#ADEHOJE – PRISÃO, PREVIDÊNCIA, REFORMAS. E NÓS, POBRES MORTAIS?

#ADEHOJE – PRISÃO, PREVIDÊNCIA, REFORMAS. E NÓS, POBRES MORTAIS?

SÓ UM MINUTO – Muitas decisões precisam ser tomadas para tentar que o país desatole, e comece alguma caminhada. Nós temos dúvidas sobre as decisões e os impactos delas em nossas vidas. Nós, os pobres mortais. Por exemplo, você sabe se a reforma da previdência vai te prejudicar? A mim, até a discussão já está prejudicando, uma vez que estou há mais de um ano pedindo aposentadoria e não consigo. Está tudo parado, milhões de pedidos. Hoje ouviremos o zum zum sobre a prisão em segunda instância que está sendo discutida no STF…

Mas o que está legal mesmo é ver que os Bolsonarinhos vão pular miudinho com as novas denúncias de utilização de redes para propagação de fakenews. Isso pode dar cana, impeachment… sim, impeachment, porque se ele se elegeu usado esse crime…

Temos muitos capítulos pela frente. Aliás, está fazendo um ano que gravo nosso #ADEHOJE. Inventei isso porque sabia que todo dia a ter bronca – comecei um dia após a eleição do homem, lembram?

#ADEHOJE – AVE! LAVA,LAVA, LAVA JATO E O CRIME IMAGINADO

#ADEHOJE – AVE! LAVA,LAVA, LAVA JATO E O CRIME IMAGINADO

SÓ UM MINUTO – Quem me conhece e acompanha sabe que tenho uma tese: só pode ser a água que bebem, diferente. Essa do Janot confessar, e sem ser apertado, que foi armado, em março de 2017, para o STF, com o plano e ideia fixa de matar o ministro Gilmar Mendes e se matar em seguida, é uma prova cabal. Segundo ele, seria para vingar as fofocas de Gilmar sobre sua filha. Para que falou agora? Para divulgar o livro que lançará? Para dar uma força ao processo de decapitação da Lava Jato? Incompreensível, vamos aguardar. Gilmar mandou ele se tratar no psiquiatra, como resposta.

Sobre a água e a insegurança: não é que o (%$#%¨@&*) impronunciável Eduardo Bolsonaro divulgou em suas redes sociais fotos falsas da Greta Thunberg, e ainda criticou mais ainda em cima?

Acho que, se os senadores aceitarem a indicação desse indivíduo desqualificado para a embaixada de Washington, precisaremos fazer um levante. Mas daqueles, de não deixar dúvidas sobre nosso desgosto absoluto com o que estamos vivendo. Motivos já temos aos montes. Soluções, ainda não.

VIVA COSME E DAMIÃO! VIVA A VITALIDADE E PROTEÇÃO DAS CRIANÇAS!

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cOSME E DAMIÃO

ARTIGO – Aconteceu. Virou manchete. Você tem de saber. Por Marli Gonçalves

De repente, apareceu um público que quer viver em um mundo sem saber, sem ser informado, ou pior, se informando apenas pelo ralo da história. Brigam com os fatos. Em mais de 40 anos de jornalista, não lembro de ter assistido a tantas dificuldades e ataques à profissão, alguns muito violentos, e a grande maioria apenas de uma ignorância que traz ainda mais preocupação, inclusive com a segurança física.

Coitado do mensageiro. Está sobrando sopapos para ele, o que traz as notícias que o mundo fabrica e que, especialmente aqui no Brasil, têm sido mesmo lamentáveis. Nós, jornalistas, sentimos muito. Adoraríamos, de verdade, diariamente informar que está tudo bem, só dar boas novas, falar sobre o crescimento econômico, equidade social, as vitórias e conquistas nacionais, sobre decisões governamentais ponderadas vindas de todas as esferas, reproduzir frases e pensamentos positivos dos governantes. Mas não são essas as notícias do momento, e não adianta fechar os olhos agora.

Algumas informações que transmitimos, até conseguimos compreender, parecem mesmo inacreditáveis. Sim, estamos falando de política, essa coisa sempre muito pesada e cheia de meandros que quem acompanha desde sempre nem mais se surpreende, porque sabe que nela tudo é possível. Mas que a política está exagerando na produção desse possível, está. Em embates infantis, na pequenez dos pensamentos, no amadorismo dos atos, na produção de capítulos vergonhosos que estamos tendo de escrever e descrever, e que se diga a verdade, com destaque nos últimos anos e meses.

Só que agora apareceu uma categoria de pessoas – vejam bem que apenas reparo nesse aparecimento, isso sim é novidade – que não querem saber. Negam. Ficam bravos. Pra que contar que o miliciano era vizinho do presidente?  Porque era. Para que escrever isso? Por que comentar aquilo?

