ARTIGO – Estamos todos ajoelhados? Por Marli Gonçalves

Ou estamos todos sufocados? No mundo inteiro, em fotos simbólicas, nas grandes manifestações contra o racismo, contra a morte, nos Estados Unidos, do negro George Floyd, sufocado pelo joelho de um policial branco por exatos oito minutos e quarenta e seis segundos, as pessoas vêm se ajoelhando.

E os joelhos que também podem matar adquiriram assim mais um sentido, o que não é de submissão a nenhuma autoridade, nem de humilhação. Ao contrário, são momentos de súplica para um basta. Resistência. Um basta ao desprezo pela vida humana, tão claramente exposto essa semana também pela morte, em Pernambuco, do menino Miguel, cinco anos, deixado em um elevador que o elevou, sim, mas ao nono andar de um prédio luxuoso de classe alta onde uma grade se desprendeu em sua procura pela mãe, e o projetou 34 metros abaixo.

Negro, criança, pequenino, havia sido deixado por minutos pela mãe sob os cuidados da loura patroa mulher de prefeito que a havia mandado passear com o cachorro da casa. Bastava que ela, a patroa, o tirasse do elevador para onde correu – mas ela, não, fez pior, apertou ainda o botão para que o elevador subisse. A mãe de Miguel, hoje com razão desesperada, pergunta: e se fosse ao contrário? Os joelhos da sociedade estariam sobre seu pescoço. Enquanto a patroa rica pagou uma fiança e está em liberdade.

João Pedro, 14 anos, negro, brincava dentro de uma casa em São Gonçalo, no Rio de Janeiro, quando um tiro o atingiu pelas costas, vindo de mais uma desastrada operação policial, dessas que atira para todos os lados, especialmente em comunidades negras, pobres, e que tantas crianças matam, tantas pessoas matam.

Nós nos ajoelhamos para rezar por elas, sempre mais tarde de tudo que poderíamos ter feito.

Vidas negras importam, diz o movimento que se espalha pelo mundo. Vidas importam, todas, ainda não diz claramente o movimento que esperamos de joelhos aqui no Brasil. 35 mil mortos em poucos mais de cem dias da pandemia de Covid-19, negros muitas de suas principais vítimas. Um presidente que diz “E daí?”, que balbucia sem corar que “sente muito, mas todos vamos morrer”, como se essa frase fosse de alguma inteligência e não apenas demonstrasse o profundo desprezo pela população que governa e que é encaminhada para um matadouro, às vezes até com pauladas mesmo.

Como representante dessas vidas negras, é posto um ser asqueroso, que chama o movimento antirracista de “escória” e continua ali como se nada tivesse acontecido, sentado em sua cadeira na Fundação Palmares, talvez se achando de branca candura, sem se ver negro, sem se ver, sem fazer.

Eu quase já não consigo mais respirar esse ar nacional há mais de um ano e meio, desde que esse grupo chegou ao poder buscando asfixiar tudo o que é livre, sensato, conquistado. Que vem dando largos passos em direção a um abismo irracional e de ignorância aproveitando as mortes que incentiva em seus movimentos contra o isolamento social, aproveitando nossa perplexidade com atos e fatos que se sucedem dia a dia mais graves e cruéis.

Está tudo em vermelho e negro. A informação acaba sendo o vermelho sangue que corre nas veias do país que parece não mais querer acreditar nelas, as notícias, os fatos sendo revelados, como se estancar esse sangue com cegueira pudesse paralisar todo esse mal que nossos joelhos sangram de tanto que os dobramos para orar, com fé , em súplicas, pelo entendimento da importância de uma democracia, por Justiça e igualdade entre todos, raças, gêneros, classes, povos.

Ele implorava. Não consigo respirar. Não consigo respirar. Não consigo respirar. Por, repito, oito minutos e quarenta em seis segundos, ele implorou. Os joelhos que asfixiaram George Floyd, cena assistida, gravada, documentada, é muito mais do que apenas americana, muito mais do que apenas contra a violência policial ou o racismo. Ela é a forma sufocante da morte de quase meio milhão de pessoas em todo o mundo nesse terrível 2020.

Estamos todos já quase sem ar, e preocupados com o avanço do sufocamento democrático desse desleal grupo no poder. E o que parece é que esse poder já está tomado. Pelo fatos, posições, pelo silêncio nacional de um povo que se humilha, sendo que um percentual deles, infelizmente, se ajoelha paramentado em verde e amarelo por adoração a (mais um) ídolo de barro, onde ele apenas escorrega, sem cair de vez.

 

 

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MARLI GONÇALVES – Jornalista, consultora de comunicação, editora do Chumbo Gordo, autora de Feminismo no Cotidiano – Bom para mulheres. E para homens também, pela Editora Contexto. À venda nas livrarias e online, pela Editora e pela Amazon.

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ARTIGO – Uma loteria macabra. Por Marli Gonçalves

Estranho quem ainda não acredita no poder letal do Covid-19 como se fosse – como se alguém pudesse ser – totalmente imune a ele neste momento entre os mais terríveis da história recente da humanidade. Aposto que apostam em ficarem ricos nas loterias onde realmente a chance de ganhar é uma entre muitos milhares, milhões. Nela acreditam; até pagam por isso. A maior desgraça mundial hoje, além do vírus, é a ignorância, e que aqui no Brasil há anos contamina nossos dias

The National Lottery Draws - BBC

Tenho tido terríveis crises de ansiedade, que culminam com palpitações, dores de cabeça, pensamentos desencontrados e preocupados, medos e angústias, além de uma revolta especial com ignorantes, que antes até conseguia suportar com alguma paciência, mas que hoje atingem também a minha saúde.  Começo com essa afirmação porque creio firmemente que o momento é de sermos sinceros uns com os outros, trocarmos ideias, sensações.  Que a gente ponha para fora o que sentimos, em prol até de ao menos mantermos um mínimo de sanidade mental.  Estamos – e agora a expressão parece fazer sentido – dentro de caixas, nossas casas, isolados. E mesmo que não totalmente sós me parece que nunca vivemos de tal forma bruta essas sensações todas e elas são totalmente individuais. Difíceis de serem descritas, mas que atingem e por mais que queiramos nos fazer de fortes.

