ARTIGO – Seja o que Deus quiser. Por Marli Gonçalves

Deus salve o rei. A sorte está lançada. Alea Jacta Est. As pedras estão catapultadas. O jogo vai começar. Ou vai ou racha, de vez. Que vença o menos ruim.

Sim, sim, desolador o horizonte de onde tenta surgir alguma esperança de mudança e orientação desse país tão bonito, tão rico, tão simpático e ao mesmo tempo tão maluco, que vive eclipsado por galáxias inferiores. Deus caprichou quando semeou o que viria a ser esse nosso chão. Agora só resta apelar a Ele.

Caveat emptor. “Cuidado, comprador”. O risco é seu quando for escolher os produtos que vai pôr na cestinha da urna eletrônica, os ovinhos de onde espera que saiam soluções para pôr fim a essa agonia que nos afunda ano após ano, aprofundando perigosamente as diferenças sociais. Cada vez que pensamos agora, vai, somos colocados diante de um muro, já cheio de gente se equilibrando em cima, se é que me entendem. Muro que novamente aparece como uma barreira protetora, pedindo que rezemos aos seus pés.

Estamos encastelados. Nesse muro moderno não vamos lá lamentar e nem deixamos pedidos escritos com nossos desejos. Nele, projetamos vídeos de celular – com imagens claras deitadas e áudios sofríveis, mas que apontam a realidade e muitas das necessidades – o que queremos. Mais, do que precisamos. Quem acompanha a série, a exibição, pode perceber o estado atual das coisas, a pobreza, as obras inacabadas, as estradas intransitáveis, a dificuldade de expressão do povo em sua própria língua pátria. Pode perceber também a imensidão dessa terra de que às vezes esquecemos a real dimensão, as diferenças, os tipos, os sotaques, os nomes das localidades, alguns que até contam a história de sua criação, levam os nomes de seus fundadores; outros, que trazem poesia; alguns, sua condição geológica, rochas, grutas, montanhas, montes.

Tudo muito lindo parece mostrar um país inteiro que sabe o que quer. E, corajoso, não quer só mostrar o lado bom de onde vivem. Apontam as faltas, como recém descobertos árbitros de vídeo.

Deus brincandoNão, não está a oitava maravilha, faltam escolas, educação. Faltam diversidade, tolerância, cuidados com a natureza e riquezas naturais. Condições de trabalho, produção e formas de escoamento em uma malha de transportes integrada. Falta muito, além de esquerda, direita, centro.

Rezamos a todos os santos – muitos até homenageados com os seus nomes nessas cidades, onde sempre têm uma capelinha – e o que nos aparece? Os mesmos de sempre, atarracados como carrapatos no poder, querendo se reeleger. Pior, alguns que nem eleitos mereciam ter sido e querendo agora mais, governar, sentar na cabeceira da mesa. Subir na vida nas nossas costas.

Mais de uma dezena de candidatos a presidente, dezenas de senadores, centenas de deputados vão procurar você de novo. De algum jeito vão tentar chegar a você e à sua decisão. Vão se desculpar pelo que não fizeram, vão prometer o impossível, pedir desculpas e perdão por seus erros, tentarão explicar botando sempre a culpa em outro alguém. Até em você, preste atenção. Nossas costas são largas.

Nós mesmos já estamos nessa – nos culpando mutuamente como idiotas, já que ninguém merece que nos engalfinhemos. A maioria que ganha num determinado momento pode se dissolver logo. O que vimos na Era PT, e depois no tchau para a Dilma – “qualquer coisa seria melhor”, pensávamos.

Vejam só: “o qualquer coisa” foi mais uma decepção, um desastre. O líder popular não era bem assim, e a primeira mulher coisa e tal foi um festival de vacilos. Faça as contas: são muitos anos deixados para trás.

O direito de errar, de mal avaliar. O problema se torna mais dramático agora que as candidaturas se apresentam e são todos tão questionáveis, alguns muito mais questionáveis que outros. Novos, que são velhos. Alguns que se mostram e às suas verdadeiras faces, piores ainda quando questionados.

