#ADEHOJE – MINISTROS BRINCAM DE PODER.

 

#ADEHOJE – MINISTROS BRINCAM DE PODER.

 

 

SÓ UM MINUTOEscravos de Jó, jogavam caxangá, tira, põe, não deixa ficar! A última do ministro colombiano da educação, Ricardo Vélez Rodriguez é de deixar de cabelo sem pé. Uma sucessão de barbaridades: ele quer e mandou o MEC emitir comunicado para que as crianças se perfilem para cantar o hino, sejam fotografadas e filmadas sabe-se Deus para o quê – o que vã fazer de propaganda com isso. Mais: ainda deveriam repetir o slogan absurdo para um país laico, proposto pelo Governo Bolsonaro: Brasil acima de tudo, Deus acima de todos! Espero que haja um amplo protesto contra isso enquanto é tempo. E obviamente a outra ministra absurda, Damares Alves, que está lá em Genebra fazendo a gente passar vergonha, apoiou a ideia de jerico do Vélez. Precisamos dar algo para esses caras fazerem, para pararem de ter tempo de pensar tantas atitudes imbecis como essa. Imaginam nossas crianças, pleno Século XXI, digitais, perfiladas cantando o Hino Nacional? Mais fácil juntas fazerem um pancadão e dançarem funk até o chão.

 

 

 

 

 

 

#ADEHOJE, SÓ UM MINUTO – NÃO, NÃO É NORMAL

#ADEHOJE, SÓ UM MINUTO – NÃO, NÃO É NORMAL

Só um minuto – Cidadania é inegociável, não é coisa de esquerda, direita. Hoje quero falar sobre umas coisas que me preocupam. A mim e a muitos brasileiros que tem alguma noção da realidade e dos perigos que certas medidas e fatos representam. Ontem, falei de censura – que é inadmissível, em qualquer caso. Não tem mas, nem meio mas… O Estado deve ser laico, manter longe os dogmas religiosos. Também não é exatamente normal, desculpem, o número de militares que estão sendo postos em lugares chaves do governo federal e em outros governos estaduais. São 13 em cargos do alto escalão. Hoje foi anunciado o nome do porta-voz do governo Bolsonaro, General de divisão Otávio Santana do Rêgo Barros. Ele chefiava o Centro de Comunicação Social do Exército e participou de Missão de Paz no Haiti.

ARTIGO – Palavras, sentidos e versões. Ou piadas. Por Marli Gonçalves

110713_empty4_110713_500Semana animada essa. Algumas palavras entraram definitivamente no vocabulário usual, mutantes, passaram para a história, inclusive a política, nos fizeram rir para não chorar. Ganharam novos sentidos. Algumas palavras são realmente formidáveis, mas eu nunca tinha pensado, sei lá, que uma mandioca renderia tanto. Muito menos que o latim pudesse ser traduzido ao bel-prazer. Tem de ver isso aí; senão sabe-se lá onde vamos parar se continuar essa toada, e vergonha não é uma boa palavra para um país.tumblr_lyfme8x5cb1qepiv6o10_r1_4003

Meu primeiro contato e amor para com as palavras veio da leitura de Monteiro Lobato, especialmente o sensacional “Emília no País da Gramática”. Para mim, dali em diante elas ganharam vida, perninhas, sentimentos, e até contradições. Lembro bem do livro e das prisões onde se encontravam encarcerados os vícios de linguagem, os cacófatos, os pleonasmos, os barbarismos, os solecismos, os hiatos, os arcaísmos, gerundismos e plebeísmos, entre outros. Caras feias e agressivas prontas a atacar frases e pensamentos.

Agora todos – a mim parece – foram soltos e estão aí pelas ruas aterrorizando. Não bastasse estão recrutando as palavras para nos infernizar. Sequestrando outras, para nos entristecer; como “obrigado” que, para voltar à voga, creio que teremos de pagar vultosa recompensa. Outras estão sendo torturadas, principalmente quanto tentam andar juntas, como liberdade e individual. E observem que estas são bem modernas; uma, um substantivo feminino; outra, um adjetivo ou substantivo de dois gêneros, uma coisa até transexual como hoje está tão em voga.

Esses criminosinhos da linguagem e das palavras se criaram e conseguiram uma aliada e tanto na nossa presidente que anda se esmerando ao esgrimi-las em improviso nos púlpitos da vida. Foi assim que a mandioca virou a redenção nacional, base da civilização, e a bola indígena, tosca, o brinquedo que nos faz humanos e, mais, criou-se uma surpreendente e nova variação da espécie, de uma Era nova, de evolução biológica, que ainda não nos havia sido apresentada. A mulher sapiens. Isso é que é feminismo: nada de homo para lá e para cá.

Por que não a mulieres sapiens?– Pensou, tascou.

