#ADEHOJE, #ADODIA – O MUNDO FERVE, ENQUANTO POR AQUI FICAMOS SÓ OUVINDO

#ADEHOJE, #ADODIA – O MUNDO FERVE, ENQUANTO POR AQUI FICAMOS SÓ OUVINDO

 

 

ESCAPOU DOS BLACK FRIDAYS DA VIDA? UFA. HOJE QUERO FALAR DE UMA SITUAÇÃO QUE HÁ MUITOS ANOS, DÉCADAS NA VERDADE, VIVI MUITO PARECIDA, EM PARIS. MANIFS. MANIFS POR LÁ SÃO VIOLENTAS. HOJE O PAU TÁ COMENDO ENTRE A POLÍCIA E OS COLETES AMARELOS QUE RECLAMAM DA ALTA DOS COMBUSTÍVEIS. LEMBRAM DOS CAMINHONEIROS AQUI? QUANDO ME MACHUQUEI – QUEBREI O FÊMUR DA PERNA DIREITA – – A POLÍCIA PASSOU POR CIMA DA MANIFESTAÇÃO QUE EU COBRIA – ERAM ESTUDANTES SECUNDARISTAS LUTANDO POR MELHORIAS NA EDUCAÇÃO. POR AQUI A GENTE FICA VENDO O TAL “NOVO” MINISTRO DIZER – EM DOCUMENTO – COMO SOMOS, OU MELHOR, COMO ELE ACHA QUE SOMOS. O SILÊNCIO DOS NOSSOS ESTUDANTES PREOCUPA…OS ACADÊMICOS ATÉ QUE ESTÃO SE LEVANTANDO AQUI E ALI…

Dia Mundial de Combate a AIDS , 1º DE DEZEMBRO. No Masp, velas em memória. 21 horas

Paulista iluminada no combate ao HIV/AIDS

Evento relembra luta contra o vírus com mais de 100 velas no vão do MASP

 
O Dia Mundial de Combate a AIDS ganha um reforço “iluminado” nessa sexta-feira (01) em São Paulo: é o Candlelight Memorial, evento internacional de homenagem às vítimas de HIV/AIDS, que acontece a partir das 21h, no vão do MASP. Na ocasião, mais de 100 velas serão acendidas na avenida Paulista, lançando luzes sobre o tema e buscando reduzir os estigmas em torno da infecção. Durante a ação, alunos do curso de Medicina, membros do IFMSA BRAZIL ainda informarão sobre os reais meios de transmissão e a importância de cuidados médicos e prevenção. Criado em 1983, o Candlelight Memorial acontece em 115 países. Na capital paulistana, é promovida pela IFMSA BRAZIL – FAM.
 
Candlelight Memorial no MASP
1° de dezembro, 21h
Av. Paulista, 1578 – Bela Vista, São Paulo
Entrada gratuita
Informações: Orientações a partir das 20:20, as velas serão acesas as 21:00
FONTE: IFMSA (IFMSA é uma organização internacional dos estudantes de medicina vinculada a ONU)

Ocupação. Por Marli Gonçalves

Ocupação

Marli Gonçalves

Resultado de imagem para estudantes animated gifsChega a ser irônico que em um país onde 12 milhões de desempregados vagam por aí à procura de ocupação, ocupação passar a ser a palavra mais revolucionária e o ato mais utilizado para ocupar nossa atenção

Feche bem as portas. Se a moda pega e a coisa apertar ainda mais do que já está – e o que não parece muito difícil – o seriado da hora nos telejornais não vai mais ser da linha Walking Deads. Mas Walk to Ocuppy. Agora se ocupa tudo, escola, terreno, estrada, ministério, sala de estar, prédios, banheiros, ruas, praças, avenidas. É o movimento do momento. Eu quero ocupar um lugar no Sol. Um espaço no coração de alguém. Um lugar na história e na memória de todos. Um instantinho de sua rotina para me ler.

Os estudantes pegaram gosto pela coisa. Eles, os ocupantes, são notícia todo dia dos últimos dias. Atrapalharam a vida de outros estudantes que precisavam dos locais para prestar o vestibular, mas ficaram lá firmes, não cederam, deram trabalho. Eles pensam em ocupar o mundo com o momento deles e nos chamar a atenção. Conseguiram.

Cá entre nós, já pensou o quanto esses meninos e meninas estão se divertindo nas ocupações das escolas, como se fossem aqueles antigos acampamentos de adolescentes, de escoteiros? Sensação de estar lá mudando o mundo, crescendo, ficando adulto, participando de um momento político e histórico para contar por um bom tempo, testando liderança pessoal, organização, divisão de tarefas. Fora o lazer, a bagunça, a possibilidade de conhecer o primeiro amor. E a primeira decepção, já que dificilmente as PECs – ah, sim, lembrem, este é o motivo das ocupações, ir contra as PECs, Propostas de Emenda Constitucional – serão rejeitadas.

