#ADEHOJE – MINISTROS BRINCAM DE PODER.

 

#ADEHOJE – MINISTROS BRINCAM DE PODER.

 

 

SÓ UM MINUTOEscravos de Jó, jogavam caxangá, tira, põe, não deixa ficar! A última do ministro colombiano da educação, Ricardo Vélez Rodriguez é de deixar de cabelo sem pé. Uma sucessão de barbaridades: ele quer e mandou o MEC emitir comunicado para que as crianças se perfilem para cantar o hino, sejam fotografadas e filmadas sabe-se Deus para o quê – o que vã fazer de propaganda com isso. Mais: ainda deveriam repetir o slogan absurdo para um país laico, proposto pelo Governo Bolsonaro: Brasil acima de tudo, Deus acima de todos! Espero que haja um amplo protesto contra isso enquanto é tempo. E obviamente a outra ministra absurda, Damares Alves, que está lá em Genebra fazendo a gente passar vergonha, apoiou a ideia de jerico do Vélez. Precisamos dar algo para esses caras fazerem, para pararem de ter tempo de pensar tantas atitudes imbecis como essa. Imaginam nossas crianças, pleno Século XXI, digitais, perfiladas cantando o Hino Nacional? Mais fácil juntas fazerem um pancadão e dançarem funk até o chão.

 

 

 

 

 

 

#ADEHOJE, #ADODIA – TOMA QUE O FILHO É TEU. O DEM E O NOVO GOVERNO

#ADEHOJE, #ADODIA – TOMA QUE O FILHO É TEU. O DEM E O NOVO GOVERNO

 

VEJAM SÓ QUE BONITINHOS. ATÉ AGORA – DIGO, ATÉ AGORA, PORQUE AINDA HÁ TEMPO PARA AUMENTAR ESSE NÚMERO -JÁ SÃO TRÊS OS MINISTROS DO NOVO GOVERNO QUE SÃO DO PARTIDO DEM. TEREZA CRISTINA, AGRICULTURA, ÔNIX, O FAZ TUDO DA CASA CIVIL, MANDETTA, DA SAÚDE. FORA OUTROS QUE ESTÃO POR ALI. MAS O DEM DIZ QUE NÃO TEM NADA COM ISSO. NÃO É LEGAL? NÃO É A CARA DELES? SE FIZER SUCESSO, ESTAMOS AÍ, ERAM MEUS QUADROS… SE NÃO…ELES NÃO TÊM COMPROMISSOS NEM COM ELES NEM COM O PAÍS. OUTRA COISA FOI O ENORME NÚMERO DE MÉDICOS QUE JÁ SE INSCREVERAM NA PRIMEIRA HORA DA ABERTURA DO PROCESSO POR MAIS MÉDICOS, PARA SUBSTITUIR OS CUBANOS QUE PARTIRÃO, QUE PARTIREM, QUE SE MANDAREM. 3300 EM TRÊS HORAS. MAS O QUE ME CHAMOU A ATENÇÃO FOI O ATAQUE HACKER QUE ELES ESTÃO TENTANDO DRIBLAR – MAIS DE UM MILHÃO DE ACESSOS SIMULTÂNEOS. É UMA NOVA GUERRA, COM NOVOS TIPOS DE ARMA, DIGITAIS. MEU TIRINHO DE HOJE POR AQUI CONTOU COM A PARTICIPAÇÃO DA MINHA GATA LOVE QUE ESSA SIM, DEIXA BEM CLARO: NÃO TEM NADA A VER COM ISSO TUDO.

ARTIGO – Saudades de mim, saudades que temos de nós. Por Marli Gonçalves

Ninguém sabe como começa, nem quando termina ou até onde vai, se voltam em algum ciclo nos próximos meses, mas eles simplesmente aparecem. São os desafios do Facebook. Parece chiclete. Pode ser uma brincadeira, uma campanha altruísta-solidária (e que em geral é sem nexo), algum momento cultural. Entre outras está rolando agora uma de fotos antigas da pessoa, de algum momento lá atrás. E vou dizer: está bonito, desse desafio gostei. Saudades de nós, saudade de mim, saudade de você, de quando era corajoso, sem culpas cristãs, e não acreditava em maledicências que tentavam nos separar

Claro que aceitei. O problema é que para quem está na minha geração e nas de meus amigos, o que significa o ir lá atrás é ter de entrar em um túnel do tempo forte, de algumas dezenas de anos. Tempo do filme Túnel do Tempo. Do rock instigante. Tempo do gravador de rolo, da fita cassete, do cabelo pigmaleão 70, das pulseirinhas coloridas de fio de telefone ou de conchinhas. Sandália de pneu. Batik. Túnica. Ninguém tinha tatuagem, acreditem.

Fotos analógicas, aquelas tiras de contatos jamais revelados que agora olhamos contra a luz tentando identificar os contornos, guardados em envelopes compridos. Fotos já detonadas pelo tempo, sépia, com mofinhos, retirada de caixinhas, álbuns decorados, porta-retratos guardados. Tem de escarafunchar tudo. E aí é igual revisitar sua própria vida, sua adolescência, “crescência”.

Ninguém combinou nada, ao que eu saiba, mas pelo que entendo está valendo tudo, desde que antigas, achados – desde quando se entendeu como gente até quando começou um pouco da ascensão profissional. Quando os rapazes tinham cabelos. Quando os cabelos eram naturais. A primeira gravidez. O primeiro casamento, aquele amor jurado em barracas de camping, portão de casa, férias de verão na praia. Quando tínhamos algum frescor. Quando acreditamos, quando procuramos e escolhemos as imagens hoje, o quanto éramos felizes outrora. Naquele dia. Naquele fato. Com aquele sorriso. Com aquelas pessoas, muitas das quais até já não estão mais por aqui. Outras foram rasgadas das fotos, ou recortadas cuidadosamente com tesourinhas.

Eu estou adorando ver o resultado desse desfile de imagens. Legal lembrar de como as pessoas eram quando nos conhecemos. Os tempos de faculdade. Os amores antigos. Como as pessoas se transformaram com os anos, muitas para melhor; outras, nem tanto.

Legal ver a escolha e até a segurança de muitos em expor momentos bem doidos, mas sempre muito especiais para cada um. Quando o corpinho mostrado hoje vira um corpão, que arranca elogios como se de hoje fosse. Fixo imaginando o quanto devem ser legais também as fotos que não estão sendo mostradas, mas que passaram diante dos olhos nessa revisão. Penso e digo por mim que ainda não cheguei nem perto das caixas maiores onde as minhas estão guardadas. Só com as avulsas já fiz uma festa. Já lembrei, ri, chorei, me emocionei, guardei de novo. Parei para pensar em cada um dos momentos.

Presenteei amigos enviando a eles fotos onde eles estavam e que achei entre as minhas coisas. Uma delícia. Como foram parar lá, quando foi esse click, sempre uma lembrança. Toca escanear para lhes dar mais tempo de vida, a digital.

Esse desafio tem um saudosismo bem significativo no momento em que vivemos. Percebo uma busca por autoestima, por um momento nacional mais orgulhoso, por aqueles que fomos e sonhos que podem ter se perdido por aí nessa estrada tão cheia de pedras da existência e coexistência humana. Ou não.

Podem ter sido realizados e a gente até tinha esquecido que antes – um dia – foram apenas sonhos.

“A saudade que dói mais fundo e irremediavelmente é a saudade que temos de nós”.

(Mário Quintana)

euMarli Gonçalves, jornalista – Histórias que dão filmes, quadro a quadro.

Brasil, São Paulo, baús nas redes sociais. 2017

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