Serra é atingido na cabeça durante passeata no Rio de Janeiro

do Claudio Humberto

Serra é atingido com pancada na cabeça

foto :UOL

O candidato à Presidência José Serra (PSDB), disse ter se sentido “grogue” após levar uma pancada na cabeça, durante confronto entre militantes do PSDB e do PT quando participava de caminhada em Campo Grande, na zona oeste do Rio. Serra chegou a colocar gelo na cabeça para amenizar a dor. Segundo o pastor Maurício Ferreira, que acompanhava Serra na caminhada, não se sabe exatamente o que atingiu o candidato, se o mastro de uma bandeira ou uma bobina de adesivos de papel.

Isso deve querer dizer alguma coisa. Dilma, mais votada nos presídios de SP e RJ!

DA COLUNA LAURO JARDIM

O voto dos presos do Rio

Assim como em São Paulo, os presos do Rio de Janeiro também preferiram Dilma Rousseff no primeiro turno. De 478 detentos aptos, 100 escolheram a petista (65,3% dos votos válidos). Marina Silva teve 31 votos (20,2%) e José Serra, 21 (13,7%). A abstenção entre os detentos alcançou 61,1% (292 eleitores); brancos e nulos marcaram 33 votos.

Em São Paulo, Dilma teve 63,5% dos votos dos presos (830 votos); Marina, 20,65% (270 votos); e Serra, 14,38% (188 votos).

http://veja.abril.com.br/blog/radar-on-line/

Hoje circula um e-mail afirmando que Dilma é búlgara e, portanto, nãopoderia ser candidata. Bobagens eleitorais continuam.

COMENTÁRIO DA COLUNA DE CARLOS BRICKMANN QUE SERÁ PUBLICADA AMANHÃ:

Búlgara, não

Não leve a sério as notícias de Internet segundo a qual Dilma Rousseff nasceu na Bulgária. O nome “Dilma” é incomum entre os búlgaros; ela recebeu o nome da mãe, mineira, que ao que se saiba jamais esteve na Bulgária. Seria uma fantástica coincidência um búlgaro ter uma filha, dar-lhe o inusitado nome de Dilma e depois, ao mudar-se para o Brasil, encontrar uma esposa também chamada Dilma. Não é impossível, mas as probabilidades são extremamente baixas.

Roupinha Chanel da Dilma. Eu acho que é pirata. É, sim! Pirata, tipo 25 de março.

“Deve-se misturar o falso com o verdadeiro”, sentenciou Coco Chanel.

Tudo bem, tudo bom. Mas não precisa exagerar. Se Dilma está usando ( e nada me tira da cabeça que aquilo é falso) um terninho Chanel de “debates”, com as franjinhas ( veja foto de um original Chanel), pelo menos alguma coisa de verdadeira poderia ter…

Mas tudo que fala e faz é falso.

Hoje:Serra se encontra com verdes que o apóiam

AGENDA VERDE:

Hoje (18/10) José Serra tem agenda prevista em São Paulo (SP), onde participa do evento “Verdes com Serra”, que acontece na Praça Charles Miller, 10, a partir das 15 horas.

Organização do Fabio Feldman, com  participação de verdinhos bem legais!

 

Artigo – EU PROMETO

Marli Gonçalves

A eleição presidencial está na boca do povo. Nem sei como finalmente aquele torpor do primeiro turno passou. Vemos e ouvimos as pessoas conversando nas ruas, nas mesas dos bares, na internet, trocando ideias, brigando, querendo saber que bicho vai dar. Mas ainda não ouvi nenhum dos candidatos dizendo que registrou no cartório as suas promessas. Assim, por favor, candidatos, peguem a caneta e assinem aqui, uma espécie de plataforma básica, como um documento e compromisso em nome da população brasileira. Para acalmar todos os corações.

Eu prometo, antes de mais nada, voltar minha atenção não só para mim, ou meu grupo político, mas a toda a população e suas necessidades básicas há muito relegadas. As questões principais voltam a ser saneamento básico, educação, alimentação, saúde, habitação, transportes, lazer e qualidade de vida.

Eu prometo buscar o desenvolvimento por meio de ações que garantam condições dignas de sobrevivência aos homens, mulheres e crianças deste país. Não quero mais vê-los remexendo latas de lixo nas ruas, nem jogados como sacos descartáveis nas calçadas. Não quero ter medo de me aproximar de crianças, julgando que elas poderão estar armadas ou com caco de telha ou com caco de vidro. Ou loucas paranoicas cheirando colas dos saltos e solas que as chutam. Não quero vê-las fechadas em caixões de madeira de tapumes, nem em valas, mortas por inanição e subdesenvolvimento. Não quero que elas mal cheguem de um lado e desencarnem de outro, numa breve passagem pelo tempo. Não quero vê-las tristes e chorando de fome e barrigas d’água cheia de vermes – nem quebradas pelo crack nem com as mãos cortadas de trabalho, que talvez pensem ser um passo para o brinquedo que nunca alcançam em seus trapiches. Não quero ver seus corpos mirrados sendo violentados.

