#ADEHOJE, #ADODIA – DESEJOS. FELIZ ANO NOVO!

#ADEHOJE, #ADODIA – DESEJOS. FELIZ ANO NOVO!

Hoje passo aqui para desejar paz a todos. Saúde, alegria, amores, prazeres, paixões. Começamos agora em 2019 um novo tempo para o Brasil. Vamos enfrentar com otimismo, resistência correta e torcendo para que haja responsabilidade da parte de todos os envolvidos.

Agradeço a todos pela audiência, peço mais uma vez que se inscrevam no Canal no YouTube e nas minhas redes sociais. Continuarei fazendo de um tudo para todos os dias estar aqui, só um minuto, mas com vocês. Já é 2019 em algum lugar do mundo, aliás, em muitos, e nós vamos que vamos.

FELIZ ANO NOVO!

Feliz Ano Novo!

 

#ADEHOJE, #ADODIA – FIM DE ANO É BEM LOUCO

#ADEHOJE, #ADODIA – FIM DE ANO É BEM LOUCO

Chega essa época, estamos cansados, loucos pra ver se vira e se vira algo bom. Hoje nossa conversa é sobre os desejos que as coisas melhorem, progridam e que possamos conversar mais sobre boas notícias. A cor é laranja, porque dela viria sabedoria – daí os monges usarem. Onde estiverem que estejam felizes.

 

ARTIGO – 2016, o ano em que viraremos atletas. Por Marli Gonçalves

animated-gymnastics-image-0004Atletas batendo recordes. Isso é o que nós todos, brasileiros, seremos em 2016. Vamos fazer um exercício, sem trocadilho, porque é exercício, sim, mas de imaginação. A ideia é boa para agora logo depois do Natal, depois de tantas gordices ingeridas e a repetição contínua daquela certa culpa – “ai, comi demais”. Você fez isso sim, mas ou porque a comida era boa ou até para ver se espantava o tédio desse final de ano tão sem graça. Agora a hora é de preparação para a corrida de obstáculos mês a mês que está no horizonte. Olhe para lá.

Natacao-82685O exercício é a preparação mental, física e respiratória para percorrer com elegância a raia olímpica e nadar de todas formas, peito aberto, revezamento de ministros, borboleta para os mais sensíveis. Melhor. Precisaremos ser atletas mais completos, que unam duas ou três forças. Categoria sobressaltos e notícias esquisitas todos os dias. Mais cabo-de-guerra com esses dois lados imbecis a que estamos sujeitos, como se fosse assim só o bem, só o mal, caprichoso versus garantido, coca-cola ou pepsi, vermelho ou azul, verde ou amarelo, praia ou montanha.

Temos boas formas de treinar. Aquáticas, com as enchentes invariáveis de verão e bocas-de-lobo abertas, e entupidas. Corrida de obstáculos, canoagem. Árvores caindo, luz que se apaga durante horas, e às cegas vamos seguindo fazendo ginástica. Salto no solo, aguentando malas sem alça. Na rítmica agitaremos bandeiras nas ruas graciosamente, além dos laços, cordas e fitas baratas com as quais renovaremos nossas roupas a preços mais módicos.

Além dos saltos, assaltos e sobressaltos, surgirão várias modalidades de atletismo na pista. Maratonas. Marchas, que podem até ser atléticas, mas estarão buscando algo. Além de cuspir fogo, teremos arremesso de dados no ar e a gente não vai saber bem o que fazer com eles. Para acertar o alvo, serão dardos. Nós iremos esgrimindo, espadas que estão sobre nossas cabeças.

Arremesso de discos teremos também, principalmente se continuarem lançando essas celebridades instantâneas barulhentas que vêm, gritam muito alto cantando nos nossos ouvidos à The Voice, e somem na mesma toada. Ping-pong.

esporte246Ciclismo, nem preciso dizer que é categoria especial principalmente aqui em São Paulo, onde ciclistas andam se sentindo os em-po-de-ra-dos – (ai, desculpa, juro que precisei usar essa palavra, mas a ouça bem irônica) – e junto com os motoqueiros concorrem na infernal casa da mãe joana que tornam as ruas. Fazem o que querem, adoram ultrapassar pela direita, não param nos sinais e ainda tentam fazer manobras bem aos seus pés, junto com os skatistas que também adorariam fazer strike humano usando o seu corpinho. Não esquecer as valetas, as calçadas esburacadas. E as poças d´água e cocozinhos.

Levantamento de pesos, mas só se fosse na Argentina. Aqui é de reais que a toda hora tentaremos achar nos bancos ou calcular seu valor diante do mundo.

Brincadeiras à parte, 2016 chegou. Não pode e não vai ser ruim não. Vamos ter Carnaval, vamos ter coisas boas, vamos ter Olimpíadas. Precisaremos só tentar ser mais modernos para receber o mundo que vai olhar para cá, de novo. Mico já pagamos na Copa.

Nossa política está atrasada e atrasando nossa vida, e a gente tem de correr atrás dos nossos recordes e sonhos. Vamos fazer mais reflexões para sair dessa. A luta é livre.

No alvo, 2016, Brasil

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Marli Gonçalves é jornalista – – Treinando. Mais de 10 mil passos por dia é a meta diária. Adorando o aplicativo de celular que mede até isso.