Nos deixam entre a cruz e a caldeirinha. Entre a cruz e a espada. Entre o agora ou nunca. Entre o céu e o inferno. Entre o amor e a guerra. Entre o ódio e a paz. Entre o ontem e o amanhã.

Vox Populi, Vox Dei. Voz do povo, Voz de Deus. Seja mesmo o que Deus quiser. Mas lembra que cada povo tem o governo que merece, não é mesmo? Frases feitas repletas de realidade.

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Marli Gonçalves, jornalista. Tomara que o final seja Veni, vidi, vici (Vim, Vi, Venci). Em latim ou em português bem claro.

marli@brickmann.com.br e marligo@uol.com.br

BRASIL, AGOSTO A GOSTO, 2018

ARTIGO – Mantenha a calma e…Por Marli Gonçalves

Mantenha a calma e…

Por Marli Gonçalves

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A que nos for possível manter. Cada um tem o seu limite, mas há tempo de ir e de vir, de aceitar. De parar para pensar. Estou tentando me convencer disso. O que acha? Você consegue?

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Como manter a calma no meio de um turbilhão, de redemoinhos que diariamente tentam nos arrastar e afogar nos rios da vida, de fatos sobre os quais não temos controle e que se sucedem continuamente à nossa volta. Não sei, mas dei de tentar. Antes respondia que as coisas estavam no controle, no certo controle, emendava. Agora digo que vou levando, tentando manter a calma, e emendo: no que me é possível. Como está você? Como faz?

Mas além da calma, temos é muito o que manter, um monte de coisas a listar. Daí a tal expressão Keep calm and…, preenchida e desenhada de todas as várias ideias e formas, muito popular nas redes sociais, com versões que não dá nem pro cheiro as brincadeiras com o “powerpoint do Lula”, onde ele é flechado e tudo converge para o seu nome crucificado lá no meio numa bolona em branco sobre azul. Mantenha o humor.

A esperança. Mantenha a fé. Aproveita e economiza. Mantenha a luz apagada, mantenha fechada a porta da geladeira e a torneira.

Mantenha a calma, a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranquilo. Mantenha as flores no vaso e um sorriso nos lábios. O brilho dos olhos. As mãos limpas.

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Mantenha as dúvidas. E as certezas, as muitas às quais calmamente chegou.

Mantenha a pose, o caráter e a elegância. Mantenha a noção da importância das amizades, dos amores, das conquistas.

Mantenha a calma e a área limpa, a porta aberta para que coisas boas cheguem. E trancada por dentro com as sete chaves para que não te deixem. Mantenha a cidade limpa. Os jardins bem cuidados, floridos, regados, que a primavera vem aí. Sorria. Você pode estar sendo filmado, fotografado, radiografado e até multado.

Mantenha-se em dúvida sobre tudo e sobre todos esses que estão aí não fazendo e acontecendo, mas prometendo. Igual a manter a tampa da privada abaixada, as coisas no lugar. Promessas que jamais cumpriremos, e que nos tiram a calma, por mais bobas, por pueris que sejam.

Mantenha-se centrado, e à esquerda e à direita, que a estrada sempre tem várias saídas.

Mantenha a calma e o hábito de balançar a cabeça, bater os pés, mexer-se com a música boa. E inquietar-se da mesma forma quando escuta arroubos e descalabros teatrais de olhos marejados e falas desconexas, mas inflamadas.

Mantenha a calma e a boca fechada para seus planos. E boquiaberta, sempre, capaz de aprender e se surpreender, assim como protestar quando não há calma que se possa ter.

Mantenha a calma e o foco. Mantenha-se livre. Deixa que digam/ Que pensem, que falem. Deixa isso pra lá/ Vem pra cá. O que é que tem? E eu não tô fazendo nada, nem você também. Faz mal bater um papo assim gostoso com alguém?

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oculos fendiMarli Gonçalves, jornalista – Calma. A gente vai sair dessa.