Como você está? – pergunto. Embora não possa ajudar muito e a cada dia esteja mais claro que não temos a menor noção do que realmente ocorrerá nem na hora seguinte, nem no dia seguinte, nem quanto tempo levará. Os inimigos se multiplicam, além do contágio: os boletos chegando, empregos partindo, notícias de um mundo todo em looping contando diariamente mortos às centenas, e especialmente aqui no Brasil a ameaça constante de um governante absolutamente alucinado atrapalhando o serviço de quem está na linha de frente: seus próprios ministros, autoridades em saúde, profissionais, cientistas, imprensa.

Aqui não se trata mais – incrível – de aversão, que é total, de política, direita, esquerda, vitória, derrota, mas chamar a atenção para o caminho que as coisas rapidamente tomarão se mantida essa perigosa toada.  Um presidente que dissemina notícias falsas, que atiça confrontos, que alimenta um gabinete de ódio formado por seus filhos e aconselhadores do mal, próximos. Um homem incapaz de movimentos de união, mas capaz de provocar e comandar atos e pronunciamentos que, se mantidos,  certamente ou levarão a uma insurgência jamais vista ou a uma desumana catástrofe social. Capaz, como o fez agora, de conclamar o país para um jejum (!) religioso quando dele se esperam determinações, sim, mas para acabar com a fome que já faz roncar barrigas entre os humildes, miseráveis, as primeiras vítimas da desorganização nacional empurrada anos a fio.

Não é normal, gente. Algo precisa ser feito, não sei se é possível interdição, camisa-de-força, forçar renúncia ou impeachment. Ou pedir, em uníssono, com panelas, gritos ou o que quer que seja, que se cale. Que deixe em paz quem está no campo da guerra.

Dele não se ouviu até agora uma só palavra de alento, apenas ironias desrespeitando as centenas de famílias já em luto, algumas com várias perdas ligadas entre si.

Dele não se ouviu até agora uma palavra contra os aproveitadores que cinicamente aumentam barbaramente os preços, somem com insumos. Nenhuma de suas ordens veio para acabar com os abusos, ou para proteger quem precisa. Vive apenas de suas próprias alucinações, rompantes, daquela meia dúzia que diariamente vai saudá-lo no cercadinho improvisado do Palácio, criando fatos que alimentam robôs, que por sua vez alimentam a ira dos ignorantes.

Dele não se ouviu até agora nada que preste.

O inimigo é um vírus que se respira, invisível. Ainda indomável e desconhecido, mutante. Nos Estados Unidos já há mais mortes do que no 11 de setembro. Aqui já há mais mortes do que em quedas de Boeings, barragens rompidas, desabamentos, enchentes. É mais do que uma guerra, necessitando armas diferentes, e guerras não escolhem idades. Todos atingidos – inclusive o bem maior, a liberdade.

A situação ainda está em andamento, advertem os especialistas de todo o mundo que buscam correr para conter, evitar o pior quadro que se aproxima, mais crítico ainda em vários locais onde líderes ousaram desafiar a realidade e que agora apenas correm para não serem julgados pela História como genocidas.

Precisamos continuar no jogo.  E para isso marcarmos e seguirmos os passos corretamente, para que não saia ainda mais cara essa loteria em que estamos metidos. Vamos ganhar esse jogo. Todos nós. Dividiremos o prêmio da vida.

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MARLI GONÇALVES – Jornalista, consultora de comunicação, editora do Chumbo Gordo, autora de Feminismo no Cotidiano – Bom para mulheres. E para homens também, pela Editora Contexto. À venda nas livrarias e online, pela Editora e pela Amazon.

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#ADEHOJE – NAS RUAS DE SP, A MISÉRIA. ONYX, A CAMINHO DA RUA

#ADEHOJE – NAS RUAS DE SP, A MISÉRIA. ONYX, A CAMINHO DA RUA

SÓ UM MINUTO E MEIO – População de moradores de rua de São Paulo cresce 60% em quatro anos, de acordo com o censo feito agora, chegando a quase 25 mil pessoas. Garanto, parece mais ainda. Em todos os lugares. Em 2015 o último censo havia somado 15 mil pessoas.

No governo, o imbróglio total na Casa Civil. Bolsonaro chegou da Índia, demitiu Vicente Santini porque este pegou um avião da FAB que não devia. Pois não é que de tarde, o tal Santini foi recontratado por Fernando Moura, que ocupava o cargo do Onyx Lorenzoni? Esse, de férias está, e provavelmente ficará.

Bolsonaro ficou muito puto. Hoje, bateu na mesa. Demitiu o tal Santini e o Fernando Moura. Mais, tirou o PPI (Programa de Parceria de Investimentos) da Casa Civil, mudando para a Economia, gesto que esvazia e enfraquece ainda mais o Onyx. Onyx já virou enfeite do governo faz tempo. Essa confusão, claro, tem os dedinhos dos filhos do Capitão e do maluco lá dos Estados Unidos, Olavo de Carvalho.

E a Regina Duarte casou com o governo, assumiu a Secretaria de Cultura.

O coronavírus continua apavorando… 9 casos estão sob suspeita aqui no Brasil.

ALGUÉM MORA AQUI DEBAIXO

#ADEHOJE – CHUVAS DE ÁGUAS E DE BALAS

#ADEHOJE – CHUVAS DE ÁGUAS E DE BALAS

SÓ UM MINUTOAs imagens são apavorantes, ruas inteiras transformaram-se em crateras, casas se desmancharam, ruindo, carros nadando. Em cinco dias, 53 mortos, mas ainda há desaparecidos. O que fazer? Seria possível prever e se precaver? Como são utilizadas as verbas emergenciais, se é que o são? Não há como impedir, se adiantar a tantas desgraças?

Mas a chuva não é só em cima dos mineiros. Tem a chuva de balas perdidas em cima dos cariocas, que já feriu -só este ano – quatro crianças. Uma delas está lá agora lutando pela vida em estado grave, com uma bala alojada na cabeça. No ano passado, foram 168 casos de balas perdidas, em que 189 pessoas foram atingidas, das quais 53 morreram.

E, preocupados, continuamos acompanhando a evolução dos casos do coronavírus em todo o mundo. Aqui estamos em nível de alerta. Se houver qualquer caso confirmado, a coisa esquenta, e entramos em emergência.

