Haitiana estuprada no Paraná e o silêncio mortal. Cadê as autoridades? Cadê as Mulheres? Cadê todo mundo?

Aqui de minha parte, apenas agora fiquei sabendo. E passo a cobrar também. Cadê vocês, autoridades, solidariedades? Cadê???

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https://contraponto.jor.br/o-silencio-constrangedor-sobre-o-estupro-coletivo-da-haitiana/

fonte: BLOG CONTRAPONTO, DE CELSO NASCIMENTO- MATÉRIA DE RUTH BOLOGNESE

O silêncio constrangedor sobre o estupro coletivo da haitiana

(por Ruth Bolognese) – Uma haitiana grávida sofreu um estupro coletivo em Mandirituba, na Região Metropolitana de Curitiba, por 4 homens, com adendos de crueldade e na frente do marido. Até agora, nenhuma liderança de movimentos de proteção à mulher se manifestou. A OAB está calada, assim como a comissão de de direitos humanos da Assembleia e outras tantas organizações da “sociedade civil organizada” dispostas a gritar quando a causa é política.

Nem mesmo a governadora Cida Borghetti, que sempre se identificou com a defesa dos direitos das mulheres em sua carreira política, fez qualquer gesto de solidariedade à haitiana. Mesma indiferença da primeira mulher comandante da PM do Paraná , coronel Audilene Rocha, colocada no cargo também para enfatizar a valorização da mulher no atual governo.

A pergunta que precisa ser feita é: se a haitiana fosse branca, moradora de um bairro nobre da Capital e passasse por uma situação tão dramática quanto traumática, a reação das nossas representantes políticas e sociais seria a mesma?

Ainda mais que estupro coletivo não é um crime comum no Paraná, e as circunstâncias são estarrecedoras, principalmente por ter atingido uma mulher grávida que já sofre as consequências da migração por pobreza e numa tentativa desesperada para melhorar de vida.

A haitiana, grávida de um mês, e o marido foram surpreendidos no domingo (13), dentro de casa, e além do estupro coletivo o casal teve todos os pertences roubados, conforme conta o jornal Tribuna do Paraná. Os quatro suspeitos foram localizados pela Polícia Civil de Mandirituba e estão presos.

Segundo a delegada Gislaine Ortega, que comanda a delegacia de Fazenda Rio Grande, os homens entraram na residência do casal por volta das 9h30 de domingo e, depois de roubarem a casa, decidiram estuprar a mulher, na frente do marido.

Eles só saíram da casa porque, enquanto agrediam o marido, a haitiana conseguiu fugir. Na delegacia, ela reconheceu os agressores, que confessaram o crime.

E o silêncio oficial continua.

ARTIGO – L-J, ou Querida, o país encolheu. Por Marli Gonçalves

tv_01b_bbForam tantas tratativas pensando em melar a Operação Lava Jato que faltaram chamar a Wanderléa para fazer serenata para o Sergio Moro: “Senhor Juiz, pare agora! Por favor, pare, agora! ” Para completar, temos uma dívida monstro tipo corda no pescoço, mais de 11 milhões de desempregados, saques assaltos bilionários sanguessugas nas empresas e das empresas na gente, um projeto de poder falido tentando de um tudo para continuar atarracado. E mais a violência que nos sangra e respinga

Geleia geral, se alguém queria saber a sua mais completa tradução, chegou a ela nos últimos dias destes últimos meses. A novela mais assistida voltou ao horário das oito, o do noticiário, agora repleto de personagens que entram mudos e não saem, calados; que saem, ou ainda tentem, falando, dedando, traindo; que fogem ou são fugidos, gravam e são gravados – e gravados puramente sinceros. Os que estão numa lista aguardando a chamada. E os que estão numa outra lista de espera para ingressar em breve no espetáculo, em alguma fase de nome criativo da Operação. Mais matracas declarando roteiros que não cumpriram quando puderam.

