#ADEHOJE – BOLSONARO GELADO – E RASO – EM DAVOS. E O CARNAVAL DE SP EM RISCO

 

#ADEHOJE – BOLSONARO GELADO – E RASO – EM DAVOS. E O CARNAVAL DE SP EM RISCO

 

 

DOIS MINUTOS – Era para ser de 45 minutos e foi diminuindo. Jair Bolsonaro falou durante apenas oito minutos em Davos, na Suíça, durante o Fórum Econômico. Fora frases curtas, telegráficas, dentro do esperado. Embora Bolsonaro aparentasse certa tensão, na sua primeira fala no exterior, terminou mais uma vez falando em Deus, no slogan da campanha. Na entrevista com o presidente do Fórum, buscou aparentar calma, embora visivelmente tenso. Repetiu a história do viés ideológico, que virou bordão. No discurso, citou Paulo Guedes, o super ministro da economia, e o chanceler Ernesto Araújo, Ministro das Relações Internacionais. Os temas gerais, os esperados: corrupção, economia, investimentos. Bolsonaro pareceu muito treinado a não se estender sobre os assuntos, e até tolhido. Bom que se livrou logo… Se posicionou como centro-direita. Esqueceu pra lá direitos humanos, minorias, imigrantes…

Por aqui em São Paulo, o Carnaval de rua está na berlinda. Não apareceu nenhuma empresa hoje querendo patrocinar, na abertura da concorrência. Estariam pressionando oo governador Joao Doria?

 

 

 

 

 

#ADEHOJE, #ADODIA – PAZ, POR FAVOR. E MAIS CONSIDERAÇÃO COM A GENTE

#ADEHOJE, #ADODIA – PAZ, POR FAVOR. E MAIS CONSIDERAÇÃO COM A GENTE

 

 

Paz, paz, paz! A vida parece não ter mais valor. São chacinas, assassinatos, como o do ex-governador Gerson Camata, em Vitória, Espírito Santo. Um homem pega a ex-mulher, joga gasolina e taca fogo. Outros passam atirando, explodindo, como em games. A violência está disseminada. Fora isso, temos cara de otários? Viu que apareceu o tal Queiróz, dos Bolsonaros e Bolsonarinhos??? Totalmente amestrado, em entrevista absurda, encomendada, diz que é homem de negócios, que gasta muito, e que tem um monte de doenças, inclusive unha encravada ( …só faltou isso mesmo…) para explicar porque vem faltando aos depoimentos marcados na Justiça. Tentamos ser otimistas, mas nem começou e a profusão de problemas faz com que a gente anteveja mais um ano duro, cheio de sobressaltos. O futuro e a aproximação de uma visão de mundo perturbadora.

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ARTIGO – Entrevista para a geladeira. Por Marli Gonçalves

Abriu a porta da geladeira, viu a luzinha acesa e logo saiu a dar entrevistas, falando pelos cotovelos aos rabanetes, cenouras, potes de manteiga, compotas e sobras de comida. Anunciou que faria coisas sobre as quais não tinha exatamente a ideia ou informação organizada. Muito menos explicações razoáveis, ou um discurso com cabeça, corpo e membros…

Foi atropelado pelas batatas e quanto mais tentava se explicar mais muitos nós deu no pulôver do pescoço e se enrolou inteiro. As palavras pobre, ração, lixo, pó, alimento vencido, o pote com a imagem de Nossa Senhora Aparecida (deixem-na em paz, fora da política!) se misturaram e tornaram o assunto bem pouco palatável. Aliás, ficou até bastante indigesto, inclusive por misturar alho e bugalhos em biscoitinhos e com a Igreja. Se a ideia era boa, ninguém soube, ninguém viu.

O governo anda assim. O governo, não. Os governos. Todos os níveis. Calados seriam poetas. Perdem as batalhas da comunicação e isso cada vez mais impressiona. Meu bom coraçãozinho não quer pensar que é de propósito, não posso acreditar que lançam esses torpedos polêmicos e mal ajambrados quando precisam mudar o foco de alguma coisa, nos distrair. Impressionante: da boca deles brotam, jorram, incongruências.

Ah, seria bom se a comunicação fosse mais respeitada, e que a profissão de jornalista, particularmente falando por mim que trabalho nessa área, assessoria, crises, fosse mais honrada e responsável, que as coisas não fossem assim jogadas ao vento para ver até onde ele leva, porque já estamos bem dentro de um furacão. Não estamos querendo vulcões em erupção.