EUA e Japão foram na China buscar seus cidadãos. Brasil não está autorizado a fazer isso. E pelo que entendi, também não pretende fazer isso. É torcer para que uma vacina surja.

#ADEHOJE – MILICINHAS DA FAMÍLIA BOLSONARO

#ADEHOJE – MILICINHAS DA FAMÍLIA BOLSONARO

 

SÓ UM MINUTO – Apavorantes as revelações que vêm sendo feitas pelas investigações do Ministério Público do Rio de Janeiro em cima do gabinete do hoje senador Flávio Bolsonaro, mas que era vereador na Capital carioca. Queiróz em ação, milicianos, da pesada, do mal, rachadinhas, que são digamos divisões salariais: te dão o emprego, você recebe e devolve…O presidente diz que não tem nada a ver com isso, mesmo até com a ex-mulher envolvida. É coisa de muito dinheiro sendo lavado, e vamos ver no que dá.

Tristeza: morreu o artista pernambucano Francisco Brennand, aos 92 anos. Festejado em todo o mundo, era bom polemista com sua sobras fálicas.

Sacudida: Trump teve seu impeachment voado ontem no Congresso. Agora segue pro Senado, mas lá os republicanos vão dar um jeito de sumir com o processo. De qualquer forma, já mostra pro mundo o caminho que gente como ele deve tomar: rua! Mas é capaz de voltara ser eleito, porque lá, como aqui, o mundo se divide ainda burramente em duas laranjas.

#ADEHOJE – O ÚLTIMO CAPÍTULO DE NOSSAS NOVELAS

#ADEHOJE – O ÚLTIMO CAPÍTULO DE NOSSAS NOVELAS

SÓ UM MINUTO – Se pudéssemos gravar um ou dois fins para o desfecho de nossas vidas, como o fazem os autores das novelas! Estou muito triste hoje, apreensiva e ansiosa para saber notícias reais do Gugu, de quem gosto muito. Fico sabendo da morte, em Miami, do Rabino Henry Sobel, vítima de câncer de pulmão. Um herói de nossa história recente, que, com coragem, denunciou a tortura nos bárbaros tempos de ditadura militar que vivemos. Nossos dias têm sido difíceis, de apreensão, com destaque nossa apreensão política e no visível retrocesso que vivemos em questões morais, de comportamento, de crise de liderança.

Tem coisa mais absurda do que um presidente como este aí, ser horrível com sua equipe horrível, falar em criar um partido “Aliança pelo Brasil”, dar a ele o número 38 fazendo alusão ao armamento? Tem coisa mais absurda do que a tal excludente de ilicitude? Uma espécie de libera geral da morte.

#ADEHOJE – PÉ DE PATO, MANGALÔ MIL VEZES

#ADEHOJE – PÉ DE PATO, MANGALÔ MIL VEZES

SÓ UM MINUTO – Nome de Carlos Bolsonaro parece no inquérito que investiga a morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Ele, que desde a semana passada tomou chá de sumiço das redes sociais onde nos infernizava, agora pediu licença na Câmara do Rio de Janeiro. Aí, Sergio Moro que até agora estava se fazendo de ausente no caso, apareceu num minutinho para defender o clã. Panos para manga. Desmatamento recorde: ministro fala fala fala e nada. Dados sigilosos: Toffoli fala até ficar rouco, julgamento vai ter que continuar ainda mais… E não disse nada que prestasse.

Deputadozinho da Assembleia queria homenagear– acreditem – o ditador Augusto Pinochet! -na Assembleia de São Paulo. Ufa, o presidente da Assembleia, Cauã Macris, proibiu. Ufa.

A laje que matou o estudante era uma coisa solta no ar. Ainda estão investigando… Até agora não saiu o laudo do que continha a garrafa de “pinga” que matou quatro. Menininha de três anos morre por espancamento na mão da mãe e padrasto porque a Justiça é incompetente até para salvar uma criança.

Galvão Bueno passa mal no Peru e é submetido a cateterismo. Gugu sofre acidente em sua casa nos EUA, sem maiores informações. Internado, sob observação.

Pé de pato, mangalô mil vezes!

Resultado de imagem para pé de pato mangalô três vezes significado

#ADEHOJE – IGUAL QUE NEM NO MUNDO TODO

#ADEHOJE – IGUAL QUE NEM NO MUNDO TODO

 

SÓ UM MINUTO – Trump encrencado com processo de impeachment por sua conversa muito esquisita com o presidente da Ucrânia. Augusto Aras toma posse na Procuradoria geral da República jurando independência de pés juntos. Governador petista do Ceará desesperado com os violentos ataques das facções, enquanto é preso o ex-governador do Tocantins, Marcelo Miranda. Morre o ex-presidente da França, Jacques Chirac.

Já está animada a sucessão de Jair Bolsonaro que ainda nem esquentou a cadeira – só a nossa paciência. João Doria, Luciano Huck… Quem dá mais, quem mais?

Violência se espalha no país, com golpes, crimes, assassinatos, e as mulheres continuam sendo massacradas.

#ADEHOJE – O DISCURSO QUE DESVIOU O ASSUNTO

#ADEHOJE – O DISCURSO QUE DESVIOU O ASSUNTO

 

SÓ UM MINUTO – Enfim Jair Bolsonaro discursou ao mundo e, como mesmo se esperava, trocou as bolas e saiu atacando, inclusive a mídia, para ele, só sensacionalista. É como se aqui estivesse tudo bem, céu azul, sem queimadas, sem tanta ignorância que disparam em relação aos temas sociais e de direitos humanos. Puxa, um governo tão lindo que ninguém vê. Que vive de proteger a família, as crianças, a mata. Deus tá vendo! Ágatha, a menininha morta com um tiro pelas costas no Rio de Janeiro é exemplo – morto – dessa política em ação…

Ele voltou o canhão para Cuba, Venezuela, Maduro, lideranças indígenas que não a que ele cooptou, e que levou na manga uma cartinha sem sentido. Disse que o Cacique Raoni está sendo usado como massa de manobra. Para resumir, subiu, falou e desceu do palanque como o legítimo Jair Bolsonaro que é – e levando o país ao isolamento mundial.