Se for para começar a usar sinônimos, lá vem mais um: decomposição. A coisa está tão feia, sem limites, derretendo sórdida e a passos tão largos que não nos sobrará outra opção que não seja histórica, esta sim o será, e corajosa. Do ponto de vista político de unidade nacional, se estiver mesmo querendo passar melhorzinho para a história não restará a Michel Temer alternativa a não ser liderar um rápido e radical processo de transformação e renovação, chamando eleições em todos os níveis, e em um processo que no máximo se resolva desse outono ao outono do ano que vem. Só assim poderá manter o apoio, porque a impressão é que ainda vem onda grande por aí.

Mas quem dera fosse só na política essa degradação, embora a ela tudo pertença de alguma forma. Estamos precisando falar sobre a nossa índole que está mostrando um lado brutal que ainda poucos se dão conta. Aliás, poucos se dão conta que isso tudo é real, significa, e é a sua própria vida e destino no jogo.

tv_04a_bbEssa novela, “L-J ou Querida, o país encolheu” já ultrapassou Redenção, da extinta Excelsior, que tem o recorde de ter ficado no ar por mais tempo na televisão brasileira. Foram vinte e quatro meses e dezessete dias, 596 capítulos. A história agora, a atual, parece infinita, um polvo, e de cada uma de sua pernas cortadas, surgem outras, ainda mais compridas, como rabos de lagartixa. As histórias esticam sua dimensões e alcançam cada vez mais personagens detrás de portas e janelas onde tentavam se camuflar.

Enquanto discutimos estruturas burocráticas de ministérios, fazendo cara de conteúdo, bocas e bicos, e usando argumentos chulos e apelativos para falar sobre a cultura, ela se nos apresenta em sua mais brutal face. No estupro coletivo da menina, que ainda por cima suporta agora em cima dela as dúvidas dos detalhes, e a ineficácia da proteção e investigação policial; nos assustadores números do índice nacional de estupros e violência contra a mulher. Na desonestidade intelectual dos que se afundam na tentativa de torcer o rabo da porca, para salvar a que fizeram heroína, e heroína do nada é. Se foi, foi.

As estribeiras estão soltas. A pedra atirada que mata o rapaz que dormia embalado nas curvas da estrada de Santos rolou do alto de uma montanha que desmorona, nos fazendo lembrar de olhar para cima. Para ver se vem rolando outras e tentar delas desviar. Ou procurar por Deus, pedindo que nos perdoe a todos por uma possível omissão que estaria escrevendo essa história, que nos suspende, e que embora possa parecer comédia, tenha até seus momentos hilários, não é.

É drama e dos grandes, de ainda nos fazer chorar muito. Com reprises programadas.

a43eb-tvMarli Gonçalves, jornalista Não quero ter mais tanto medo. Nem do presente, nem do futuro. Nem do enredo, nem de ser enredada

São Paulo, 2016

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#cadêFUNAI? URGENTE: MPF/Sp pede proteção para mulheres e crianças indígenas que vivem nas aldeias do Jaragupá. Estupros, oferecimento de troca de menores por drogas, entre outros absurdos.

indiazinhaMPF/SP pede policiamento ostensivo nas aldeias do Jaraguá após denúncias de crimes sexuais contra crianças e jovens indígenas

PM do Estado de São Paulo não patrulha a região; ação também requer que a Funai disponibilize ferramenta de denúncia para as vítimas

O Ministério Público Federal entrou com ação civil pública para que o Estado de São Paulo realize policiamento ostensivo e emergencial nas aldeias do Jaraguá, na Zona Oeste da capital paulista. Investigações conduzidas pelo MPF revelaram diversos casos de abuso sexual e estupro de crianças, adolescentes e mulheres indígenas praticados por membros da própria aldeia, além do consumo de drogas ilícitas. A ação também requer que a Fundação Nacional do Índio (Funai) implante imediatamente uma ferramenta para que as vítimas possam denunciar os crimes sexuais de forma rápida, segura e sigilosa.

