Uma análise de Cesar Maia que pode animar os azuis. Ele é especialista na área, conforme já expliquei

voteEX-BLOG ESPECIAL; NA VÉSPERA DA ELEIÇÃO! I- O DEBATE NA TV GLOBO! AÉCIO PODE TER GANHADO ATÉ 3,3 PONTOS!

(FONTE: EX-BLOG CESAR MAIA)

1. Os debates não mudam o voto dos decididos. Mas podem mudar os dos indecisos –6%- somados aos que marcam sua intenção de voto nas pesquisas, mas admitem que podem mudar –10%. A tendência dos indecisos se pode mensurar pelas perguntas feitas pelos indecisos escolhidos pelo Ibope para fazerem perguntas. Todas as perguntas foram de críticas ao governo. Ou seja: precisavam de razões para votar na oposição. 2. O debate mostra a falta que faz a prática parlamentar. Dilma não tem eloquência, gagueja, perde a continuidade da frase e se interrompe. Aécio não apenas levou vantagem por isso, mas com tiradas que geram lembrança como “para acabar com a corrupção no Brasil: tirar o PT do poder”. Dilma tem erros de concordância e de português (para mim responder, etc.). E ainda sugeriu à economista indecisa fazer o pronatec (arghh). 3. A ambos falta suavizar as expressões, o que a TV gosta. Dilma nunca, Aécio às vezes. 4. A audiência do debate foi de 30 pontos na média e 38 pontos no pico. A cada 100 televisores ligados, 47 sintonizavam o debate. 5. Numa pesquisa telefônica (600 ligações Rio, SP, BH), buscando aqueles que não estavam convencidos antes do debate, citando Aécio, Dilma e nenhum dos dois por enquanto, e usando como referência aqueles 16% de indecisos, 39% responderam que o debate não foi suficiente. 41%, responderam Aécio e 20% Dilma. Ou seja, liquidamente, Aécio cresceria 3,3 pontos em relação à Dilma pelo debate, extrapolando-se para todo o Brasil. * * * II- OS ÚLTIMOS PROGRAMAS DE AÉCIO E DILMA! AÉCIO.

DILMA.

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III- Pesquisa realizada no Rio de Janeiro em 24/10: Vantagem para Pezão de 11 pontos e para Dilma de 10 pontos. * * * IV- PROPORÇÃO DE VOTOS NAS REGIÕES E INTERFERENCIA DA ABSTENÇÃO E DOS VOTOS BRANCOS E NULOS! 1. Admitindo a confiabilidade das pesquisas realizadas pelos Institutos reconhecidos nacionalmente, o resultado das mesmas se refere ao total do eleitorado inscrito. Mas parte dos eleitores não comparece às urnas: é a taxa de abstenção. E parte dos que comparecem anulam seu voto ou votam em branco. 2. O cálculo da porcentagem de eleitores em cada região é feito sobre os eleitores inscritos em cada uma delas. São dados oficiais do TSE. Mas chamemos de voto líquido, já que parte dos eleitores se abstém ou não escolhem nenhum dos candidatos. Portanto, o que vale no final são os votos líquidos, ou seja, os que marcam o número dos candidatos. 3. Mas a abstenção e votos brancos+nulos não constituem as mesmas proporções em cada região. Com isso, as pesquisas só cobrem essas diferentes proporções quando a diferença de intenção de voto entre os candidatos é acentuada. Não é o caso desta eleição presidencial. Vejamos. 4. Em 2010, a abstenção no primeiro turno foi de 20,34% na região Norte; foi de 20,43% na região Nordeste; foi de 17,15% na região Sudeste, foi de 15,27% na região Sul, e de 18,16% na região Centro-Oeste. Vamos comparar apenas as regiões Nordeste e Sudeste que representam respectivamente 27% e 44% do eleitorado. Com isso, a região Sudeste representa 62% a mais que o eleitorado do Nordeste. Mas levando em conta esta abstenção, passa a representar 70% a mais que o Nordeste. Isso afeta o resultado –mesmo supondo que as pesquisas acertaram na hipótese que se referiam ao total do eleitorado. 5. Em 2010 a abstenção no segundo turno foi de 26,19% na região Norte, crescendo 29%. Foi de 23,79% na região Nordeste, crescendo 16%. Foi de 20,05% no Sudeste, crescendo 17%. Foi de 21,54% no Sul, crescendo 41%. E foi de 22,82% no Centro-Oeste crescendo 25%. Por exemplo, o maior crescimento no Sul prejudicou o candidato José Serra no segundo turno. 6. Em 2010, os votos brancos+nulos no primeiro turno foram 11,2% no Nordeste. No segundo turno caíram para 6,8%, favorecendo a candidata Dilma. No Norte passaram de 5,7% no primeiro turno para 4,5%. No Sudeste caíram de 8,4% para 7,7%. No Sul caíram de 6,9% para 4,8%. E no Centro-Oeste passaram de 7% para 6,1%. 7. Dessa forma, são dois os movimentos. Primeiro a mudança das ponderações do eleitorado por região em função da abstenção e dos votos brancos+nulos. Segundo, o aumento ou diminuição dessas proporções do primeiro para o segundo turno. 8. Sendo assim, além da margem de erro que os Institutos informam (nas últimas pesquisas falam em + ou – 2 pontos), ainda deve ser levando em conta o voto líquido –em função da abstenção e brancos+nulos, o que altera a ponderação entre as regiões. 9. Portanto, há que se ter cautela –muita cautela. Uma diferença em pesquisas entre candidatos para o segundo turno no entorno dos 5% não garante nada. Há que esperar os movimentos de abstenção, brancos e nulos. * * *