Vai ter uma hora em que cansarão. Vão pensar uma coisa a la Bela Gil. “Você pode trocar a ocupação por um bom banho e uma comida quentinha”. Imaginam os ragus que estão tendo de pôr para dentro?

A menina Ana Júlia criou comoção com o discurso na Assembleia do Paraná com sua voz firme e argumentação social. Aí, olha se não tem desocupados nesse mundo, logo a celeuma começa a correr boca a boca para detratar com a “informação”, “descoberta” de que o pais dela são de esquerda. Não, Pedro Bó! Nummidiga. Filha do Bolsonaro que não ia ser, né? Nesse caso, pai e mãe apoiaram e até foram ver o que estava acontecendo e ficaram por lá um pouquinho. Resultado de imagem para estudantes animated gifs

Mas daí, por outro lado, querer compará-la à ativista paquistanesa Malala Yousafzai vai-se uma muito boa distância ocupada por alguns milhares de quilômetros e questões culturais. Malala quase morreu porque queria estudar, ter aulas – foi sua coragem pessoal que chamou a atenção do mundo. Foi mártir.

Convenhamos: mártires são tudo o que não queremos que surjam aqui, que aconteçam fatos esquisitos em nenhuma dessas ocupações. Exageros ocupam os lados dessa batalha ideológica burra e inócua do momento. A ocupação provisória do Governo também não está a mais louvável – muita gente batendo cabeça, lançamento de medidas ao léu, cabeça quente com esses meninos teimosos, e sem saber o que é que vão fazer com eles.

Mas como a tal ocupação está em voga, última moda, achei melhor alertar que isso aí pode viralizar e pegar como forma de pressão para tudo. Já pensaram? Daqui não saio daqui ninguém me tira.

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Marli Gonçalves, jornalistaNão é que deu vontade de ocupar alguma coisa também? Pode ser até os seus sonhos.

SP, 2016

ARTIGO – Quem não se comunica, se …Por Marli Gonçalves

CHAMANDO CACHORROSe ferra. Se trumbica. Se estrumbica. Dá com a cara na parede. Tem de sair por aí depois apagando a lousa, revogando as ordens, desistindo de suas próprias decisões antes irrevogáveis. Nossos políticos, os próprios exemplos de trumbicados, comprovam com louvor a teoria do Velho Guerreiro. Alopram. Quem quer um abacaxi? Roda, roda, roda e avisa: um minuto pros comerciais! chamando

Há algum tempo quero falar um pouco sobre a área na qual trabalho, de comunicação, de imprensa. Expor e questionar o que está acontecendo no mercado, a forma como a informação está sendo filtrada para os seus olhos e ouvidos, contar até de como está raro achar um personagem que esteja se defendendo porque teria uma reputação a zelar, um mínimo de vergonha na cara.

Repara. De uns tempos para cá virou moda: quem responde à imprensa é quase sempre o advogado do acusado, na vitrine, e que passa a ter visibilidade; afinal, muitos falam na porta das cadeias onde estão trancados os seu defendidos. Só que advogados advogam, não são obrigatoriamente bons comunicadores, por mais competentes que sejam em suas áreas, por melhores que sejam suas defesas diante de juízes, desembargadores e júris. Sua linguagem é outra, esse é o problema quando as ouvimos. A linguagem que usam é técnica, específica da profissão, estão sempre numa atitude meio defensiva, protegendo a linha da cintura de seus clientes. Nós estamos aqui fora, esperando não a redução de penas, mas explicações sobre o que aconteceu.895868a9-a721-4105-9f8f-5d09473792ff_18

Não é questão de certo ou errado. Mas é o que torna possível perceber – e é horrível isso -que querem que a opinião pública se esgoele; fatalmente se cansará da questão, substituída por outra gritaria, por outro assunto. A opinião pública é utilizada para fazer pressão, quando interessa – autorizam até entrevista dos clientes ao Fantástico. Quando essa pressão é contra, aí não há por que satisfazer ao seu apetite – e servem ao público as falas de suas defesas, repetitivas, monocórdicas (pois o texto já foi encaminhado aos magistrados, não pode variar), às vezes até desconectadas da realidade mínima dos fatos.