Informações trazidas ao MPF pelo Conselho Tutelar de Pirituba/Jaraguá dão conta de que estariam ocorrendo casos de estupro, abuso sexual de crianças, prostituição, violência doméstica e consumo de drogas de forma reiterada nas aldeias Tekoa Ytu, Tekoa Pyau e Itakupé. Uma adolescente teria sido estuprada pelo neto do cacique de uma delas. Boletins de ocorrência também registram o estupro de vulnerável de uma criança indígena de 7 anos e o aliciamento de outra, de 11 anos. Segundo uma conselheira tutelar, há também a possibilidade de que jovens indígenas estejam sendo oferecidas por membros da tribo para que se relacionem sexualmente com traficantes de uma favela vizinha em troca de drogas.

IMPUNIDADE. A situação é agravada pela sensação de impunidade, uma vez que a Polícia Militar do Estado de São Paulo não vem realizando policiamento ostensivo nas aldeias. Para o Procurador da República Matheus Baraldi Magnani, autor da ação, o patrulhamento ostensivo da PM na região é inadiável para que tais abusos sejam coibidos e punidos de forma eficaz.

A presença da Polícia Militar em áreas indígenas faz parte das atribuições do órgão, previstas na Constituição, não havendo fundamento legal para a exclusão das aldeias do serviço de policiamento ostensivo ou para que este seja realizado pela Polícia Federal. “O argumento rasteiro e equivocado de que a PM não poderia entrar nas aldeias por se tratar de bens da União é verdadeiramente absurdo. Se assim fosse, a Polícia Militar do Rio de Janeiro, por exemplo, não poderia coibir arrastões nas praias cariocas, que também são bens da União”, explica o procurador.

DENÚNCIAS. Anteriormente, os indígenas que sofriam abusos tinham como canal de denúncia improvisado duas funcionárias de uma Unidade Básica de Saúde instalada no Jaraguá. As agentes de saúde, porém, foram afastadas e desde então não há mecanismo eficiente de denúncia de crimes sexuais na região. No atual contexto, as vítimas e aqueles que tomam conhecimento dos fatos se sentem ameaçados e silenciados pelos próprios moradores da aldeia. A apuração dos delitos é ainda mais difícil quando o criminoso é um membro com destaque ou status especial na comunidade. Além disso, muitas crianças, adolescente e mulheres sequer falam o português fluentemente.

“Uma vítima tão fragilizada terá enormes dificuldades para se deslocar pela malha rodoviária de uma das maiores cidades do mundo e comunicar, em outra língua que não a sua materna, a ocorrência de crimes tão constrangedores e silenciadores quanto os sexuais. Estão aí todos os elementos necessários para conduzir à impunidade os autores desses delitos”, ressaltou Matheus Baraldi. O MPF pede que a Justiça Federal conceda liminar para que a ferramenta de denúncia e o policiamento ostensivo sejam implementados imediatamente, sob pena de multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento. Ao fim do processo, o procurador requer que tanto a Funai quanto o Estado de São Paulo paguem multa de R$ 1 milhão na hipótese de desobedecerem à sentença.

Leia a íntegra da ação. O número do processo é 0021089-68.2015.4.03.6100. Para consultar a tramitação, acesse http://www.jfsp.jus.br/foruns-federais/

fonte assessoria de imprensa do mpf/sp

ARTIGO – Medo. Por Marli Gonçalves

medoA voz de pato, a cara borrada, cada vez mais medo, até para falar de assuntos banais agora há medo, presente, todo dia, toda hora. Qualquer lugar, raça, credo, condição social. Repare. Vivemos aterrorizados e não estou falando exatamente de fobias, dos medões, daqueles que só tratamento psicológico resolve. Trato do nosso dia a dia vivendo num país esquisito, de onde brotam vingadores, odiadores, e onde cruzamos no presente com gente sem passado e sem futuro

Devo mesmo ter morrido em alguma vida passada por golpe de arma branca. Veja só. Sou até capaz de brincar com uma arma de fogo, achá-las bonitas, revólveres, pistolas, fuzis. Manuseá-las sem problemas; com elas convivi desde criança. Mas só de ouvir falar em faca, minha espinha dorsal fica diferente – não sei bem como descrever, mas você já deve ter sentido isso – como se um líquido corresse em direção anormal por alguns segundos. Mais do que o frio na espinha. Sempre foi assim. Cheguei a pensar em fazer esgrima pra ver se ajudava, me livrava desse temor, para você ter uma ideia. Desisti.