Eu prometo cuidar de todos os tipos de cabeça do país. As cabeças chatas do Nordeste. Dos cabelos louros do Sul. As de todos os tipos do Sudeste. E a dos caboclos do Norte, com pena ou sem pena, caciques de suas aldeias ainda distantes. Das cabeças pensantes. Das cabeças modernas, coloridas. Das cabeças montadas em corpos de homens ou mulheres que querem ser ou homens ou mulheres, sem ter a parte de baixo para mostrar. Das cabeças brancas, grisalhas, de rostos enrugados e corpos alquebrados pela labuta, pela vida vivida nos limites. Eu prometo cuidar dos velhos quando mais eles precisam.

Eu prometo cuidar dos recursos naturais do país enquanto ainda é tempo, dispensando os discursos que, vazios de preservacionismo e repletos de interesses escusos, apenas impedem que o desenvolvimento e o progresso sejam de todos. Ao mesmo tempo, lutarei para que nossas belezas tropicais sejam exemplo para o mundo, continuem a oxigenar o ar e proteger as camadas da Terra das inclemências da natureza, que nos golpeia em lances-surpresa que buscarei prever melhor. E que nossos oceanos e rios possam ser navegados como dantes. E que nossas estradas façam o vaivém, sem tantas mortes.

Eu prometo que saberei perceber o que é qualidade de vida em cada canto dessa pátria, tão multifacetada, tão eclética, urbana e rural. Que saberei auxiliar na reorganização das grandes cidades, que abrigam e abrigaram os refugiados de longe, no êxodo de quem busca um local para morar, viver e morrer.

Eu prometo que me guiarei pelo bom senso e pelo sentido de liberdade mais amplo, preservando a enorme cultura e capacidade criativa do povo, acima de religiões, cores, raças, credos, cruzes, terreiros, templos, mesquitas e catedrais.

Eu prometo deixar nascer quem puder e quiser nascer, de quem puder parir e educar. E evitar que morram os que não estão na hora, dando-lhes a garantia necessária e medicamentos, os meios para que seus dias não sejam tormentos, e que encontrem em si próprios a razão de tudo.

Eu prometo buscar compreender tudo o que não sou eu, ou igual a mim, e respeitar ao próximo que me respeite e que siga as leis da nossa Constituição que poderei rever, sim, mas enxugando-a e tornando-a finalmente democrática e exequível. Não mudarei as regras e as placas do caminho.

Eu prometo respeitar os Poderes da República, como se fosse monarca com a sensatez dos contos de fadas, com destemor, amor, solene para quem o merecer. Insolente contra qualquer um que nos ultrajar aqui ou acolá de nosso continente. Qualquer tentativa de desestabilizar a alegria, a liberdade, os direitos e deveres, a paz e harmonia, será rechaçada firmemente. Porque assim deve ser. Tentarei estar sempre alinhado ao lado dos líderes, contra os ditadores, ainda que estes se mostrem camuflados. Escutarei os clamores das ruas.

Eu prometo atenção e sempre que possível prestigiar e apoiar o trabalho dos cientistas e intelectuais, mantendo-os entre nós. Assim como prometo não considerar o esporte, nem em Copa, nem em Olimpíadas, como arma populista, mas como o avanço de nossos guerreiros e marcas, orgulhos de nossas conquistas que serão muitas, em todos os campos da ciência, do futebol, nas raias das piscinas, e nas passarelas que desfilarão os tecidos das roupas do futuro, vindos da agricultura, que também alimentará grão a grão todos os seres vivos, que prometo respeitar, incluindo os cães e gatos, toda a flora e toda a fauna, todos os troncos que puderem ser usados de uma célula e os transplantes que garantirão a continuidade da vida.

Enfim, eu prometo proteger os seus como se fossem meus filhos, membros de minha família, dando-lhes um chão firme para pisar, ensinando a pescar e a entender que os efeitos de ação e reação serão sempre compatíveis. Que somos nós que fazemos a legitimidade das leis, da ordem social.

Eu prometo fazer do Brasil a terra sempre prometida e nunca entregue, para que os mais modernos satélites do mundo possam acompanhar seu crescimento sustentado, e que esse seja um exemplo. Eu prometo meditar bem antes de qualquer decisão.

Eu não só prometo, como farei cumprir o exposto acima porque é o que todos nós queremos.

Atesto e dou a fé, a minha fé e a de cada um que poderá participar.

BRASIL, (ESPAÇO PARA A ASSINATURA), 2010

(*) Marli Gonçalves é jornalista. Sempre quis escrever um documento verdadeiramente nacional. Que, pelo menos, posso eu própria assinar. Você também.

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Dilma na igreja me fez lembrar de um sambinha de carnaval. Do Moacyr Franco, que foi candidato até pela coligação dela…

NUM SEI POR CAUSA DE QUÊ…VI ESSA FOTO DA TIA DILMA NA BASÍLICA DE NOSSA SENHORA E ME LEMBREI DESTA MARCHINHA CARNAVALESCA…EI, VOCÊ AÍ! ME DÁ UM DINHEIRO AÍ, ME DÁ UM DINHEIRO AÍ…

ME DÁ UM DINHEIRO AÍ

MOACYR FRANCO – RECENTEMENTE CANDIDATO AO SENADO PELA COLIGAÇÃO DA DILMA, JUNTO COM O PSB…ESSE VÍDEO É DE UM FILME DE 1959, “ENTREI DE GAIATO”

Hei você aí me dá um dinheiro aí
Me dá um dinheiro aí
Hei você aí me dá um dinheiro aí
Me dá um dinheiro aí
Não vai dar
Não vai dar não
Você vai ver que grande confusão

Eu vou beber
Beber até cair
Me dá, me dá. me dá, oi
Me dá um dinheiro aí

NUMA BOA – O QUE VAI TE FAZER LEMBRAR DE UMA PESSOA CONHECIDA VAI SER O MÁXIMO!

