Uma história bonita de amor por um animalzinho gato. E o vídeo é de uma delicadeza…

Americana descobre doença em gato e cria campanha pró-felinos na web

Wendy Cho herdou o bichano por acaso, de um amigo de sua vizinha.
Hoje curado, ‘gato filósofo’ tem site que ajuda resgate de abandonados.

Fábio Tito

FONTE: Do G1, em São Paulo – www.g1.com.br

O gato Chairman Meow, que, como o ‘quase xará’
Mao Tse-tung, também tem preceitos filosóficos
(Foto: Reprodução)

Por conta de um gato doente herdado em uma longa história, a americana Wendy Cho decidiu criar um site para angariar fundos e pagar o tratamento do felino, ainda em 2003. Oito anos depois, com o gato saudável, a página continua no ar e faz alerta contra a Bartonella felina, além de doar os ganhos para o resgate de gatos de rua.

A página que Wendy criou vem ainda carregada de “conhecimentos filosóficos” e um certo contexto político. Filha de chineses, ela batizou o felino fazendo uma brincadeira com o nome do líder da Revolução Chinesa no início do século XX e filósofo marxista Mao Tse-tung (1893-1976). Tse-tung é comumente referido como “Chairman Mao” em inglês (Presidente Mao), e o gato se chama Chairman Meow (Presidente Miau).

Diferente de Mao Tse-tung, a proposta da “filosofia” de Chairman Meow é comandar uma nova revolução, a dos gatos. Entre seus ensinamentos, aparecem mandamentos cômicos, como: “Felinos do mundo, uni-vos e derrotai os agressores e todos seus cachorros que gostam de correr!”

Além disso, a dona faz e vende camisetas com uma reprodução estilizada do gato, que, com uma boina à cabeça, se assemelha bastante a outro revolucionário, o argentino Che Guevara. Os interessados em ajudar podem ainda comprar brinquedos feitos a mão para felinos. São reproduções de tradicionais comidas chinesas, como gyoza e rolinho-primavera, feitos todos de lã por ela mesma.

“Eu não ganho dinheiro com isso, é algo que faço simplesmente porque gosto”, conta Wendy, que é bióloga especializada em epigenética e também artista plástica. Questionada sobre como conciliar as atividades, ela brinca. “Não acho que o Chairman Meow atrapalhe meu trabalho. É o trabalho, na verdade, que interfere e torna difícil fazer mais coisas pelos gatos”, afirma.

Wendy Cho e seu gato, que originou o site para arrecadar doações para o resgate de felinos das ruas (Foto: Arquivo pessoal)Wendy Cho e seu gato, que originou o site para arrecadar doações para o resgate de felinos das ruas (Foto: Arquivo pessoal)

‘Herança’
De volta a 2003, a história do “gato filósofo” teve início de forma peculiar. A vizinha de Wendy fez um favor a um amigo que tinha Aids, e recebeu o gato enquanto o dono se submetia ao tratamento. A vizinha, no entanto, já tinha um gato, e os dois felinos não se deram bem.

Wendy se ofereceu para cuidar do bichano achando que seria no máximo por três semanas, mas ele foi ficando, ficando… E ao levá-lo ao veterinário um dia, ela descobriu que ele tinha a séria doença, que pode ser transmitida a humanos. “Foi uma grande sorte na verdade, poque se o Chairman Meow tivesse continuado com seu antigo dono, havia um grande risco de a doença ser transmitida. Pessoas com Aids têm o sistema imunológico enfraquecido” afirma ao G1.

Com pelo menos 9 anos de idade, o felino está em ótimas condições de saúde e só precisa agora de eventuais consultas de prevenção, segundo Wendy. Para ajudar a promover o site, ela também usa o talento de artista para fazer vídeos com participações do gato. No último, ele aparece acompanhando a transformação de uma lagarta em uma borboleta.

O dinheiro vai quase todo para doações. “A missão do Chairman Meow é, basicamente, promover os animais de estimação, o resgate dos animais de rua e o fato de que eles podem ser ótimas companhias”, resume a americana.

Depois do Pimpoo, Gol perde outro bichinho. Desta vez é o gato Esquilo. Torcida para que o dono o encontre, em Brasilia. Ou será que ele foi para o Congresso caçar ratos? Ou Requião, ops, requeijão?

SÓ QUEM TEVE OU TEM UM ANIMALZINHO PODE ENTENDER ESSE DESESPERO

do uol

‘Gatoeiras’ serão espalhadas pelo aeroporto de Brasília para tentar capturar gato fujão

Maria Fernanda Ribeiro
Especial para o UOL Notícias
Em Campinas (SP)

 
Pesquisador busca seu gato de estimação que desapareceu no aeroporto de Brasília

Gatoeiras serão espalhadas pelo aeroporto internacional Juscelino Kubitschek, em Brasília, para tentar capturar o gato do pesquisador Maicon Saul Faria, 29 anos, de Campinas, que está desaparecido desde segunda-feira (25).

Esquilo, como o felino é chamado, fugiu da gaiola no momento em que estava sendo transportado pela equipe que faz o traslado da bagagem da companhia aérea Gol. Faria voava de Palmas (TO) para Campinas e o voo fez conexão em Brasília.

Uma entidade de protetores independentes de animais, a Augusto Abrigo, de Brasília, está auxiliando nas buscas. Eles estão com Faria no aeroporto desde hoje e também disponibilizaram duas gatoeiras. Uma terceira foi comprada pelo dono do animal.

Eles aguardam agora resposta da Infraero para que os protetores possam entrar na área onde o gato fugiu. “Trouxemos gatoeiras e alimentos que servem como chamariz para gatos. Somos especializados em captura de animal”, disse Angélica Bessa, membro da Augusto Abrigo.

Segundo o pesquisador, ele viu o momento que Esquilo fugiu da gaiola. Ele diz acreditar que o gato tenha ficado estressado durante a troca de bagagem e conseguiu romper o lacre.

O gato correu pela pista do aeroporto e desapareceu pela grade que dá acesso ao estacionamento. “Esse gato é muito importante para mim.” A Infraero – responsável pelo aeroporto – permitiu que Faria entrasse na pista para procurar o animal.

O fato ocorreu por volta das 17h da segunda-feira, e Faria ficou 36 horas sem dormir em busca do gato fujão. Cartazes foram espalhados pelo aeroporto e agora ele tentar distribuir gatoeiras na tentativa de capturar Esquilo.

A Infraero também realizou buscas pelas áreas mais remotas. “Vou ficar aqui até encontrar o Esquilo.” O animal de estimação é malhado nas cores cinza e preto e tem o rabo amputado, pois sofreu um acidente.

Em nota à imprensa, A Gol Linhas Aéreas informou que está mobilizada para levantar os detalhes sobre o ocorrido e tomar as devidas providências. Segundo pesquisador, a empresa também providenciou hotel e alimentação.