Como já disse, Cesar Maia é bom de marketing político. Veja o que ele diz sobre os ataques sórdidos da turma da desesperada

fonte: EX-BLOG CESAR MAIA

dalmataMARKETING POLÍTICO DE ATAQUE! NO BRASIL HÁ RISCOS DE PERDER A ELEIÇÃO!

1. Nos países anglo-saxões com milenar disputa do poder pela força e pela violência, o uso dos ataques em campanhas eleitorais é algo normal, que faz parte da cultura política. Os melhores exemplos estão nas campanhas eleitorais nos EUA. Os estudos realizados lá, em campanhas eleitorais através dos últimos 50 anos, mostram que os comerciais de 30 segundos negativos produzem mais memória que os positivos, que são conhecidos como defensivos.

2. Aqui no Brasil é diferente. Os comerciais e programas de ataque assustam o eleitor. Em geral se voltam como bumerangue, contra quem os usa nas campanhas eleitorais.

3. Sempre as campanhas eleitorais majoritárias (presidente, governador, prefeitos de grandes cidades, senador) começam suaves e propositivas: o que o candidato fez, o que pretende fazer, sempre com imagens suaves dos candidatos que sorriem levemente conforme orienta o diretor de gravação.

4. Mas as campanhas chegam à metade do percurso, os programas e comercias de TV e rádio entram e criam expectativas. Mas os dias passam e se as pesquisas indicam que um candidato está ficando para trás, este e sua equipe resolvem iniciar uma bateria de ataques aos adversários que estão na frente.Woman_boxer_2

5. Em geral o fazem usando os comerciais, ou no final dos programas, como se estes tivessem terminado como terminam todos os dias. E fazem o ataque como se não fossem eles que o fizesses. Da mesma forma nos comerciais, ou diretamente, ou colocando a marca do programa do candidato imperceptível e atacando o adversário.

6. Esta mudança de percurso é percebida pelos eleitores que se perguntam: Por que agora? Será porque está perdendo? O publicitário Duda Mendonça tem uma frase que ficou célebre: “Quem bate, perde!”.

7. Com os quadros eleitorais majoritários definindo os candidatos, mais competitivos e os que estão atrás, ou estando na frente temem que a situação se reverta, começaram as agressões. As eleições no Rio têm sido um exemplo disso, desde a semana passada. Anotem quem bate. Anotem assim os perdedoresCammy-hdstance

Marketing político. Como já disse, nisso o Cesar Maia é bom. Por isso que ele se faz de maluco.

Dados sobre campanhas em tevê e a conclusão do último item. Por aqui, estamos perdidos

FONTE: EX-BLOG DE CESAR MAIA

tevePROGRAMAS/COMERCIAIS ELEITORAIS NA TV, NO BRASIL, E AS LIMITAÇÕES PARA A COMUNICAÇÃO!

1. A professora e pesquisadora norte-americana Kathleen Jamieson, uma das mais importantes autoridades em comunicação política e autora de vários livros, realizou, no início dos anos 90, uma enorme pesquisa desde a Universidade da Pensilvânia sobre as eleições presidenciais norte-americanas de Kennedy a Clinton. Trabalhou com 5 mil pesquisadores.

2. No final, as conclusões da pesquisa foram publicadas em um livro com o nome “O que você pensa que sabe sobre política e por que você está errado”. Esse livro não foi ainda traduzido para o português.

3. Uma das conclusões mais importantes foi testar que tipo de comercial de trinta segundos é o mais efetivo sobre os eleitores. Jamieson agrupou os comerciais em três tipos: comerciais defensivos, comerciais negativos e comerciais de contraste.

4. Os comerciais defensivos são aqueles que os candidatos dizem o que fizeram, dizem o que pensam, enfim, falam bem de si mesmos e de seus governos ou de seus mandatos. Os comerciais negativos são aqueles que os candidatos atacam seus adversários, mostrando os erros em seus governos ou no exercício de seus mandatos.

5. Finalmente, os comerciais de contraste são aqueles que os candidatos, ao afirmarem suas posições, contrastam com as posições dos adversários sobre aquele tema. Os amplos testes feitos foram agrupados como conclusões. Os comerciais que menos efeito tem sobre a decisão de voto e a memória do que foi dito são os comerciais defensivos.

6. Os comerciais negativos criam certo desconforto no espectador quando são vistos. Mas depois disso, geram muito mais memória que os defensivos e têm muito maior efeito sobre o voto. Jamieson considera os comerciais defensivos fracos sobre o voto e a memória e os comerciais negativos regulares sobre voto e memória, mas de bem maior impacto que os defensivos.