Não resisti, de novo. Lembra daquela delícia de música, Doralice? Fiz uma adaptação especial para a Erenice

ERENICE
(adaptação livre da música de Dorival Caymmi, 1945)

ERENICE eu bem que lhe disse
Amar è tolice,
É bobagem, ilusao
Eu prefiro viver tão sozinho,
Ao som do lamento do meu violao.

ERENICE eu bem que lhe disse
Olha essa embrulhada,
Em que vou me meter
Agora amor,
ERENICE meu bem
Como é que nos vamos fazer?

Um belo dia você me surgiu,
Eu quis fugir mas você insistiu
Alguma coisa bem que andava me avisando,
Até parece que eu estava adivinhando

Eu bem que não queria me casar contigo,
Bem que não queria enfrentar, esse perigo ERENICE
Agora você tem que me dizer,
Como é que nós vamos fazer?

NO VÍDEO, O ORIGINAL, INTERPRETADO por João Gilberto & Caetano Veloso live in Buenos Aires – 2000

 

DORALICE
(Dorival Caymmi, 1945)

Doralice eu bem que lhe disse
Amar è tolice,
É bobagem, ilusao
Eu prefiro viver tão sozinho,
Ao som do lamento do meu violao.

Doralice eu bem que lhe disse
Olha essa embrulhada,
Em que vou me meter
Agora amor,
Doralice meu bem
Como é que nos vamos fazer?

Um belo dia você me surgiu,
Eu quis fugir mas você insistiu
Alguma coisa bem que andava me avisando,
Até parece que eu estava adivinhando

Eu bem que não queria me casar contigo,
Bem que não queria enfrentar, esse perigo Doralice
Agora você tem que me dizer,
Como é que nós vamos fazer?

Tomei a liberdade de recompor uma musiquinha para a gente cantar para a Dilma. Tergiversa, Dilmão, tergiversa. Tergiversa, Tô tergiversando…

TERGIVERSA ( adaptação especial)

Adaptação livre de Marli Gonçalves sobre música de Cartola e Monsueto, em homenagem à campanha eleitoral  -2010

Composição Original: Cartola – Monsueto

 Sabão!
Um pedacinho assim
Olha a água!
Um pinguinho assim
O tanque!
Um tanquinho assim
A roupa!
Um tantão assim…

TERGIVERSA mulata
TERGIVERSA!
TERGIVERSA!
Tô TERGIVERSAndo…(2x)

Tô lavando a minha roupa
Lá em casa estão me chamando
Oh Dondô!…

TERGIVERSA mulata
TERGIVERSA!
TERGIVERSA!
Tô TERGIVERSAndo
TERGIVERSA mulata
TERGIVERSA!
TERGIVERSA!…

Trabalho!
Um tantão assim
Cansaço!
É bastante sim
A roupa!
Um tantão assim
Dinheiro!
Um tiquinho assim…

TERGIVERSA mulata
TERGIVERSA!
TERGIVERSA!
Tô TERGIVERSAndo…(2x)

Tô lavando a minha roupa
Lá em casa estão me chamando
Oh Dondô!…

TERGIVERSA mulata
TERGIVERSA!
TERGIVERSA!
Tô TERGIVERSAndo…(2x)

TERGIVERSA mulata
TERGIVERSA!…(15x)

Everybody run, run, run
Everybody run, run, run
Everybody scatter, scatter
Some people lost some blood
Someone nearly die
Colonial mentality…

Eu não sou daqui
Eu não tenho nada
Tristeza não tem fim
A felicidade sim
Meu coração é a liberdade…

They leave sorrow

Tears and blood…

Ensaboa ( original)

Marisa Monte

Composição: Cartola – Monsueto

Sabão!
Um pedacinho assim
Olha a água!
Um pinguinho assim
O tanque!
Um tanquinho assim
A roupa!
Um tantão assim…

Ensaboa mulata
Ensaboa!
Ensaboa!
Tô ensaboando…(2x)

Tô lavando a minha roupa
Lá em casa estão me chamando
Oh Dondô!…

Ensaboa mulata
Ensaboa!
Ensaboa!
Tô ensaboando
Ensaboa mulata
Ensaboa!
Ensaboa!…

Trabalho!
Um tantão assim
Cansaço!
É bastante sim
A roupa!
Um tantão assim
Dinheiro!
Um tiquinho assim…

Ensaboa mulata
Ensaboa!
Ensaboa!
Tô ensaboando…(2x)

Tô lavando a minha roupa
Lá em casa estão me chamando
Oh Dondô!…

Ensaboa mulata
Ensaboa!
Ensaboa!
Tô ensaboando…(2x)

Ensaboa mulata
Ensaboa!…(15x)

Everybody run, run, run
Everybody run, run, run
Everybody scatter, scatter
Some people lost some blood
Someone nearly die
Colonial mentality…

Eu não sou daqui
Eu não tenho nada
Tristeza não tem fim
A felicidade sim
Meu coração é a liberdade…

They leave sorrow
Tears and blood…

TERGIVERSA EU, TERGIVERSA TU, E O RABO DO TATU

TERGIVERSAR, PARA VOCÊ

(ter.gi.ver.sar)

v.