#ADEHOJE – O BRAVATEIRO FAZ O BRASIL MENOR

#ADEHOJE – O BRAVATEIRO FAZ O BRASIL MENOR

SÓ UM MINUTO – O presidente Jair Bolsonaro virou foi um bravateiro barato. Quer dizer, barato, pela ignorância de seus comentários absurdos, declarações irresponsáveis e ações absolutamente despropositadas. Porque está saindo muito caro para a população, para o país com a imagem manchada – e até ridicularizada – em um mundo globalizado. Aí, quem ainda defende essa forma de governo vem falar de economia. Mas agora estamos até em risco eminente de entrarmos em recessão técnica – como se já não estivéssemos sentindo. Como a economia do país teve queda de 0,2% no primeiro trimestre deste ano, caso o resultado negativo se confirme – e parece que é o que vai ocorrer – no Produto Interno Bruto (PIB) que será divulgado no dia 29 de agosto — o Brasil entrará em uma “recessão técnica”, que é quando há resultado negativo por dois trimestres seguidos.

Que meses, que dias vivemos! No fim de semana chamou repórteres de urubus, andou irregularmente mais uma vez, com jet-ski falou mais bobagens sobre opções sexuais e ainda desafia a justiça no caso dos radares e equipamentos de controle de velocidade, que salvam vidas. Fora querer o filho como embaixador. Ah, e ainda disse que “quem precisa da Alemanha?”

Resistência? Oposição, como sempre, patinando, correndo atrás do próprio rabo.

 

Resultado de imagem para recessão técnica

#ADEHOJE – AS PEDRAS SE MOVEM NO TABULEIRO

#ADEHOJE – AS PEDRAS SE MOVEM NO TABULEIRO

 

SÓ UM MINUTO – Bolsonaro quer que o COAF – Conselho de Atividades Financeiras – volte ao Banco Central. Talvez enciumado, o presidente tira das mãos de Moro cada vez mais poder, e lhe dá menos importância, especialmente em uma semana na qual Moro sofreu derrotas em várias áreas, no Pacote do Crime, nas gravações interceptadas reveladas, na história de mudar Lula de cadeia. Mas Moro se mantém ainda com aprovação maior do que a do presidente. E a Lava jato balança, mas não cai. Treme, mas continua.

Aliás, fora ela, há uma operação em andamento muito interessante, atrás do cerne do poder do PCC: o dinheiro, as movimentações financeiras e o tráfico de drogas. Parece que está indo bem, inclusive porque não estamos vendo – graças – a reação dos criminosos, como houve anos atrás, inesquecível, nas rus de são Paulo, e que deixaram mais de uma centena de mortes, inclusive inocentes, atingidos nas ruas. O pavor.

E está andando a ridícula indicação de Eduardo Bolsonaro para embaixador em Washington, e nessa estrada um monte de cargos e liberação de verbas…EUA aceitaram. Era o que nos faltava.

#ADEHOJE – UM TERÇO DE BRUCUTUS NO PAÍS

#ADEHOJE – UM TERÇO DE BRUCUTUS NO PAÍS

 

Só um minuto – Depois de dias de um ataque de declarações estapafúrdias do homem que nos desgoverna, vamos começando outra semana, agora com a volta dos trabalhos nos Parlamentos e no Judiciário e nas escolas… Eles param, nós continuamos sempre. Matérias hoje mostram o óbvio, 1/3 dos brasileiros pensa igual ao presidente, dessa forma tosca, em relação ao meio ambiente, direitos humanos, tudo o que nos é tão caro. Esse um terço será sempre o que ele guardará sob a asa que esperamos não se espalhe. Ao contrário, diminua a cada dia, o que de alguma forma já estamos vendo, porque bom senso não faz mal e precisamos que o país seja melhor.

O SÉRIO DESMATAMENTO QUE PRETENDEM ENCOBRIR TRAZ NOVOS CAPÍTULOS. Agora querem por um militar no Inpe e mudar a forma de monitoramento.

Trump, depois de dois ataques em apenas um fim de semana, com dezenas de mortos e feridos, reage. Promete pena de morte! Como se quem atira estivesse preocupado com isso.

#ADEHOJE – O QUE BOLSONARO FEZ DE POSITIVO?

#ADEHOJE – O QUE BOLSONARO FEZ DE POSITIVO?

SÓ UM MINUTO – Eu mesma só apoio o fim do horário de verão. Não surpreende em nada o resultado do Datafolha divulgado hoje que aponta que 39 % dos entrevistados não viram nada de positivo no atual governo do homem que na verdade nos desgoverna. Nos faz rir e chorar com tantas bobagens que profere. Mas a cada dia está ficando mais séria a situação. Além dos ataques, da ignorância, das palavras chulas, a tal caneta vem assinando coisas perigosas. Hoje a gente soube que ele tirou os representantes da sociedade civil do Conselho da Política de Drogas. Já atacou a Cultura, o Meio Ambiente, a realidade dos fatos. Nos faz passar vergonhas todo dia. O Nordeste está em levante por conta de suas declarações preconceituosas. As mulheres continuam sendo mortas impiedosamente e …

A lista é grande de desserviços – esses a gente pode citar. De cor e salteado.

Mas o medo da greve dos caminhoneiros está pondo o governo pilha – a tal tabela do frete já foi suspensa.

Veja resumo da pesquisa:

Datafolha

O que Bolsonaro fez de melhor em 6 meses de governo

Rodovias

39%

Nada

19%

Não sabe

16%

Outros

8%

Segurança

7%

Reforma da Previdência

4%

Fim da corrupção

2%

Política externa

1%

Ministros

1%

Bolsa Família

1%

Fim do horário de verão

1%

Nomeação de Moro

1%

Rodovias

1%

#ADEHOJE –TRAPALHÃO. PRECONCEITUOSO. PERIGOSO. O QUE É QUE É?

#ADEHOJE –TRAPALHÃO. PRECONCEITUOSO. PERIGOSO. O QUE É QUE É?

 

SÓ UM MINUTO – Claro, que é o governo do homem que nos desgoverna. Trapalhão, porque as medidas são tomadas a bel prazer, anunciadas de qualquer jeito, canceladas Graças a Deus e às pessoas ainda atentas. Vejam só, por exemplo, a história da liberação do FGTS. Houve gritas de várias partes, inclusive do pessoal da construção civil. Agora ficou para depois, junto com as explicações pastelão.