V- MUITO CUIDADO COM AS MESAS ELEITORAIS DEPOIS DAS 16H! COMO FLAGRAR! 1. Os “profissionais” das mesas eleitorais costumam usar uma fraude depois das 16h em várias mesas. Na medida em que as pessoas, em geral, não se interessam em participar das mesas, grupos “interessados” compõem as mesas. A partir das 16h o afluxo é mínimo. Um “amigo” se aproxima da mesa e o “mesário” aponta um nome para ele assinar. E em seguida vai votar. 2. Se por acaso chega o verdadeiro dono do nome, o “mesário” diz que houve um descuido, mas ele pode assinar em outro lugar, sem problema, porque na ata isso se ajusta. E assim vai. 3. Em mesas que se repetem em muitas eleições isso é feito com facilidade porque parte da abstenção compulsória (moram fora, etc.) é conhecida. Por isso, o risco é mínimo, assim como a chegada no final do verdadeiro dono do nome. 4. Mas o TSE tem como pegar esta fraude. Basta cruzar a lista dos que justificaram a ausência com a lista dos que votaram. Isso se faz eletronicamente. Aqueles nomes que “votaram” e que justificaram ausência correspondem a uma fraude. Aquela urna deveria ser anulada retroativamente e procedida nova eleição.a dançando

Homenagem musical a Chico Buarque e sua “rica” (880 mil pratas!)namorada. Nota da coluna de James Akel

CHICO BUARQUE E A NAMORADA

Chico Buarque, aquele compositor que não fez mais nada de música depois que acabou o regime militar, tem uma namorada que acaba de ganhar direito de patrocínio de 800 mil reais pra fazer cd e shows.

Ah, eu nem havia contado pra vocês, mas ela canta.

Então eu vejo na tv o Chico declarando amor à candidatura de Dilma e a namorada dele recebendo direito de patrocínio do Ministério da Cultura.

Sei que ela tem bastante talento e que isto é apenas coincidência.

Mas com a falta de programas de humor na tv eu me contento em rir com notícias.

ARTIGO – Estupefatices. Ou Ai, meus hormônios! Por Marli Gonçalves

angeldevilflash.gif~c200Por onde começar? Falando da inacreditável campanha e momento político pelo qual passamos? Da briga do vermelho com o azul? Com quem eles pensam que estão falando com esse linguajar? Ou começo por essa imposição do tamanho de um bonde que é o tal horário de verão? Não estou discutindo se você gosta ou não, antes que queira debater ou fazer a minha pressão cair. Mas é imposição, sim. E a gente não se rebela por mais nada, nem por isso, nem por aquilo.

ovelha_pulando_cerca2Ativem os carneirinhos! Embora carneirinhos sejamos nós, juntinhos, pulando miúdo para sobreviver a tanta insolência e manipulação, inclusive de nossas vontades. Repito: se você gosta, ótimo! Entra logo numa campanha para vivermos sempre no tal horário de verão, mas no país inteiro, o ano inteiro, porque até nisso estamos divididos em lá para cima e aqui para baixo. Lá para cima, em grande parte dos Estados não vai ter mudanças, por decisões inclusive governamentais. Aqui para baixo, nesse país que está ficando esquizofrênico, a maior parte tem uma hora tirada e depois posta. O que parece pouco, mas mexe com todo nosso organismo, principalmente com os hormônios melatonina, que regula o sono, o GH, do crescimento, e a leptina, que regula a saciedade, além de ser mudança que desregula até o mapa astral das pessoas.