1. Usar de desculpas, rodeios; HESITAR: O comerciante desfez o negócio sem tergiversar.

2. Virar de costas: Impaciente, gostaria de tergiversar para não ver as duas se enfeitando.

[F.: Do lat. tergiversare, pelo v. depoente tergiversari ‘voltar as costas, procurar rodeios’. Hom./Par.: tergiversáveis (fl.), tergiversáveis (a2g.pl.).]

Artigo – CHEGA DE HIPOCRISIA

POR MARLI GONÇALVES

Queremos sinceridade nesta reta final de campanha. Ninguém vai votar para padre de missa ou freira de convento, muito menos para pastor de rebanhos. Está muito chato e ridículo esse debate – estéril – sobre aborto, casamento gay , quem reza mais compenetrado o pai-nosso-de-cada-dia

Sou mulher. Já vivi para ter vivido, ver e contar muitas coisas. Outras, eu aprendo todos os dias. Agora estou enjoada. E perplexa por ter ouvido nos últimos dias algumas das maiores barbaridades do comportamento político perante a vida real, a realidade de milhões de pessoas, principalmente mulheres. Deixem nossos úteros e vaginas fora disso, por favor. Deixem nossas crenças livres. Apenas façam uma sociedade justa, que do resto a gente cuida. Casa com quem quer, homem, mulher, castrati. Põe no mundo o que dá para por; e às vezes, todos sabem, é muito melhor não por.

Sou mulher, e acharia – repito, acharia – ótimo ver uma mulher na Presidência. Mas uma mulher real, não esse robô cheio de mecanismos com defeito, ventríloqua de palanque que não consegue assumir nem o que verdadeiramente pensa. Nada contra mudar de ideia, quando se evolui. Mas não é o caso da mulher guerrilheira, que diz que não é guerrilheira, que estava por ali apenas vendo a movimentação. Não é o caso da mulher de esquerda com posições seguras, que agora acha que segurando o neto para o batismo convence os outros que mudou de ideia a respeito do mundo filosófico. Ela deve ter se arrepiado toda quando o padre jogou a água benta.

Estamos votando a Presidência da República do Brasil, Estado laico, que deve ver normatizadas as regras para a qualidade de vida de sua população, incluindo questões de saúde pública, como o aborto, e questões da sociedade civil, como casamento, separação e testamentos entre pessoas do mesmo sexo, ou de qualquer sexo. Questões ambientais são fundamentais porque dizem respeito à nossa sobrevivência, e delas dependeremos para comer, beber, e dar vida e comida aos filhos que quisermos ter. Sem garantias básicas, só crescerá o número de mulheres resolvendo dispor do seu próprio corpo justamente para não aumentar os índices, inclusive de mortalidade infantil, subnutrição, e violência. Não é ditadura de alguém achar isso ou aquilo, mandar com o dedinho. O que a sociedade deseja deve ser discutido só nos fóruns adequados, para evitar que tanta hipocrisia grasse como nos debates chulos a que estamos assistindo, perplexos.

Hipocrisia! Não se façam de bobos para a realidade. Há mais de 30 anos a luta pela legalização do aborto é desconsiderada. Não me venham colocá-la agora como questão crucial, desvirtuando a discussão. Não andem para trás. O movimento gay tem conseguido crescer e se firmar com suas próprias perninhas e com muita ajuda dos medicamentos liberados pelo programa do Ministério da Saúde dirigido por José Serra. É mentira? Hoje são comuns nos cartórios as declarações conjuntas de casais iguais. Ninguém precisa de vocês para viver. Muito menos para acuar as conquistas obtidas em debates quadrados. Igreja também não gosta de camisinha, de prazer. Se a gente fosse ver isso, de verdade, todos os templos estariam vazios.

Fiquei assistindo o bigodudo que queria São Paulo, babando, martelando a tecla contra a progressão continuada dos alunos nas redes públicas. Escuta aqui: quem quer ou gosta que o filho repita o ano? Sejamos sinceros pelo menos intimamente. Desde quando só o que é lei é lei? Parem com a hipocrisia de mostrar mães acariciando barrigas gordas, com ar de horizonte perdido. Chega dessa procissão fiada de beija-mão. As crenças são mais verdadeiras do que as palavras do horário eleitoral.

Marina se deu bem porque mostrou a verdade dela, não a sua, a minha, ou a do Partido Verde que, inclusive é o mais liberal de todos em relação a várias dessas teses. Crente, veste-se como crente, fala como crente, comporta-se como crente. Como candidata conseguiu ser mais estadista do que crente. Não mudou uma vírgula do que pensa, mas admitiu o contrário. É isso. Foi isso que a ajudou a conseguir dividir e mostrar esse eleitorado em mais fatias. Por favor, pessoal do marketing dos candidatos: somos muitas fatias! Temos muito que falar, decidir, enfrentar. Não nos diminuam dessa forma.

Esse moralismo de última hora é enojante e está forçando outro tipo de mudança. Corram para a realidade enquanto é tempo, e para que não haja um recorde de abstenções e votos nulos que nos envergonhariam diante do mundo. A gente faz o que pode para participar da vida pública, da cidadania, mostrar coerência.