São Paulo, estação primavera, 2016

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ARTIGO – Só vc pode. Por Marli Gonçalves

Obrigada. Agradeço comovida, de certa forma até emocionada, a reverência e confiança, mas declino. Embora garanta que continuarei fazendo o que posso, e isso já é muito, acredite em mim; já está acima das minhas forças. Não sou São Jorge para lutar sozinha contra o dragão. Não tenho vocação para Joana D`Arc, só amo sua história. Coragem tenho, mas veja bem, há um trator apertando, esmagando quem não concorda com tudo o que está aí, e eu seguro a onda, não tenho onde me encostar. Vc também pode, de alguma forma, muito. Todo mundo pode. Mais: podemos todos, mas juntos, chegar mais longe, mais fortes. Não transfira a sua parte de responsabilidade, como se fosse tudo problema dos outros. Participe. Só que tem de ser ao vivo e em cores.

Letras vigiadasEsse Vc – vocês sabem – é você na nova e às vezes famigerada língua internética e digital que come letras para agilizar a conversa, nessa zona que virou o ambiente, principalmente o das redes sociais. Esse mundo virtual, da luta contra corretores ortográficos automáticos, teclados mínimos, dedos que escorregam e etceteras, que nos faz de quando em quando até publicar coisas feias, e não era bem isso. (Escreva, digite rápido “pauta”; ou “pedido”. Erra o meu “pode” do título – normal uma letra sempre cair ou ser trocada no caminho).

Volta. Enfim é assim – só vc pode. Em geral é nessa forma que recebo mensagens todos os dias apontando e dando dicas de sobre o que eu preciso, deveria falar, escrever, denunciar, ou contra o que protestar, às vezes com ideias que equivaleriam, se eu tentasse mesmo executá-las, quase a me armar vestidinha como mulher-bomba e me jogar lá meio do Planalto puxando as cordinhas, me indispondo com três poderes. Invariavelmente, o pior: as mensagens começam ou terminam assim: só vc pode.eletrocutado

Dou uma exagerada, certo, para que não me levem a mal e tenham noção da dimensão da responsabilidade que às vezes se ganha, de um amigo, de um leitor. Faço um desabafinho meio chato, espero poder contar com a atenção e compreensão de todos:

– “Posso não, posso tudo isso não”.

Tipo “uma andorinha sozinha não faz verão”, mas pode virar churrasquinho. Quem é que me garante a retaguarda, se é que me entendem? “Juízo e caldo de galinha” … “Quem sabe de mim sou eu” – como magnificamente respondeu a Marilia Gabriela numa entrevista outro dia.

Fosse algumas dezenas de anos, um punhado deles atrás, até podia ser que eu achasse que podia ser a rainha da cocada, revolucionária. Lá naquela época grudenta e braba, me meti em muitas coisas, também aprendi muito. Só que ninguém ficava só do lado de fora insuflando. Ao contrário, tínhamos de por a mão na massa e até esconder nossos passos. Mudar a história requer dedicação, boa dose de renúncia e idealismo. Você aceitar um chamado. Quer saber? Por conta de saber disso ando muito, mas muito preocupada mesmo, com o crescente número de adolescentes que estão sendo recrutados em quase uma centena de países e que está se unindo ao que tem de pior e mais cruel no terrorismo internacional. Já somam milhares, conquistados pela grande rede, convencidos. Um dia também fantasiei com a guerrilha, suas lendas, heróis e heroínas, mas não mais. O que estará agora sendo oferecido a esses meninos e o que mais me surpreende, meninas, jovens de tudo e que, como um êxodo, uma abdução, uma hipnose coletiva, estão sendo cooptados? Qual é o Graal?hipnose

No momento as coisas estão muito esquisitas. Há quem passe o dia inteiro na internet e se ache o maior mobilizador de massas de que já se teve notícia. Mas não ganha público novo. Ficam todos falando só entre si, comadres. Há dias que recebo mais de vinte vídeos, as mesmas charges e piadas, verdadeiros tratados sobre os erros do governo, os roubos e a corrupção, chamado e propagandas para a grande manifestação. Mas eu já sei de tudo isso, juro que também leio os jornais, trabalho com isso, conheço até alguns atores desse espetáculo! Precisamos ampliar nosso alcance e não é por computador – esse só ajuda, e bem. É difundindo conhecimento, explicando manobras, argumentando com quem ainda é possível e não tenha tido ainda os sentidos entupidos por tanta propaganda política enfiada pela goela.