Mas aí é que a coisa foi pro brejo total. Vocês vão entender por que e peço que sejam perspicazes para que eu não tenha de gastar muitas palavras para explicar. Sabem o que diferencia o homo sapiens, o humano sábio ao pé da letra, e em toda a sua abrangência inacreditavelmente desconhecida da nossa presidente? Uns dez ítens. Vou citar alguns, mais significativos, para vocês irem ticando (e lembrem que eu estou daqui dando uma piscadela): postura ereta, cérebros bem desenvolvidos, destreza manual, fala articulada, aculturação e raciocínios complexos, olhos em foco, e a capacidade de corar.

A4_ActionFigureMix_PajaczkowskaEla tinha mesmo de inventar outra espécie, não?

Mas quero voltar a falar apenas das palavras, essas preciosas. Que, quando lançadas, não voltam. Tantas podem ser cruzadas, de amor, exatas, engraçadas. As de gratidão andam sumidas, assim como as de gentileza e reconhecimento. As que trazem elogios estão sendo vilipendiadas, principalmente nas redes sociais. Vide “linda”. Nosso senso estético massacrado, porque se aquilo é lindo, imagine o feio! E o que a gente acha lindo o que é mesmo, o que é….? Santas palavras hipócritas que lemos, ouvimos.

Mas, por outro lado, também nas redes encontramos as palavras de apoio, de conforto, consolo, de fé e de ânimo. As palavras amigas, amorosas e inspiradoras.

Os palavrões jorram também de várias fontes, a favor e contra, principalmente quando a guerra é político-ideológica, como a que vivemos nesse momento. Com gente usando a palavra para defender o indefensável. Palavra de honra que às vezes nem acredito que estou ouvindo algumas delas, sobre o poder, mas até o poder da palavra tem limites.

Principalmente quando são engraçadas as palavras que sabemos ditas por quem devia ter mais palavra depois de eleita com palavras falsas, cantadas, lançadas, quebradas e depois reveladas. Melhor mesmo que sejam assim só engraçadas como as desta semana.insecure-miley-quote-relationship-text-Favim_com-234400

Mas os maiores problemas que vejo estão agora claramente localizados nas palavras do dia, as de fé. Principalmente como estão agora sendo pregadas e empregadas de forma absurda em leis e em lugares absolutamente inadequados e onde tem apenas uma, uma só que deveria ser a mais respeitada.

A palavra laico.DILMA disfarçando

São Paulo, 2015

Marli Gonçalves é jornalista – – A palavra-chave do momento é serenidade. Uma expressiva palavra de mãe, daquelas que a gente não questiona. Segue. Obedece. No mínimo, para saber e aprender no que vai dar. Palavra final.

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ARTIGO – Serão os deuses candidatos? Por Marli Gonçalves*

Boy_PrayingTentei ficar por aqui quietinha, quietinha, esperando setembro passar. Mas estou vendo ataques tão sórdidos, tão desleais, pagos a soldo, sem propósito, maledicentes e mentirosos que não vejo restar outra alternativa aos que pelo menos tentam ser do bem. É preciso rejeitá-los sem dó sob o custo de sairmos dessa campanha num país ainda mais lastimável, terra arrasada. E Deus não vai ter nada a ver com issoImagen-animada-Adan-y-Eva-02

Nunca pensei que fosse ver de novo quão desesperadora a situação de uns e o medo de outros em perder a boquinha – ou tentar ganhá-la – como nessa eleição para a Presidência da República, principalmente nos últimos dias. Vinha vindo tudo calminho, educado até, com alguma cortesia entre os três primeiros colocados. Aí caiu o avião que imediatamente de alguma forma já mudou o país. Ascendeu Marina Silva como um foguete, e embora ela seja lenta, em poucos dias uma nova campanha entrou no ar. Imediatamente chegou junto o lado mais escuro e obscuro da força. Não é mais competição; virou guerra. E muito suja.

Adam-Eve-Snake-64548A frágil Marina, que nem é tão frágil assim pelo que vemos, já que responde com firmeza e determinação, agora é a única a quem cobram para ter tudo pronto, apresentar solução até para bicho de pé. Tudo o que diz tem de fazer muito sentido, ser basicamente um plano com começo, meio e fim. Perceberam? Não faz um mês que entrou – antes era apenas uma vice, e os vices são vices, estava abrigada numa sigla para não ficar com a sua rede no sereno – e agora até um ministério já estão chutando para ela. Se fala disso, copiou. Se muda uma vírgula, é porque voltou atrás. Se a amiga é rica, problema. Se trabalhou e ganhou, problema. Se não trabalhasse ia viver de quê? Do fundo partidário que não seria, já que todos os obstáculos, pedras, tachinhas e barreiras impediram a criação de seu partido.

29Só acho engraçado cobrarem tanta coerência e significado das promessas só da parte dela, quando, por exemplo, são famosos os discursos sem pé nem cabeça da Dilma, a candidata e a presidente, o que é pior, uma vez que faz isso há 4 anos todos os dias. Basta que a deixem falar de improviso, sem ler o papelzinho. Depois é só tentar espremer as palavras ao vento que profere com seu ar mandão, e enfim dar muita risada. O mineirinho também não fica atrás. Fala em reformar isso, aquilo, tudo por cima, tudo geral. Ninguém nos fala ao coração, do nosso dia a dia, do Futuro, de como poderemos acompanhar as mudanças, a tecnologia, os novos desafios do comportamento.