Não é pouco. Claro, outra coisa: se fosse para melhorar, sei lá, a vazão da água, a paz mundial, a proteção à mulher, o fim do descongelamento da calota polar, eu seria a primeira a alinhar exércitos. Daria mais do que uma hora, daria até minha própria vida. Mas para uma economia de energia de quinta, pouca e inexpressiva coisa, num país despreparado para a importante questão energética, e que tem um ministério da área tão afeito a roubalheiras que o ministro, pasmem…sumiu!- não.

brasinhaDito isso, vamos à próxima: com quem os feios, sujos e malvados pensam que estão se comunicando? Peguei uma canetinha e anotei as pre-vi-si-bi-li-da-des dos últimos debates que me fizeram lembrar daqueles caras empolados que fazem cara de importante, de conteúdo, de conhecedor, mas que se você espremer não sai suco. Está pronto para mudar seu voto? Pois bem: os indicadores sociais dizem que a pavimentação asfáltica é um sofisma com déficit de singeleza, leniente e estarrecedor com relação à meritocracia e ao nepotismo, com mobilidade urbana e vulnerabilidade social. Só citando alguns, hein! Não esqueçam ainda a “pasta rosa”, que até agora deve ter muita gente pensando que é alguma coisa gay.vote

Essa campanha decretou a morte do marketing político feito de forma decente e profissional. Não sei se por idiossincrasias (é, aprendo com eles!) dos próprios candidatos que me parecem todos ou ir pela sua própria cabeça ou apenas com comandos de jornalistas malvadinhos, mas está lamentável. Vejam e relembrem as caras, os tiques, as roupas, as expressões corporais. No começo do debate no qual até passou mal no final, fiquei chocada com a cara da presidente Dilma, visivelmente irritada, doente de ter de estar ali, apertando os lábios, parecendo querer matar um, esganar alguém. E quando ela passou mal, juro que nunca vi coisa igual, foram muitos e intermináveis segundos até ser socorrida por alguma alma bondosa, além da repórter atônita e aflita segurando o microfone e o câmera, ligado em manter a imagem ao vivo. Onde estavam os assessores? Teria ela pensado em recorrer aos seus blogueiros progressistas amestrados e bem subsidiados? Ué, eles deviam estar por ali, atarracados ao seu saco vazio, como ela própria se definiu um pouco mais tarde, tentando amenizar o fato, afirmando que “ia comer arroz com feijão porque saco vazio não para em pé”.

hothotComo, inacreditavelmente, ainda tem gente que acha que foi teatro, vou tentar ajudar com a minha tese, já que para falsear daquela forma nem Bete Davis em seus melhores momentos. Quem conhece a gíria vai entender. Bolada não vem de grana, nem só de “bola”, de comprimido de tomar para ficar legal. É expressão também de terreiros, quando o santo incorpora, mas de forma pesada, e derruba o médium. Então, escolha: literalmente o personagem que ela tanto ama e agora até paga bem para existir, a tal Dilma Bolada, apareceu. Foi isso.

Calma que também vai sobrar para o outro lado, já que o mundo agora está pior do que os dois lados da moeda, tudo dividido; pior, dois sem grandes diferenças que entusiasmem e nos façam realmente nos digladiar nas ruas, perder amigos, fazer o diabo como estamos vendo, e fazendo um mal tamanho que acometeu agora até os nossos humoristas, entre outros profissionais que resolveram que são os heróis da resistência da esquerda-contra-o-conservadorismo-liberal-da-direita.O mineirim Aécio tomou chá de galo. Alguém garantiu a ele que sorrisinho irônico no bico ganha eleição, e que ele nem precisa falar do que realmente nos é fundamental.my-first-attempt-at-an-up-vote-gif

Assuntos ligados ao comportamento continuam trancafiados. O que pensam sobre o dia a dia, vida nas grandes cidades, drogas, violência, gestação precoce, aborto, ecologia, violência contra a mulher, situação dos presídios, como solucionar a inflação e a economia parada, só para citar alguns temas, nem com saca-rolhas. Fica um nhem-nhem-nhem, Pronatec pra lá, Enem pra cá.

