$ que compra Pão = $ que compra carne. Contrasenso total. Chega por hoje

 

COZINHANDOlinguiças flamejantesCOMENTÁRIO DO EX-BLOG DE CESAR MAIA

PREÇO DO PÃOZINHO –KG- IGUALA O PREÇO DA CARNE (PATINHO)!

(Fernando Molica – O DIA, 03) 1. Rio – Já foi o tempo em que pão era alimento barato. O pãozinho nosso de cada dia está pela hora da morte. Domingo, um consumidor comprou um corte de patinho num supermercado do Humaitá. Nesta segunda-feira, ao passar numa padaria ali perto e adquirir pãezinhos, levou um susto: os dois produtos tinham o mesmo preço, R$ 13,90 o quilo.

2. Economista da Fundação Getúlio Vargas, André Braz diz que o trigo vem aumentando muito desde o ano passado. De julho de 2012 a julho de 2013, o pão francês subiu 12,53% e a carne, 3,20% — a inflação medida pelo IPC ficou em 5,86%. Braz ressalta que o pão representa 2% das despesas de famílias pobres.

 

Cesar Maia publicou em seu ex-blog. Sobre o gás lacrimogêneo. Saber é bom.

 

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(BBC, 23) 1. Protestos impulsionam indústria do gás lacrimogêneo.  A organização internacional War Resister League, que tem uma campanha específica contra o gás lacrimogêneo, identificou a presença de empresas americanas como Combined Systems Inc., Federal Laboratories e NonLethal Technologies da Argentina até a Índia; de Bahrein, Egito e Israel a Alemanha, Holanda, Camarões, Hong Kong, Tailândia e Tunísia.

2. A brasileira Condor Non-Lethal Technologies, uma das principais provedoras da Turquia, vende seus produtos a 41 países.  Durante a Primavera Árabe, empresas americanas exportaram 21 toneladas de munição, o equivalente a cerca de 40 mil unidades de gás lacrimogêneo.  Em termos de manejo de protestos, nada mudou com a democratização egípcia. Esse ano, o ministério Interior encomendou cerca de 140 mil cartuchos de gás lacrimogêneo ao mesmo elenco de exportadoras americanas.

3. Em fevereiro, o porta-voz do Departamento do Estado americano, Patrick Ventrell, defendeu a concessão de licenças para a exportação a essas empresas, dizendo que o gás lacrimogêneo “salva vidas e protege a propriedade”.  A empresa brasileira Condor Non-Lethal Technologies usa argumentos semelhantes. 

4. A expressão “não letal” aparece no nome e marca de muitas companhias. Mas o uso dessa expressão é contestado por especialistas e grupos defensores de direitos humanos, que também questionam a relação próxima entre a indústria, as forças militares e de segurança e governos, que permitiu que o uso do produto fosse se consolidando como arma repressiva favorita ao longo das últimas décadas.

5. Na Primeira Guerra Mundial, o gás lacrimogêneo era classificado como arma química. Mas a partir daí, entrou um cena a força do lobby industrial-militar-governamental, como explicou Anna Feigenbaum.  “Por pressão dos governos e das corporações, mudou-se o nome de ‘arma química’ a ‘irritante químico’ ou ‘instrumento de controle de distúrbios’. Isso produziu uma normalização. O gás que começou a ser usado no ‘controle de multidões’ na década de 30 se generalizou a partir dos anos 60”, disse.