Os dias têm sido bastante pródigos em outros bons exemplos. Vamos lá, na linha manchetes que eles próprios nos deram e depois precisaram sair correndo para remendar, em geral chegando atrasados e metendo ainda mais os pés pelas mãos. “Governo libera mineração em área de preservação ambiental na Amazônia”. “Fiscalização do trabalho escravo vai acabar”. “Merenda escolar será de ração feita de alimentos que iam para o lixo”.

Seguido pelo festival de “não era bem assim”, “vocês não entenderam”, “tirem o viés ideológico”, “é golpe, é golpe”, “não querem que eu concorra”.

Mas o problema é que pode ser ideia boa e que pode acabar sendo desperdiçada, o que não é o caso, claro, nem da Amazônia nem do trabalho escravo. Mas da tal farinata, se tivesse sido apresentada direito. Um suplemento alimentar, nutritivo, produzido com bons e selecionados alimentos que são desidratados e podem integrar vários pratos em várias formas. Ideia antiga, inclusive, e que se bem desenvolvida já teria melhorado a miséria e a fome. Todo mundo come um monte de coisas que a gente não tem a menor ideia e vêm nos produtos.

Lidar com a imprensa não é simples, não é igual fazer selfie pelo celular, snap que se apaga. Outro dia, em um desagravo a um grande advogado, este fez em discurso uma ótima comparação, que aponta a dimensão do perigo, e a diferença – e até rixa – de tratamento entre as profissões, ambas com direito indiscutível a sigilo profissional. “Nunca vi no noticiário mostrarem gravação entre um repórter e a fonte, mesmo com acusação. Mas já vi várias gravações de advogados com seus clientes”.

Por outro lado, já há alguns anos os advogados têm assumido o papel de porta-vozes. Daí, tantas laudatórias e assinadas notas com palavras incompreensíveis e jurídicas ao grande público.

Enfim, considerem “Em boca fechada não entra mosquito”, uma das expressões mais objetivas e fundamentais para lembrar agora.

Tem outra boa: o peixe morre pela boca; essa lembra o anzol que o peixe corre a abocanhar a isca. Nós, jornalistas, dispomos sempre de várias minhoquinhas para jogar ao mar. Junto com as pretensões de muitos políticos por aí.

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Marli Gonçalves, jornalista – #prontofalei

São Paulo, gestão congestionada, 2017

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marligo@uol.com.br
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Lula disse também que duendes existem e que é a Cinderela. Entrevista para Roberto D`Avila

Mas não poderão ficar mentindo o tempo inteiro, senão...

Em entrevista, Lula nega pressão por Henrique Meirelles

Michel FilhoMichel Filho | Agência O Globo

Na entrevista que acaba de conceder ao jornalista Roberto D’Avila, que será exibida hoje à noite na Globo News, Lula negou que tenha feito qualquer pressão para nomear Henrique Meirelles para o Ministério da Fazenda.

Lula disse também que apoia a Lava Jato e que as investigações têm que ir até o fim.

 

É MINHA AMIGA. Há 38 anos Nanete Neves conseguiu – inédito, difícil, quase impossível – entrevistar o grande Carlos Drummond de Andrade. Agora ela conta como foi. Conto com vocês para os aplausos.

journaux01138 anos depois, resolvi contar em livro como fui o
primeiro repórter no mundo a conseguir entrevistar
Carlos Drummond de Andrade, quando ele estava
para completar 75 anos.

Toda a imprensa estava atrás dele, mas só eu,
uma garota da Mooca, que nunca tinha andado de
avião nem conhecia o Rio consegui.

No livro conto toda a minha conversa com ele e com
os maiores intelectuais do Rio naqueles 4 dias de
reportagem.

Queria muito vocês comigo nessa hora feliz da minha
vida. Apareçam lá!

Aqui o convite.
sábado, 26 de SETEMBRO, das 15 às 19 horas.

Aqui o link com o convite https://www.facebook.com/nanete.neves.3

Delícia essa nota da coluna do Aziz Ahmed sobre certa “galinha voadora”. Tem Lula.

Malha fina

O ex-presidente Lula continua filtrando os repórteres que dele se aproximam. Só chegam perto os amestrados. Regra única: é proibido perguntar sobre a galinha que voa, a que viajava com ele pelo mundo nas asas do Aerolula.

Fonte: coluna do Aziz Ahmed – O POVO/RJ