadas, as que quiseram continuar solteiras, aquelas que não têm com quem nem onde deixar os filhos, as desesperadas porque os filhos seguiram direções contrárias, inclusive à lei. Mães que trabalham fora e passam o dia inteiro muito preocupadas ou se culpando por não ter tempo de dar atenção, as mães da dupla, às vezes tripla, jornada de trabalho. As tantas mães prostitutas que vêm para a cidade grande para ganhar algum para mandar, em geral para a mãe que cuida de seus filhos lá bem longe.

Essas imagens não vendem perfumes. Entendo. Mas se o Dia é das Mães também não podem ser esquecidas, nem lembradas só na hora das bolsas-família que as transformam em verdadeiras parideiras de salários. A cada filho ganham um pouco mais – parece aquelas ofertas de Leve 3, pague 1. E toma sustentar o malandro, que comparece só para fazê-la ser mãe mais uma vez.

Enfim, por mais que você seja preparado, terapeutizado e psicanalizado, datas como essa do Dia das Mães que chegam acompanhadas do tremendo massacre das campanhas publicitárias só servem realmente para nos deixar tristes, muito tristes. Não só quem não tem mãe, ou perdeu a mãe. Também entristece a quem gostaria de poder dar à sua própria mãe todas aquelas coisas. Não há musiquinha doce nem brinde de sanduíche que console.

E o que é pior: se você quiser ir almoçar fora no tal domingo, e não tem mãe, melhor arrumar logo uma postiça, para pelo menos arranjar um lugar na fila. Se tem, já vá se preparando, porque nunca haverá comida igual a dela, quentinha, feita com amor, saborosa. E ela vai fazer você saber disso, resmungando, pondo defeito em tudo, inclusive reclamando do preço da conta e fazendo cálculos do que poderia ter comprado com aquele dinheiro.

Isso, claro, se for uma mãe real, não dessas de propaganda. Muito menos dessas propagandas ridículas que estão no ar.

São Paulo, um verdadeiro berço, 2012
Marli Gonçalves é jornalistaPor essas e outras nunca quis ser uma.

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