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ARTIGO – Chegou carta para você. Por Marli Gonçalves

TN_letter_stamp_812ccÉ minha, querendo desejar coisas boas, adianto logo os seus termos gerais. Pego a onda, aproveitando a época que deixa todo mundo meio mexido e mais essa moda de recuperar o hábito de escrever cartas, até na política, mesmo que com desaforos ou queixumes; ou cartões, bilhetes, inscrições de paredes, ou em postes, faixas e até no asfalto, que aqui em São Paulo é bom de andar observando até nas tampas de bueiros. Elas estão lá: frases positivas, pensamentos, arte na rua. Minha carta vai chegar por e-mail, ou você vai lê-la já publicada em algum veículo, mas isso será só um detalhe. É uma carta para você.

Pensa numa letra bem bonita, daquelas de caligrafia, de nome escrito em envelope de convite de casamento; e numa folha de fino papel de tons claros da qual exale seu aroma predileto. Não vou tentar acertar, poderia errar e não há coisa pior do que perfume que não se gosta. Você escolhe. Imagine. Decida até se o papel tem linhas. Que sua carta chegue a mais bela.
Escreverei em dourado, primeiro porque acho chique escrever em dourado. E porque pelo que estou vendo por aí, essa passagem de ano vai revigorar o dourado – ligado ao ouro e às nossas necessidades e desejos de uma graninha para pagar as contas e quem sabe sobrar algum. Pode crer: só vai dar dourado porque está todo mundo numa pinduca danada, que esse ano nos descapitalizou, para ficar mais elegante afirmar. Dourado, amarelo e o indefectível branco, aquele da paz para lá para cá, das juras em atitudes que eu pessoalmente adoraria que continuassem mesmo, depois da meia noite, pelo menos até o dia 2 de janeiro, o que dificilmente ocorrerá, como sempre. Cá entre nós: promessas de fim de ano só não são piores do que jurar regime na segunda-feira.
Com o barco desgovernado nesses mares que navegamos, ando temendo até pelas Iemanjás que serão postas no mar à meia noite, para além das sete ondinhas. Junto com ela, nos frágeis barquinhos de madeira, se além dos perfumes e flores ela tiver de levar também tantas as coisas que andamos precisando pedir. Naufrágios, na certa.
Chegou o fim de ano. Nem parece, mas chegou. Se dependesse dos enfeites nem notaríamos. Sumiram as luzinhas que tanto gosto de ver piscando nas casas, janelas. As chinesinhas ficaram largadas em caixas nos fundos dos armários. Entendo. Também não acendi as minhas, de tanto desânimo. Mas preccartaisamos reagir. Esse é um dos motivos dessa minha carta. Dizer que essa descrença geral está no deixando muito tristes, e eles não merecem nem mais as nossas mágoas. Dizer, na verdade informar, que a gente ainda vai ficar sabendo de muito mais coisas que eles todos fizeram nos verões, outonos, invernos e primaveras passadas; esse poço não tem fundo.
Tantos assuntos, e essa loucura de agora todo mundo nem ler muito mais do que 140 caracteres, ou até menos – que ficar teclando nesses aparelhinhos celulares requer habilidade e treinamento pesado. Daí tudo se abrevia, vira emoticon, mensagem cifrada. Isso me preocupa, tenho sempre de prender sua atenção, amarrá-los comigo alguns minutos. Que imagem posso usar nessa carta aqui? Um coração, um beijo? Vou deixar também para você decidir como quer na sua carta. Vai depender do que quer ouvir. Ou melhor, ler.
Puxa, pensei em usar um monte de fofices. Daquelas de amolecer coração de pedra. Mas quais? Tipo contar uma dessas heroicas histórias, ou as de superação, boas de dar exemplo. Frases construtivas, como aquelas todas óbvias que desfilam nas timelines das redes sociais, na linha “Amar é…”
Mas aí precisaria encher isso aqui de links de vídeos de cachorrinhos, gatinhos fazendo suas fofurices, ou mandar um daqueles powerpoints cheios de filosofia que até distraem, mas porque ficamos estabanados tentando apagar ou abaixar o som daquela música chata que toca logo assim que a gente abre – e no final até esquece de ver sobre o que era. Não. Não ia dar certo.
Mas posso escrever do muito que a gente ainda tem para falar um com o outro, ouvir, responder, aprender, descobrir, buscando soluções, analisando os diversos ângulos. Posso fazer minhas observações.
E é o que vou fazer. Espero que por muito tempo. Neste ano e nos próximos. Escrever. Escrever sempre que eu puder e toda semana nos artigos que encontrará, nas emoções que demonstro, coisas que eu conto, nas broncas que dou, nas ironias que uso, e até nos recados que mando e não sei se ele lê, nas declarações de entrelinhas de amor.
animated_typewriter_gifA carta de hoje eu começaria assim, primeiro com cabeçalho, que adoro desde os tempos de primário e que enfeita a entrada das cartas:
São Paulo, dezembro de 2015.
Caro leitor,
Eu me orgulho muito de saber que está aí. Muito obrigada. Até o próximo, até a próxima.
Com afeto,
Marli Gonçalves
Jornalista – O que escolheu ser, justamente para poder escrever para você. Que se multipliquem, os meus leitores.
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