Com isso posso declarar que estou absolutamente aterrorizada com o que está acontecendo no Rio de Janeiro e que peço a Deus seja estancada essa “tendência”, que não se espalhe como costumeiramente modas cariocas acontecem. Só esse ano, li em algum lugar, 167 pessoas foram esfaqueadas por lá, em assaltos e desinteligências, palavra de que gosto porque é objetiva no descrever da violência descontrolada.

medo...Mas se fosse “só” isso! Alguém está se dando conta que o medo invadiu de tal forma nossas vidas que está modificando a nossa própria história? O medo, gente, paralisa. O medo atrasa. O medo tira nossa criatividade e espontaneidade. O medo nos torna piores. Muito piores. Arredios. O medo mata. O medo cria, nos hábitos, uma série de círculos viciosos infinitos, infinitos até que chegue o finito, e quando ela chegue, a morte. Espero que “do outro lado” não existam medos.

A crise está nas nossas portas, o medo do desemprego, de precisar de recursos que não há. Não sair porque não pode gastar, mas também por medo de perder o pouco que tem. Viver tenso, de medo de ficar doente e sem condições de tratamento. O medo da violência geral grassando onde não há educação, saúde, estrutura nem infra, nem social, nem ética. Medo da própria família, do abuso da criança, da briga, do ciúme, da traição, da vingança. Do dizer e ser perseguido. Do não dizer e morrer calado, aos poucos.

Medo da facada pelas costas. Mesmo que sem faca, e sem sangue. Muitos de nós já a experimentaram e é terrível, porque nos mostra vulneráveis, porque nos derruba.

Ora, se a criança na escola é estuprada por outras crianças, se o asilo pobre, quase desgraçado, faz um bazar para pedir piedade pelo amor de Deus, e logo depois é assaltado, se quem devia proteger bate e arrebenta, como não ter medo? Do que não ter medo?

Só se for da chuva, do amor, de amar, da borboleta, do compromisso. Dos espíritos das pessoas boas que partiram e que sabemos que deles só podem vir coisas boas e proteção. Até as baratas, aranhas e outros bichos a gente pode dominar.

Mas não podemos dominar os homens, os governos, o poder. Ultimamente, não dá para perder o medo do escuro, de avião, de falar em público, da ameaça de dar uma entrevista para a tevê. Não dá pra deixar de temer o hospital, as agulhas, as facas dos cirurgiões, os ferrões dos pernilongos. Nem a solidão ou seu contrário, as multidões.medicine11

Uma simples faca pode zunir e furar, ameaçar, matar. Acabar de vez com o medo de alguém.

São Paulo, 2015

Marli Gonçalves é jornalista – – Espera jamais ter medo de escrever, nem de voar, principalmente na imaginação. Até para poder se esconder do medo no medo, mas no medo dos montes de areia que viram dunas, e que também se chamam medo.

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Mais sobre o tremendo furo do IPEA. Mulheres, relaxem…Mas não muito!

mais detalhes:

FONTE: DIÁRIO DO PODER – http://www.diariodopoder.com.br

Violência contra mulher
Números de pesquisa do Ipea estão errados; diretor é exonerado

walking-womancartoon-woman-walkingBrasileiros que apoiam violência contra a mulher caiu de 65% para 26%

IpeaO Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) informou nesta sexta-feira (4) que o resultado da pesquisa que indicava  que 65,1% dos brasileiros concordavam inteiramente ou parcialmente  com a afirmativa “Mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas” está errado. De acordo com o instituto, o percentual correto é 26%.

