OLHEM QUEM VEM LÁ! O bode velho Elomar e o filho, que conheci criança!

Trabalhei com ele, olhem que honra! Fiz justamente esse concerto PARCELADA MALUNGA. Ele, , Osmar Santos, José Buck, que eram os donos da produtora, Arthur Moreira Lima, Heraldo do Monte…
O show foi no SESC VILANOVA.
O ano? 78,79, 80, talvez…minha memória me trai..

Mas até hoje, creio, smos amigos, e ainda tenho uma pele curtida de veado que ele me deu.
Fora nossas inesquecíveis visitas ao grande Mário Schemberg, já falecido, que eu, uma FEDELHINHA, presenciei na época…e eles falavam de estrelas e astros.

 

Elomar faz apresentação com filho João Omar em SP

 03 de fevereiro de 2012 | AE – Agência Estado

A Bahia, que deu “régua e compasso” e a bossa nova de João Gilberto também gerou outro gênio recluso: Elomar Figueira Mello. De lá do sertão profundo, das margens do Rio Gavião, ele vem mais uma vez à cidade grande, pela qual sente aversão (não exatamente São Paulo, mas qualquer metrópole), para outro concerto ao lado do filho, o violonista João Omar, domingo no Auditório Ibirapuera.

São Paulo é a cidade onde a música rara de Elomar melhor se projetou, e talvez a única “cantada” por ele, servindo de cenário de passagens de suas óperas, como “O Retirante”, “O Peão Mansador” e “A Carta”. Uma de suas obras-primas, “Chula no Terreiro”, tem um personagem retirante que morre atropelado na capital paulista, quando distraidamente atravessa a rua olhando para a Lua.

A épica “Chula” não está prevista no roteiro do concerto de domingo, que tem peças inéditas e outros clássicos, como “Campo Branco”, “Cantiga de Amigo”, “A Função” e “Na Estrada das Areias de Ouro”, esta com participação da cantora Alba Graça Marabelli. O concerto é também uma homenagem a Marcus Pereira – publicitário e pesquisador musical paulista que criou uma importante gravadora independente na década de 1970 e distribuiu o clássico LP duplo “Na Quadrada das Águas Perdidas”, de Elomar, em 1979 – e se estende a Luiz Gonzaga (1912-1989).

Algumas das inéditas estarão no álbum “Riachão do Gado Brabo”, que inclui árias de óperas de sua autoria e marca a volta de Elomar ao disco, depois de muitos anos. Seu registro mais recente é “Cantoria 3”, de 1995. Em 2006 ele regravou apenas três canções, incluídas entre poemas e depoimentos para um CD que acompanha o livro “Tramas do Sagrado – A Poética do Sertão de Elomar”, de Simone Guerreiro (Editora VentoLeste). O novo álbum já teve metade das músicas gravadas em estúdio montado na Fundação Casa dos Carneiros, criada para cultivar a obra do autor numa fazenda em Vitória da Conquista (BA), e deve ser concluído ainda este semestre.

Elomar não dá entrevistas, não permite que se fotografe ou grave suas apresentações. Essa é uma das cláusulas de seu contrato. “Já perdemos muitas propostas de concertos e outros produtos – como também cinema com propostas de longa com imagens de Elomar -, programas de TV, seriados, por conta disso”, diz sua produtora e assessora Rossane Nascimento.

Em texto antológico para a contracapa de seu primeiro LP, “…Das Barrancas do Rio Gavião” (1973), o poeta bossa-novista Vinicius de Moraes (1913-1980) o chamou de “príncipe da caatinga” e até considerou irônico que ele tivesse “mar” no nome. Elomar vive no campo, onde lida com atividades rurais, compõe e escreve romances e roteiros para cinema. Como seu pai já dizia no início da década passada, lá também chegou “o lixo cultural, estético e espiritual”, via televisão. Porém, ele ainda encontra harmonia entre os sertanejos, silêncios e cantos de pássaros. Agora escreve o ensaio “A Era dos Grandes Equívocos”, análise crítica e filosófica sobre o século 20. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Elomar – Auditório Ibirapuera (Avenida Pedro Álvares Cabral, s/nº, Portão 2 do Parque do Ibirapuera). Telefone (011) 3629-1014. Dom., às 19 h. R$ 10/ R$ 20.