Desculpem, mas estou – e sei que muitos aqui por perto estão também – estupefata. Posso quase garantir que o domingo de eleições realmente vai ser um dia de fortes emoções. Não só pelo pau a pau, cabeça a cabeça, mas porque vai ter muita gente que vai preferir ficar dormindo e coçando a barriga, até para amenizar os efeitos do tal horário veranil, do que ir até as urnas. Ou que, se empurrado for até a tal cabina (nunca entendi esse “cabina”) de votação, pode chegar lá e digitar qualquer coisa. Até o número 666.

Devilish_DevilNão, por favor! Senão o Lula volta.

São Paulo, que já está o inferno, 2014. Viva o Halloween.  

Marli Gonçalves é jornalista – Oposição no dia seguinte. Também anotei os verbos que andam super em voga em qualquer coisa que você vá ler: disputar, debater, rebater, contestar, acessar, revelar, investigar, prometer. E protestar!

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ARTIGO – Nossas margens de erro particulares. Por Marli Gonçalves

LABRASIL0219De tempos em tempos surgem palavras e expressões que como num passe de mágica passam a ser mais faladas do que donzelas entrando em lupanares. Da mesma forma que vêm, vão, e a gente nem percebe. Mas enquanto estão na moda, que também é cada vez mais rápida, chegam a dar enguias. Mas penso que podemos pegá-las e extrair o que nelas houver de bom. Ou, de acordo com a margem de erro, podem ser regulares. São as variações de nossos tempos.

Tempos duros esses. Tempos até bem chatos. Até que o processo eleitoral passe parece que estamos numa arena nos digladiando, e o pior é não ter uma variante para a decisão. Ou se é um ou se é outro. Não me admira que, na primeira rodadas das eleições, 28 milhões de brasileiros não tenham querido ser nem um nem outro, nem aqueles outros, numa espécie de revolução silenciosa e à qual não vi ser dada atenção especial, o que me deixa muito cabreira. Porque me parece ser o fato mais preciso do momento, um urgh, uma vaia enorme, milhões de desesperanças, desinteresses, desinformação e beijinhos no ombro que se juntaram, nulos ou brancos. Aí não tem nem teve margem de erro.

A semana foi boa para quem consegue manter o humor, os gozadores e gaiatos adoráveis que fazem do limão mais que limonada, e alguns até vivem disso. A margem de erro foi o assunto predileto. Foto de Araci de Almeida, legenda: Gisele Bündchen, de acordo com margem de erro. Hoje é sexta, mas também pode ser quinta ou quarta, de acordo com a margem de erro. Daí por diante. Dei muita risada.

betty boop 20Creio que poderei colaborar com entendimento maior da raça humana, a partir da tal margem de erro. Depois do sucesso de minhas perguntas não respondidas do artigo passado (E se?…) resolvi me dedicar um pouco a esse assunto, para mais ou para menos, o que pode significar, pode significar…nada! Ou tudo. Depende da pesquisa, da região, da sua cara de pau, do seu índice de sinceridade.marvel-s-hawkeye-doing-crazy-superheroine-poses-in-comics-82aba282-b953-4c87-88a5-1f33fafaeb2c

Pensei o quanto a tal margem de erro é a cara do Brasil, o país que não é – o país do Futuro que não chega. Pensa! Tudo anda dentro da margem de erro. Por exemplo, agora, você pode perguntar sossegado, para qualquer mulher, a idade dela. Dentro da margem de erro, dependendo de quem pergunta e para o quê, de qual censo/senso, ela vai responder. No caso, em geral, o “pesquisador” poderá ele próprio classificar a resposta dada como ótima, boa, regular, ruim ou péssima. A propósito, péssima, palavrinha forte, carregada de sentido inquestionável. E que o atual governo, neste momento, está tomando como carimbo numa taxa de 22%. São 22% de gente com opinião, que vê e sente na pele a realidade, que não está no parquinho de diversões, nem no Imaginário Mundo das Estrelas.

door_animatedMas voltando ao nosso assunto e à possibilidade de uso variado da margem de erro que parece até coisa inventada aqui. Ela traz em si um “pode ser também”, que a livra de julgamentos, como se fosse uma afirmação feita antes de um problema. Traz uma elasticidade. Nada é totalmente não ou sim, há uma variação, até condizível com o quanto somos diversificados na vida real.