Repito: por aqui está cada dia mais complicado não ter eira nem beira, não ser do A nem B, não pender nem para a direita nem para a esquerda, não torcer nem para o Fla, nem pra o Flu. Por a cara para bater. Não ter opinião formada sobre quase tudo. Fora os achismos que carimbam nas nossas costas com certa facilidade. Se batemos, talvez estejamos com algum “interesse”, isso, e eles falam fazendo aspas assim com a mão; se defendemos que radicalismos não são legais, alguns são até bem burros, é porque devemos ser da mesma laia. Se sou do samba não posso trabalhar para o rock. Quero manter meu direito ao contraditório!

Nosso papel é o de ser antídoto. Conjugue esse verbo. Se eu posso, tu podes, ele pode, nós podemos, vós…eles podem. Vamos nos diversificar, sem que ninguém troque letra alguma para sacanear. Há um monte de coisas que os outros falam ou escrevem e que eu gostaria de ter falado ou escrito. Precisamos nos orgulhar assim uns dos outros, mas parar de outorgar nossos poderes, transformando em celebridade ou Gênio da Humildade qualquer um, o primeiro que passar dando uma piscadinha.

genteConto com seu apoio sim. Porque eu acho que posso. Vc pode. Só vc pode. Conta comigo. Vem pra rua. Vem falar nela.

São Paulo, 2015

Marli Gonçalves é jornalista – – Tudo isso só para chamar você para participar, engrossar o coro, vir ajudar a pensar como conseguiremos aprumar as coisas. Mas vamos fazer isso pessoalmente. Entende? Ficar xingando teclando não muda o mundo

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Frase

Fonte: nota da coluna Claudio Humberto – Diário do Poder

moleque atravessa paredeViva a modernidade

Com seus atores mambembes de script combinado, a CPI da Petrobras inaugura nova era no Congresso. A era das testemunhas ventríloquas.

ARTIGO – Ser solteiro é… Por Marli Gonçalves

heartCupid_2005_0125_01cA cada dia mais normal, usual e em alguns casos, até preferível. Mas ainda não somos aceitos completamente, embora até tenhamos ganhado um dia – já que todo dia é dia de algo, e para alguém ganhar algum – que é agora, dia 15 de agosto. Só não entendo para o que serve e o que é que é para fazer, se é para comemorar, tentar deixar de ser um, se inscrever em alguma agência de encontros, baixar algum aplicativo (que agora tudo é app, aplicativo), ganhar presente ou comprar alguma porção individual. Eu, de minha parte, vou só filosofar em cima de um monte de solteirices.

Tem quem se case só para perder esse apêndice, igual quem opera para tirar um pedaço disso ou daquilo. Tinha até mais gente que fazia isso, casava, especialmente mulheres, ou para não ficar para titia, ou para sair de casa, ou para, digamos, se dar bem, amarrar bem o cabresto. Mas agora muitos estão aprendendo que solteirice não é doença, pode até ser solução. Depois que a legislação mudou, e que um tempinho junto e comprovado vira união estável, divide algum, creio eu que a necessidade diminuiu. Tenho encontrado meus pares – solteiros por opção – mais constantemente.

panicMais que isso, tenho visto quem fez o contrário, casou oficialmente e separou logo. Para virar um tipo específico de solteiro, o ex-casado. Repara só. Esse tipo, um pouco mais respeitado, já tem até apelo comercial; tenho visto lançamentos de flats, condomínios, serviços, coisas pensadas especialmente para eles viverem longe de qualquer dona de casa. É isso mesmo que você já deve estar pensando: para o homem tudo é mais fácil, mais bonito, menos criticado pela sociedade, garanhão solto.