Querem selecionar ao bel prazer as notícias, o que em linguagem usual chama-se censura. Querem explicar que não foi bem assim o que ele disse, sendo que tudo está gravado. A verdade e só o que acham, e acham sem qualquer liame com a realidade, como se vivessem em outro mundo. Os caras fazem as bobagens e a imprensa é que é culpada, xingada, martelada.  Se procriaram nas últimas eleições, alimentados pelas Fake News, pelo whatsapp, pelo rancor, por um sectarismo muito louco que abriu espaço dentro da democracia.

Argumentação? Nenhuma. Pior, muitos, não dá para revidar porque é gente “amiga”. Outro dia, por exemplo, para se contrapor aos protestos contra a ordem de comemorar o golpe de 64, uma escreveu que “não dissemos nada contra quando foi comemorada a Revolução Russa…”

Oi?

Há outras versões engraçadas. Começam com as frases “Ninguém está falando…” (e na verdade, não se fala em outra coisa, e pela grande imprensa, que dizem que não leem, que é lixo), “Isso é perseguição…” (sendo que o “perseguido” foi quem produziu o fato da notícia), “Querem que em três meses…” (sim, porque nos três meses ocorreram só trapalhadas, públicas). Nessa toada não deixarão nunca a alma de Celso Daniel descansar, e ficam só batendo nas teclas P e T, e usando palavras que parecem espantalhos – esquerdalha, petralha, entre outras impublicáveis. Uma cruzada que inventaram para si. O que é deles; o resto seria do tal PT, coitado, que a cada dia aparece mais apagado e combalido, sem capacidade de reação, até porque não tem mesmo, aos atos praticados.  Denunciados, inclusive, por quem? Pela imprensa! Vivemos para ver até o Estadão ser chamado de …comunista!

Não é por menos que há uma crise sem precedentes em toda a imprensa, que se esfacela a olhos vistos, sem compreender o que ocorre no país onde ter opinião é crime.  Colunistas são trocados como roupas nos varais em prol de obterem uma diversidade que seja aceita, o que é praticamente impossível. E cada vez mais os portais privilegiam o que lhes dá milhares de cliques, contando quem se separou, quem está transando com quem, quem cortou o cabelo, emagreceu, engordou, usa biquini branco ou tem estrias.

Pior: fofocas que, antes, a imprensa até tinha de ir atrás para saber, fotografar. Agora não. As notícias chegam andando sozinhas, entram nas redações, gratuitas, diretamente dos noticiados. Isso dá Ibope. E nesse Ibope todos acreditam.

JORNALISTAS

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Marli Gonçalves – jornalista – Defende a informação ampla, geral e irrestrita.

marligo@uol.com.br / marli@brickmann.com.br

Brasil, abril

 

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#ADEHOJE – IMPRENSA ATACADA. SÃO PAULO ENCHARCADA

#ADEHOJE – IMPRENSA ATACADA. SÃO PAULO ENCHARCADA

 

SÓ UM MINUTOPOR FAVOR, PEÇO SUA ATENÇÃO AÍ DO OUTRO LADO. O novo governo, de Jair Bolsonaro, tem efetivado severos ataques à imprensa, desleais, de forma a tentar desmoralizar o trabalho sério de muitos profissionais. Os ataques desferidos pelo próprio presidente em sua loucura via redes sociais e ajudado por simpatizantes e por seus filhos 01,02,03, usam notícias falsas, manipulam informações, algo horroroso ao qual a sociedade não pode fechar os olhos. A imprensa é guardiã dos interesses da sociedade.

A cidade de São Paulo e a parte do ABC amanheceram literalmente debaixo da água, e situações dramáticas estão sendo reportadas, com prejuízos ainda incalculáveis e 11 mortos até o momento, em desabamentos e afogamentos. Os meios de transporte público estão um caos. O rodízio de veículos está suspenso. Há previsão de mais chuva ainda para hoje.

ARTIGO – Bola rolando solta. Por enquanto. Por Marli Gonçalves

 E a gente esperando gols. Pode até ser que em algum campo lá da Rússia ainda saiam alguns, mas aqui na terrinha, quanto mais o tempo passa, maior fica a aflição de como definir qual seleção entrará no campo político ano que vem.

 

 Toda hora lemos o resultado de alguma dessas pesquisas “geniais”, que viram pano para manga para as discussões estéreis. As mais cotadas são sempre as que falam dos candidatos que estariam na frente. O engraçado é que sempre aparece aquele,  o que já foi, mas não é, não poderá ser, e que anda preso. Seguido pelo outro, a ameaça, verdadeiro terrorismo, o contraponto, aquele sem noção que – sabe-se Deus, literalmente, em quais alianças se fia – está nessa disputa sem ter feito até agora nada que preste em seus, anote, sete mandatos na Câmara Federal, esquecendo o tempo em que “nasceu” como vereador no Triste Rio. Sete! Sete vezes quatro, igual a 28 anos. Nada. Só sandices.

Tenho a impressão que as pessoas estão mesmo muito doidas, querendo jogar tudo para cima, bem pro alto, que se exploda tudo, se é que me entendem, que não posso usar termos chulos. O que dá pesquisas que mostram que 62% dos jovens querem deixar o país. Se querer fosse poder, ah, também quero. Mais, eu mesma tenho exemplos de amigos que ultrapassaram os 60 e não só queriam como já estão lá, morando fora, o que exige uma coragem superior em muito à dos jovens.