Mas o pior é essa história do Conselho Superior de Cinema, transferido para a Casa Civil e decepado… E o Ancine, transferido do Rio para Brasília. Censura. Contra a liberdade de expressão. Preconceituoso. Moralista de quinta categoria. A política nacional de cinema e vídeo tomou um baque, e isso – atenção – nos afeta! Não posso admitir que façam filmes como o da Bruna Surfistinha’, diz Bolsonaro. Vê se isso é argumento! “Não vamos permitir o ativismo em respeito às famílias”, disse. Que família é essa? Sai para lá!

#ADEHOJE – BONDADES A GRANEL E… MINHA NOVIDADE

#ADEHOJE – BONDADES A GRANEL E… MINHA NOVIDADE

SÓ UM MINUTO – Vou falar deles, mas antes vou falar de mim. Saiu meu livro Feminismo no Cotidiano, Bom para Mulheres. E para homens também – pela Editora Contexto. O lançamento oficial será no dia 20 de agosto, a partir das 19 horas na Livraria da Vila da Alameda Lorena, aqui em São Paulo, mas vai estar em livrarias de todo o país. Conto com o prestígio de vocês. A batalha é para que entendam que o feminismo é um dos movimentos sociais mais importantes e que todos, homens e mulheres deveriam ser feministas. Como é que você poderia ser contra a igualdade? Os direitos? Entender o quanto as mulheres ainda precisam avançar para serem respeitadas? Isso é feminismo. Vou falar mais sobre o assunto aqui nos próximos dias.

Sobre o mundo: o governo quer liberar o saque do FGTS. A nova discussão, se é bondade que depois quem pegar vai se arrepender… Quando precisar, já pegou! Presta atenção. O resto continua igual: o homem teimando, os amigos do homem aprontando e nosso meio ambiente em perigo real com as mudanças que o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, está promovendo. Atenção!

#ADEHOJE – – INSISTÊNCIAS DAS COISAS

#ADEHOJE – – INSISTÊNCIAS DAS COISAS

SÓ UM MINUTO – Olhos abertos! O presidente insiste em indicar o filho Eduardo Bolsonaro à embaixada do Brasil nos EUA. Pelo que vi o Senado, que é a instância que deve aprovar ou não a indicação, está em polvorosa, e promete reagir. Ao mesmo tempo, claro que já tem lá também os espíritos de porco que querem voto secreto. Precisamos ficar atentos… Isso são golpes.

Outra insistência que temos ouvido falar nos últimos dias também é sobre a criação de outra CPMF, que sempre como vocês sabem de provisória não tem é nada. Imposto vem e fica; cria raiz.

O que digo hoje é o quanto precisaremos ficar atentos para não tomarmos essas pauladas.

#ADEHOJE- “¡Si hay pueblo, soy contra!”.

#ADEHOJE- “¡Si hay pueblo, soy contra!”.

SÓ UM MINUTO – Gostei do comentário do amigo jornalista Cacalo Kfouri no Mira de hoje no Chumbo Gordo. “¡Si hay pueblo, soy contra!”. Sobre a forma de Bolsonaro governar, anunciar as medidas que bem entende, como por exemplo essa indicação que tentará do filho Eduardo Bolsonaro à embaixada do Brasil nos EUA, em Washington. Chegou a dizer que se a imprensa e as pessoas criticam, é porque ele está certo. Oi?

Esse é o problema. Governar por conflito. Jogar no ar assuntos polêmicos, importantes para a sociedade, como se estivesse querendo resolver os grandes problemas da Humanidade, mas na verdade criando problemas, divisões, atritos.

Ah, e olha só: hoje entrou em funcionamento o site www.nãoperturbe.com.br. Cadastre-se. Quem sabe agora a gente vai parar de aguentar aquelas chaaaatas e insistentes chamadas de telemarketing! Leva ainda 30 dias depois do cadastro, dizem. Eu já cadastrei o meu número.

 

imagem:MURAL DE DIEGO RIVERA

#ADEHOJE – COISAS RUINS MATAM COISAS BOAS

#ADEHOJE – COISAS RUINS MATAM COISAS BOAS

 

 

SÓ UM MINUTO – Recebi hoje um e-mail do respeitado jurista amigo Dr, Ives Gandra Martins, no qual ele me lembra que também há coisas boas no Governo Bolsonaro. Cita: inflação abaixo de 4%, bela safra agrícola, saldo na balança comercial, entrada de capital estrangeiro em valores expressivos, projetos de infraestrutura sendo implementados, reforma previdenciária sendo encaminhada e, para ele, há ainda muitos outros pontos positivos. Respondi que muito bem, mas o presidente fabrica factoides – perdi a conta de quantos em seis meses – todos os dias e isso ofusca qualquer sucesso. Mas registro.

A pesquisa Datafolha de ontem mostra que a maioria da população é contra, por exemplo, as loucuras que o presidente diz pretender fazer no Código de Trânsito. Se feitas, serão ainda mais elevados os números de mortes no trânsito – mais de 40 mil por ano. Números que dobram se forem verificadas mortes ocorridas depois, em hospitais. Verbas da educação sendo direcionadas para outros cantos. Indicação de filho que fritou hamburguer para a embaixada nos EUA. Rumores de que querem criar mais um imposto tipo CPMF

Fica difícil ver coisas boas atrás de tanta fumaça

ARTIGO – Limites terrivelmente irresponsáveis. Por Marli Gonçalves

 

Nossa paciência tem limites. O que podemos ou não fazer têm limites. Até a loucura tem limites. Nesse momento quem está dirigindo o país está brincando de testar os limites. E isso tem um limite. Não é política. É provocação.

Todo dia, toda hora, aqui, ali, em áreas técnicas, sociais, comportamentais: o presidente Jair Bolsonaro está abusando não só dos seus próprios limites, e ele têm muitos, limitado que é, como de nossa inteligência, paciência, honra e capacidade de suportar os ataques que desfere. Como se brincasse, parece. Como se não tivesse o que fazer e ficasse inventando. Como se estivesse se divertindo com nossa agonia. Não é agonia de ideologia, de direita, esquerda, de quem é a favor ou contra, esse insuportável debate no qual o país está mergulhado. Já são mais de seis meses que estouram em nós os limites do seu amadorismo, desconhecimento, pessoalidade.