Rafael Guerreiro Osório, diretor de Estudos e Políticas Sociais do Ipea, pediu exoneração.
Veja a nota do Ipea na íntegra:

Errata da pesquisa “Tolerância social à violência contra as mulheres”

Vimos a público pedir desculpas e corrigir dois erros nos resultados de nossa pesquisa Tolerância social à violência contra as mulheres, divulgada em 27/03/2014. O erro relevante foi causado pela troca dos gráficos relativos aos percentuais das respostas às frases Mulher que é agredida e continua com o parceiro gosta de apanhar e Mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas. Entre os 3.810 entrevistados, os percentuais corretos destas duas questões são os seguintes:

Mulher que é agredida e continua com o parceiro gosta de apanhar (Em %):
42,7% concordam totalmente
22,4% concordam parcialmente
1,9% são neutros
24% discordam totalmente
8,4% discordam parcialmente

Mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas (Em %):
13,2% concordam totalmente
12,8% concordam parcialmente
3,4% são neutros
58,4% discordam totalmente
11,6% discordam parcialmente

Corrigida a troca, constata-se que a concordância parcial ou total foi bem maior com a primeira frase (65%) e bem menor com a segunda (26%). Com a inversão de resultados entre as duas questões, relatamos equivocadamente, na semana passada, resultados extremos para a concordância com a segunda frase, que, justamente por seu valor inesperado, recebeu maior destaque nos meios de comunicação e motivou amplas manifestações e debates na sociedade ao longo dos últimos dias.

O outro par de questões cujos resultados foram invertidos refere-se a frases de sentido mais próximo, com percentuais de concordância mais semelhantes e que não geraram tanta surpresa, nem tiveram a mesma repercussão. Desfeita a troca, os resultados corretos são os que seguem. Apresentados à frase O que acontece com o casal em casa não interessa aos outros, 13,1% dos entrevistados discordaram totalmente, 5,9% discordaram parcialmente, 1,9% ficou neutro (não concordou nem discordou), 31,5% concordaram parcialmente e 47,2% concordaram totalmente. Diante da sentença Em briga de marido e mulher, não se mete a colher, 11,1% discordaram totalmente, 5,3% discordaram parcialmente, 1,4% ficaram neutros, 23,5% concordaram parcialmente e 58,4% concordaram totalmente.

A correção da inversão dos números entre duas das 41 questões da pesquisa enfatizadas acima reduz a dimensão do problema anteriormente diagnosticado no item que mais despertou a atenção da opinião pública. Contudo, os demais resultados se mantêm, como a concordância de 58,5% dos entrevistados com a ideia de que se as mulheres soubessem como se comportar, haveria menos estupros. As conclusões gerais da pesquisa continuam válidas, ensejando o aprofundamento das reflexões e debates da sociedade sobre seus preconceitos. Pedimos desculpas novamente pelos transtornos causados e registramos nossa solidariedade a todos os que se sensibilizaram contra a violência e o preconceito e em defesa da liberdade e da segurança das mulheres.

Rafael Guerreiro Osorio* e Natália Fontoura
Pesquisadores da Diretoria de Estudos e Políticas Sociais (Disoc/Ipea) e autores do estudo

* O diretor de Estudos e Políticas Sociais do Ipea pediu sua exoneração assim que o erro foi detectado.

Caracolas! Conforme imaginávamos! O tal IPEA viajou na batatinha na história do estupro. E já virou piada.

Ipea tinha dados semelhantes sobre estupro desde 2011

fONTE: BLOG Fernando Rodrigues

A correção divulgada nesta 6ª feira (4.abr.2014) pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) informando que 26% dos brasileiros apoiam ataques a mulheres que mostram o corpo, e não 65%, como divulgado na semana passada, poderia ter sido evitada se os pesquisadores consultassem estudos semelhantes do próprio órgão.
Em 2011, a pesquisa “Valores e Estrutura Social no Brasil”, do Ipea, perguntou aos brasileiros se mulheres que usavam roupa provocante também tinham culpa de ser estupradas. 31% dos entrevistados responderam que sim.
O percentual é semelhante ao resultado “verdadeiro” da pesquisa mais recente, considerando a margem de erro de 5 pontos percentuais, para mais ou para menos.
De 2011, data da primeira pesquisa, a junho de 2013, quando foi aplicado o questionário da segunda, não houve mudanças significativas na estrutura moral da sociedade brasileira que justificassem uma guinada dessa magnitude.
O erro custou o cargo do diretor da área social do Ipea, Rafael Osorio, um dos autores do levantamento “Tolerância social à violência contra as mulheres”, citado pela presidente Dilma Rousseff em sua conta no Twitter e na novela das 21h da Globo.
(Bruno Lupion)