#chamaobolsonaropropauMas o que acelerou mesmo o tema foi esse caso de São Paulo com os garotos que ocuparam as ruas para protestar contra o que eles nem bem sabiam bem o que é, mas não gostaram. Não gostaram e pronto. Porque o que chegou é que fato x ia mexer muito com a rotina. Não houve da parte do governo Alckmin e nem do secretário com cara rude o cuidado de antes preparar o terreno para plantar a ideia. Aí ficou até engraçado porque a ideia de que ele desistiu antes que aparecesse um garoto morto ou machucado parece que era boa, defensável – todo mundo que tem filhos e que eu perguntei, achou legal, falou bem, gostou. Só que saber ou ver que a polícia estava dando umas bifas nos jovens não foi legal. Eu também não ia gostar de imaginar meus filhos sendo educados a cassetetes e bombas de gás. Assim, passou-se quase um mês só de bate-boca, prejuízos, invasão de escolas, quebra-quebra, ruas ocupadas e bloqueadas. Os meninos estavam tendo ali a sua primeira incursão no maléfico mundo da política, no caso representada pelos sindicatos instigando a rebeldia juvenil. Deixa. Assim aprendem, como alguns de nós que estivemos em outros lados, e que também um dia já acreditamos até num certo líder metalúrgico.

A presidente Dilma é outro exemplo de quem despreza a comunicação ou está cercada por não entendedores. Ou, ainda, é uma que só de birra não quer escutar, faz o que quer, contraria conselhos – como aquele que diz que em boca fechada não entra mosquito, ou outro, que quanto mais fala, mais se enrola, ou um terceiro: quem fala demais dá bom-dia a cavalo.

Só que o mosquito do momento, que prolifera junto com o abandono cívico, não entra na boca. Pica. E suas patinhas-agulha estão transmitindo males que não esqueceremos tão cedo, porque essas crianças de cérebro pequeno vão sobreviver e a imagem delas irá nos atormentar ainda mais lembrando dessa época agora, com esse grito parado no ar, momento que não anda nem desanda, nem sai de cima. E as explicações, quem irá dá-las? Quem vai contar por que aquele mosquito que Oswaldo Cruz eliminou do Brasil há um século hoje zomba de nossos Governos?vamos achar o Norte, o Nordeste... e mudar o Irã

Se a boca é feita para falar como se diz, não há porque ficarmos quietos com o silêncio deles em suas manobras.

Boca de siri! Não os deixe perceber que o povo já os viu sendo pegos com a boca na botija. Enquanto isso, tempo que esperamos explicações, a gente vai continuar botando a boca no trombone. Quem não fala, consente.

São Paulo, dezembro animado, 2015
MARLI GONÇALVES, JORNALISTA – Prontinha para libertar a Matilde, aquela da boquinha que vai adorar contar os bastidores dessas discussões que estão parando o país.

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Manifestação disso, daquilo…O melhor negócio do momento: fabricante de gás lacrimogêneo e spray de pimenta

   busMas, para não dizer que não participo dos movimentos sociais, busquei modelos de máscaras para os manifestantes, que chegam em grupos, jovens estudantes que se misturam a outros grupos

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UNE: SEM COMENTÁRIOS

DISFARÇANDOPerdeu a prova

A UNE soltou só ontem “nota de pesar” pelos estudantes mortos em Santa Maria (RS), três dias depois da tragédia, anunciando que está “à disposição para levar conforto” às família e assistência aos internados.

fonte: coluna Claudio Humberto

Livrai-nos do Haddad, amém. Veja boa resposta de Andréa Matarazzo ao ministro que não sabe nada de SP. Nem de educação. Boa puxada de orelha.

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1003459-haddad-nao-conhece-a-usp-nem-a-cracolandia-diz-matarazzo.shtml

08/11/2011 – 15h36

‘Haddad não conhece a USP nem a cracolândia’, diz Matarazzo

VERA MAGALHÃES
ENVIADA ESPECIAL A BRASÍLIA

A ação da Polícia Militar para desocupar o prédio da reitoria da USP desencadeou um debate antecipado entre os pré-candidatos a prefeito de São Paulo.

O secretário de Estado da Cultura, Andrea Matarazzo, um dos postulantes à candidatura pelo PSDB, respondeu na tarde desta terça-feira ao ministro Fernando Haddad (Educação), que mais cedo disse que “não se pode tratar a USP como se fosse a cracolândia, nem a cracolândia como se fosse a USP”.

“Essa declaração mostra que o ministro Haddad não conhece o que se passou na USP nem na cracolândia”, disse Matarazzo à Folha.

E continuou: “A USP trata-se de baderneiros mimados e a cracolândia é um problema de saúde pública”.

Para ele, “depredação de patrimônio público por meia dúzia de mimados se resolve com polícia”.

“Já a cracolândia tem de se tratar com médicos, internação e retaguarda para os usuários. É uma questão de tratamento”, afirmou.