Se ocorrer, eu disse; se não, de acordo com a margem de erro, tudo bem, era previsto. Corresponderia a uma precaução. Convivemos com a tal margem de erro nossa vida inteira. Onde pode ter alguma variação, oscilação, ela estará lá. Dá para usar para idade, peso (de acordo com a margem de erro você pode ser gordo ou baixo, dependendo do ângulo, do enfoque) ou como está nos parecendo a cada dia mais patente, margens largas sendo usadas para questões éticas. Vide mensalão, e outros escandalozitos que cantam em nossas janelas.

De acordo com a margem de erro, variando para cima ou para baixo, para a esquerda ou para a direita, eles não sabiam de nada, não viram, não perceberam, não têm nada com isso. Ficam indignados, surpresos, vão tomar todas as providências. E, de acordo com a margem de erro, podem até esquecer o assunto.

Assim será até que outra palavra ou expressão entre na moda. Não é que delator, X-9, alcaguete, traíra, agora virou colaborador premiado? Não é que parlamentares, governantes, diretores de estatal, pegos com a boca bem na botija, gente que trabalha com o meu, o seu, o nosso dinheiro, agora virou “agente público”, e não tem nem mais nome nos noticiários? Repara.

De acordo com a margem de erro, variando para cima, no Nordeste, e para baixo, Sul/Sudeste, estão tentando promover no país uma cisão jamais vista, nem quando não tínhamos eleições, muito menos pesquisas.

Disso eu tenho 100% de certeza.

São Paulo, Salvador da Pátria, 2014Brasil42Marli Gonçalves é jornalista – Vou começar a tentar pagar minhas contas com essa tal margem de erro. O problema é que se passa a data, os juros não são só de 2 por cento para cima ou para baixo.

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Curiosidades sobre a eleição presidencial em outras esquinas da América

patrick_star___to_do_list___animated_by_flyes-d4ikvok1Aécio ganha na Venezuela e perde em Cuba

( fonte: nota da coluna de Aziz Ahmed – O POVO-RJ)
Resultado curioso desta eleição para presidente: se dependesse apenas dos votos dos brasileiros na Venezuela – país de governo socialista e próximo ao PT –, Aécio seria eleito já no 1º turno. Ele obteve 52,2% dos 728 votos de brasileiros no país; Dilma obteve 30,2% e Marina 15,7%.

Já em Cuba, Aécio recebeu apenas 8% dos votos, contra 84% dados a Dilma e 6% a Marina.
Levantamento da BBC Brasil a partir dos resultados do primeiro turno revela que Aécio foi o mais votado em 58 nações, Dilma em 14, e Marina Silva (PSB), em 13.Se Aécio dominou a votação em quatro continentes, Marina dominou o eleitorado na África. Já Dilma não obteve maioria em nenhuma macrorregião do globo.

Segundo dados do TSE, 141.501 dos eleitores brasileiros (40% do total de 353.504 cadastrados) que vivem no exterior foram às urnas no último domingo em 132 cidades de 88 países.

Eleição presidencial: Para ajudar a entender as pesquisas e números divulgados ontem, uma análise de Cesar Maia

ELEIÇÃO PRESIDENCIAL: 2010 x 2014 E PRIMEIRAS PESQUISAS DATAFOLHA DO SEGUNDO TURNO!businessman_walking_t

1. Em 2010, Dilma venceu o primeiro turno da eleição presidencial com 43,1%. Em 2014 caiu para 37,7%, ou menos 5,4 pontos. Serra, em 2010, no primeiro turno, atingiu 30%. Aécio, agora, no primeiro turno, praticamente os mesmos, com 30,3%. Marina, em 2010, chegou a 18% e agora, em 2014, atingiu quase o mesmo, com 19,3%. Em 2010, os votos brancos e nulos somaram 8,6%. Em 2014 somaram 10,44%. Abstenção em 2010 foi de 18,12% e em 2014 de 19,39%. Portanto, a única mudança foi a votação porcentual de Dilma/PT, que caiu dos tradicionais 43% no primeiro turno para 37,7%.

2. A primeira pesquisa Datafolha em 2010, no segundo turno, em 08/10, deu Dilma 48% e Serra 41% com 11% de brancos+nulos+não sabe. Agora, na mesma data, em 2014, deu Aécio 46% (um crescimento de 5 pontos sobre Serra) e Dilma 44%, uma queda de 4 pontos sobre Dilma-2010.