Essas últimas dessa semana transbordaram. Primeiro, em encontro com pastores, a promessa verdadeiramente ameaçadora de indicação em breve de um ministro do Supremo Tribunal Federal, STF, “terrivelmente evangélico”. Como assim? Além de termos de buscar o máximo de laicidade nas instituições, o que isso significaria, especialmente na cabeça dele? Um ministro da Corte Máxima, seja o que for pessoalmente, homem, mulher, gay, católico, ateu, umbandista, evangélico, alto, baixo, magro, gordo, vegano, preto, branco, pardo, caboclo – o que for – deve seguir uma única luz: a Constituição Federal. O que é que Bolsonaro acha que alguém como ministro “terrivelmente evangélico” modificará? Descerá sobre nossas cabeças novas leis? Todas as imagens sacras serão execradas? Teremos de usar saias abaixo dos joelhos, como as mulheres-postes? Cortar cabelo nunca mais? Proibir unhas e batons vermelhos? O dízimo já pagamos.

Desculpem, mas respeito muito os evangélicos, e sei que entre eles há gente do bem, inclusive trabalhei com muitos que conseguiram que eu própria revisse meus preconceitos. Sei que até eles, em particular, não concordariam com muitos dos ideais e pensamentos bolsonarescos, porque sabem que estaria sendo celeremente criada mais uma terrível forma de discriminação contra eles próprios – aliás, já a caminho.

Para completar, o presidente resolveu dar um inesquecível presente de aniversário ao filho 03, Eduardo Bolsonaro, deputado federal pelo PSL/SP. Sua indicação à embaixada brasileira nos Estados Unidos, em Washington, o mais importante cargo da diplomacia nacional, de estratégica importância política e econômica. As qualidades do moço? “ele fala inglês e espanhol”, “não é aventureiro” … entre outras que é melhor nem citar para não nos aborrecer ainda mais, a todos nós.

Mas o próprio Eduardo Bolsonaro foi ainda mais longe na sua própria apresentação, acrescentou que fez intercâmbio lá, e que fritou hambúrgueres. Disse acreditar que será melhor visto por ser filho do presidente, que não é nepotismo e acena com a aprovação logo de quem? Do doido chanceler sabujo de Olavo de Carvalho, Ernesto Araújo.

O prestigiado Instituto Rio Branco e o Palácio Itamaraty já devem ter começado a ter as paredes trincando, rachando, implodidas. Que o Senado nos livre de mais essa barbárie, recusando a indicação, furando bem furado mais esse balão de ensaio.

Não tem graça. Em seis meses está havendo um desmonte de toda uma organização, de todo um país, de conquistas fundamentais, qualquer coisa que se pergunte resulta em mostrar a total divisão do país, numa dialética maligna.

Mais: é cruel termos de dar atenção a assuntos de tanta ignorância em um momento do país em crise, com discussões envolvendo nossas vidas e nossos futuros, como a Previdência. Aliás, já fez os cálculos? Acha mesmo que será essa reforma que salvará a pátria? Só se a gente viver e sobreviver – e muito – para ver.

Isto não é política. É acinte. Passa terrivelmente de qualquer limite.

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Marli GonçalvesJornalista, Consultora de comunicação, Editora do Chumbo Gordo. Repara que a campanha presidencial já começou. E repara também que não é exatamente para a próxima eleição marcada para 2022. É para antes, bem antes.

marligo@uol.com.br / marli@brickmann.com.br

Brasil, quanto falta?

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#ADEHOJE – UM BOLSONARO DIPLOMATA?

#ADEHOJE – UM BOLSONARO DIPLOMATA?

SÓ UM MINUTO – Que vergonha! Não vai parar, né? O presidente Jair Bolsonaro na vai parar de nos atormentar com tosquices, creio. Agora essa. Dar de presente de aniversário ao filho Eduardo Bolsonaro, deputado federal pelo PSL de São Paulo a embaixada mais importante, dos EUA, em Washington. Ah, mas ele fala inglês! Ah, mas ele fala espanhol! E essa? Amigo da família do Trump! Esse menino é um bronco, representante do que há de pior em ideias e atos. Evangélico, 35 anos, 1m85 de altura, olhar seco e armado até os dentes. Deus nos livre dos Filhos do Capitão.

Nepotismo, por incrível que pareça não é o mais sério nessa história. É o arrojo com que essas ideias são lançadas dentro de um país em crise e em um momento tão delicado. Já gastaram mais de um bilhão e meio em liberação de emendas para aprovar a tal reforma da Previdência. Tirando dinheiro de programas fundamentais, como saúde e educação.

Não é possível que tal metade da laranja que acha que tudo que Bolsonaro faz é lindo continue nessa toada.

Qual será a reação nacional? As pessoas estão dormentes?

#ADEHOJE – BRASIL DA DIVERSIDADE. E DA VIOLÊNCIA TAMBÉM

#ADEHOJE – BRASIL DA DIVERSIDADE. E DA VIOLÊNCIA TAMBÉM

 

SÓ UM MINUTO – Presenciar a parada gay com mais de três milhões de pessoas em paz, se divertindo juntas em São Paulo é uma grande alegria, e uma experiência que se renova ano após ano, com seu colorido e diversidade. Assim como seria ver também a Marcha para Jesus não fosse seu aproveitamento político para o que há de pior, e com a presença do homem que nos desgoverna fazendo arminha em um evento que deveria ser só, óbvio, de paz, religiosidade e consideração.

As meninas da Seleção foram guerreiras até onde puderam. Os meninos ainda estão tentando na Copa América… Torcida chocha.

Irã e EUA se estranhando muito para o gosto do mundo.

No entanto, a violência nesse feriado nos faz pensar. Um mecânico é morto porque o pai tentou protegê-lo dos bandidos usando uma garruchinha 12. Mais mulheres mortas por seus ex-companheiros. Acidentes nas estradas. Fogo em barracos improvisados em pontes que acabam queimadas também e, interditadas, param a cidade. Por que não veem isso tudo antes?

Finalmente, nosso voto para que Benicio, filho de Huck e Angélica, saia dessa sem complicações.