7. Finalmente, os comerciais de contraste de longe são os que produzem maior impacto sobre a memória e a decisão de voto.

8. No Brasil, a legislação eleitoral proíbe os ataques de uns –em seus programas- sobre outros, especialmente com o uso da imagem dos adversários, coisa que é liminarmente proibida com perda de tempo de TV e direito de resposta. Dessa forma, proíbem, e por proibir, inibem os comerciais negativos e de contraste.

9. Sendo assim, abrem-se todas as portas e janelas para quem tem mais tempo de TV, pois pode falar a vontade de seus feitos –mesmo que ficcionais- e se sentem protegidos pela legislação. Com isso, com estas limitações, os eleitores ficam pouco informados diretamente pelos programas/comerciais eleitorais e ficam dependentes da imprensa.

10. Ou seja, a legislação termina estimulando a ficção eleitoral e a desinformação do eleitor –impedindo o debate publicitário entre candidatos. Para ativar a crítica ou o contraste, resta contar com a imprensa. Ou, agora, as redes sociais.teve

Para onde vão os indecisos. Veja essa análise do César Maia. Ele pode ser o que for, mas de marketing político entende

FONTE: EX-BLOG DE CESAR MAIA

circle03ELEIÇÃO PRESIDENCIAL: PARA ONDE VÃO OS INDECISOS?

1. Os indecisos numa eleição majoritária não são apenas aqueles que marcam branco, nulo, não sabem ou não responderam. Entre os que marcam sua intenção de voto estão também indecisos. Os institutos de pesquisa identificam a proporção deles perguntando se estão decididos ou podem mudar o voto.

2. Mas, de qualquer maneira, aqueles que marcam branco/nulo/não sabe/não respondeu são certamente os efetivamente indecisos, que tanto podem votar como não votar em nenhum candidato.

3. Todas essas dezenas de pesquisas para presidente mostram Dilma com X% das intenções de voto e os demais somados têm quase –mais ou menos- esses X% de intenções de voto.

4. (Band, 28) “O Índice Band – que sintetiza as últimas pesquisas de intenção de voto – mostra que é grande a probabilidade de a eleição presidencial ser decidida no segundo turno. De acordo com a ferramenta, Dilma Rousseff (PT) teria hoje 50% dos votos válidos. Aécio Neves (PSDB) ficaria com 29%. Eduardo Campos (PSB) somaria 11%. Já Pastor Everaldo (PSC) teria 4% dos votos válidos.”

5. Os institutos tem perguntado aos completamente indecisos algo assim: “Mas no dia das eleições, tem mais chance de votar Dilma ou outro candidato?”. Bom, a resposta para esta questão tem dado em quase todos os estados, 80-90% para um dos outros e 20-10% para Dilma. Ou seja: numa pesquisa com Dilma 40% outros 40%, e 10% indecisos e 10% branco/nulo, com os números de hoje, se pode cravar que Dilma fica com 42%, e os demais com 48% no dia da eleição. E 10% mantêm a decisão de anular ou votar em branco.

6. Importante lembrar isso, até em defesa dos institutos, para não virem as análises costumeiras: “institutos erram, 2º turno com folga” ou “Surpresa nas Urnas”, ou etc.

o que vai dar

Análise de Cesar Maia – Como será, seria, pode ser, os nossos dias de Copa

3d_Animasi_Fire_Ball_Animated_O QUE PREOCUPA -PARA VALER- NA COPA!

1. Em reunião de simulação de situações em Brasília, os analistas chegaram à conclusão que a Copa em si não será problema. Em torno dos estádios se colocam cinturões de isolamento com duas circunferências concêntricas.

2. Os assistentes mostrariam seus ingressos em cada uma delas e finalmente no estádio. Mobilizações eventuais ficariam na parte externa à primeira circunferência. Um pouco de barulho, alguma ação de separação por parte da polícia e nada mais grave.

3. E assim se iria até a grande final no Maracanã. Bem, se o Brasil for vencendo as etapas anteriores. Mas se não for…

4. Esse é o ponto. Se o Brasil for desclassificado até a semifinal, os riscos de grandes manifestações serão enormes. Nelas estariam os manifestantes de sempre somados aos torcedores frustrados que convergiriam com os demais no sentido que tudo foi um gasto inútil. Um sentimento muito mais intenso que em 1950.