Para nós mulheres, até já escrevi sobre isso, não é tão simples assim. Aliás, não é nada simples, vivemos bombardeadas por olhares piedosos, pensamentos malvados, até alguns abusos. Somos olhadas com certa desconfiança, ouvimos mexericos, e há mulheres que odeiam que seus maridos sejam nossos amigos. Vai saber quais são as nossas segundas intenções, não?

Como desta vez só quero falar da tal data que inventaram, o Dia do Solteiro, vou me abster de dizer que acham que, “jáqui” somos solteiras, “jáqui” estamos por ali, estamos disponíveis, prontas a receber maior carga de trabalho ou, pior, secas ou sedentas por um relacionamento. Ou que estamos solteiras porque temos algum problema, que ninguém nos quer. Se vocês soubessem o que ouvi ou soube que falaram de mim! E olha que já fui “casada”, estive junto por um tempo, de alguns bons moços, pode perguntar por aí…tumblr_mdr3qtVBTx1ribru4o1_500

Creio que deveríamos, nós, os solteiros, ser protegidos por leis especiais, protegidos por algum Ibama desses por aí, incluídos em algum item de diversidade, ou de necessidades especiais. Poderíamos planejar fazer até uma Parada. Sugiro Avenida Paulista, coitada, que anda tão tristinha sem grandes manifestações.

Tem tanta coisa solteira por aí – Ilha Solteira, mãe solteira – e como caminhamos cada vez mais para a individualidade, esse número tende a crescer. Tenho visto gente casando com Iphone, Facebook, Instagram, levando até para a cama, tudo registrado em momentos felizes e saracoteantes. Outra parte anda se juntando a animais de estimação, e deles, em geral sobreviventes de alguma relação estragada, vamos ouvir, invariável: “Confio mais em bichos do que em gente”.

Isso aí. Quando o povo quer radicalizar, o faz. Mas ser solteiro tem algumas vantagens a mais do que se largar esparramado na cama inteira, comendo chocolate ou pipoca, ou jogar toalha molhada em cima dela, e pouco se importar se a pia está cheia de pratos. Se você consegue viver sozinho já é um grande avanço, porque já sabe que é possível conviver com você, coisa que a gente nunca sabe se vai conseguir com outra pessoa. Quem não ouviu a famosa frase, em geral dita pelas mães? “Ah, acha ele bonzinho? Vai morar com ele!”

homerflexinginmirrorSer solteiro é estado civil que se pode mudar, se você realmente quiser dar uma chance. Não que seja assim tão fácil. Tem de ceder, ceder, ceder, dar muito de si e do seu espaço. Outro dia me perguntaram sobre isso, era uma pessoa que quer saber como é estar com alguém, e eu fiquei matutando porque adoraria ter a resposta, iluminar algum caminho. Mas não tenho, nem sei por onde começar, eu e minha solteirice já nos acostumamos. Como diria Caetano, cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é. Até meus namorados de toda a vida acabaram se acostumando. Alguns até aderiram. E me agradecem. Outros ainda não decidiram. Ou tem medo de perder alguma baixa fresca proporcionada pela acomodação.

São Paulo, solidão junto ou separado, 2014im okMarli Gonçalves é jornalista Só para constar: solteira, sem filhos. E daí? Se quiser mandar presente pela data, não se acanhe. E vou dizer mais: solteiros adoram bobagens.

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Amanhã, 15 de agosto, Dia do Solteiro. E a solteira aqui começa as comemorações

Penso, logo sou solteiro.

 

Winston Churchill

O melhor de ser solteiro, é que você pode entrar na cama pelo lado que quiser.

 

James Dean

Ser solteiro é virtude dos Loucos, que sabem que não é com a pessoa Errada que se constrói o Futuro Certo.

 

Samara Cirino

 

Belíssima frase do jornalista Henrique Suster. Para a eleição, domingo.

 

“Que neste 07 de Outubro deixemos de ser tão 12 de Outubro e sejamos mais 7 de Setembro, pois só com muito 1º de Maio o nosso Brasil não será um 1º de Abril”.

HENRIQUE SUSTER