Agora, ainda por cima, enquanto nós, mortais, tentamos manter nossas cabeças fora d água num país parado, inquieto, recessivo, passaram a apelar para Deus! Apelar para a religião, como se o Estado laico não fosse uma de nossas maiores preciosidades a preservar, garantia que devemos defender com unhas e dentes e pontapés, já que é com isso mesmo que combateremos inclusive esses pastores e emissários reacionários, atrasados, essa gente que tenta nos atazanar se imiscuindo na nossa sagrada vida privada.  Fora que ninguém precisa de autorização para ser gay, que eu saiba, pelo menos. Vão lamber sabão para ver se faz bolhas!

462285583l8teEscrevo essa defesa por mim, não entendam como posição política. Só me respondam. Durante muito tempo, por exemplo, consultei o I-Ching, e foi bom. Quem de vocês aí do outro lado deixou de dar uma espiadinha no horóscopo do jornal, não se interessou por aquela vidente que joga um tarô fenomenal, foi ver aquele babalorixá dos búzios, não levantou as mãos e os olhos para o céu agradecendo ao invisível? Quem não pulou sete ondinhas, fez sinal do padre, promessa? Quem, espírita, não recorreu a alguns dos ensinamentos psicografados pelos mestres ? Ou a aqueles livrinhos Minutos de Sabedoria, aos calendários Seicho-No-Ie, aos livros de Paulo Coelho ( agora chutei o pau da barraca) ou mesmo aos biscoitinhos chineses da sorte ou ao papagaio do realejo? Digam: qual é o problema da Marina dizer que consulta a Bíblia? Vocês acham mesmo que, caso eleita, ela vá tomar as decisões só abrindo o livrão, fechada no banheiro? Se nem o pessoal da esquerda abre mais O Capital, ou o Livro Vermelho do Mao-Tsé Tung! Do lado da Marina, do Aécio, da Dilma, do Eduardo Jorge, de todos, igual com a gente, estão pessoas com todos os tipos de crença. Bom respeitá-las. Se não fizerem mal a ninguém, a nós também não farão, a não ser que atiremos pedras.graphics-monks-288666

Façam-me o favor. Todos os candidatos têm gente legal ao lado, para buscar formar uma equipe. Não são monolitos, ditadores que imporão usos e costumes – isso era lá na ditadura, e nela, para ela, não tinha eleição. Era só porrada, ordem; não queremos mais isso. Queremos discutir usos e costumes, mas a sério. O direito ao aborto, a legalização das drogas, a utilização das redentoras células-tronco, mudanças no Código Penal. Queremos ciência, filosofia, pesquisa, tecnologia acessível. Ir às estrelas se nos for possível.

A gente não quer só comida. A vida é maior que a economia, que agora volta a frequentar as colunas de jornais como há tempos atrás, de forma pesada e quando invadia todos os cadernos. A vida é maior do que as elucubrações que vêm gastando páginas e páginas, canetas, batucadas nas pretinhas, para analisar os ditos e não ditos. Contradições, turma, todos nós temos, basta abrir o baú, inclusive o de alguns analistas que já acharam “outras” coisas tempos atrás, gente séria. Só não revirem – nem abram – os baús dos que atacam de forma tão sórdida como nos últimos dias. Deles, só cairão moedas, traições e um enorme apego à boquinha, ao bico onde mamam.

JesusFlipsTableDa Bíblia eu aqui só sei, confesso, que é um livro grande que nunca li. Mas desde pequena uma delas, bem bonita, que vinha com a Enciclopédia Barsa, lembram?, ficava aberta na sala da casa de meus pais. Uma vez perguntei a minha mãe o porque, se era só um enfeite já que ninguém nunca foi muito católico por lá. Ao que ela respondeu, rápida: “Não, filha, dá sorte!”.

Vou confiar nisso.

São Paulo, 2014 Marli Gonçalves é jornalista – Ainda não decidiu em quem vai votar. Mas do jeito que estão atacando a Marina Silva, vou fazer igual ao que ouvi de um amigo: “Daqui a pouco, de tanto tentarem destruí-la, vão me forçar a gostar dela”.

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O RETO DELES. Começo a achar que estamos dando cartaz demais para esses pulhas. Olha o depilado Bolsonaro e lembra da sobrancelha do (In)Feliciano

RETOEntre a bíblia e o crucifixo

Jair Bolsonaro já pode começar a cobrar a conta pelo apoio a Marco Feliciano e pedir ao deputado pastor para encampar um projeto apresentado na Câmara.

Bolsonaro propõe uma mudança no regimento interno da Casa para tornar obrigatória a colocação de um crucifixo na parede do plenário e de uma Bíblia sobre a Mesa Diretora durante as sessões.

Um absurdo completo, ressalte-se, dado que nem todos os parlamentares são cristãos ou seguem a Bíblia.

A Constituição não é necessária, até porque parte dos deputados costuma rasgá-la todos os dias.

FONTE: COLUNA RADAR – VEJA ONLINE Por Lauro Jardim