Agora é a hora de saber qual dos dois vai nos deixar permanecer livres para pensar, falar e agir de acordo com o nosso foro íntimo, nas nossas coisas. Vai me dizer que vocês já não têm muitos assuntos realmente fundamentais para rever? Deixa que a gente cuida de para qual santo vai rezar, ou para o que servem nossos órgãos genitais.

Queremos liberdade. Esse é o ponto. Chega de hipocrisia.

Brasil, São Paulo, 2010: centenas de abortos por dia, milhares de crianças nas ruas, sem tetos, sem terras, sem vergonhas.

 (*) Marli Gonçalves é jornalista. Não gosta de assistir de camarote e nem de ver como somos bombardeados por reacionários, particularmente estúpidos e hipócritas, diante da vida real. Deus, um raio, uma faísca de vosso amor, pode abrasar a terra. Deixai-nos beber da fonte…Deus! Um raio, uma faísca do Vosso Amor pode abrasar a Terra; deixai-nos beber nas fontes dessa bondade fecunda e infinita, e todas as lágrimas secarão, todas as dores se acalmarão. E um só coração, um só pensamento subirá até Vós, como um grito de reconhecimento e de amor. Deus! Dê-nos a força para ajudar o progresso, a fim de subirmos até Vós; dai-nos a caridade pura, dai-nos a fé e a razão; dai-nos a simplicidade que fará de nossas almas o espelho onde se refletirá a Vossa Divina e Santa Imagem. Dê-nos a liberdade de pensamento.

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Ciro Gomes diz que Ibope vende até a mãe! Fala, Ciro, fala! Dilma usa um pitbull na campanha

O MENINO MALUQUINHO CIRO GOMES E SUAS FRASES

 

Da coluna do augusto Nunes, http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/

O capataz do roçado de escândalos afirma que o Ibope e o Sensus fraudam pesquisas

Ciro Gomes estreou no Direto ao Ponto em 27 de abril de 2009, cinco dias depois do nascimento da coluna. O resumo da ópera estava no título: O menino maluquinho do Ceará virou um cinquentão muito doido. Na abertura, o texto recordava uma das performances do artista na campanha presidencial de 2002. O candidato desfiava promessas na entrevista a uma emissora de rádio quando um ouvinte resolveu perguntar-lhe por telefone se, por acaso, pretendia ser presidente da Suiça.

“Lá é parlamentarista”, replicou a voz irritada. “É só um aviso aí pra esses petistas furibundos. Tem que fazer as perguntas com um pouco mais de cuidado pra largar de ser burro”. Não demorou a perceber que ficara um pouco pior no retrato. Mas levou alguns dias para balbuciar um pedido de desculpas tão convincente quanto a frase recitada em seguida: “Nunca agredi ninguém em minha extensa vida pública”.

Como é que é?, espantaram-se todos os cearenses. Até os mandacarus do sertão sabem que Ciro sempre foi uma usina de grosserias. Em 1994, por exemplo, quando ainda se enfeitava com plumas de tucano, foi à luta contra o partido que apoiaria no século seguinte: “Os políticos do PT são uns mijões nas calças”, resumiu numa entrevista. Nos 16 anos seguintes, o que andou fazendo e dizendo transformou o antigo menino maluquinho num cinquentão doido demais.

Em fevereiro de 2008, irritou-se com a atriz Letícia Sabatella, que visitava o Congresso com um grupo de celebridades contrárias à transposição das águas do São Francisco. “Não sei se estou no mesmo lugar que o seu, mas é parecido”, disse. “Eu, ao meu jeito, escolhi a opção de meter a mão na massa. Às vezes suja de cocô. Mas minha cabeça, não. Meu compromisso, não”. Letícia nem respondeu. Três meses depois da atriz, chegou a vez de Luizianne Lins, prefeita de Fortaleza em campanha pela reeleição. Para ajudar a então senadora Patrícia Saboya, mãe de seus filhos e também candidata, o deputado federal estacionado no PSB (depois de escalas no PDS, no PMDB, no PSDB e no PPS) deu uma geral na paisagem e, em julho de 2008, emitiu o parecer: “Fortaleza é um puteiro a céu aberto”.

Em abril de 2009, irrompeu no plenário da Câmara colérico com os parlamentares que achavam prudente usar a cota de passagens aéreas com menos desfaçatez. “Até ontem era tudo liberado!”, esbravejou. “Então, por que mudar? É um bando de babacas!”. Ficou mais bravo ainda quando soube que viera do Ministério Público a informação de que havia financiado com dinheiro da Câmara, tungado dos contribuintes, um giro internacional da mãe. “Ministério Público é o caralho!”, caprichou. ”Não tenho medo de ninguém! Da imprensa, de deputado! Pode escrever o caralho aí!”, recomendou aos jornalistas.

Voltou ao palco em fevereiro passado para detonar os principais partidos da base alugada: “A moral da aliança PT-PMDB é frouxa. É um roçado de escândalos já semeados”, constatou. Em 23 de abril, numa entrevista ao SBT, assumiu o comando da artilharia antigovernista. Afirmou que Serra “é muito mais preparado que Dilma”, contou que mandara José Dirceu pastar, recomendou a Lula que recuperasse a humildsde perdida e voltou a mirar na coalizão federal. “O PT se junta ao pilantra para esquecer os malfeitos que o pilantra faz”, acusou. No dia 14 de setembro, o escândalo da Receita Federal e as bandalheiras na Casa Civil o animaram a festejar o acerto do diagnóstico. “Já falei que essa aliança é um roçado de escândalos”, gabou-se.