3. Aécio cresceu 15,7 pontos sobre o primeiro turno. Dilma cresceu 6,3 pontos. Marina + Outros somaram 21,6%. Desses, uns 70% foram para Aécio e uns 30% para Dilma.

4. Em 2010, Lula atingiu o auge da popularidade e a economia cresceu 7,5%. Agora, em 2014, Lula é apenas um eleitor de referência e a economia está parada.

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TRANSFERÊNCIAS DE VOTO NO SEGUNDO TURNO DAS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS NO BRASIL!

question-mark-boyMetade dos eleitores inscritos não votou em nenhum dos dois no primeiro turno.

1. As pesquisas eleitorais sobre a eleição presidencial no Brasil começaram a ser divulgadas. Mas devem ser tomadas com prudência neste início de segundo turno. Quando se acompanha as curvas nas séries de pesquisas e se observa tendências ascendentes ou declinantes, deve-se imaginar um processo em que os eleitores estão formando sua opinião e convencendo outros. Por isso as curvas.

2. Na abertura do segundo turno, aquele candidato que tem curva ascendente, tende a ter uma taxa de agregação, inicial, maior que seu adversário, pois o entusiasmo dos que votaram nele no primeiro turno atinge os que votaram em outros ou não escolheram candidato no primeiro turno. Mas ainda não se pode tomar esta decisão dos “outros” eleitores como cristalizada. A campanha eleitoral na TV e no boca a boca que provoca é que vai ajustando ou sedimentando esta reação inicial.

3. A campanha de Aécio Neves levou/leva uma vantagem técnica sobre a de seus adversários e vai manter esta vantagem técnica no segundo turno. Explica-se. Usou e usa o instituto de pesquisas GPP, que desenvolveu nos últimos anos uma metodologia de amostragem superior aos demais (este Ex-Blog já comentou sobre a prevalência do fator espacial sobre os demais, etc.). Além disso, diversificando a amostra e usando perguntas sinalizadoras e em seguida cruzando-as com as intenções de voto, consegue-se antecipar tendências eleitorais, subsidiando a comunicação do candidato.

4. Numa política inorgânica como a brasileira, é ingenuidade pensar que o apoio de um ou outro candidato que não passou para o segundo turno, em nível nacional ou regional, transfira automaticamente os votos. Na verdade, o que se pode transferir é o voto potencial no candidato que passou para o segundo turno e que estava contido nos candidatos que não passaram para o segundo turno.

5. Isso se poderia saber ainda no primeiro turno com as perguntas e cruzamentos diversos. Sendo assim, na campanha eleitoral no segundo turno (que começou ontem na TV), com essa informação, a comunicação pode atrair e cristalizar os votos potenciais contidos em outras candidaturas, antes que sejam atraídos pela campanha virtual de seu adversário.

6. Não se trata de perguntar em que proporção a votação de Marina será transferida para os demais usando simplesmente as pesquisas que começam a ser divulgadas e que darão esse destaque. Há que se ir mais longe. A própria pergunta ao eleitor, em quem votou no primeiro turno, mostrará respostas que não são iguais aos votos depositados nas urnas. Mas não se trata de explicar aqui.

7. Há que se saber –desde o fim do primeiro turno- que potencial de re-decisão do eleitor que votou Marina ou não votou, tem para ir para um ou outro lado ou nenhum lado. Portanto, o fundamental é a demanda, ou seja, a lógica do eleitor. As declarações de Marina não serão capazes de fazer trocar de lado as razões do eleitor: não há transferência automática. Da mesma forma em relação aos 35% de eleitores que se abstiveram ou anularam o voto. Pode ter sido uma decisão ativa, ou apenas uma espera para decidir no segundo turno, quando se sentir mais empoderado.

8. Conhecidas as razões potenciais do eleitor –espaciais, valorativas, programáticas, temáticas, emocionais- que combinam com a desse ou daquele candidato/a, a comunicação fala para o eleitor certo e produz imediata sinergia. Mas se as fotos e declarações bastarem aos candidatos e se deitarem em berço esplêndido, verão com surpresa que o eleitor não foi junto quando o trem passou.

9. Quem tiver essas informações, vence a eleição. Se –se- a equipe de Aécio analisou em profundidade as pesquisas do GPP, no primeiro turno, partirá com vantagem até se tornar favorito. Se…

space_glove_animation( Como venho repetindo, a cada vez que publico aqui,  Cesar Maia é considerado um bom analista de marketing político. Essa análise foi publicada hoje no Ex-Blog de Cesar Maia)