5. A conclusão unânime é que a paz na copa, ou pelo menos as manifestações sob controle dependem muito mais da seleção brasileira que dos esquemas policiais e militares. Que no caso de uma desclassificação prematura da seleção não haverá força policial ou militar capaz de conter as manifestações.

6. Assim, a responsabilidade da seleção será dupla: vencer as partidas e conter as manifestações. E, portanto, governos federal e estaduais nunca torcerão tanto pela seleção canarinha como agora na Copa-2014.

7. E se isso -a desclassificação- acontecer logo na segunda fase…, salve-se quem puder.

….. >>>>>fonte: EX-BLOG DE CESAR MAIA

Do Ex-Blog de Cesar Maia. Friboi, Roberto Carlos, Dilma e BNDES. Senão não tem samba

graphics-cows-824453TONY RAMOS, ROBERTO CARLOS, FRIBOI, BNDES E DILMA!

(Sakamori Ossami – Gazeta do Paraná, 15) 1. O grupo HBS/Friboi é maior tomador individual do programa PIS, Bolsa Empresário, do BNDES.  O valor ascende a R$ 20 bilhões.  Os tais empréstimos são subsidiado pela União, uma vez que ela capta no mercado, hoje, entre 10,75% da taxa Selic a 13,46% da taxa da NTN-F.  O BNDES empresta para empresários como JBS/Friboi a uma taxa média de 3,5% ao ano.  O subsídio do governo federal varia entre 7,25% a 9,96%.

2. O grupo JBS/Friboi, aplicando o dinheiro do PIS, instituído no governo Lula, tomado em forma de empréstimo do BNDES, mais de R$ 20 bilhões, significa que, se deixar aplicado, sem produzir nada, rende cerca de R$ 2 bilhões anuais.  No final das contas, vão jogar os empréstimos do BNDES no lixo.   Já fiz, a primeira denúncia no dia 19 de janeiro deste ano.  Mas, ninguém ousa tomar atitude para investigar as operações estranhas do grupo JBS/Friboi junto ao BNDES.graphics-cows-624514

3. Recentemente, contrataram os atores globais, o cantor Roberto Carlos, apresentadora Fátima Bernardes, o ator Tony Ramos e a apresentadora Ana Maria Braga para fazer propaganda/ merchandising dos produtos Friboi.  O pano do fundo é fazer divulgação dos nomes do Júnior Friboi para o governo de Goiás e a Dilma para a presidente da República.  Não demora muito, as personagens citadas, vão aparecer em companhia dos atores globais, num propaganda subliminar, sem infringir legislação eleitoral.

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O ex-prefeito Cesar Maia é excelente analista político. Veja o que acha da união Marina-Campos e os desdobramentos

 

FONTE: EX-BLOG DE CESAR MAIA

agriculteur001EFEITO DA SAÍDA DE MARINA NAS PESQUISAS!

1. É verdade que só o tempo e o efeito progressivo da informação irão produzir novas avaliações de pesquisas. São duas situações polares: Marina não leva seus eleitores pela heterodoxia da opção. Marina leva seus eleitores pois Campos dirá que ela definirá os Ministérios de Meio Ambiente, Agricultura, Reforma Agrária e Direitos Humanos.

2. Mas até que se conheça os efeitos e compromissos, pode-se usar as pesquisas atuais comparando primeiro turno –Dilma, Marina, Aécio e Campos- e segundo turno Dilma/Aécio e Dilma/Campos.

3. Para isso, usamos as duas pesquisas MDA e IBOPE de setembro. Pelo MDA, Dilma passa de 36,4% para 44% com Aécio e para 46,7% com Campos. Estes passam (Aécio) de 15,2% para 24,5% e (Campos) de 5,2% para 16,8%. Pelo Ibope  -Dilma, Marina, Aécio e Campos- Dilma vai de 38% para 45% e 46%. Aécio vai de 11% para 21% e Campos de 4% para 14%.

4. Elas por elas. Tanto Dilma como Aécio e Campos crescem praticamente os mesmos 10 pontos em valores absolutos retirando Marina. Ou seja, de partida, a saída de Marina do jogo presidencial é neutra. Será a pré-campanha que informará ao eleitor que Marina apoia Campos: a conservadora nos valores, ou a ambientalista-humanista. Só com esta informação as pesquisas poderão projetar o novo cenário. E Dilma e Aécio farão o seu jogo entre valores liberais e demandas ruralistas.