Nesta terça-feira, menos de um mês depois da declaração, o menestrel da moralidade aceitou o convite para trabalhar como capataz do roçado. “Tem uma pessoa muito especial que hoje integra a coordenação da campanha, que é o nosso querido Ciro Gomes”, recitou Dilma Rousseff. “Ele vai participar da coordenação e estou muito feliz porque eu admiro, respeito e considero muito o deputado Ciro Gomes. Acho que ele tem uma imensa contribuição a dar”. Frustrada com os resultados do primeiro turno, a candidata do PT queixou-se do “baixo nível” da campanha. Para elevá-lo, convocou o hóspede perpétuo do Sanatório Geral.

Os estragos vão começar quando forem divulgadas as próximas pesquisas de intenção de voto. Os marqueteiros de Dilma certamente transformarão os índices colhidos por institutos amestrados para cantar vitória no horário eleitoral. E a oposição poderá silenciar a cantoria com a exibição de um vídeo de 30 segundos. Nesse trecho da entrevista veiculada em 26 de abril pela Rede TV!, o coordenador da campanha governista informa que o Ibope e o Sensus são comerciantes de estatísticas. Como o entrevistador pareceu surpreso, Ciro pisou no acelerador: “O Montenegro vende até a mãe”. Carlos Augusto Montenegro é o presidente do Ibope.

Se receberem alguma interpelação judicial, os dirigentes do PSDB devem repassá-la à coordenação da campanha de Dilma Rousseff. Os amigos injuriados que se entendam com Ciro Gomes.

Devem ser deliciosos os bastidores dessa história da irmã da Marisa, muié do Lula, apoiar o Serra

Do Claudio Humberto – www.claudiohumberto.com.br

Cunhada de Lula declara apoio a Serra


JOSÉ SERRA E TERESA OTÍLIA

A cunhada do presidente Lula, a assessora política Teresa Otília Casa, fez questão de se encontrar nesta terça (5) com o candidato à Presidência, José Serra (PSDB) para lhe parabenizar por ter chegado ao segundo turno. Única irmã da primeira-dama Marisa Letícia, Teresa disse ter votado no tucano e espera que ele vença a petista Dilma Roussef. Ela é filiada ao PSB e em 2004 tentou, sem sucesso, uma vaga na Câmara de Vereadores de São Bernardo do Campo. “A Dilma não é nada preparada, Serra merece ser presidente “,  disse ela, que recebeu um abraço do tucano, com quem posou para fotógrafos e cinegrafistas durante, na Zona Leste de São Paulo, na divisa com Mauá, no ABC paulista.

Menino maluquinho vai coordenar a campanha de Dilma!

DO UOL- www.uol.com.br

Dilma anuncia Ciro Gomes como coordenador de campanha

Camila Campanerut

Do UOL Eleições
Em Brasília

 

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, participou de uma reunião, nesta terça-feira (5), com três governadores reeleitos -Marcelo Déda (PT), Eduardo Campos (PSB-PE) e Cid Gomes (PSB-CE)- e com o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE). O deputado, que até o meio do ano cogitava participar das eleições presidenciais, mas por orientação de sua legenda apoiou a candidata petista, foi anunciado como um dos coordenadores de sua campanha do segundo turno.

Ele tem grandes contribuições para nos dar”, disse a presidenciável sobre o parlamentar, a quem ela disse que admira e respeita “muito”.

Mais cedo, após o café da manhã com o presidente, Ciro reforçou o tom de respeito à decisão do partido e a disposição de ajudar a petista a conquistar o segundo turno das eleições presidenciais.

“Sou cabo eleitoral. Estou à disposição 100%. Minha tarefa é garantir a vitória [de Dilma] lá no Ceará, onde ela tirou 66% [dos votos], no primeiro turno”. Para Ciro, a estratégia da campanha deve ser mantida.

A ex-ministra afirmou que aproveitará este momento da campanha para aprofundar as propostas de desenvolvimento e inclusão social, em especial no Nordeste, já em resposta aos correligionários que, mais cedo, visitaram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio da Alvorada, e apontaram, como uma das falhas na campanha, o fato de ter dado pouca atenção às regiões Norte e Nordeste do país.

Amanhã Dilma parte para o Rio de Janeiro, onde fará carreata. A petista também já confirmou presença no debate da TV Bandeirantes, no próximo domingo (13).

Religião

“Eu não tenho o menor problema de tocar nas questões religiosas”, disse a petista ao comentar a polêmica criada em torno de suas declarações sobre o aborto.

De acordo com Dilma, suas propostas de governo “têm tudo a ver com todas as religiões do Brasil”. “Eu sou de uma família católica. Eu sempre fui a favor da vida.

Para a nova campanha, ela disse que vai se empenhar para mostrar as diferenças entre o seu programa e o do tucano. Nas palavras da petista, “o programa tucano é uma volta ao passado”, enquanto o dela, “representa a nova era da prosperidade”.

Interessante: o que a Marina acha da Dilma ( e do Serra ), escrito em livro

OLHA AÍ. MATÉRIA ANTIGA, DE JULHO, DO TEMPO QUE MARINA LANÇOU O LIVRO…

http://www.viagora.com.br/noticia/livro-de-marina-silva-ataca-dilma-roussef-e-elogia-jose-serra-128848.html

Livro de Marina Silva ataca Dilma Roussef e elogia José Serra

Publicado em 28/07/2010

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 A biografia oficial da candidata do PV ao Planalto, Marina Silva, sugere que Dilma Rousseff (PT) não “levava a sério” o licenciamento ambiental das obras do PAC e contribuiu para sua queda do governo Lula, em 2008.