(FOTOS MARLI GONÇALVES)

#ADEHOJE – APREENSÃO TOTAL. AQUI, ALI, LÁ

#ADEHOJE – APREENSÃO TOTAL. AQUI, ALI, LÁ

 

SÓ UM MINUTO – Como ficar em paz quando:

– O próprio presidente do país chama para uma manifestação que amplia ainda mais o conflito político que a tudo paralisa? Contra as instituições estabelecidas, jogando grupos uns contra outros, com textos provocativos? Ele ainda diz eu está pensando em ir! Quando começará a entender o que é ser presidente?

– Quando um decreto de armas beneficia claramente uma empresa e pretende armar a população até com fuzis?

– Quando o talude de uma mina da vale – a GONGO SECO – em Minas Gerais tem expectativa de rompimento a cada minuto e pode causar mais um desastre de grandes proporções? Em Barão de Cocais, região central de Minas.

– Quando a maior potência mundial, EUA, briga com outra, a China, comercialmente, e ameaça outra que tem potencial atômico, o Irã?

– Quando a gente fica sabendo que a área protegida da Amazônia perdeu quase 10 mil km² nos últimos 30 anos?

– E muito mais…

#ADEHOJE – A ONDA DO TSUNAMI CHEGANDO

 

#ADEHOJE – A ONDA DO TSUNAMI CHEGANDO

SÓ UM MINUTO – Não tinha ficado claro ao que o presidente Jair Bolsonaro se referia quando na semana passada disse que enfrentaria um tsunami essa semana. Agora, com a decretação da devassa dos sigilos de seu filho Flávio Bolsonaro, o assessor Fabricio Queiroz, e de todas as pessoas de alguma forma ligadas a eles, nos últimos dez anos, começamos a entender. Inclusive porque o caso vai pegar até aquele chefe da milícia – foragido! – suspeito de envolvimento grave na morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Esse povo trabalhou e esteve sempre muito ligado ao filho do Capitão que agora é senador.

Os números da nossa economia mostram o que sentimos, andam de mal a pior.

Fora isso, agora à noite o homem vai viajar para Dallas, onde receberá finalmente amanhã o tal engastalhado prêmio de “Homem do Ano”, da Câmara de Comércio Brasil/ EUA, execrada e recusada com gosto pelo povo de Nova Iorque. Bolsonaro deverá se encontrar com o ex-presidente George Bush.

Ah, coisa boa, poderemos ter uma Santa baiana na Igreja Católica, Irmã Dulce.

Resultado de imagem para TSUNAMI

 

 

#ADEHOJE – VIVEMOS MOMENTOS SÉRIOS. ATENTE, O PAÍS PARADO

#ADEHOJE – VIVEMOS MOMENTOS SÉRIOS. ATENTE, O PAÍS PARADO

 

SÓ UM MINUTO – Ontem, uma senhora – já com seus mais de 70 anos – empacotava as coisas do comércio que mantinha há mais de 30 anos na região. Uma tristeza ver. Seu comentário: “enquanto o nosso presidente continua preocupado com Venezuela, Argentina, fofocas e nossas vidas, o país está paralisado”. O despreparo, inclusive emocional, de Jair Bolsonaro, fica cada vez mais evidente, enquanto o clima de desarrumação corre solto. Ele pensa que é Trump, mas não é; nem nós somos os Estados Unidos. Aliás, somos os estados desunidos.

São tapas diários, da ignorância de seres abjetos como Olavo de Carvalho e os filhos do presidente e alguns ministros, às decisões de outras esferas: STF liberado pra comprar lagostas, vinhos, iguarias, gastar mais de um milhão de reais nisso. A Câmara acaba de liberar passaporte diplomático para 404 filhos e cônjuges dos deputados.

Precisaremos falar muito sobre tudo isso.

#ADEHOJE – – VENEZUELA EM CHAMAS.  E A PROPOSTA DE FAROESTE AQUI

#ADEHOJE – – VENEZUELA EM CHAMAS. E A PROPOSTA DE FAROESTE AQUI

SÓ UM MINUTO – Desde cedo Caracas, a capital da Venezuela, está em polvorosa. Juan Guaidó tenta outra investida como “presidente autoproclamado”. A situação está confusa, os países que apoiam um e outro lado estão em alerta. EUA apóia abertamente; Brasil se diz solidário. Por enquanto China, Rússia e Cuba – apoiadores de Maduro- aguardam os acontecimentos.

Mas nada disso é tão grave quando a estúpida proposta de Bolsonaro de liberar armas e o ataque de proprietários rurais a quem quiser. Na verdade, os caras podem matar e depois dizerem que eram invasores. É para a gente ficar muito preocupado mesmo com o festival de tosquices, apelos à violência sexual e pessoal, ignorâncias que assistimos. Ainda inertes?

#ADEHOJE – RECIPROCIDADE ZERO. O TERCEIRO MENINO

#ADEHOJE – RECIPROCIDADE ZERO. O TERCEIRO MENINO

 

Só um minuto – Achei mesmo loucura esse menor apreendido hoje em Suzano não ter sido detido antes. Agora se revela que, mais do que amigo, sabia de tudo, planejou, tem feito depoimentos reclamando de não ter participado do massacre na escola em Suzano, chateado. É preciso averiguar cuidadosamente todos desse grupo, porque dá uma terrível sensação de que outros atentados como esse possam estar sendo armados, bem nas nossas barbas.

Enquanto isso, e parecendo pouco se importar com a violência no nosso país – só ontem, mais duas mulheres vitimas de feminicídio em Santo André, mas outros casos escabrosos – Bolsonaro se submete aos EUA e à Trump de forma vergonhosa. Seus discursos, lamentáveis, trazem mais dúvidas. Fora ficarmos sem qualquer reciprocidade com relação aos países que foram liberados de vistos, EUA, Japão, Canadá, Austrália.

#ADEHOJE –VERGONHA, POR FAVOR, NÃO.

#ADEHOJE –VERGONHA, POR FAVOR, NÃO.

 

SÓ UM MINUTO – Já basta a subserviência. A visita do presidente Jair Bolsonaro aos Estados Unidos, onde se encontra amanhã, terça, com Donald Trump, chega com todos os elementos para a gente torcer. Que algo dê certo. Mas especialmente que não passemos mais vergonha do que já estamos passando com a política exterior que vem sendo aplicada. Essa história de liberamos os vistos para os americanos virem para cá, sem a contrapartida – ou seja, os brasileiros terão de continuar pedindo de joelhos os carimbos no consulado… é de doer.