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MARINA E CAMPOS:  O TEMPO E A POLÍTICA!

1. São inúmeras as assertivas tratando do fator tempo na política. Mais uma vez os que imaginavam que as pedras estavam jogadas a partir da certeza que o partido de Marina não seria registrado após os votos dos ministros no registro do Solidariedade se enganaram. Até alguns daqueles que participaram da reunião madrugada afora com Marina –políticos experimentados- erraram. Um exemplo foi Marina não cumprimentar Sirkis no ato da assinatura com Campos, certamente pelas entrevistas que ele deu para os jornais de sábado. E Miro Teixeira que se filiou açodadamente ao PROS.

2. Errou Aécio que, depois de pentear-se mutuamente com Eduardo Campos nos últimos meses, no dia D estava em NY fazendo palestra para empresários, como se fosse ele a única alternativa. Erraram os irmãos Gomes imaginando que não havia caminho para Campos, pois estavam esvaziando o PSB.

3. Nos dois longos discursos -de Marina e Campos, fora os lugares comuns e as declarações de princípio tão comuns aos políticos nos grandes momentos,- ficou claro que o candidato é Eduardo Campos, dito de forma clara por Marina. E ficou ainda mais claro que tal decisão pretende isolar o PSDB quando Campos sublinhou que ali estavam quebrando a falsa polarização (PT x PSDB).

4. Os novos partidos estão sentindo o golpe. O PROS, que passa a ser um depósito de políticos de apoio a Dilma. O Solidariedade que deixou de ser uma novidade ou um voto de Minerva para um lado ou outro. E o PSD que terá que decidir entre ser um acessório fantasia de Dilma ou aderir rapidamente a Aécio. Deixou de ser a noiva disputada.Caulifower

5. A decisão de Marina –segundo ela no discurso- foi solitária, no velho estilo dos caudilhos. Quando falava, e citou líder carismático, ela apontou ostensivamente para ela mesma. Mostrou, na decisão, uma habilidade que não se conhecia e que Campos realçou: uma rasteira nos politicões.

6. Muda o quadro eleitoral? Depende. Campos está nas mãos de Marina. Se amanhã, por uma razão qualquer (menor ou maior), ela se retira da candidatura Campos, essa desinflará com mais força que inflou. Paradoxalmente, a candidatura Dilma se fortalece, pois aumenta sua força de atratividade por falta de alternativas para os partidos que formam a base aliada.

7. O quadro eleitoral se afunila em três candidaturas. Melhor teria sido estimular Serra ser candidato pelo PPS. Se ele pudesse prever isso, provavelmente estaria no PPS. Agora a soma das intenções de votos de Aécio e Campos tem que subir para 40% de forma a ficar claro que o segundo turno continua de pé. Isso significa intensificar a pré-campanha.

8. Apesar da boa vontade de Campos, a REDE não tem capilaridade, é apenas o símbolo Marina com sua inegável atratividade. Mesmo que aceite ser vice –e ela vai ganhar tempo para tomar essa decisão-, vice é vice e em eleições de personalidades sequer conseguirá trazer seu potencial de votos. E as críticas do PT sobre os novos aliados dela poderão ter força.

9. Agora é avaliar como ficará o campo eleitoral nos Estados. O grid de largada nacional está finalmente constituído e num sábado, como na Fórmula 1. Mas o campo efetivo da disputa dependerá de como serão desenhadas as candidaturas majoritárias em cada Estado e com que sinergia com as presidenciais.


Cesar Maia lembra uma boa história em tempos de diplomacia caída e achatada

 

cookiesDILMA HUMILHA O ITAMARATY!

1. A Comissão de Inquérito que foi criada pela julgar o Ministro Eduardo Saboia é formada por dois Diplomatas, um Auditor Fiscal da Receita Federal e um Assessor da Controladoria Geral da União, que a presidirá.

2. Desde as épocas dos Chanceleres Celso Amorim e Antônio Patriota, o Itamaraty vem perdendo espaço, inclusive em áreas administrativas. Mas jamais ocorrera uma comissão de inquérito com pessoal de fora.

3. Quando os militares assumiram o poder em 1964, eles queriam colocar um dos seus à frente da Divisão de Segurança e de Informações, bem como das comissões de investigação sumária. O então Ministro Leitão da Cunha se opôs ferozmente a tal intromissão.

4. Mas, agora, com Dilma...

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E EDUARDO SABÓIA FOI DEMITIDO!