O livro elogia José Serra (PSDB) e chama o ex-ministro de Assuntos Estratégicos Mangabeira Unger outro desafeto de Marina na Esplanada de “advogado carioca de sotaque esquisito”.

Dilma é citada oito vezes, sendo três de forma neutra e cinco em tom negativo, no capítulo que trata do pedido de demissão da senadora.

“Marina travou disputas com Dilma Rousseff, defendendo que as licenças ambientais fossem levadas a sério. Dilma reclamava publicamente do atraso”, diz o texto, acrescentando que Lula teria tomado partido da então chefe da Casa Civil.

O livro reproduz artigo do cientista político Sérgio Abranches com duras críticas à petista: “A Amazônia que aparece nas exposições da ministra Dilma é a de uma fronteira de expansão agrícola, recortada por rodovias e coalhada de hidrelétricas. Só falta tirar dos mapas do PAC o verde da floresta”.

Ao explicar a queda de Marina, a obra volta a “terceirizar” os ataques à adversária: “O ‘El País’, da Espanha, disse que Lula dava as costas à maior defensora da floresta amazônica em favor de sua ministra desenvolvimentista, Dilma Rousseff”.

Serra é citado cinco vezes, nenhuma delas em tom negativo. Num trecho, o livro lhe dá crédito pela aprovação de subsídio para seringueiros do Acre, Estado da senadora, no governo FHC.

“Marina A vida por uma causa” é assinado pela jornalista Marília de Camargo César e será lançado dia 9 pela editora evangélica Mundo Cristão. A candidata revisou a versão final do texto, que deve ser usado como peça auxiliar da campanha. 
 

 

Mais uma frase terrível sobre a eleição marcada para o Dia das Bruxas. Adivinha a foto de quem acompanha a frase…

 

 

                                      “O segundo turno das eleições é dia 31/10, Halloween” 

                          Não perca a chance de

queimar uma bruxa.

 

   

 

   

 

Compromisso e palavra: Gabeira fica com Serra.

Gabeira confirma apoio a Serra no 2º turno

Participação na campanha de Serra dependerá de uma conversa com a senadora Marina

Luciana Nunes Leal, de O Estado de S.Paulo

RIO – Derrotado no primeiro turno pelo governador Sérgio Cabral (PMDB), o candidato do PV ao governo do Rio de Janeiro, deputado Fernando Gabeira, confirmou na manhã desta segunda-feira, 4, que vai apoiar o tucano José Serra no segundo turno presidencial. A participação de Gabeira na campanha de Serra dependerá de uma conversa do deputado com a senadora Marina Silva (PV), terceira colocada na eleição presidencial. “Minha posição é de apoiar Serra não só porque ele me apoiou como porque o considero o melhor candidato”, afirmou Gabeira.

 Sobre o engajamento na campanha tucana, Gabeira disse que “depende do que eles (tucanos) quiserem”. “No meio da semana vou conversar com a Marina. Não quero causar constrangimento a ela de maneira alguma”, afirmou o parlamentar do PV. Os próprios tucanos acreditam que Marina optará pela neutralidade. A posição oficial do PV será decidida em plenária do partido, nos próximos dias. “Tenho uma certa independência. Recebi o apoio do Serra e dei a entender que o apoiaria. Vou honrar minha palavra”, afirmou Gabeira.

O Novo Senado ficará assim

Veja aqui quem foram os eleitos ao Senado e os respectivos partidos:

( e aproveite para aplaudir NETINHO, FORA!!!!)

AC
Jorge Viana (PT)
Petecão (PMN)

AL
Benedito de Lira (PP)
Renan (PMDB)

AM
Eduardo Braga (PMDB)
Vanessa Grazziotin (PC do B)

AP
Randolfe (PSOL)
Gilvam Borges (PMDB)

BA
Walter Pinheiro (PT)
Lídice (PSB)

CE
Eunício (PMDB)
Pimentel (PT)

DF
Cristovam Buarque (PDT)
Rollemberg (PSB)

ES
Ricardo Ferraço (PMDB)
Magno Malta (PR)

GO
Demóstenes Torres (DEM)
Lúcia Vânia (PSDB)

MA
Lobão (PMDB)
João Alberto (PMDB)

MG
Aécio Neves (PSDB)
Itamar Franco (PPS)

MS
Delcídio (PT)
Moka (PMDB)

MT
Blairo Maggi (PR)
Pedro Taques (PDT)

PA
Flexa Ribeiro (PSDB)
Marinor Brito (PSOL)

PB
Vitalzinho (PMDB)
Wilson Santiago (PMDB)

PE
Armando Monteiro (PTB)
Humberto Costa (PT)

PI
Wellington Dias (PT)
Ciro Nogueira (PP)

PR
Gleisi (PT)
Requião (PMDB)

RJ
Lindberg (PT)
Marcelo Crivella (PRB)

RN
Garibaldi Alves Filho (PMDB)
José Agripino (DEM)

RO
Valdir Raupp (PMDB)
Ivo Cassol (PP)

RR
Romero Jucá (PMDB)
Angela Portela (PT)

RS
Paim (PT)
Ana Amélia Lemos (PP)

SC
Luiz Henrique da Silveira (PMDB)
Paulo Bauer (PSDB)

SE
Eduardo Amorim (PSC)
Valadares (PSB)

SP
Aloysio Nunes (PSDB)
Marta Suplicy (PT)

TO
João Ribeiro (PR)
Marcelo Miranda (PMDB)

FHC mandou bem!