O perigo é maior entre os que se dizem desinteressados, que escutam o galo cantar soluções bruscas em obviedades e nelas acreditam.  Violência? Bala neles. E aí vemos como normais as balas agora vindo até de cima, dos helicópteros, oficiais, sangrando e matando crianças a caminho da escola? Fora a hipócrita e mascarada reação moralista ao avanço da sociedade civil em questões da natureza humana que jamais serão brecadas; eles podem achar que sim, que há “cura”, que a moral deles é que é a boa. Não, queridos, essas partidas vocês perderam. Sinto muito. Olhem para os lados.

Mesmo entre pessoas de nível médio, cansadas do dia a dia de revelações sobre corrupção, roubos, e às voltas com uma difícil sobrevivência como estamos em tempos de crise, o desatino é grande. Como se pudessem se livrar das responsabilidades. Quem fala mais grosso, acham, pode nos ajudar, como se assim fosse, acima da lei, da organização social, da geopolítica. E, principalmente, acima do bom senso que parece estar proibido de entrar nessa partida. Nossa sociedade mal preparada, uma ampla maioria sem informação, sem estudos, sem compreensão dos fatos,  pode nos levar, sim, mas a um desastre ainda maior e de difícil conserto. Agora, as tais pesquisas apontam que o placar final poderá ser decidido por mulheres de baixa renda.

Às vezes também acho que essas verificações de opinião, dependendo do momento, podem produzir o paradoxo: fake news verdadeiras. Correm para onde o vento sopra, mas com um ventilador ligado. Fico impressionada com a falta de qualidade dos questionários – verifiquei isso todas as vezes em que fui “pega” para responder algum deles. Os de faculdade, então, em geral são totalmente embandeirados, e os pesquisadores jogam cumprindo tabela.

No meio do campo, a bagunça é geral. As divididas, então, nos deixam mais caídos que o Neymar. Porque se antes eram duas, agora as torcidas estão esfaceladas e pior: mais rachadas no campo dos gols possíveis, ao centro e à esquerda.

Quer saber? A bola está rolando mesmo muito solta por enquanto. O que preocupa, se não poderá ocorrer o pior. Uma vitória por W.O. – já que estamos tão preocupados com futebol.

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Marli Gonçalves, jornalista – Estou aqui fazendo aquele sinal que pede o tal árbitro de vídeo, o quadrado riscado no ar. Quero ver o que vai acontecer quando a campanha começar de verdade na tevê.

marli@brickmann.com.br  e   marligo@uol.com.br

Brasil, 2018

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Era o que faltava: ataques às agências que combatem ( e comprovam ou não dados) fake news. Nota oficial ABRAJI

Grupos promovem ataques virtuais a agências de checagem de fatos

 

Desde o anúncio da parceria entre o Facebook e as agências de checagem Aos Fatos e Lupa em um programa de verificação de conteúdo postado na rede social, em 10.mai.2018, jornalistas e colaboradores desses veículos têm sido alvo de ataques no próprio Facebook e​ em​ outras plataformas, como Twitter e WhatsApp.

Por meio de vídeos e montagens de imagens, páginas e pessoas públicas ​classificam a iniciativa de checagem como “tentativa de censura da direita”, atribuindo às agências ​e a profissionais que as compõem ​o rótulo de “esquerdistas”​. Os conteúdos e falas incitam o público a “reagir”.

Perfis pessoais de colaboradores dos veículos​ em redes sociais ​​têm sido vasculhados​ e ​expostos​ em montagens, como supostas evidências de que as agências de checagem estariam a serviço de uma ideologia. Em alguns casos, fotos de cônjuges e pessoas próximas aos profissionais também foram disseminadas junto a afirmações falsas e ofensivas.

​​Para a Abraji, a crítica ao trabalho da imprensa é válida e necessária. Ao incitar, endossar ou praticar discurso de ódio contra jornalistas, porém, aqueles que reprovam as iniciativas de checagem promovem exatamente o que dizem combater: o impedimento à livre circulação de informações.

​​Os ataques pecam ainda pela imprecisão: o programa do qual a Aos Fatos e a Lupa fazem parte não envolve a retirada de conteúdos do Facebook ou o impedimento à publicação. De acordo com o próprio Facebook, conteúdos identificados como falsos continuarão disponíveis no feed de notícias; mas não poderão ser patrocinados. Quem quiser compartilhá-los receberá um alerta de que a veracidade da informação foi questionada.

Os critérios de checagem das agências são públicos e atendem aos requisitos da International Fact Checking Network (IFCN) — um dos quais é o apartidarismo. A IFCN é parte do Poynter Institute, um dos mais renomados centros de formação e aprimoramento do jornalismo.

A Abraji se solidariza com os profissionais da Aos Fatos e da Lupa.

 

Diretoria da Abraji, 16 de maio de 2018.

 

http://abraji.org.br/noticias/grupos-promovem-ataques-virtuais-a-agencias-de-checagem-de-fatos