Fosse só isso...Na semana que já começou com atentado lá na Holanda, teremos tentativa de volta à normalidade lá na escola em Suzano. Vai continuar o bate-boca entre o Ministério Público e o STF. As manifestações ontem contra o STF também foram bem esquisitas. E que mané é essa? Regina Duarte pedindo extinção do STF!

O povo está ficando sem noção de tanto virar à direita. Tá dando bobeira

 

ARTIGO – Papai faria 100 anos. Por Marli Gonçalves

Parece título de Gabriel Garcia Márquez, mas na verdade é porque andei lembrando que o meu pai completaria 100 anos nessa próxima semana. Chegou só aos 98, cansado da vida que viu.  Um Século, e a sensação que agora estamos voltando, mas a um tempo errado

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Que século foi esse! Visto 100 anos para trás poderia parecer que o mundo ali entraria apenas em desenvolvimento e progresso, com a arte imperando, invenções importantes, um ciclo de glórias, inovações. Em paz, depois da tristeza da Primeira Guerra Mundial que atingiu em cheio a Europa, e que buscava renascer de suas cinzas. Os “Loucos Anos 20” eram vividos com alegria, com importantes transformações de costumes, e a vida parecia ter adquirido novos sentidos. Os Estados Unidos tornara-se uma das maiores potências e era também centro de irradiação de novidades em todos os setores.

O cinema florescia, a música – o jazz e o blues envolviam a exuberante vida noturna, a moda libertava mais o corpo da mulher, que deixava de ser mera coadjuvante. Já votava, se fazia presente e atuante nos acontecimentos, na opinião, na literatura, na pintura. Espetáculos, movimentos como o Surrealismo, o Dadaísmo, na moda, Coco Chanel. Foi a era das inovações tecnológicas, da eletricidade, da modernização das fábricas, do rádio e do início do cinema falado, entre tantas outras descobertas e avanços.

No Brasil, os reflexos são simbolizados na Semana de Arte Moderna, embora sempre seja a política um fator de atraso, e aqui não foi diferente. Mas havia a reação, as pessoas estavam felizes e parecia que um mundo novo chegaria, com igualdade, deixando pra trás a crueldade.

Triste sina. Com a quebra da Bolsa de Nova York, a 24 de outubro de 1929, deu-se a Grande Depressão e uma nuvem carregada pairou, finalizando o período dos sonhos. De lá para cá, outros vieram, foram, vieram, insistiram.

Mas as promessas de que os horrores das guerras não se repetiriam, que o desenvolvimento acabaria com a fome e com a miséria, que a ciência triunfaria, que os homens e mulheres se respeitariam, tantas promessas… vêm ficando pelo caminho. Que cessariam as perseguições por etnias, credos, raças, gêneros, que direitos civis e humanos seriam respeitados, quantas promessas! Estamos no espaço, mas destruindo a Terra que habitamos.

Tudo isso e muito mais passa diante de meus olhos quando lembro de meu pai, com quem convivi bem de perto nos últimos anos de sua vida. Hoje vejo por que ele era tão cético – já tinha vivido quase um século para saber, ter certeza, que os “papagaios de botina”, só assim se referia aos políticos e líderes, não têm palavra e pouco pensam no bem-estar geral. Com sua pouca cultura, mas muita vivência, acompanhou as ondas do tempo que chegou aos nossos dias.

Tristeza de ver o país disputado por toscos, de esquerda, centro e direita, que nos deixaram completamente sem opções em todas as esferas. Angústia de assistir ao desfile de falsos e hipócritas buscando manipular a opinião pública com moralismos, como se ela própria não pudesse ver e sentir com clareza o ambiente em que vive, não tivesse discernimento nem carregasse de memória a enorme lista do que precisa realmente de atenção e de construção.

Estamos voltando, regredindo, e diretamente ao que de pior houve nesses últimos cem anos.

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 – Marli Gonçalves, jornalista – Como gostaria agora de ver os nossos Anos 20 com outro ângulo, para querer viver até os 100 e poder contar novas histórias de outras gerações.

marligo@uol.com.br / marli@brickmann.com.br

Brasil 2019, limiar

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#ADEHOJE – NINGUÉM SABE O QUE FAZER COM A VENEZUELA. VEIAS FECHADAS NA AMÉRICA LATINA

#ADEHOJE – NINGUÉM SABE O QUE FAZER COM A VENEZUELA. VEIAS FECHADAS NA AMÉRICA LATINA

 

Só um minuto – Vamos falar a verdade: ninguém sabe mais o que fazer com a Venezuela. Os fatos se anteciparam com a autoproclamação de Juan Guaidó como presidente, sem que o Maduro queria sair da cadeira onde se aboletou. A ajuda humanitária foi um bom pretexto, mas pelo que já vimos esse final de semana, não vai dar certo nem será fácil essa entrega do outro lado, pelo Brasil, ou pela Colômbia. Os Estados Unidos provocam, mas não aparecem para segurar os estragos. Muito menos a Rússia.

Perdemos hoje Roberto Avallone, jornalista esportivo que todos conhecem, Ex-companheiro de redação no Jornal da Tarde. Siga na luz.

#ADEHOJE – VAI, CAI MADURO.

#ADEHOJE – VAI, CAI MADURO.

 

SÓ UM MINUTO – Uma demora que tortura todo um povo, que já não tem mais nada a não ser a esperança de reconstruir o país. Venezuela, um pobre país rico. A autoproclamação de Juan Guaidó, esse jovem de 35 anos, da Assembleia Nacional, como presidente da República da Venezuela após milhares nas ruas, chega a ser um alento. Mas Maduro joga duro e já há mais de uma dezenas de mortos nas manifestações populares. A geopolítica treme. O apoio imediato dos Estados Unidos, seguido por países como o Brasil, Argentina, Canadá, entre outros, recebe o contraponto de nações de guerra como a Rússia, Turquia, Cuba. Oremos pela Venezuela, e para que não seja ela a base do mais novo – e que seria terrível – desentendimento terrestre.

Em São Paulo, uma de suas mais importantes pontes, na Marginal Tietê foi interditada antes que causasse mais uma desgraça. Um presente de aniversário que a cidade decididamente não queria.