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piada!

fonte: estadão

LOL

Vida, devolva minhas fantasias de ter pesquisas certas. FOTO: Reprodução

Na semana passada, uma pesquisa do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) chocou o Brasil: 65% das pessoas entrevistadas pelo estudo diziam que mulheres que usavam roupas curtas mereciam ser estupradas, um dado estarrecedor para qualquer país que se leve a sério.

Campanhas foram feitas no Facebook (#EuNãoMereçoSerEstuprada), textos foram feitos, debates… para nessa sexta-feira, o mesmo instituto chegar e dizer que havia um erro na pesquisa, e que eram 25% as pessoas que compartilhavam dessa opinião.

Foi o suficiente para, além de gerar demissões e confusões nas redes sociais, um tumblr tirando uma com a cara do Ipea. O site O Ipea Apurou brinca com refrãos de música pop, intenções sobre a realização da Copa (e o álbum de figurinhas respectivo) e as próprias pesquisas do grupo.

Vamos dar um pau nessa graciosa do (In)Feliciano? Ou melhor: dar um pau para ele. Esse cara tem família? Sabe ler? Ignorante de quinta categoria.

DO ESTADÃO:

BANG-LINDA COM ARMAFeliciano quer vetar projeto de auxílio a vítima de estupro

Para ele, proposta amplia a possibilidade de qualquer mulher buscar a rede pública a fim de realizar um aborto; ‘A gravidez não pode ser tratada como uma patologia. Muito menos o bebê gerado pode ser comparado a uma doença ou algo nocivo’, diz
Rafael Moraes Moura / Brasília – O Estado de S.Paulo

A ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, recebeu ontem lideranças religiosas que pedem vetos ao projeto de lei que obriga hospitais ligados ao Sistema Único de Saúde (SUS) a atender mulheres vítimas de violência sexual. O deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP), presidente da Comissão dos Direitos Humanos da Câmara, também enviou um ofício à presidente Dilma Rousseff para reforçar o pedido.

Feliciano recomendou, em ofício, veto parcial da lei - André Dusek/AE
André Dusek/AE
Feliciano recomendou, em ofício, veto parcial da lei

O Estado apurou que os religiosos se dividiram entre o veto integral ou parcial ao projeto, aprovado no Senado no dia 4. O trecho que mais encontrou resistência trata da obrigação dos hospitais de prestarem serviço de “profilaxia da gravidez”, o que, na visão de entidades, abriria brechas para o aborto. A profilaxia da gravidez, para o Ministério da Saúde, trata do uso da pílula do dia seguinte.

O governo deverá analisar a reivindicação das lideranças e encaminhá-las a Dilma, a quem caberá sancionar ou não a lei.

Participaram da audiência representantes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), da Federação Espírita do Brasil, do Fórum Evangélico Nacional de Ação Social e Política, do Movimento Nacional da Cidadania pela Vida – Brasil Sem Aborto, da Associação Nacional da Cidadania pela Vida e da Confederação Nacional das Entidades de Família.

Ofício. Feliciano, por sua vez, recomendou, em ofício, veto parcial da lei. O deputado pede o veto dos incisos IV e VII do artigo 3.º do projeto: “O atendimento imediato, obrigatório em todos os hospitais integrantes da rede do SUS, compreende os seguintes serviços: IV – profilaxia da gravidez; VII – fornecimento de informações às vítimas sobre os direitos legais e sobre todos os serviços sanitários disponíveis”.

Feliciano entende que a proposta amplia a possibilidade de qualquer mulher buscar a rede pública a fim de realizar um aborto. “A gravidez não pode ser tratada como uma patologia. Muito menos o bebê gerado pode ser comparado a uma doença ou algo nocivo”, diz.