De todos, um que fez que fez e se deu bem, levando alguns para cima… Fernando Henrique Cardoso, aqui,  posando para uma foto  com os Nusbaum, Luiz e Adam, em Higienópolis, pouco depois de votar nas Eleições 2010…

ARTIGO – O jeitinho brasileiro de ser

 Marli Gonçalves

 Somos mesmo um povo muito louco. Nos matamos pelo tanto faz, tanto fez. Adaptamo-nos a situações impensáveis, e aí reside o perigo. Ser unanimidade é tão fácil quanto ser burro, ou palhaço, ou erva daninha, tiririca da vida. Tudo passa, tudo passará. Qualquer coisa vem e vai. 

                   Somos todos hábeis manipuladores, com nosso jeitinho brasileiro de ser. Beijinho, beijinho, tchau, tchau. Há meses acompanhamos as intrépidas eleições, seu formato, seus candidatos a qualquer coisa. Alianças impensáveis foram feitas nas nossas fuças. A propaganda intensa, cheia de símbolos, martelada dia após dia na cabeça, vendia e vende a nossa alma. E todos se vangloriam. Com o que der, conviveremos.

Continuamos resolvendo tudo de última hora, de forma casuística. Mas quem se importa com isso? Desde que resolvam… “Alguém”, resolvam!  Eles fazem. Eles decidem. Até candidato Ninguém apareceu. Piada pura. É tudo solto, frouxo, descompassado. O comunista de ontem, o direitista de sempre, os guerrilheiros e combatentes do amanhã, os tribalistas, zeros à esquerda, cabeçudo, cabeçudas de toda ordem instalados para onde a gente olha. Ocupam espaços em cadeiras e horizontes. Ninguém consegue fugir, a não ser dando um jeitinho – de não ver.

Nosso jeitinho vem sendo objeto de estudos e estudos. Uns dizem que o usamos para ludibriar, enganar, tripudiar. Outros que o jeitinho maravilhoso é banho de criatividade, de inventividade. Os dois lados têm razão. Porque o jeitinho brasileiro é usado para sobreviver, fator que nos impele a usar todas as forças disponíveis. Sem chegar à conclusão alguma, nunca. Mas dá-se um jeito.

Nos últimos dias, apenas para ilustrar, vimos um candidato jogando a própria mulher aos leões nas eleições do Distrito Federal, e a coitada aceitando. Vimos que a menina de vestido rosa quase massacrada na universidade, bundinha para a Lua, chegou à tevê, menos de um ano depois. Vimos um poste começar a falar. O careca assustador de outrora sorrindo e cantando, embalando criancinhas. A frágil cabocla falando mais do que os povos da floresta em noite de Lua cheia. E o velhinho milionário da esquerda satirizando até a palavra de Deus.

Vimos homens de toga e peruca discutindo e mudando lei em voga, no meio do curso do rio, tentando servir de balsa para atravessar o poder para o outro lado do rio. Vemos contratos não serem respeitados, dessa mesma forma, no meio do caminho. Tinha ou colocam uma pedra. Não há mais a palavra dada, o rigor moral, o compromisso homem a homem. Fidelidade, nem pessoal, amorosa ou partidária. Sempre se dá um jeitinho.

Ainda bem. Ainda bem? Desculpem, mas acho que um dos motivos pelos quais gostamos dessa terra de samba do crioulo doido só pode ser esse – o jeitinho. É pelo menos o único jeitinho que temos de dar para nos conformar porque há tantos anos parece que a situação não muda. Fim dos 80, começo dos 90: Delfim, Maluf, Sarney, Collor, Lula, Serra incluso. Fim da primeira década do século, quem? Delfim, Maluf, Sarney, Collor e Lula. Serra incluso. O que apareceu a mais de diferente só fez piorar a sopa de letrinhas. Ou deram um jeitinho de abafá-los, ajeitando os ajustados.

Digo tudo isso para acalmar o seu coração. Aconteça o que acontecer, daremos um jeitinho. A partir daí criaremos um movimento popular, ou cultural, ou musical. Uma moda. Uma batucada. O mundo nos inveja, e sabemos disso, dando um jeitinho de nos infiltrar em todos os seus cantos, legal ou ilegalmente. Os corrupinhas  vão continuar suas atividades, e vamos continuar dando um jeitinho de fazer que não existem as violências e violações. A miséria grassará nas esquinas que a gente pula. O país tem fome, tem abortos e está desassistido.

Mas não querem que ninguém fale nisso. Para não estragar o jogo do jeitinho.

 Não sei se vocês vêm percebendo, mas o jeitinho brasileiro quanto mais conhecido fica, mais ineficaz. E tem perdido muito a graça porque está sendo usado é para nos embrulhar. De qualquer jeito.

 

São Paulo, momento eleitoral, morno e ajeitado, 2010.
 (*) Marli Gonçalves é jornalista. Do seu jeito, usa o jeitinho para aguentar ver tanta gente se ajeitando. 

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